Connect with us

Esporte

Mundial de Clubes 2025: a nova era do futebol global

Realizado entre 14 de junho e 13 de julho de 2025, nos Estados Unidos, marca uma virada histórica no futebol de clubes

Avatar photo

Publicado

em

Foto: DAZN

O primeiro Mundial de Clubes com 32 participantes, realizado entre 14 de junho e 13 de julho de 2025, nos Estados Unidos, marca uma virada histórica no futebol de clubes. O formato, inspirado na Copa do Mundo, reúne campeões continentais e equipes convidadas, com oito grupos de quatro, avançando para o mata‑mata. São 12 estádios em 11 cidades‑anfitriãs, incluindo Miami, Los Angeles, Orlando e Seattle centauro.com.br.


🏆 O troféu, símbolo de um novo ciclo

Desenvolvido pela Tiffany & Co. e com acabamento em ouro 24 quilates, o troféu carrega referências à história e diversidade da FIFA: um mapa‑múndi com as 211 federações, gravações em 13 idiomas e o posicionamento planetário na data da fundação da entidade (21/5/1904) e da estreia do tornei. A estrutura circular remete à tradição, com camadas desmontáveis que reforçam o alcance global da competição.

Além disso, a bola oficial “PRECISIONSHELL”, assinada pela Adidas e equipada com chip CTR‑CORE, promete precisão nas decisões de VAR, representando também os EUA na estética com cores da bandeira americana.


💸 O impacto financeiro e esportivo

Com um prêmio total de US$ 1 bilhão — distribuído inteiramente entre os clubes participantes — a FIFA reforça seu compromisso com o futebol de base mundial, sem retenção de receitas. A competição, planejada como abertura estética para a Copa do Mundo de 2026, mira atrair atenção global.

Mas o torneio não escapou das críticas: entidades como FIFPRO alertam para o possível sobrecarregamento de jogadores após temporadas intensas na Europa.


🌎 A reação das equipes e torcidas

A expansão também evidenciou a força do futebol sul‑americano. Clubes como Botafogo, Flamengo, Palmeiras e Fluminense começaram com bons desempenhos. Botafogo surpreendeu ao eliminar o PSG e Inter Miami, com Messi decidindo contra o Porto. Flamengo e Chelsea protagonizaram jogo memorável, enquanto Fluminense demonstrou competitividade com artimanhas táticas e experiência .

Torcidas brasileiras se fizeram notar, sobretudo em Miami, Los Angeles e Nova York — reforçando o protagonismo sud‑americano e levando a FIFA a cogitar uma edição futura no Brasil, talvez em 2029. Já europeus como Manchester City brilharam com goleadas (6‑0 contra Al Ain), mas enfrentam críticas internas sobre excesso de calendário.


⚽ Por que o Mundial de Clubes importa — e vai além

  • Unificação global: reúne mais continentes e estilos num evento único, aproximando celebridades do futebol.

  • Visibilidade para clubes menores: confrontar gigantes europeus é oportunidade de garimpo e projeção.

  • Inovações tecnológicas: bola conectada e troféu sofisticado ampliam credibilidade e espetáculo.

  • Cultura esportiva: aumenta o interesse em regiões onde o futebol cresce, como os EUA.

Brasileirão

Vitor Roque no topo, Botafogo e Palmeiras dominando: o ranking internacional que mostra as principais joias do Brasileirão

CIES aponta os 20 jovens mais promissores do Brasileirão 2026; Palmeiras e Botafogo lideram com 4 cada

Publicado

em

Vitor Roque, do Palmeiras, contra o Botafogo no Brasileirão 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.

Vitor Roque: o retorno que virou liderança

Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.

Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.

Botafogo: a fábrica silenciosa

Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.

O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.

Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O ranking completo

Pos.JogadorIdadePosiçãoClube
Vitor Roque21AtacantePalmeiras 
Robert Renan22ZagueiroVasco 
Allan22MeiaPalmeiras 
Álvaro Montoro19MeiaBotafogo 
Breno Bidon21MeiaCorinthians 
Viery Fernandes21ZagueiroGrêmio 
Agustín Giay22Lat. direitoPalmeiras 
Victor Gabriel21ZagueiroInternacional 
Román Gómez21Lat. direitoBahia 
10ºMatheus Martins22AtacanteBotafogo 
11ºMaik Gomes21Lat. direitoSão Paulo 
12ºLucas Ronier21AtacanteCoritiba 
13ºVictor Hugo21MeiaAtlético-MG 
14ºJefté22Lat. esquerdoPalmeiras 
15ºIgnacio Sosa22MeiaRB Bragantino 
16ºJordan Barrera20AtacanteBotafogo 
17ºJoão Pedro22ZagueiroCorinthians 
18ºKeny Arroyo20AtacanteCruzeiro 
19ºMateo Ponte22Lat. direitoBotafogo 
20ºWallace Yan21AtacanteFlamengo 

O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro

Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.

Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.

Continuar lendo

Bahia

Das derrotas à permanência: por que Rogério Ceni no Bahia é um fenômeno raro no futebol brasileiro moderno

Ceni fica no Bahia apesar da pressão e é o 2º técnico mais longevo da Série A. Entenda por que alguns treinadores são intocáveis no futebol brasileiro

Publicado

em

Rogério Ceni, técnico do Bahia, em coletiva pós jogo
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

A derrota por 3 a 1 para o Remo, em casa, no jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil, gerou pressão da torcida e dúvidas externas, mas não abalou a posição de Rogério Ceni no Bahia. O clube confirmou a permanência do treinador, que segue no cargo com contrato até dezembro de 2027. Em um campeonato que já demitiu 10 técnicos nas primeiras 10 rodadas, Ceni é uma das raras exceções e o motivo vai além do resultado de uma partida.

O projeto que protege Ceni

Desde que chegou ao Bahia em setembro de 2023, Rogério Ceni construiu um histórico difícil de ignorar: são mais de 150 jogos no comando, com aproveitamento em torno de 59%, além de dois títulos do Campeonato Baiano consecutivos e a classificação do clube para duas Libertadores.

O Grupo City, dono do clube, opera com uma filosofia de gestão de longo prazo e Ceni é parte central desse projeto. Mesmo reconhecendo que como treinador não dispõe do mesmo tempo que os investidores, o próprio técnico já declarou que busca “acelerar os processos” dentro dessa visão.

O ranking dos mais longevos no Brasil

No cenário atual do futebol brasileiro, a longevidade virou exceção. Com 10 técnicos demitidos nas primeiras 10 rodadas do Brasileirão 2026, quem sobrevive por mais de um ano no cargo já é notícia. Ceni é o 2º técnico mais longevo da Série A, atrás apenas de Abel Ferreira, no Palmeiras desde outubro de 2020.

TécnicoClubeNo cargo desde
Abel FerreiraPalmeirasOutubro de 2020 
Rogério CeniBahiaSetembro de 2023 
Rafael GuanaesMirassolMarço de 2025
Odair HellmannAthleticoMaio de 2025

Abel: o modelo que ninguém consegue replicar

Se Ceni é o segundo mais longevo, Abel Ferreira é o fenômeno isolado. O português está no Palmeiras há mais de cinco anos, uma eternidade no futebol brasileiro, e acumula mais de 10 títulos no cargo. Em um país onde a média de permanência de um técnico na Série A é de menos de seis meses, Abel virou referência mundial de gestão de carreira.

O próprio caso de Abel mudou a mentalidade de alguns clubes. O Verdão provou que estabilidade gera títulos e o Bahia, com o Grupo City, parece ter absorvido essa lição ao blindar Ceni mesmo em momentos de pressão.

O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, durante partida da Conmebol Libertadores (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Na história, o caso mais extremo

Na lista histórica dos técnicos mais longevos em um único clube brasileiro, o recorde absoluto pertence a Amadeu Teixeira, do América-AM: 53 anos no comando do mesmo clube, de 1955 a 2008. No Santos, Lula comandou o time em 945 jogos entre 1954 e 1966. Números de outra época e de outro futebol.

Hoje, o futebol brasileiro funciona em outra velocidade. Por isso, quando um técnico como Ceni resiste a uma derrota por 3 a 1 em casa e segue no cargo, isso já diz mais sobre o clube do que sobre o treinador.

Continuar lendo

Esporte

E a SAF do Fluminense? De assunto do momento a processo silencioso

Em setembro de 2025, o mundo tricolor girava em torno de bilhões. Em abril de 2026, o tema mal aparece nas manchetes. O que aconteceu com a maior operação da história recente do clube?

Avatar photo

Publicado

em

O barulho todo de 2025

Setembro de 2025 foi um mês intenso para o tricolor. O Fluminense oficializou uma proposta para se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol, negócio liderado pelo BTG Pactual que estava sendo estudado há quase quatro anos, com a promessa de R$ 6,9 bilhões em investimentos nos próximos dez anos. Segundo os envolvidos no negócio, após a conclusão, o Fluminense seria o clube com maior valor já atribuído na história do futebol brasileiro.

O modelo chamou atenção por uma diferença fundamental em relação a outras SAFs do futebol nacional. Ao contrário das SAFs do Cruzeiro e Botafogo, onde um empresário assumiu o controle e a gestão do clube, o modelo tricolor contaria com 40 investidores milionários, apaixonados pelo Fluminense, adquirindo participações na empresa que iria administrar o futebol. Entre os 40 investidores estão a família do banqueiro André Esteves, fundador do BTG Pactual, os Klabin, da indústria de papel e celulose, os Almeida Braga, ligados à Bradesco Seguros, e membros da família Monteiro Aranha. 

A proposta que sacudiu as Laranjeiras

Os números apresentados à época eram de fazer qualquer tricolor sonhar acordado. O plano previa cinco pilares fundamentais: investimento em Xerém, aumento da folha salarial, contratação de atletas, aprimoramento na análise de dados e sustentabilidade financeira a longo prazo — com a meta de colocar o Fluminense entre os três maiores clubes do país. Um projeto ambicioso, com endereço certo. O aporte inicial proposto era de R$ 500 milhões por 65% das ações, além da assunção das dívidas de R$ 870 milhões, totalizando um valor implícito de R$ 1,37 bilhão.

O silêncio calculado de 2026

Chegou o ano novo e, com ele, uma palavra virou favorita nos corredores do CT Carlos Castilho: cautela. O clube ainda não havia concluído o balanço financeiro de 2025, e sem esse documento o processo de avaliação da SAF não poderia avançar. O prazo de publicação do balanço vai até 30 de Abril.

O presidente Mattheus Montenegro tratou o assunto com a sobriedade de quem não quer criar expectativas além da conta. Em coletiva realizada em março, foi direto ao ponto: o processo não parou, mas tem rito a seguir — e as primeiras pessoas a saberem dos próximos passos serão os conselheiros do Fluminense, em reunião aberta. 

Mattheus Montenegro e Mario Bittencourt em salão das Laranjeiras
Matheus Montenegro e Mario Bittencourt (Foto: Marcelo Gonçalves/FFC)

O que esperar daqui pra frente?

O projeto segue vivo, portanto. Só que em marcha lenta, ao ritmo burocrático que os grandes negócios exigem, e que os torcedores detestam. O Fluminense precisa tratar todo o processo de SAF com muita cautela, vide os exemplos negativos que acontecem em outros clubes, pois SAF não é sinônimo de sucesso esportivo imediato e precisa do máximo de transparência possível.

Continuar lendo

Mais lidas