O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.
Vitor Roque: o retorno que virou liderança
Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.
Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.
Botafogo: a fábrica silenciosa
Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.
O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.
Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.
O ranking completo
Pos.
Jogador
Idade
Posição
Clube
1º
Vitor Roque
21
Atacante
Palmeiras
2º
Robert Renan
22
Zagueiro
Vasco
3º
Allan
22
Meia
Palmeiras
4º
Álvaro Montoro
19
Meia
Botafogo
5º
Breno Bidon
21
Meia
Corinthians
6º
Viery Fernandes
21
Zagueiro
Grêmio
7º
Agustín Giay
22
Lat. direito
Palmeiras
8º
Victor Gabriel
21
Zagueiro
Internacional
9º
Román Gómez
21
Lat. direito
Bahia
10º
Matheus Martins
22
Atacante
Botafogo
11º
Maik Gomes
21
Lat. direito
São Paulo
12º
Lucas Ronier
21
Atacante
Coritiba
13º
Victor Hugo
21
Meia
Atlético-MG
14º
Jefté
22
Lat. esquerdo
Palmeiras
15º
Ignacio Sosa
22
Meia
RB Bragantino
16º
Jordan Barrera
20
Atacante
Botafogo
17º
João Pedro
22
Zagueiro
Corinthians
18º
Keny Arroyo
20
Atacante
Cruzeiro
19º
Mateo Ponte
22
Lat. direito
Botafogo
20º
Wallace Yan
21
Atacante
Flamengo
O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro
Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.
Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.
Filipe Luís no Monaco e a história dos técnicos brasileiros que ousaram treinar na Europa
Filipe Luís vai ao Monaco e entra num seleto grupo: conheça alguns dos técnicos brasileiros que já ousaram treinar no futebol europeu e o legado de cada um
Filipe Luís é o mais novo técnico brasileiro a cruzar o Atlântico para trabalhar no futebol europeu. Confirmado pelo jornalista Fabrizio Romano e pelo jornal francês L’Équipe, o ex-treinador do Flamengo acertou contrato com o Monaco, da Ligue 1, válido até junho de 2028. Essa será a sua primeira experiência como treinador fora do Brasil. Ele chega ao time francês após negociações com Bayer Leverkusen e Chelsea, que também monitoravam o brasileiro de 40 anos. Com a contratação, Filipe Luís se junta a um seleto grupo de nomes brasileiros que ousaram comandar clubes no futebol europeu.
Filipe Luís: o contexto da chegada
Demitido do Flamengo em março de 2026 após início irregular na temporada, Filipe Luís ficou apenas dois meses livre no mercado antes de receber uma das propostas mais atrativas disponíveis na Europa. O Monaco, oito vezes campeão da Ligue 1, busca reestruturar o projeto esportivo após uma temporada abaixo das expectativas.
Filipe Luís em Flamengo x Lanús – Foto: MAURO PIMENTEL / AFP
Curiosamente, o clube já teve um brasileiro no banco antes: Ricardo Gomes comandou o Monaco de 2007 a 2009, após passagens pelo PSG e pelo Bordeaux. Filipe Luís chega com o desafio adicional de classificar o time para a Champions League 2026/27, algo que o Monaco não conseguiu nesta temporada.
Os brasileiros que foram à Europa e deixaram marca
A história dos técnicos brasileiros na Europa é marcada por momentos de brilho, desafios culturais e o peso de carregar o passaporte do “país do futebol” na beira do campo europeu.
Vanderlei Luxemburgo — Real Madrid (2004/05) A experiência mais midiática. Luxemburgo assumiu o maior clube do mundo com o elenco galáctico: Zidane, Ronaldo Fenômeno, Beckham e Roberto Carlos. Chegou cercado de expectativas, aplicou seu futebol direto e raçudo e saiu sem títulos, menos de um ano depois.
Luxemburgo durante a passagem pelo Real Madrid. Foto: PHILIPPE DESMAZES/AFP via Getty Images
Luiz Felipe Scolari — Chelsea (2008/09) e Portugal (2002–08) Felipão é, provavelmente, o técnico brasileiro de maior impacto na Europa. Levou Portugal à final da Eurocopa 2004 e à semifinal da Copa 2006, feitos históricos para a seleção lusitana. No Chelsea, ficou apenas oito meses, mas o trabalho com Portugal garantiu seu prestígio internacional.
Felipão e CR7 durante treino pela seleção portuguesa. Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images
Leonardo — Milan (2009/10) e Inter de Milão (2010/11) Em 2009, Leonardo assumiu o Milan como treinador, substituindo Carlo Ancelotti. Entretanto, ele não obteve sucesso, sua permanência durou apenas uma temporada. Além disso, após a sua passagem frustrante, ele surpreendeu a todos quando na temporada seguinte, foi para a rival Inter de Milão, onde trabalhou como técnico por cerca de seis meses e conquistou uma Copa da Itália.
Leonardo durante a sua passagem pelo Milan. Foto: Reuters
Sylvinho — Lyon (2019)e Albânia (2023-2026) Sylvinho ganhou destaque internacional ao assumir a seleção da Albânia e levar o país à Eurocopa, feito celebrado no país. Inclusive, o brasileiro conseguiu classificar a seleção como líder do seu grupo nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2024. Sylvinho ainda chegou a ter uma breve passagem pelo Lyon, onde não conseguiu mostrar bons resultados.
Sylvinho comemora classificação da Albânia para a Eurocopa 2024. Foto: UEFA
Ricardo Gomes — PSG, Bordeaux e Monaco (1996–2009) O brasileiro mais longevo na Europa como técnico de clubes de elite. Ricardo Gomes passou mais de uma década atuando na Ligue 1, com passagens em três clubes tradicionais da França. Por lá, ele ganhou duas Copa da Liga Francesa (Bordeaux e PSG) e uma Copa da França (PSG). Uma trajetória que raramente é lembrada com o devido mérito.
Ricardo Gomes à beira do gramado pelo Bordeaux. Foto: /AP
Por que é tão raro?
Por mais de oito temporadas consecutivas, o Brasil ficou sem nenhum técnico nas cinco grandes ligas europeias: Premier League, La Liga, Serie A, Bundesliga e Ligue 1. A barreira não é técnica: é cultural e de mercado. O futebol europeu privilegia nomes conhecidos localmente, e o histórico de passagens relâmpago de brasileiros criou um estigma difícil de quebrar.
Filipe Luís chega em um momento diferente. Tem 40 anos, foi campeão da Libertadores como técnico do Flamengo em 2025, e construiu uma reputação sólida antes de cruzar o oceano. Se der certo no Monaco, pode abrir uma janela que o futebol brasileiro demorou décadas para encontrar.
Do Caos ao Controle: A Chegada do Técnico Português
O começo de 2026 do Cruzeiro foi daqueles que a torcida prefere varrer pra baixo do tapete. Resultados inconsistentes, ambiente pesado e a sensação de que o clube estava andando em círculos. A chegada de Artur Jorge mudou o endereço dessa história. O treinador português assumiu o comando com a missão de organizar a casa e, pouco a pouco, foi imprimindo sua marca: uma equipe mais compacta, intensa e com identidade. Não foi do dia pra noite, mas o processo começou a fazer sentido nos gramados.
Os Números Que Fazem a Torcida Sorrir
Desde que chegou ao Cruzeiro, Artur Jorge acumula oito vitórias, quatro empates e apenas três derrotas em 15 partidas, com aproveitamento de 62,2%. Mais do que a conta fechada, impressiona a consistência recente: nos últimos 10 jogos da temporada, o Cruzeiro perdeu somente uma vez. Foram cinco vitórias, quatro empates e a única derrota para o Atlético-MG, no clássico do dia 2 de maio. A Raposa chegou à sua maior sequência invicta sob o comando do português, e o momento é dos melhores do ano. Quatro dos últimos cinco jogos foram fora de casa, e o clube vive uma invencibilidade de sete partidas como visitante — a maior da temporada e a melhor marca desde setembro de 2025.
Três Frentes, Uma Alma: Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores
O que torna essa fase ainda mais especial é que ela acontece em competições completamente diferentes, exigindo adaptações táticas e mentais quase que semanais. No Brasileirão, o Cruzeiro foi a Salvador bater o Bahia por 2 a 1 e segurou o líder Palmeiras no empate fora de casa. Na Copa do Brasil, eliminou o Goiás no Mineirão e avançou às oitavas de final. E na Libertadores, o capítulo mais dramático: o empate por 1 a 1 diante do Boca Juniors em La Bombonera, resultado que deixa o Cruzeiro com oito pontos no grupo e dependendo apenas de si para avançar às oitavas. Sobreviver à Bombonera sem perder já é, por si só, um feito e tanto.
Elenco posa para foto na Bombonera, em jogo pela Libertadores. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
O Que Vem Por Aí — Por Que Vale Acreditar?
O próximo compromisso pela Libertadores será diante do Barcelona-EQU, na terça-feira (26), às 21h30, no Mineirão, pela última rodada da fase de grupos. Antes disso, o Cruzeiro enfrenta a lanterna Chapecoense no domingo pelo Brasileirão, partida que, no papel, é mais fácil, mas que serve para manter o ritmo e a confiança. A Raposa que começou 2026 tropeçando agora entra em campo com outra postura, outro pulso. Artur Jorge pode não ter virado o clube de cabeça pra baixo em semanas, mas está construindo algo sólido. Tijolo por tijolo, jogo a jogo, resultado a resultado. E a torcida celeste, que conhece bem o gosto amargo da decepção, começa a sentir um sabor diferente: o de esperança com fundamento.
Quem manda na Era dos Pontos Corridos no Brasileirão? Veja números e curiosidades
Confira o ranking histórico da Era dos Pontos Corridos (2003-2025) e entenda como uma longa soberania pode mudar de mãos em 2026. Dados exclusivos que você precisa conhecer!
A Era dos Pontos Corridos no Brasileirão consolidou, entre 2003 e 2025, um cenário de estabilidade e recordes que transformou a elite do futebol nacional, que antes disso convivia com o caos de regulamentos confusos, em um campo de batalha estatístico em quase um quarto de século já disputado. Contando apenas as 23 edições completas, entre 2003 e 2025, o São Paulo lidera o ranking acumulado com 1.434 pontos, mas vê de muito perto o Flamengo, que com campanhas melhores nos últimos anos tirou a diferença e encerrou a última temporada apenas dois pontos atrás (1.432). O que coloca a edição de 2026 como o palco de uma possível troca de guarda histórica na liderança geral dessa competição paralela. Além dos dois, só o Fluminense também esteve presente em todas as edições. Enquanto a briga pelo topo ferve, o Palmeiras se destaca pela eficiência técnica, ostentando o maior aproveitamento percentual da história (54,57%), mesmo com menos jogos que os rivais por causa de seus dois rebaixamentos (logo na primeira edição em 2003 e em 2013). E por essa eficiência o Verdão também deve terminar 2026 tomando do Internacional o terceiro lugar no pódio histórico. No campo defensivo, o São Paulo permanece como o único a não ultrapassar a marca de mil gols sofridos, mantendo a mística do “muro” construída na era Muricy Ramalho, quando conquistou o tricampeonato seguido (outra marca que só o time paulista possui). O levantamento do Kmiza27 com todos os 45 clubes que disputaram pelo menos uma edição no período, revela ainda o crescimento de forças como o Athletico-PR, consolidado à frente de gigantes tradicionais, e o domínio regional de clubes como o Goiás e o Sport, hoje na Série B, e até do Figueirense, que atualmente amarga um longo período na Série C do Brasileiro.
Tabela Histórica com todos os 45 clubes que disputaram pelo menos uma das edições
Números e curiosidades do G12 na Era dos Pontos Corridos e a disputa pelo topo da tabela
Confira abaixo 15 curiosidades dos números e estatísticas da Era dos Pontos Corridos:
1 – O “Rei da Eficiência”
Embora o São Paulo e o Flamengo disputem isolados o topo em pontos totais, o Palmeiras é o clube com o maior aproveitamento percentual real da história (54,57%). Isso acontece porque o clube tem menos jogos acumulados que os rivais (devido às duas passagens pela Série B), mas quando está na elite, pontua em um ritmo superior a todos os outros.
2 – O topo da história pode mudar em 2026!
Após 23 edições completas e mais de 900 jogos para cada (ultrapassados em 2026), a diferença entre o 1º e o 2º colocado é apertadíssima (terminou 2025 em apenas 2 pontos (1.434 contra 1.432 a favor do São Paulo). Isso significa que, em 2026, como o Flamengo tem pontuado mais que o Tricolor paulista nos últimos anos, a liderança histórica pode mudar de mãos a qualquer rodada. É a maior rivalidade estatística do país. Nos outros critérios, a diferença também é muito pequena, com o Flamengo já levando vantagem em número de vitórias e de gols marcados, por exemplo. O pódio também deve ter novidades ao final da temporada 2026, com o Palmeiras ultrapassando o Internacional e consolidando o terceiro lugar, mesmo com 46 jogos a menos que o Colorado na elite no período.
3 – O “Muro” Tricolor
O São Paulo possui a melhor defesa histórica entre os grandes que disputaram todas as 23 edições completas, sendo o único dos “onipresentes” a manter a média de gols sofridos significativamente abaixo da marca de 1000 gols (969 GC), enquanto os rivais cariocas Flamengo e Fluminense já ultrapassaram o milhar. Herança do tricampeonato seguido (único a conseguir o feito) entre 2006 e 2008, quando o time de Muricy Ramalho ficou conhecido pelas vitórias apertadas e, principalmente, por tomar poucos gols.
4 – O Trio 100% de presença
Apenas três dos 45 clubes estiveram em todas as 23 edições já concluídas da Era dos Pontos Corridos (2003-2025): os líderes São Paulo, Flamengo e o Fluminense, sexto colocado no ranking geral. Todos os outros gigantes do “G12” já tiveram pelo menos uma ausência. O Flu, campeão em 2010 e 2012, quase caiu em 2009 (o milagre de Cuca) e deveria ter caído em 2013, mas foi salvo pelo Tapetão, que acabou rebaixando a Portuguesa naquele ano. Mesmo com a presença constante, o time carioca tem pontuação e aproveitamento muito abaixo dos demais, fruto de campanhas ruins no início dos pontos corridos, principalmente.
5 – O Intruso entre o G12
O Athletico-PR ocupa a 11ª posição, estando à frente de um gigante como o Vasco (13º) e muito próximo do Cruzeiro (10º). É a prova matemática da consolidação do Furacão como uma potência nacional nas últimas duas décadas, mesmo com a passagem recente pela Série B em 2025.
6 – Mirassol: O estreante que chegou causando
O Mirassol, com sua histórica participação em 2025 (4º lugar), aparece com um aproveitamento de 58,77%. Estatisticamente, é o maior aproveitamento da tabela inteira, superando até o Palmeiras. Obviamente, é um dado “distorcido” pelo baixo número de jogos, mas é um ótimo conteúdo para exaltar a brilhante campanha do clube em sua estreia na elite, que o levou para a Libertadores e direto para o 38º lugar no ranking dos pontos curridos, superando inclusive clubes com duas participações, como o Santa Cruz.
7 – O Equilíbrio Perfeito
Curiosamente, Santos e Grêmio terminaram a última edição do período histórico com exatamente o mesmo aproveitamento: 50,00%. O Santos leva a vantagem no ranking pelo maior número de pontos e vitórias, mas a eficiência histórica de ambos é idêntica até a segunda casa decimal.
8 – Quem manda no Centro-Oeste?
O Goiás é o soberano da sua região, ocupando a 14ª posição geral com 769 pontos. Ele está mais de 400 pontos à frente do seu rival, o Atlético-GO (24º), mostrando que, apesar das oscilações, ainda é a força histórica dos pontos corridos no Centro-Oeste.
9 – Fortaleza: O Gigante que Acordou
Mesmo tendo apenas 10 participações (menos da metade das edições), o Fortaleza já ocupa a 20ª posição, tendo ultrapassado clubes com mais tradição histórica na elite ou mais participações, como a Ponte Preta. O Leão do Pici foi o clube que mais escalou posições no ranking nos últimos 5 anos, trajetória interrompida com o rebaixamento em 2025.
10 – O “Clube dos Mil”
Apenas 12 clubes no Brasil conseguiram ultrapassar a barreira dos 1.000 pontos na Era dos Pontos Corridos. O último a entrar nesse grupo foi o Botafogo, na campanha do título em 2024. O próximo candidato a entrar no clube (mas ainda bem longe) é o Vasco, que fechou 2025 na 13ª posição com 907 pontos.
11 – O Soberano de Santa Catarina
Em solo catarinense, os números da Era dos Pontos Corridos ainda dão larga vantagem ao Figueirense, mesmo amargando um longo período fora da elite, incluindo os últimos seis anos na Série C. O Alvinegro ocupa a 18ª posição geral com 550 pontos em 11 participações, enquanto o arquirrival Avaí, por exemplo, está em 28º com 271 pontos em 7 participações (logo atrás da Chapecoense, mais presente na elite recente e com as mesmas 7 participações). Ou seja, apesar da draga atual, o Figueira ainda tem mais que o dobro de pontos do rival no acumulado histórico (550 vs 271). Entre os outros catarinenses, o Criciúma soma 5 participações e ocupa o 31º lugar (226 pontos), enquanto o Joinville, com sua única presença em 2015, soma 31 pontinhos e frequenta o Z4 desse levantamento histórico.
12 – O Dono do Recife é o Leão!
No “clássico dos números” pernambucanos, o SportRecife reina absoluto na 19ª posição (517 pontos). Ele tem praticamente o dobro de pontos da soma de Náutico (32º – 200 pts) e Santa Cruz (39º – 59 pts) – 518 x 517! No Nordeste, apenas Bahia (615), Vitória (560) e o Leão da Ilha do Retiro romperam a barreira dos 500 pontos no período.
13 – A Força do Interior
O Juventude (22º) é um caso raríssimo de longevidade fora do eixo das capitais. Com 411 pontos, o time de Caxias do Sul está à frente de capitais inteiras e de clubes como Ceará e Atlético-GO. É o interior mais forte do Brasil na história recente, mesmo que no hisórico esteja uma posição atrás do time de interior melhor colocado, a Ponte Preta. Atualmente, ambos disputam a Série B.
14 – O Equilíbrio Carioca: Vasco vs Botafogo
Embora o Vasco (13º) esteja à frente do Botafogo (12º) na opnião (e na memória) de muitos, afinal tem quatro títulos brasileiros, na Era dos Pontos Corridos a conversa é outra e o Fogão leva a melhor com folga na pontuação total: 1073 contra 907 do Vasco. O Botafogo é um dos 12 clubes que passaram de 1000 pontos, e um dos que conquistou um Brasileirão de pontos corridos (2024), enquanto o Vasco, cujo último título é anterior à Era dos Pontos Corridos (A Copa João Havelange de 2000) e possui apenas um vice-campeonato em 2011, ainda precisa de quase 100 pontos para entrar nesse grupo de elite, fruto dos seus três rebaixamentos no período.
15 – A Melhor Defesa vs O Melhor Ataque
Se olharmos para quem mais balançou as redes contra quem mais segurou o rojão, o melhor ataque é o do Flamengo (1308 gols marcados – o único a passar dos 1300 gols). Já a melhor defesa, com sobras, é a do São Paulo. Com 969 gols sofridos em 894 jogos, o Tricolor tem a melhor média de “segurança” entre todos os times que nunca caíram. O Tricolor tem ainda o impressionante recorde (que dificilmente será superado) de defesa menos vazada em uma única edição: em 2007, o time de Muricy Ramalho e Cia (que naquele ano conquistaria o segundo dos três brasileiros seguidos) levou apenas 19 gols, média de 0,5 por jogo!