Copa do Mundo
Recordes que podem cair na Copa do Mundo de 2026
De Messi e Cristiano Ronaldo a Mbappé: conheça as marcas que estão em jogo no Mundial e qual a chance delas serem superadas.
Publicado
2 meses atrásem
Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 é a maior de todos os tempos e promete também ser a edição mais transformadora da história do torneio. Com 48 seleções, 104 partidas e uma série de novos participantes, o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá reúne condições inéditas para a quebra de recordes históricos. De marcas coletivas que resistem há décadas a feitos individuais de lendas como Messi, Cristiano Ronaldo e Mbappé, diversos capítulos da história das Copas poderão ganhar novos protagonistas.
Quando a bola rolar para a Copa do Mundo de 2026, não estarão em disputa apenas o troféu mais cobiçado do futebol. Em campo também estarão algumas das marcas mais emblemáticas da história dos Mundiais. Recordes que atravessaram gerações, resistiram a Pelé, Maradona, Ronaldo, Zidane, Messi e Cristiano Ronaldo e que agora podem finalmente ser superados em um torneio com características nunca antes vistas.
A ampliação para 48 seleções e 104 partidas cria um cenário único para a quebra de marcas históricas. Da disputa pela liderança de gols entre Brasil e Alemanha às tentativas de Mbappé e Messi de alcançar a artilharia histórica, passando pelos estreantes que buscam escrever seus primeiros capítulos em Copas do Mundo, reunimos os recordes que estarão sob maior ameaça durante o Mundial de 2026 — e avaliamos as reais chances de cada um deles cair.
Acesse o Kmiza27 e tenha tudo do futebol em um só lugar
1. Seis Copas seguidas: só o trio aí de cima ⬆️
Essa é uma mera formalidade. Ao entrarem em campo com suas seleções, o goleiro mexicano Guilhermo Ochoa e os astros Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão alcançar uma marca que parecia inimaginável há alguns anos: vão disputar a sexta Copa do Mundo consecutiva. O trio irá se isolar na liderança, deixando para trás nomes como Lothar Matthäus (Alemanha), Gianluigi Buffon (Itália) e Antonio Carbajal (México), que jogaram cinco Copas. Curiosidade: o goleiro Ochoa não seria chamado e já estava encaminhando a aposentadoria, mas a lesão do goleiro titular do México fez ele ser chamado às pressas e assim entrar para a história junto com os dois principais jogadores do futebol no século 21.
Chance: 🟢 Grande
2. Brasil x Alemanha pela liderança de gols em Copas
O Brasil é o maior goleador da história dos Mundiais. Após a Copa do Catar em 2022, a Seleção chegou a 237 gols marcados, mantendo a liderança histórica. Mas a Alemanha, mesmo com campanhas vergonhosas nas duas últimas Copas, aparece logo atrás com 232 gols.
A situação é interessante porque a Alemanha está a apenas cinco gols da liderança. E com um detalhe, além de poder fazer uma campanha melhor (e de mais jogos) que o Brasil, os alemães vão enfrentar Curaçao logo na estreia, o que lhes dá uma chance considerável de descontar os 5 gols de saldo logo de cara.
Com até oito partidas possíveis para um finalista, Alemanha e Brasil podem alternar a liderança durante o torneio.
Chance (de a marca mudar de dono em 2026): 🟡 Razoável

Francês Kylian Mbappé já tem 12 gols em duas Copas do Mundo (2018 e 2022)
3. Mbappé e Messi buscam um dos recordes mais cobiçados
O alemão Miroslav Klose lidera a artilharia histórica dos Mundiais com 16 gols em 4 Copas, feito alcançado justamente no fatídico 7×1 contra o Brasil na semifinal da Copa de 2014, quando superou a marca de Ronaldo Fenômeno.
O principal candidato a assumir o posto é o francês Kylian Mbappé, que já chegou aos 12 gols em duas Copas e com menos de 27 anos. Foram 4 gols na campanha do título francês em 2018 (um deles na final) e 8 gols em 2022, incluindo um hat-trick na final.
Ele já é o maior artilheiro da história em finais de Copa. Em 2026, Mbappé disputará sua terceira Copa e tem potencial real de marcar 5 gols e suplantar a marca de Klose, já que a França é candidatíssima ao título e portanto a ir longe no torneio.
Outro que pode abocanhar mais este recorde é Lionel Messi. Ele até tem mais gols que Mbappé no geral (13 em 5 Copas), e mesmo já veterano e lutando contra lesões, ninguém em sã consciência diria ser improvável um dos maiores da História marcar 4 gols na Copa, ainda mais com a Argentina tendo um grupo com a estreante Jordânia, Argélia e Áustria.
Chance: 🟢 Grande
4. O recorde de Fontaine finalmente corre perigo?
O francês Just Fontaine marcou inacreditáveis 13 gols em apenas seis jogos na Copa de 1958. Durante quase sete décadas, ninguém conseguiu sequer se aproximar da marca (o alemão Gerd Müller fez 10 em 1970, e foi quem chegou mais perto).
Mas o formato da Copa de 2026 muda essa equação. Com mais jogos, agora um artilheiro poderá disputar até oito partidas. Isso significa que um atacante pode alcançar 13 gols mantendo uma média difícil mas não impossível de 1,63 gol por jogo. Fontaine, por exemplo, precisou de média superior a 2 gols por partida em 1958.
Mais jogos e além disso maior número de jogos altamente desnivelados (com chance de goleadas homéricas) são a chance de ouro dos artilheiros de buscar um feito que para muitos é inalcançável. A dificuldade para chegar lá, além do tamanho do desafio, é que o futebol atual é muito mais equilibrado e defensivamente organizado. Além disso, a exigência física dos jogos e o calor esperado para a Copa devem ser barreiras para números elevados de gols.
Chance: 🔴 Pequena

Francês Just Fontaine marcou 13 gols em 5 jogos na Copa do Mundo de 1958, na Suécia
5. Europa pode igualar em títulos fora de casa
Historicamente, os campeões costumavam vencer apenas em seus próprios continentes. Mas isso também tem mudado. Se até a virada do século apenas o Brasil tinha vencido “fora de casa” em 1958, na Suécia, no século 21 o que era tabu parece ter virado tendência. Das seis Copas disputadas no século 21, quatro tiveram campeões “forasteiros”:
🇧🇷 Brasil (Coreia/Japão 2002)
🇪🇸 Espanha (África do Sul 2010)
🇩🇪 Alemanha (Brasil 2014)
🇦🇷 Argentina (Catar 2022)
Como a Copa de 2026 será na América do Norte, uma seleção europeia campeã igualaria esse placar em 3 a 3.
Chance (de a marca ser igualada): 🟢 Grande
6. Messi pode ampliar um recorde aparentemente inalcançável
Lionel Messi é o jogador com mais partidas disputadas em Copas do Mundo: 26. Ter jogado duas finais (2014 e 2022) ajudou muito, mas a regularidade foi o segredo. Em 2026, ele poderá chagar a:
- ✔️29 jogos (em caso de uma improvável eliminação precoce)
- ✔️33 ou 34 jogos (campanha até semifinal ou final)
Isso criaria uma distância gigantesca para os perseguidores. Para superar Messi, um jogador normalmente precisará:
- ✔️disputar cinco Copas;
- ✔️chegar várias vezes às semifinais;
- ✔️ser titular durante quase 20 anos e se machucar muito pouco.
Convenhamos, é uma combinação raríssima. Coisa de Messi.
Chance (de o próprio Messi ampliar o recorde): 🟢 Grande
7. A barbada: o recorde de gols em uma edição
A Copa do Catar em 2022 registrou 172 gols, recorde histórico. Os 6 gols da final entre Argentina e França foram decisivos para superar os 171 das Copas de 1998 e 2014.
Mas aqui temos uma barbada. Se antes havia um enorme equilíbrio nessa disputa, agora esse recorde será pulverizado em 2026 pelo simples fato de que, com o aumento para 48 seleções, serão 40 jogos a mais (104 a 64). Só a fase de grupos de 2026, com 72 jogos, já deve bastar para quebrar o recorde atual.
Mantida a média de gols das últimas Copas, na casa de 2,5 por partida, o torneio deve ter mais de 170 gols já na primeira fase e pode ultrapassar facilmente a barreira dos 250 gols no total. Algumas projeções estatísticas, inclusive, apontam para algo próximo de 280 gols.
Ou seja: na verdade, surpreendente aqui seria o recorde não cair.
Chance: 🟢 Quase certeza

Seleção da Hungria de 1954 marcou 27 gols em 5 jogos, média de 5,4 por partida
8. Uma seleção pode finalmente superar a Hungria de 1954
A mágica seleção da Hungria da Copa de 1954 marcou 27 gols em apenas cinco partidas (média de 5,4). É até hoje uma das marcas mais absurdas da história.
Mas o novo formato cria uma oportunidade inédita. Uma seleção campeã (ou mesmo semifinalista) poderá disputar até oito jogos. França, Inglaterra, Brasil, Espanha, Portugal ou Argentina, tradicionalmente equipes ofensivas e com chances de reais de ir longe, teriam mais oportunidades para acumular gols. Mas mesmo assim o desafio é duríssimo, pois ainda seria necessário manter média próxima de 3,5 gols por partida.
Chance: 🟡 Razoável
9. Jogador mais jovem a marcar em Copa
Esse pode cravar: não será superado. Pelé é o dono do recorde há quase 70 anos – marcou seu primeiro gol em Copas contra País de Gales em 1958 com 17 anos e 239 dias.
Não bastassem as exigências físicas e táticas do futebol moderno, onde é cada vez mais raro ver adolescentes de 17 anos como titulares em seleções de alto nível, o jogador mais jovem da Copa de 2026 é o meia-atacante mexicano Gilberto Mora. E mesmo considerando a hipótese (pequena) de que ele marque um gol na estreia dos donos da casa (abertura da Copa contra a África do Sul), nesse dia ele terá 17 anos e 240 dias. Ou seja, por um dia, Mora não terá a chance de ao menos igualar o feito do Rei do Futebol.
Chance: 🔴 Nenhuma

Rei Pelé marcou o seu primeiro gol em Copas do Mundo com 17 anos em 1958, na Suécia
10. Jogador mais velho a disputar uma Copa
Outro feito que vai permanecer intacto por mais 4 anos por uma questão matemática: o recorde atual pertence ao goleiro egípcio Essam El-Hadary, que atuou na Copa de 2018 com 45 anos e 161 dias.
E mesmo que atualmente seja muito mais comum ver goleiros veteranos jogando em alto nível, o jogador mais velho da Copa de 2026 é o goleiro escocês Craig Gordon, de 43 anos.
E aqui vale uma curiosidade: se por acaso o goleiro Fábio, do Fluminense, tivesse sido convocado pela Seleção Brasileira (o que não seria nenhum absurdo e inclusive foi defendido por muitos), ele quebraria o recorde, pois no dia da estreia do Brasil ele terá 45 anos e 256 dias de vida.
Chance: 🔴 Nenhuma
11. Gols em 6 Copas? Só CR7 pode
Cristiano Ronaldo pode ampliar um recorde que talvez nunca mais seja alcançado. O Robozão é o único jogador a marcar gols em cinco Copas diferentes:
✔️2006 – 1 gol contra o Irã 🇮🇷
✔️2010 – 1 gol contra a Coreia do Norte 🇰🇵
✔️2014 – 1 gol contra Gana 🇬🇭
✔️2018 – 4 gols (hat-trick contra a Espanha 🇪🇸 e 1 gol contra Marrocos 🇲🇦)
✔️2022 – 1 gol contra Gana 🇬🇭
Se marcar em 2026, ele chegará a seis, algo que dificilmente será igualado. Para tanto, outro jogador precisará:
- ✔️Jogar seis Copas;
- ✔️Marcar em todas elas;
- ✔️Manter nível de elite internacional durante mais de 20 anos.
Messi, que também jogará a sexta Copa, até fez mais gols (13, sendo 7 em 2022), mas não marcou na Copa de 2010. Ou seja, a chance de CR7 ampliar a marca em 2026 é grande, mas depois disso talvez passe a ser uma das marcas mais difíceis de suplantar do futebol moderno.
Chance: 🟢 Grande

Cristiano Ronaldo pode se tornar o único jogador da história a marcar gols em 6 Copas
12. Gols de seleções estreantes em uma Copa
A referência mais forte é a Copa de 1966, na Inglaterra, com 22 gols de seleções estreantes: Portugal fez incríveis 17 gols (foi semifinalista) e a Coreia do Norte fez 5. Em 2006, foram seis os estreantes e eles somaram 21 gols, ficando muito perto, mas dando a dimensão da dificuldade do feito.
Em 2026 serão quatro as seleções estreantes (maior marca desde 2006), mas para quebrar a marca, Jordânia, Uzbequistão, Cabo Verde e Curaçao precisam somar 23 gols.
Chance: 🔴 Pequena
13. Maior número de estreantes que passaram da fase de grupos
Excluindo 1930 e Copas sem fase de grupos comparável, o recorde pertence à Copa de 1958, na Suécia, quando três seleções que estreavam naquele Mundial passaram pela fase de grupos: Irlanda do Norte, País de Gales e União Soviética (os dois últimos, curiosamente, eliminados pelo campeão Brasil).
Os principais estreantes que avançaram foram:
✔️1958: Irlanda do Norte, País de Gales e União Soviética.
✔️1966: Portugal e Coreia do Norte.
✔️1974: Alemanha Oriental.
✔️1986: Dinamarca.
✔️1990: Costa Rica e Irlanda.
✔️1994: Nigéria e Arábia Saudita.
✔️1998: Croácia.
✔️2002: Senegal.
✔️2006: Gana e Ucrânia.
✔️2010: Eslováquia.
No total, 16 seleções estreantes avançaram de fase desde 1950. As que foram mais longe foram as semifinalistas Portugal em 1966 e Croácia em 1998. Em 2026, mesmo com a volta do formato que classifica até 3 seleções por grupo, seria necessário que as 4 estreantes avançassem, o que parece pouco provável.
Chance: 🔴 Pequena
14. Gols de pênalti em uma Copa
O recorde de pênaltis convertidos em uma edição de Copa é 22 gols, na Copa de 2018, na Rússia. Aquele Mundial também teve recorde de pênaltis marcados: 29. Talvez não por coincidência, foi a primeira Copa do Mundo a utilizar o VAR.
Com 104 jogos em 2026 e o VAR já consolidado, essa é uma das marcas mais ameaçadas de cair.
Chance: 🟢 Grande

Griezmann marca pela França de pênalti na Copa de 2018. Estreia do VAR ajudou a consolidar recorde pênaltis marcados (29) e convertidos (22) no Mundial disputado na Rússia
15. Primeiro bicampeão do século 21?
As Copas do Século 21 têm uma curiosidade: até hoje foram 6 edições e 6 campeões diferentes. Ou seja, em 2026 aumenta a chance de termos o primeiro país bicampeão do século. São cinco candidatos, já que a Itália (campeã em 2006) está fora.
Candidatos diretos:
🇧🇷 Brasil: campeão em 2002.
🇪🇸 Espanha: campeã em 2010.
🇩🇪 Alemanha: campeã em 2014.
🇫🇷 França: campeã em 2018.
🇦🇷 Argentina: campeã em 2022.
Além disso, é a vez da Argentina de Messi e Cia tentar uma marca rara e que não acontece há 64 anos: o bicampeonato consecutivo. Só a Itália (1934 e 1938) e o Brasil de Pelé e Garrincha em 1958 e 1962 ostentam esse feito.
Chance: 🟡 Razoável
Talvez você goste
-
Como funciona o Impedimento Semiautomático, a novidade do Brasileirão
-
Como volta o futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo?
-
As maiores polêmicas que marcaram a Copa de 2026
-
Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026
-
Copa 2026: Recordes, gols e Espanha campeã – o balanço final do maior Mundial da história!
-
Vexame em números: Como a Seleção Brasileira atingiu pior marca em décadas
Copa do Mundo
As maiores polêmicas que marcaram a Copa de 2026
Nem só de golaços e craques viveu o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, que também ficou marcado por bastidores quentes e controvérsias dentro e fora das quatro linhas
Publicado
3 dias atrásem
22 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 terminou em 19 de julho de 2026 com o título da Espanha, mas o torneio não entrou para a história apenas pelo recorde de 308 gols e marcas quebradas pelos seus protagonistas. A edição expandida para 48 seleções também foi manchada por uma sequência de incidentes diplomáticos, interferências políticas em decisões de campo e gargalos de infraestrutura. Da recusa de vistos para comissões técnicas à inédita revogação de cartão vermelho por apelo do presidente norte-americano Donald Trump, o torneio exigiu contorcionismos diplomáticos sem precedentes da FIFA.
Acesse o Kmiza27 e tenha tudo do futebol em um só lugar
Recordes, Gols e Espanha Campeã: o Balanço Final da Copa 2026
Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026
Durante os 39 dias de competição, seleções e torcedores criticaram as relações da FIFA om a política, decisões inconsistentes do VAR, a qualidade do gramado e da infraestrutura para público e imprensa nas sedes americanas e o comportamento das delegações nos bastidores. A combinação de temperaturas extremas, logística complexa e episódios de indisciplina transformou a edição mais numerosa da história também em uma das mais turbulentas.
“VARgentina” e as decisões contestadas da arbitragem
Em sua terceira Copa do Mundo, a atuação do árbitro assistente de vídeo, o famoso VAR, gerou fortes protestos de diversas federações ao longo do torneio. O termo “VARgentina” viralizou nas redes sociais após decisões favoráveis à equipe sul-americana em momentos decisivos.

Não expulsão de Messi no jogo de estreia contra a Argélia gerou críticas duras à arbitragem
O caso mais emblemático ocorreu logo na estreia dos campeões do mundo contra a Argélia, quando a estrela Lionel Messi cometeu uma falta claramente para cartão vermelho e árbitros de campo e de vídeo passaram pano. Mantido em campo, ele fez uma hat-trick na partida, e depois marcou mais três gols nos jogos seguintes em que, em tese, estaria suspenso.
Já nas oitavas de final entre Argentina e Egito, o VAR anulou o gol que ampliaria o placar para 2 a 0 em favor dos egípcios ao revisar uma falta ocorrida 17 segundos antes da jogada e a 80 metros da meta. Até aí tudo bem, se no lance que gerou a virada argentina nos acréscimos, uma falta semelhante a favor dos egípcios e que anularia o lance não tivesse sido ignorada pela arbitragem.

Jogo entre Argentina e Egito nas Oitavas de Final também teve muitas polêmicas no apito
Outras seleções também formalizaram reclamações. A CBF, por exemplo, enviou ofício à FIFA cobrando padronização após ter um gol de Vinícius Júnior anulado contra a Escócia. A delegação de Gana também criticou o árbitro após lances polêmicos não revisados contra a Inglaterra. Mas nada comparado ao barulho que a relação dos argentinos com o apito causou durante o Mundial.
Donald Trump e a virada de mesa na punição de Balogun

A maior crise institucional do torneio, entretanto, eclodiu na fase de 16 avos de final. O atacante norte-americano Folarin Balogun recebeu cartão vermelho direto (e correto) do árbitro brasileiro Raphael Claus no triunfo dos EUA sobre a Bósnia por 2 a 0.
Inconformado com a suspensão automática do artilheiro e principal jogador dos EUA para as oitavas contra a Bélgica, o presidente Donald Trump interveio pessoalmente junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Trump criticou publicamente o árbitro brasileiro em coletiva na Casa Branca, citou até um dossiê com polêmicas de Claus, e cobrou a anulação da suspensão.

Presidente Donald Trump pediu a anulação do cartão vermelho de Balogun
Horas antes da partida decisiva, o Comitê Disciplinar da FIFA inexplicavelmente acatou o pedido e suspendeu temporariamente a punição de Balogun. A decisão provocou revolta imediata da UEFA e da Federação Belga, que classificaram o ato como uma “interferência inaceitável” e sem precedentes na história do futebol.
No fim das contas, pouco adiantou. Balogun entrou em campo e teve atuação discreta (depois confessou o episódio interferiu no ambiente da seleção americana), os EUA foram goleados por uma Bélgica cheia de brios, com direito até a dancinha de Lukaku imitando o presidente Trump.
Vistos negados e a saga do Irã
A logística e a geopolítica controversas do governo norte-americano afetaram diretamente também a Seleção Iraniana. Pela primeira vez na história, uma Copa contou com dois países em guerra. E o pior, um deles era a sede do torneio! O Irã chegou a cogitar desistir de participar, mas voltou atrás. E aí começou o calvário: o Departamento de Estado dos EUA negou vistos de entrada para 13 membros da comissão técnica e administrativa do Irã.
Como protesto e por limitações operacionais, o Irã recusou-se a se concentrar em solo americano. A equipe transferiu seu centro de treinamento para Tijuana, no México, precisando cruzar a fronteira por centenas de quilômetros a cada jogo em Los Angeles e Seattle.
Atletas relataram desgaste extremo e cãibras devido aos voos e deslocamentos expressos. A eliminação do Irã na fase de grupos (ainda pra piorar com um gol anulado pelo VAR nos acréscimos) desencadeou duras críticas da imprensa internacional, acusando a FIFA de ignorar o princípio de neutralidade do esporte.

Seleção do Irã foi impedida de permanecer nos EUA entre as partidas
Jogadores barrados, árbitro suspenso e o nó nas fronteiras
O Irã não foi a única delegação a enfrentar contratempos burocráticos nos aeroportos das sedes do torneio. O atacante iraquiano Aymen Hussein, ídolo do país e autor do gol que classificou o Iraque para a Copa depois de 40 anos, ficou sete horas detido em interrogatório no controle de imigração ao desembarcar nos EUA.
Além disso, membros das federações de Senegal e Uzbequistão também tiveram emissões de visto atrasadas ou indeferidas pelas autoridades americanas. Também viralizaram ao longo da Copa imagens de atletas e delegações sendo revistadas por autoridades norte-americanos durante deslocamentos pelo país. Nem Lionel Messi, uma das figuras mais populares do planeta, e que atualmente mora e joga nos EUA, foi poupado das revistas.

Sobrou até para a arbitragem. Às vésperas do início do Mundial, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, indicado pela comissão de arbitragem da FIFA, teve o visto recusado e foi impedido de atuar na competição. Barrado, foi recebido como herói na volta ao seu país, e convidado pela UEFA para apitar jogos na Europa.
Outro caso que gerou polêmica foi o do torcedor símbolo da República Democrática do Congo Michel Nkuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba Vea” por ficar durante os jogos da sua seleção estático como se fosse uma estátua de Patrice Lumumba, líder da independência do país. Aguardado como uma das grandes figuras da Copa, ele só conseguiu participar do segundo jogo de RD Congo, justamente a derrota para a Colômbia em Guadalajara, no México. Ele teve o visto negado e foi proibido de entrar nos EUA.

Lumumba Vea, torcedor símbolo da RD Congo, teve o visto de entrada nos EUA negado
O drama dos estádios e dos gramados
Se a Copa apresentou ao mundo estádios belíssimos e de última geração, como por exemplo os estádios de Atlanta e Dallas e o SoFi Stadium de Los Angeles, o mais caro da Copa (custou mais de R$ 30 bilhões), também sobraram duras críticas para outras sedes.
A qualidade do MetLife Stadium, palco da grande final em Nova York/Nova Jersey, gerou muita discussão. Enquanto torcedores e imprensa reclamavam da infraestrutura muito distante do padrão que a FIFA exige em outros países, jogadores das seleções do Brasil e da França, entre outros, criticaram abertamente a dureza e o ressecamento da grama instalada sobre o piso sintético original do estádio que é usado pelo outro futebol, o americano. O desgaste exigiu uma força-tarefa da FIFA durante a fase final, principalmente em relação ao palco da final.

Condição do gramado e até a estrutura do MetLife Stadium, palco da final, foram criticados
Além disso, gerou muita discussão a escolha do estádio para a grande final, já que outros estádios tinham estrutura muito melhor nos EUA, e houve até quem defendesse o mítico Estádio Azteca, no México, palco da abertura da Copa e sede de outras duas finais na história, em 1970 e 1986, como sede da grande decisão. Mas não teve jeito, a política venceu, mais uma vez.
A controversa parada para hidratação e o futebol de 4 tempos
Algumas novidades desta Copa ganharam elogios unânimes, como por exemplo o protocolo de entrada das equipes nos jogos. Novas regras de arbitragem também foram bem avaliadas em geral, mas pelo menos uma das inovações gerou críticas: as paradas para hidratação em todos os 104 jogos, que na prática dividiram o jogo em quatro tempos de mais ou menos 25 minutos e mudaram a dinâmica de muitas partidas.
É verdade que em estádios que não eram climatizados o calor foi grande durante todo o Mundial, mas as paradas foram acusadas de serem meros pretextos para intervalos comerciais que geraram mais uma robusta fonte de renda para a FIFA. Jogadores na sua maioria não gostaram e reconheceram que muitos jogos foram alterados após as paradas, o que pode ser visto como positivo ou negativo, dependendo do ponto de vista. Já o público não viu vantagem alguma, e prova disso é que praticamente todas foram duramente vaiadas nos estádios.

Paradas para hidratação em todos os jogos foram vistas como mero intervalo comercial
Clima tenso e confusão na final
Nem a grande final da Copa do Mundo ficou imune às polêmicas. Logo após o apito final da decisão entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, jogadores das equipes se envolveram em uma briga generalizada no gramado.
O volante argentino Leandro Paredes segurou o espanhol Eric García pelo pescoço e empurrou Gavi, recebendo o cartão vermelho direto após a partida. Não bastasse isso, a postura da seleção argentina na entrega das medalhas, virada de costas para a premiação, também gerou fortes críticas da imprensa internacional. A equipe sul-americana deixou o gramado antes de a Espanha erguer o troféu de campeã, quebrando o protocolo de cortesia após os espanhóis terem feito um corredor de honra para os vice-campeões.

Confusão e agressões de jogadores de Argentina e Espanha fecharam as polêmicas da Copa
Copa do Mundo
Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026
Seleção Brasileira vai embora cedo com a pior colocação em 36 anos e se junta a outras equipes que decepcionaram no Mundial
Publicado
4 dias atrásem
21 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 não reservou finais felizes para gigantes do futebol mundial. E olha que nem estamos falando aqui da Itália, tetracampeã mundial que nem veio para o terceiro Mundial seguido. A Seleção Brasileira deu adeus ao torneio nas oitavas de final após ser derrotada por 2 a 1 pela Noruega, amargando sua pior colocação final no torneio desde 1990. Além da equipe de Neymar e companhia, outras potências históricas amargaram fracassos retumbantes no continente norte-americano. Alemanha, Uruguai e Portugal, por exemplo, protagonizaram desempenhos muito abaixo de suas tradições futebolísticas.
Acesse o Kmiza27 e tenha tudo do futebol em um só lugar
Recordes, Gols e Espanha Campeã: o Balanço Final da Copa 2026
As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026
Festa na convocação, fiasco em campo: o colapso do Brasil
A Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos cercada de expectativas, com direito a festa cinematográfica no anúncio dos convocados e forte apelo comercial. O campo, contudo, entregou uma realidade melancólica.

Haaland marcou os dois gols que eliminaram o Brasil nas oitavas de final diante da Noruega
Após estrear com empate duro contra Marrocos, mas ainda assim avançar na liderança do Grupo C, o time do italiano Carlo Ancelotti sofreu para superar o Japão nos 16 avos de final, com gol da virada nos acréscimos. Mas aí o Brasil desmoronou nas oitavas: a vitória norueguesa por 2 a 1 no MetLife Stadium, com dois gols de Erling Haaland, expôs a fragilidade emocional do elenco e a falta de organização tática.
O volante Bruno Guimarães tornou-se o primeiro jogador brasileiro desde Zico a desperdiçar uma penalidade em tempo normal de Copa. A eliminação marcou a despedida melancólica de ídolos da geração, sobretudo Neymar – que ainda marcou de pênalti seu último gol pela Seleção no mesmo estádio onde havia estreado 16 anos antes -, e empurrou o Brasil para o 11º lugar da classificação geral, a pior do país em 36 anos e a segunda pior da história.

Bruno Guimarães perdeu pênalti contra Noruega, primeiro desperdiçado desde Zico em 1986
O calvário da Alemanha continua
A Seleção Alemã acumulou mais um capítulo trágico para o seu retrospecto recente na maior competição do planeta. A tetracampeã mundial até parecia que tinha superado os traumas das eliminações na fase de grupos em 2018 e 2022 ao vencer os dois primeiros jogos, com direito a uma goleada por 7×1 (sim, teve isso!) sobre a estreante Curaçao, mas depois foi ladeira abaixo e não chegou nem nas oitavas de final.
Classificada em primeiro no Grupo E, a Alemanha vinha de derrota para o Equador na última rodada do grupo e caiu logo nos 16 avos de final diante do Paraguai. Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, a vaga foi decidida nas penalidades máximas e os paraguaios triunfaram por 4 a 3. O resultado manteve o jejum dos alemães, que não frequentam as oitavas de final de um Mundial desde que levantaram a taça no Brasil em 2014, e abriu uma crise sem precedentes na seleção, com direito a troca de técnico e críticas abertas a alguns líderes do elenco pela apatia no Mundial.

Alemanha até começou a Copa bem, mas parou no primeiro mata-mata diante do Paraguai
Anatomia do Desastre
Como algumas seleções tradicionais deram vexame na Copa:
| Seleção | Fase da Eliminação | Detalhe do Fracasso |
| 🇧🇷 Brasil | Oitavas de Final | Derrota por 2 a 1 para a Noruega e pior classificação em 36 anos |
| 🇩🇪 Alemanha | 16 Avos de Final | Eliminada nos pênaltis (4 x 3) para o Paraguai. |
| 🇺🇾 Uruguai | Fase de Grupos | Nenhuma vitória no Grupo H e crise entre elenco e treinador |
| 🇵🇹 Portugal | Oitavas de Final | Derrota de 1 a 0 para a Espanha sem chutar no gol |
Uruguai Zerado e a frieza de Portugal

O futebol sul-americano sofreu com o desempenho melancólico do Uruguai. A Celeste foi a única das seis representantes do continente a cair ainda na fase de grupos ao somar apenas dois pontos no Grupo H, sem vencer uma única partida: empatou contra Arábia Saudita e Cabo Verde e perdeu para a Espanha. O fracasso gerou forte desgaste interno entre o técnico Marcelo Bielsa e os líderes do vestiário.
Já a Seleção Portuguesa, que chegou apontada por muitos analistas como forte candidata ao título, caiu mais uma vez diante da bicampeã Espanha nas oitavas de final por 1 a 0. Com um elenco recheado de estrelas mundiais, os portugueses adotaram uma postura extremamente defensiva e deixaram o gramado vaiados. A má gestão de talentos do treinador Roberto Martínez minou a despedida internacional da geração de Cristiano Ronaldo e Cia. O Robozão, inclusive, foi uma das poucas estrelas a decepcionar na Copa, marcando apenas 3 gols, sendo 2 na goleada sobre o Uzbequistão, e tendo atuações discretas nos outros jogos.

Cristiano Ronaldo e toda a seleção de Portugal decepcionaram na Copa e foram embora cedo
Prometiam muito, entregaram nada
Outras seleções que chegaram badaladas e decepcionaram na Copa:
🇹🇷 Turquia – Com uma geração de ouro, perdeu os dois primeiros jogos dando 60 chutes e não marcando nenhum gol e acabou eliminada por antecipação.

Turquia chegou cotada a ir longe, mas perdeu os dois primeiros jogos e acabou eliminada
🇳🇱 Holanda – Outra seleção apontada como favorita a ir longe, até fez uma boa fase de grupos, mas parou logo no primeiro mata-mata mais uma vez eliminada nos pênaltis, desta vez para Marrocos.
🇸🇳 Senegal – A campeã africana foi presa fácil para França e Noruega em confrontos difíceis, mas ainda assim conseguiu avançar e vencia a Bélgica por 2×0 até os 40 do 2º tempo nos 16 avos de final, e cedeu o empate e depois a derrota na prorrogação.
🇰🇷 Coreia do Sul – Seleção tradicional da Ásia de quem se esperava boa campanha, principalmente pelo grupo acessível. Mas mesmo com uma estreia convincente, a apatia nos dois jogos seguintes rendeu derrotas e uma eliminação inesperada.

Coreia do Sul de Son estreou com vitória mas depois perdeu 2 jogos e caiu na fase de grupos
Seleção Kmiza27 das decepções da Copa do Mundo
Goleiro:
Fernando Muslera (🇺🇾 Uruguai)
Laterais/Zagueiros:
Piero Hincapié (🇪🇨 Equador)
Jasko Gvardiol (🇭🇷 Croácia)
Danilo (🇧🇷 Brasil)
Volantes/Meias:
Vitinha (🇵🇹 Portugal)
Neymar (🇧🇷 Brasil)
Florian Wirtz (🇩🇪 Alemanha)
Arda Guler (🇹🇷 Turquia)
Atacantes:
Raphinha (🇧🇷 Brasil)
Cristiano Ronaldo (🇵🇹 Portugal)
Alexander Sorloth (🇳🇴 Noruega)
Técnico: Marcelo Bielsa (🇺🇾 Uruguai)
Copa do Mundo
Copa 2026: Recordes, gols e Espanha campeã – o balanço final do maior Mundial da história!
Tudo que você precisa saber sobre os 39 dias da Copa dos grandes protagonistas, das polêmicas e dos números assombrosos
Publicado
5 dias atrásem
20 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 na América do Norte, consagrou a Espanha como bicampeã mundial após vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na final, com o gol marcado por Ferran Torres aos 106 minutos da prorrogação no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. O torneio foi o primeiro da história com 48 seleções e 104 partidas disputadas em três países: Estados Unidos, México e Canadá. O Mundial bateu recordes absolutos de público, gols marcados e marcou a quebra de marcas históricas individuais.
Acesse o Kmiza27 e tenha tudo do futebol em um só lugar
Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026
As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026
Números e Estatísticas
O formato expandido proporcionou marcas impressionantes ao longo dos 39 dias de competição:
Total de gols: 308 gols (média de 2,96 por partida – a maior desde 1970)
Total de jogos: 104 confrontos
Público total nos estádios: Mais de 6,8 milhões de torcedores
Melhor Ataque: França e Inglaterra (20 gols marcados)
Melhor Defesa: Espanha (apenas 1 gol sofrido em 8 jogos – Recorde)
Disciplina: 235 cartões amarelos e 12 cartões vermelhos

Capitão Rodri ergue a Taça FIFA com jogadores da Espanha após vencer a Argentina na final
🌍 Classificação final da Copa do Mundo 2026:
▪️1° 🇪🇸 Espanha (22) +13 SG 🏆
▪️2º 🇦🇷 Argentina (21) +11 SG
▪️3º 🏴 Inglaterra (19) +8 SG (melhor desde 1966)
▪️4° 🇫🇷 França (18) +10 SG
▪️5º 🇳🇴 Noruega (12) +2 SG 🆙
▪️6º 🇧🇪 Bélgica (11) +7 SG
▪️7º 🇲🇦 Marrocos (11) +4 SG
▪️8º 🇨🇭 Suíça (11) +4 SG
▪️9° 🇲🇽 México (12) +7 SG
▪️10° 🇨🇴 Colômbia (11) +4 SG
▪️11° 🇧🇷 Brasil (10) +6 SG (pior desde 1990)
▪️12° 🇺🇸 Estados Unidos (9) +3 SG
▪️13° 🇵🇹 Portugal (8) +5 SG
▪️14° 🇨🇦 Canadá (7) +3 SG
▪️15° 🇪🇬 Egito (6) +1 SG
▪️16° 🇵🇾 Paraguai (5) -3 SG
▪️17° 🇳🇱 Países Baixos (8) +6 SG
▪️18° 🇩🇪 Alemanha (7) +6 SG
▪️19° 🇨🇮 Costa do Marfim (6) +1 SG
▪️20° 🇭🇷 Croácia (6) -1 SG
▪️21° 🇯🇵 Japão (5) +3 SG
▪️22° 🇦🇺 Austrália (5) 00 SG
▪️23° 🇨🇩 Congo DR (4) 00 SG 🆙
▪️24° 🇬🇭 Gana (4) -1 SG
▪️25° 🇪🇨 Equador (4) -2 SG / 2G / -12 fair play
▪️26° 🇿🇦 África do Sul (4) -2 SG / 2G / -13 fair play
▪️27° 🇸🇪 Suécia (4) -3 SG / 7G
▪️28° 🇦🇹 Áustria (4) -3 SG / 6 gols
▪️29° 🇧🇦 Bósnia & Herzegovina (4) -3 SG / 5 gols
▪️30° 🇩🇿 Argélia (4) -4 SG
▪️31° 🇸🇳 Senegal (3) +1 SG
▪️32° 🇨🇻 Cabo Verde (3) -1 SG
▪️33° 🇮🇷 Irã (3) 0 SG
▪️34° 🇰🇷 Coréia do Sul (3) -1 SG
▪️35° 🇹🇷 Turquia (3) -2 SG
▪️36° 🏴 Escócia (3) -3 SG
▪️37° 🇺🇾 Uruguai (2) -1 SG
▪️38° 🇸🇦 Arábia Saudita (2) -4 SG
▪️39° 🇨🇿 Tchéquia (1) -4 SG
▪️40° 🇳🇿 Nova Zelândia (1) -6 SG
▪️41° 🇶🇦 Catar (1) -8 SG / 2 gols
▪️42° 🇨🇼 Curaçao (1) -8 SG / 1 gol
▪️43° 🇵🇦 Panamá (0) -4 SG
▪️44° 🇯🇴 Jordânia (0) -5 SG
▪️45° 🇭🇹 Haiti (0) -6 SG
▪️46° 🇺🇿 Uzbequistão (0) -9 SG
▪️47° 🇹🇳 Tunísia (0) -10 SG
▪️48° 🇮🇶 Iraque (0) -11 SG 🔦
Quadro de Premiações Individuais (FIFA Awards)
A Espanha dominou a premiação individual após a conquista do bicampeonato:
| Prêmio FIFA | Vencedor |
| Bola de Ouro (Melhor Jogador) | Rodri (Espanha) |
| Bola de Prata | Lionel Messi (Argentina) |
| Bola de Bronze | Kylian Mbappé (França) |
| Chuteira de Ouro (Artilheiro) | Kylian Mbappé (França – 10 gols) |
| Luva de Ouro (Melhor Goleiro) | Unai Simón (Espanha) |
| Melhor Jogador Jovem | Pau Cubarsí (Espanha – 19 anos) |
| Troféu Fair Play | Holanda |
Seleção Kmiza27 dos melhores da Copa 2026:
Goleiro:
Dibu Martinez ( 🇦🇷 Argentina)
Laterais:
Pedro Porro ( 🇪🇸 Espanha)
Cucurella ( 🇪🇸 Espanha)
Zagueiros:
Pau Cubarsi ( 🇪🇸 Espanha)
Upamecano ( 🇫🇷 França)
Meias:
Rodri ( 🇪🇸 Espanha)
Olise ( 🇫🇷 França)
Bellingham ( 🏴 Inglaterra)
Atacantes:
Mbappe ( 🇫🇷 França)
Messi ( 🇦🇷 Argentina)
Haaland ( 🇳🇴 Noruega)
Técnico:
Luís De La Fuente ( 🇪🇸 Espanha)
Melhores da Copa (na avaliação do Kmiza27):
🏅Messi ( 🇦🇷 Argentina)
🥈Mbappe ( 🇫🇷 França)
🥉Bellingham ( 🏴 Inglaterra)
(Rodri, o melhor da Copa para a FIFA, é o nosso 4º colocado)
Tabela de Artilharia do Mundial 2026
Kylian Mbappé brilhou individualmente e faturou pela segunda Copa consecutiva a Chuteira de Ouro (feito inédito) com 10 gols marcados no torneio, marca que não era alcançada desde o alemão Gerd Muller na Copa de 1970.
Artilharia da Copa do Mundo 2026 ⚽
10 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇫🇷 Kylian Mbappe
8 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇦🇷 Lionel Messi
7 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴 Jude Bellingham
🇳🇴 Erling Haaland
6 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴 Harry Kane
🇫🇷 Ousmane Dembele
5 gols ⚽⚽⚽⚽⚽
🇪🇸 Mikel Oyarzabal
4 gols ⚽⚽⚽⚽
🇲🇽 Julián Quiñones
🇧🇷 Vinícius Júnior
🇸🇳 Ismaila Sarr
3 gols ⚽⚽⚽
🇦🇷 Lautaro Martinez
🇫🇷 Bradley Barcola
🏴 Bukayo Saka
🇨🇭 Johan Manzambi
🇧🇪 Romelu Lukaku
🇧🇪 Charles De Ketelaere
🇲🇦 Ismael Saibari
🇺🇸 Folarin Balogun
🇲🇽 Raúl Jimenez
🇵🇹 Cristiano Ronaldo
🇧🇷 Matheus Cunha
🇨🇦 Jonathan David
🇩🇪 Deniz Undav
🇳🇱 Brian Brobbey
🇳🇿 Elijah Just
🇨🇩 Yoane Wissa
2 gols ⚽⚽
🇦🇷 Enzo Fernandez
🇪🇸 Mikel Merino
🇪🇸 Pedro Porro
🇨🇭 Dan Ndoye
🇲🇦 Azzedine Ounahi
🇲🇦 Soufiane Rahimi
🇨🇴 Daniel Muñoz
🇧🇪 Leandro Trossard
🇧🇪 Youri Tielemans
🇪🇬 Emam Ashour
🇪🇬 Mostafa Ziko
🇺🇸 Malik Tillmann
🇨🇦 Cyle Larin
🇩🇪 Kai Havertz
🇳🇱 Cody Gakpo
🇳🇱 Crysencio Summerville
🇯🇵 Daichi Kamada
🇯🇵 Ayase Ueda
🇸🇪 Yasin Ayari
🇸🇪 Anthony Elanga
🇺🇾 Maxi Araújo
🇸🇳 Pape Gueye
🇸🇳 Iliman Ndyaie
🇨🇮 Nicolas Pepe
🇮🇷 Ramin Rezaian
🇧🇦 Ermin Mahmic
🇦🇹 Marko Arnautovic
🇩🇿 Riyad Mahrez
Recordes Históricos Quebrados em 2026

Francês Mbappe foi artilheiro com 10 gols e se tornou maior goleador das Copas com 22
O Maior Artilheiro da História das Copas
Kylian Mbappé marcou 10 gols nesta edição e chegou a impressionantes 22 gols na carreira em três Copas do Mundo (22 jogos), ultrapassando Lionel Messi (21) no último jogo e deixando muito para trás Miroslav Klose (16), o recordista antes de a Copa começar, para assumir o topo do ranking histórico de todos os tempos.
Artilharia Histórica das Copas do Mundo:
🇫🇷 22 Kylian Mbappé 🆙
🇦🇷 21 Lionel Messi 🆙
🇩🇪 16 Miroslav Klose
🇧🇷 15 Ronaldo Fenômeno
🇩🇪 14 Gerd Muller
🏴 14 Harry Kane 🆙
🇫🇷 13 Just Fontaine
🇧🇷 12 Pelé

Goleiro Espanhol Unai Simón tomou seu único gol na Copa do Mundo apenas na 6ª partida
A Muralha (Quase) Invicta de Unai Simón
O goleiro espanhol Unai Simón estabeleceu um novo recorde ao ficar 650 minutos consecutivos sem sofrer gols em jogos de Copa do Mundo (somando o último jogo de 2022 e cinco em 2026), superando a marca de 517 minutos mantida pelo italiano Walter Zenga desde 1990. Ele sofreu seu único gol na Copa no sexto jogo, na vitória sobre a Bélgica por 2×1 nas quartas de final.

Lionel Messi colecionou recordes durante sua última participação em Copas aos 39 anos
Recordes de Messi e CR7
Em sua 6ª participação em Mundiais, Lionel Messi tornou-se o jogador com mais partidas na história do torneio (34 jogos) e o atleta com mais vitórias acumuladas (23 triunfos). Com uma participação brilhante (até a final) aos 39 anos, somou ainda 8 gols e 2 assistências, o recorde absoluto de gols marcados em 9 jogos consecutivos (desde 2022), o jogador mais velho a fazer um hat-trick (38 anos e 357 dias) e até uma marca negativa: o primeiro jogador a perder 4 pênaltis em Copas do Mundo e em 3 Mundiais diferentes. Já Cristiano Ronaldo, apesar de uma Copa bem mais discreta que o seu eterno oponente, também conquistou marcas para chamar de sua: com os dois gols contra o Uzbequistão, se tornou o único jogador a marcar em 6 Copas diferentes, e ainda o segundo mais velho e marcar e o mais velho a balançar as redes mais de uma vez, aos 41 anos.

Cristiano Ronaldo se tornou o único jogador da história a marcar gols em 6 Copas diferentes
Gol Mais Rápido da Edição
O meia Matías Galarza, do Paraguai, marcou aos 65 segundos na vitória sobre a Turquia, na segunda rodada, registrando o gol mais rápido da Copa de 2026.

Matias Galarza marcou aos 65 segundos na vitória do Paraguai sobre a Turquia na 2ª rodada
O Garçom que superou Pelé

O francês Michel Olise chegou credenciado como uma das grandes estrelas da Copa, e de certa forma não decepcionou. O “Artista”, como é chamado pelo estilo de jogo extremamente refinado, não marcou nenhum gol (mas em compensação perdeu muitos, quase sempre por excessos), mas saiu da Copa como recordista de assistências. Foram 7 no total, superando o recordista anterior que era nada menos que Pelé, com 5 assistências na Copa de 1970.
As longas invencibilidades de Espanha e Holanda
A campeã Espanha estabeleceu várias novas marcas, inclusive na final alcançou 38 jogos de invencibilidade (desde março de 2024) e quebrou o recorde anterior que era da Itália entre 2018 e 2021. A sequência começou justamente no empate em 3×3 com o Brasil em amistoso em Madri e passou pelo título da Eurocopa e do vice-campeonato da Nations League (perdeu a decisão para Portugal nos pênaltis). Já a Holanda foi embora pra casa cedo mas levou uma façanha na bagagem: o recorde de invencibilidade em Copas de 16 jogos, superando o Brasil que detinha a marca há mais de 60 anos. A última derrota laranja em Copas foi justamente na final de 2010 contra a Espanha, na prorrogação, depois disso não participou da Copa de 2018 e nas outras todas foi eliminada nos pênaltis (para a Argentina em 2014 e 2022 e para Marrocos em 2026).

Holanda chegou a 16 jogos sem perder em Copas do Mundo e qubrou recorde de 60 anos

Mais defesas em uma única partida
O goleiro Eloy Room (Curaçao) igualou o recorde histórico das Copas ao realizar 16 defesas difíceis na partida contra o Equador em Kansas City, que garantiu o 0x0 e o primeiro e único ponto do menor país a disputar um Mundial. E isso após ter tomado 7 gols na estreia contra a Alemanha.
Técnicos mais velhos e com mais jogos
Na sua despedida, Didier Deschamps (França) assumiu a liderança isolada ao atingir 26 partidas dirigidas no comando da seleção francesa em quatro Mundiais. Já Dick Advocaat, holandês que comandou Curaçao se tornou o mais velho a participar de uma Copa do Mundo, com 78 anos e 271 dias, superando Miroslav Koubek (Tchéquia, 74 anos), Hugo Broos (África do Sul, 74 anos), Carlos Queiroz (Gana, 73 anos), todos também na ativa em 2026 e que superaram o antigo recordista Otto Rehhagel (71 anos em 2010).

Didier Deschamps se despediu do comando da seleção da França após 4 Copas do Mundo
Curiosidades e Histórias Marcantes desse Mundial
Estreias históricas: A edição de 2026 marcou a primeira participação de 4 países: Curaçao, tornando-se o menor país em território a disputar uma fase final de Copa do Mundo, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde. E foram os africanos que brilharam: na estreia seguraram a Espanha no 0x0 e foram os únicos a não perderam para a campeã, e com outros dois empates, avançaram de fase e só pararam na prorrogação contra a outra finalista, a então campeã Argentina. Liderados pelo goleiro e agora popstar Vozinha, os caboverdianos foram a grande surpresa da Copa.

Goleiro Vozinha, de 40 anos, conduziu Cabo Verde para uma campanha histórica na estreia

Marcas emblemáticas: A Copa de 2026 registrou pelo menos dois feitos históricos. A vitória do Japão por 4×0 sobre a Tunísia na 2ª rodada foi o jogo nº 1.000 da história das Copas. Já o gol de Enzo Fernandez, que decretou a virada da Argentina sobre o Egito nas oitavas de final, foi o gol nº 3.000 da história dos Mundiais.

Ataques demolidores, defesas nem tanto: Inglaterra e França tiveram os melhores ataques (20 gols cada) e as melhores duplas da Copa. Jude Bellingham e Harry Kane somaram 13 gols juntos, igualando a marca da dupla Ronaldo e Rivaldo pelo Brasil na Copa de 2002. Mas Mbappe e Dembele foram ainda melhores, marcando 16 dos 20 gols franceses. O jogo entre eles, vitória inglesa por 6×4 na decisão do 3º lugar, foi o recordista de gols nesta Copa e em 44 anos, e ainda se tornou a decisão de terceiro lugar com mais gols na história. Mas se o ataque inglês brilhou, a defesa tomou 12 gols e ficou entre as piores da Copa, ao lado dos lanternas Iraque e Tunísia.
São Pedro colaborou: Antes da Copa, o temido protocolo de raios dos EUA gerou calafrios nas delegações, torcedores e imprensa, que já tinham visto jogos atrasarem até três horas no Mundial de Clubes um ano antes. Para piorar, havia a expectativa de um número alto de partidas afetadas com atrasos ou paralisações. Na prática, porém, parece que os deuses do futebol interferiram junto a São Pedro, e apenas um jogo foi paralisado (França x Iraque ficou parado 2 horas no intervalo) e um outro teve seu início atrasado (México x Equador, mesmo que o México não adote o mesmo protocolo, a FIFA optou por padronizar a questão nas três sedes. Ainda assim, foi muito melhor que o esperado.

França x Iraque na Filadélfia foi o único jogo da Copa a ser paralisado pelo protocolo de raios
Remada Viking e Wonderwall, os hits da Copa: em uma Copa com a presença de tantas estrelas nas tribunas em praticamente todos os jogos (só na final eram 178 celebridades nos camarotes), e com uma música tema de Shakira que colou nos ouvidos mundo afora, foram duas celebrações espontâneas das arquibancadas que ficaram marcadas como os grandes hits do Mundial. A torcida da Noruega virou mania com a sua Remada Viking que ganhou versões pelos estádios e pelo mundo todo e que teve participação muitas vezes dos jogadores da seleção após as partidas (inclusive na vitória contra o Brasil). Já a torcida inglesa entoou o coro de Wonderwall, clássico da Banda Oasis, a cada vitória do English Team, e também contou com a participação entusiasmada dos jogadores. E teve duelo dos hits da Copa: só uma seguiria em frente quando Noruega e Inglaterra se enfrentaram nas quartas de final, os ingleses mandaram os vikings remando de volta pra casa e avançaram para a reta final.


Despedida Agridoce: Uma das decepções da Copa, a Turquia perdeu os dois primeiros jogos contra Austrália e Paraguai e já foi eliminada para a rodada final contra os EUA. Apesar da frustração, os turcos renderam ótimos memes e ao menos levaram uma curiosidade na bagagem: foram a única seleção, sem contar a campeã Espanha e a terceira colocada Inglaterra, a se despedir da Copa com vitória, pois venceram o time reserva dos EUA por 3×2 com gol no último lance da partida.
Um tabu que vai completar 100 anos: com o título da Espanha e do técnico Luís De La Fuente, a marca mais longeva das Copas do Mundo segue de pé e vai completar 100 anos junto com o torneio em 2030. Nunca um treinador estrangeiro foi campeão (dirigindo um país que não o seu de nascimento). Em 2026, o italiano Carlo Ancelotti pelo Brasil, o alemão Thomas Tuchel pela Inglaterra (quem foi mais longe) e o espanhol Roberto Martinez por Portugal eram candidatos, mas ficaram pelo caminho.

Alemão Thomas Tuchel levou a Inglaterra ao 3º lugar, melhor posição do país em 60 anos
Galeria de Campeões atualizada

Não foi dessa vez que tivemos um novo membro no clube dos 8 campeões mundiais. A última a entrar foi justamente a Espanha em 2010, que agora ampliou sua marca e deixou a Inglaterra sozinha com seu único título. Lá no topo, nada mudou: mesmo em seu pior período de vacas magras, o Brasil segue no topo com 5 títulos, seguido por Alemanha e Itália, que também andam bem longe de novas conquistas.
Brasil permanece no topo

Todos os resultados dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, a maior de todos os tempos
Mais lidas
-
Futebol9 meses atrásBerço de Craques: As Cidades que Revelaram os Maiores Jogadores do Futebol Brasileiro
-
Camisas1 ano atrásAs Camisas Mais Icônicas do Futebol Brasileiro: Quando o Manto Fala Mais que Palavras
-
Copa do Mundo 20267 meses atrásTodos os gols de Jairzinho na Copa de 70
-
Futebol1 ano atrásA evolução tática não significa o abandono do talento individual
-
Copa do Mundo2 meses atrásConfira a Tabela da Copa do Mundo 2026: Datas, horários de Brasília e onde assistir a todos os jogos
-
Camisas5 meses atrásFUTEBOT Kmiza27: Veja como funciona o seu guia gratuito de futebol do Brasil e do Mundo
