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Quem manda na Era dos Pontos Corridos no Brasileirão? Veja números e curiosidades

Confira o ranking histórico da Era dos Pontos Corridos (2003-2025) e entenda como uma longa soberania pode mudar de mãos em 2026. Dados exclusivos que você precisa conhecer!

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Imagem promocional sobre a era dos pontos corridos do Brasileirão entre 2003 e 2025. Ao centro aparece o troféu do Campeonato Brasileiro com fundo de estádio iluminado e mapa do Brasil. Em volta estão escudos de clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, Fluminense, Santos e Athletico-PR. Na parte inferior, estatísticas destacam 23 edições, mais de 900 jogos, 45 clubes e 12 equipes acima de mil pontos.

A Era dos Pontos Corridos no Brasileirão consolidou, entre 2003 e 2025, um cenário de estabilidade e recordes que transformou a elite do futebol nacional, que antes disso convivia com o caos de regulamentos confusos, em um campo de batalha estatístico em quase um quarto de século já disputado.
Contando apenas as 23 edições completas, entre 2003 e 2025, o São Paulo lidera o ranking acumulado com 1.434 pontos, mas vê de muito perto o Flamengo, que com campanhas melhores nos últimos anos tirou a diferença e encerrou a última temporada apenas dois pontos atrás (1.432). O que coloca a edição de 2026 como o palco de uma possível troca de guarda histórica na liderança geral dessa competição paralela. Além dos dois, só o Fluminense também esteve presente em todas as edições.
Enquanto a briga pelo topo ferve, o Palmeiras se destaca pela eficiência técnica, ostentando o maior aproveitamento percentual da história (54,57%), mesmo com menos jogos que os rivais por causa de seus dois rebaixamentos (logo na primeira edição em 2003 e em 2013). E por essa eficiência o Verdão também deve terminar 2026 tomando do Internacional o terceiro lugar no pódio histórico. No campo defensivo, o São Paulo permanece como o único a não ultrapassar a marca de mil gols sofridos, mantendo a mística do “muro” construída na era Muricy Ramalho, quando conquistou o tricampeonato seguido (outra marca que só o time paulista possui).
O levantamento do Kmiza27 com todos os 45 clubes que disputaram pelo menos uma edição no período, revela ainda o crescimento de forças como o Athletico-PR, consolidado à frente de gigantes tradicionais, e o domínio regional de clubes como o Goiás e o Sport, hoje na Série B, e até do Figueirense, que atualmente amarga um longo período na Série C do Brasileiro.

Tabela Histórica com todos os 45 clubes que disputaram pelo menos uma das edições

Números e curiosidades do G12 na Era dos Pontos Corridos e a disputa pelo topo da tabela

Confira abaixo 15 curiosidades dos números e estatísticas da Era dos Pontos Corridos:

1 – O “Rei da Eficiência”

Embora o São Paulo e o Flamengo disputem isolados o topo em pontos totais, o Palmeiras é o clube com o maior aproveitamento percentual real da história (54,57%). Isso acontece porque o clube tem menos jogos acumulados que os rivais (devido às duas passagens pela Série B), mas quando está na elite, pontua em um ritmo superior a todos os outros.

2 – O topo da história pode mudar em 2026!

Após 23 edições completas e mais de 900 jogos para cada (ultrapassados em 2026), a diferença entre o 1º e o 2º colocado é apertadíssima (terminou 2025 em apenas 2 pontos (1.434 contra 1.432 a favor do São Paulo). Isso significa que, em 2026, como o Flamengo tem pontuado mais que o Tricolor paulista nos últimos anos, a liderança histórica pode mudar de mãos a qualquer rodada. É a maior rivalidade estatística do país. Nos outros critérios, a diferença também é muito pequena, com o Flamengo já levando vantagem em número de vitórias e de gols marcados, por exemplo.
O pódio também deve ter novidades ao final da temporada 2026, com o Palmeiras ultrapassando o Internacional e consolidando o terceiro lugar, mesmo com 46 jogos a menos que o Colorado na elite no período.

3 – O “Muro” Tricolor

O São Paulo possui a melhor defesa histórica entre os grandes que disputaram todas as 23 edições completas, sendo o único dos “onipresentes” a manter a média de gols sofridos significativamente abaixo da marca de 1000 gols (969 GC), enquanto os rivais cariocas Flamengo e Fluminense já ultrapassaram o milhar. Herança do tricampeonato seguido (único a conseguir o feito) entre 2006 e 2008, quando o time de Muricy Ramalho ficou conhecido pelas vitórias apertadas e, principalmente, por tomar poucos gols.

4 – O Trio 100% de presença

Apenas três dos 45 clubes estiveram em todas as 23 edições já concluídas da Era dos Pontos Corridos (2003-2025): os líderes São Paulo, Flamengo e o Fluminense, sexto colocado no ranking geral. Todos os outros gigantes do “G12” já tiveram pelo menos uma ausência. O Flu, campeão em 2010 e 2012, quase caiu em 2009 (o milagre de Cuca) e deveria ter caído em 2013, mas foi salvo pelo Tapetão, que acabou rebaixando a Portuguesa naquele ano. Mesmo com a presença constante, o time carioca tem pontuação e aproveitamento muito abaixo dos demais, fruto de campanhas ruins no início dos pontos corridos, principalmente.

5 – O Intruso entre o G12

O Athletico-PR ocupa a 11ª posição, estando à frente de um gigante como o Vasco (13º) e muito próximo do Cruzeiro (10º). É a prova matemática da consolidação do Furacão como uma potência nacional nas últimas duas décadas, mesmo com a passagem recente pela Série B em 2025.

6 – Mirassol: O estreante que chegou causando

O Mirassol, com sua histórica participação em 2025 (4º lugar), aparece com um aproveitamento de 58,77%. Estatisticamente, é o maior aproveitamento da tabela inteira, superando até o Palmeiras. Obviamente, é um dado “distorcido” pelo baixo número de jogos, mas é um ótimo conteúdo para exaltar a brilhante campanha do clube em sua estreia na elite, que o levou para a Libertadores e direto para o 38º lugar no ranking dos pontos curridos, superando inclusive clubes com duas participações, como o Santa Cruz.

7 – O Equilíbrio Perfeito

Curiosamente, Santos e Grêmio terminaram a última edição do período histórico com exatamente o mesmo aproveitamento: 50,00%. O Santos leva a vantagem no ranking pelo maior número de pontos e vitórias, mas a eficiência histórica de ambos é idêntica até a segunda casa decimal.

8 – Quem manda no Centro-Oeste?

O Goiás é o soberano da sua região, ocupando a 14ª posição geral com 769 pontos. Ele está mais de 400 pontos à frente do seu rival, o Atlético-GO (24º), mostrando que, apesar das oscilações, ainda é a força histórica dos pontos corridos no Centro-Oeste.

9 – Fortaleza: O Gigante que Acordou

Mesmo tendo apenas 10 participações (menos da metade das edições), o Fortaleza já ocupa a 20ª posição, tendo ultrapassado clubes com mais tradição histórica na elite ou mais participações, como a Ponte Preta. O Leão do Pici foi o clube que mais escalou posições no ranking nos últimos 5 anos, trajetória interrompida com o rebaixamento em 2025.

10 – O “Clube dos Mil”

Apenas 12 clubes no Brasil conseguiram ultrapassar a barreira dos 1.000 pontos na Era dos Pontos Corridos. O último a entrar nesse grupo foi o Botafogo, na campanha do título em 2024. O próximo candidato a entrar no clube (mas ainda bem longe) é o Vasco, que fechou 2025 na 13ª posição com 907 pontos.

11 – O Soberano de Santa Catarina

Em solo catarinense, os números da Era dos Pontos Corridos ainda dão larga vantagem ao Figueirense, mesmo amargando um longo período fora da elite, incluindo os últimos seis anos na Série C. O Alvinegro ocupa a 18ª posição geral com 550 pontos em 11 participações, enquanto o arquirrival Avaí, por exemplo, está em 28º com 271 pontos em 7 participações (logo atrás da Chapecoense, mais presente na elite recente e com as mesmas 7 participações). Ou seja, apesar da draga atual, o Figueira ainda tem mais que o dobro de pontos do rival no acumulado histórico (550 vs 271). Entre os outros catarinenses, o Criciúma soma 5 participações e ocupa o 31º lugar (226 pontos), enquanto o Joinville, com sua única presença em 2015, soma 31 pontinhos e frequenta o Z4 desse levantamento histórico.

12 – O Dono do Recife é o Leão!

No “clássico dos números” pernambucanos, o Sport Recife reina absoluto na 19ª posição (517 pontos). Ele tem praticamente o dobro de pontos da soma de Náutico (32º – 200 pts) e Santa Cruz (39º – 59 pts) – 518 x 517!
No Nordeste, apenas Bahia (615), Vitória (560) e o Leão da Ilha do Retiro romperam a barreira dos 500 pontos no período.

13 – A Força do Interior

O Juventude (22º) é um caso raríssimo de longevidade fora do eixo das capitais. Com 411 pontos, o time de Caxias do Sul está à frente de capitais inteiras e de clubes como Ceará e Atlético-GO. É o interior mais forte do Brasil na história recente, mesmo que no hisórico esteja uma posição atrás do time de interior melhor colocado, a Ponte Preta. Atualmente, ambos disputam a Série B.

14 – O Equilíbrio Carioca: Vasco vs Botafogo

Embora o Vasco (13º) esteja à frente do Botafogo (12º) na opnião (e na memória) de muitos, afinal tem quatro títulos brasileiros, na Era dos Pontos Corridos a conversa é outra e o Fogão leva a melhor com folga na pontuação total: 1073 contra 907 do Vasco.
O Botafogo é um dos 12 clubes que passaram de 1000 pontos, e um dos que conquistou um Brasileirão de pontos corridos (2024), enquanto o Vasco, cujo último título é anterior à Era dos Pontos Corridos (A Copa João Havelange de 2000) e possui apenas um vice-campeonato em 2011, ainda precisa de quase 100 pontos para entrar nesse grupo de elite, fruto dos seus três rebaixamentos no período.

15 – A Melhor Defesa vs O Melhor Ataque

Se olharmos para quem mais balançou as redes contra quem mais segurou o rojão, o melhor ataque é o do Flamengo (1308 gols marcados – o único a passar dos 1300 gols). Já a melhor defesa, com sobras, é a do São Paulo. Com 969 gols sofridos em 894 jogos, o Tricolor tem a melhor média de “segurança” entre todos os times que nunca caíram. O Tricolor tem ainda o impressionante recorde (que dificilmente será superado) de defesa menos vazada em uma única edição: em 2007, o time de Muricy Ramalho e Cia (que naquele ano conquistaria o segundo dos três brasileiros seguidos) levou apenas 19 gols, média de 0,5 por jogo!

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Clássico das Multidões: quando o futebol mobiliza o Brasil

Mais que um clássico interestadual: Corinthians x Vasco é história, identidade e décadas de decisões que pararam o Brasil.

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Foto: Werther Santana/Estadão /Estadão


A vitória do Corinthians por 1 a 0 em Itaquera, no último domingo (26), pelo Brasileirão, foi apenas o último capítulo de uma rivalidade antiga, que acumula confrontos decisivos e finais épicas.

Dois gigantes nascidos do povo

O Corinthians foi fundado em 1910 por operários do bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Homens simples que não tinham dinheiro para jogar bola mas tinham alma de sobra. O Vasco da Gama nasceu em 1898 no Rio de Janeiro, fruto da imigração portuguesa, e escreveu um capítulo histórico em 1924 ao escalar jogadores negros e mulatos numa época em que o racismo era regra, não exceção. Dois clubes populares, dois berços humildes, uma rivalidade que foi inevitável.

O apelido que explica tudo

Nenhum dos dois clubes precisou de marketing para justificar o nome “Clássico das Multidões”, as arquibancadas já davam o recado. Juntas, Corinthians e Vasco somam mais de 50 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil. Quando esse confronto acontece, o país inteiro escolhe um lado. 

O inimigo do meu inimigo é meu amigo

Há uma camada extra nessa rivalidade que vai além das quatro linhas: o Vasco e o Palmeiras, maior rival do Corinthians, mantêm uma relação de afinidade histórica entre suas torcidas organizadas. As organizadas dos dois clubes têm relação de proximidade reconhecida, e torcedores vascaínos chegam a comercializar produtos do clube nas proximidades do Allianz Parque. No mapa das alianças entre torcidas organizadas, Palmeiras e Vasco integram o mesmo bloco, a União Dedo Pro Alto, enquanto rivais como São Paulo e Flamengo compõem o bloco oposto. Então quando Corinthians e Vasco se encaram, não é só futebol: é uma guerra de alianças, identidades e provocações que começa muito antes do apito inicial.

Foto: Força Jovem (Twitter)

Confrontos históricos

O capítulo mais épico dessa rivalidade foi escrito em 14 de janeiro de 2000, no palco sagrado do Maracanã. A final do primeiro Mundial de Clubes da FIFA terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, e o Corinthians sagrou-se campeão ao vencer nos pênaltis por 4 a 3. Do lado vascaíno, Edmundo chutou para fora na cobrança decisiva, e o mundo do futebol tinha um novo dono: o Todo Poderoso Timão. Ganhar o primeiro título mundial da história da FIFA no templo do futebol não foi nada além de épico.

Jogadores do Corinthians comemoram conquista do Mundial de 2000 (Foto: Getty Images)

Doze anos depois, o Vasco quase impediu o Corinthians de conquistar a Libertadores de 2012. Com 0 a 0 no placar nas quartas de final, Diego Souza interceptou um passe errado, arrancou sozinho e teve tudo para decretar a eliminação do Timão. Mas Cássio se esticou e, com a ponta da luva, desviou a bola rente à trave, em um lance de silêncio absoluto no estádio. E, para fechar o roteiro, Paulinho apareceu livre na área aos 42 minutos do segundo tempo, cabeceou e garantiu a classificação corintiana. Sem aquela defesa, talvez a história seria bem diferente.

Cássio defende chute de Diego Souza (Foto: Agência AP)

Vinte e cinco anos após o Mundial, o destino reuniu os dois gigantes em mais uma final, e novamente no Rio de Janeiro. O Corinthians bateu o Vasco por 2 a 1 no Maracanã, em dezembro de 2025, e levantou a taça da Copa do Brasil pela quarta vez na história do clube. Yuri Alberto abriu o placar, Memphis Depay ampliou no segundo tempo, e o Timão segurou a pressão vascaína até o apito final.

Memphis Depay ergue taça de campeão da Copa do Brasil (Foto: Pedro Kirilos/Estadão)

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A casa do Galo virou inferno: Flamengo é o maior algoz do Atlético na Arena MRV

A casa virou inferno: Flamengo segue invicto na Arena MRV e se consolida como o maior algoz do Atlético-MG no próprio estádio

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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Urubu fez a festa em Belo Horizonte, de novo

O Flamengo é, definitivamente, uma pedra no sapato do Atlético na Arena MRV. Neste domingo, o Rubro-Negro não apenas venceu, humilhou. Com um placar de 4 a 0 pela 13ª rodada do Brasileirão, o visitante da Gávea deixou claro que o endereço na Avenida Presidente Carlos Luz, em BH, pode até ser do Galo, mas o dono mesmo é outro.

Cinco jogos, quatro vitórias: o tabu que dói

Em cinco confrontos na “Casa do Galo”, o Flamengo soma quatro vitórias no tempo normal e um empate, seguindo invicto no estádio desde sua inauguração. É um domínio tão completo que nem o Cruzeiro, rival de Estado, conseguiu algo parecido. O domínio recente do Flamengo consolidou o Rubro-Negro como o maior algoz atleticano dentro de casa.

O histórico que assombra: jogo a jogo

O arquivo não mente, e para o torcedor atleticano, é leitura pesada. Os cinco confrontos na Arena MRV têm o seguinte retrospecto: goleada de 4 a 2 em Julho de 2024 pelo Brasileirão, derrota de 1 a 0 na final da Copa do Brasil em Novembro do mesmo ano, eliminação nos pênaltis em Agosto de 2025 pela Copa do Brasil, empate em 1 a 1 no Brasileirão de novembro de 2025, e agora o vexame de 4 a 0 em Abril de 2026. Cinco capítulos de uma história que o Galo preferiria não ter escrito.

Time do Atlético-MG contra o Flamengo — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Um Primeiro Tempo de Pesadelo

O Flamengo construiu o placar ainda no primeiro tempo: aos 7 minutos, Pedro abriu o marcador após cruzamento de Samuel Lino; aos 30, Gonzalo Plata ampliou com finalização de fora da área; e nos acréscimos, aos 45, Arrascaeta marcou o terceiro após cruzamento de Varela. Três gols antes do intervalo, com a Arena MRV em silêncio total. Aquele silêncio de quem não acredita no que está vendo. A derrota parcial ainda no primeiro tempo escancarou a fase negativa do Atlético, que chegou ao terceiro revés consecutivo no Brasileirão, aumentando a pressão sobre jogadores, comissão técnica e diretoria. 

Crise no Galo, festa no Urubu

Com o resultado, o Flamengo emplaca a quarta vitória seguida no Brasileirão e permanece na vice-liderança com 26 pontos, enquanto o Galo despencou para a 15ª posição, com apenas 14 pontos. O contraste é brutal: um time voando, outro afundando. Este duelo também teve um peso histórico: foi o 80º jogo do Atlético-MG na Arena MRV, e o presente do Galo foi um verdadeiro cavalo de Tróia. 

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Vitor Roque no topo, Botafogo e Palmeiras dominando: o ranking internacional que mostra as principais joias do Brasileirão

CIES aponta os 20 jovens mais promissores do Brasileirão 2026; Palmeiras e Botafogo lideram com 4 cada

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Vitor Roque, do Palmeiras, contra o Botafogo no Brasileirão 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.

Vitor Roque: o retorno que virou liderança

Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.

Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.

Botafogo: a fábrica silenciosa

Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.

O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.

Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O ranking completo

Pos.JogadorIdadePosiçãoClube
Vitor Roque21AtacantePalmeiras 
Robert Renan22ZagueiroVasco 
Allan22MeiaPalmeiras 
Álvaro Montoro19MeiaBotafogo 
Breno Bidon21MeiaCorinthians 
Viery Fernandes21ZagueiroGrêmio 
Agustín Giay22Lat. direitoPalmeiras 
Victor Gabriel21ZagueiroInternacional 
Román Gómez21Lat. direitoBahia 
10ºMatheus Martins22AtacanteBotafogo 
11ºMaik Gomes21Lat. direitoSão Paulo 
12ºLucas Ronier21AtacanteCoritiba 
13ºVictor Hugo21MeiaAtlético-MG 
14ºJefté22Lat. esquerdoPalmeiras 
15ºIgnacio Sosa22MeiaRB Bragantino 
16ºJordan Barrera20AtacanteBotafogo 
17ºJoão Pedro22ZagueiroCorinthians 
18ºKeny Arroyo20AtacanteCruzeiro 
19ºMateo Ponte22Lat. direitoBotafogo 
20ºWallace Yan21AtacanteFlamengo 

O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro

Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.

Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.

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