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Cruzeiro

A Raposa que Renasceu: Como Artur Jorge Está Transformando o Cruzeiro

O time celeste virou a chave, apagou o início de temporada para esquecer e hoje assusta dentro e fora de Belo Horizonte.

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Artur Jorge no Cruzeiro.
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Do Caos ao Controle: A Chegada do Técnico Português

O começo de 2026 do Cruzeiro foi daqueles que a torcida prefere varrer pra baixo do tapete. Resultados inconsistentes, ambiente pesado e a sensação de que o clube estava andando em círculos. A chegada de Artur Jorge mudou o endereço dessa história. O treinador português assumiu o comando com a missão de organizar a casa e, pouco a pouco, foi imprimindo sua marca: uma equipe mais compacta, intensa e com identidade. Não foi do dia pra noite, mas o processo começou a fazer sentido nos gramados.

Os Números Que Fazem a Torcida Sorrir

Desde que chegou ao Cruzeiro, Artur Jorge acumula oito vitórias, quatro empates e apenas três derrotas em 15 partidas, com aproveitamento de 62,2%. Mais do que a conta fechada, impressiona a consistência recente: nos últimos 10 jogos da temporada, o Cruzeiro perdeu somente uma vez. Foram cinco vitórias, quatro empates e a única derrota para o Atlético-MG, no clássico do dia 2 de maio. A Raposa chegou à sua maior sequência invicta sob o comando do português, e o momento é dos melhores do ano. Quatro dos últimos cinco jogos foram fora de casa, e o clube vive uma invencibilidade de sete partidas como visitante — a maior da temporada e a melhor marca desde setembro de 2025.

Três Frentes, Uma Alma: Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores

O que torna essa fase ainda mais especial é que ela acontece em competições completamente diferentes, exigindo adaptações táticas e mentais quase que semanais. No Brasileirão, o Cruzeiro foi a Salvador bater o Bahia por 2 a 1 e segurou o líder Palmeiras no empate fora de casa. Na Copa do Brasil, eliminou o Goiás no Mineirão e avançou às oitavas de final. E na Libertadores, o capítulo mais dramático: o empate por 1 a 1 diante do Boca Juniors em La Bombonera, resultado que deixa o Cruzeiro com oito pontos no grupo e dependendo apenas de si para avançar às oitavas. Sobreviver à Bombonera sem perder já é, por si só, um feito e tanto.

Elenco posa para foto na Bombonera, em jogo pela Libertadores. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O Que Vem Por Aí — Por Que Vale Acreditar?

O próximo compromisso pela Libertadores será diante do Barcelona-EQU, na terça-feira (26), às 21h30, no Mineirão, pela última rodada da fase de grupos. Antes disso, o Cruzeiro enfrenta a lanterna Chapecoense no domingo pelo Brasileirão, partida que, no papel, é mais fácil, mas que serve para manter o ritmo e a confiança. A Raposa que começou 2026 tropeçando agora entra em campo com outra postura, outro pulso. Artur Jorge pode não ter virado o clube de cabeça pra baixo em semanas, mas está construindo algo sólido. Tijolo por tijolo, jogo a jogo, resultado a resultado. E a torcida celeste, que conhece bem o gosto amargo da decepção, começa a sentir um sabor diferente: o de esperança com fundamento.

Brasileirão

Vitor Roque no topo, Botafogo e Palmeiras dominando: o ranking internacional que mostra as principais joias do Brasileirão

CIES aponta os 20 jovens mais promissores do Brasileirão 2026; Palmeiras e Botafogo lideram com 4 cada

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Vitor Roque, do Palmeiras, contra o Botafogo no Brasileirão 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.

Vitor Roque: o retorno que virou liderança

Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.

Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.

Botafogo: a fábrica silenciosa

Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.

O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.

Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O ranking completo

Pos.JogadorIdadePosiçãoClube
Vitor Roque21AtacantePalmeiras 
Robert Renan22ZagueiroVasco 
Allan22MeiaPalmeiras 
Álvaro Montoro19MeiaBotafogo 
Breno Bidon21MeiaCorinthians 
Viery Fernandes21ZagueiroGrêmio 
Agustín Giay22Lat. direitoPalmeiras 
Victor Gabriel21ZagueiroInternacional 
Román Gómez21Lat. direitoBahia 
10ºMatheus Martins22AtacanteBotafogo 
11ºMaik Gomes21Lat. direitoSão Paulo 
12ºLucas Ronier21AtacanteCoritiba 
13ºVictor Hugo21MeiaAtlético-MG 
14ºJefté22Lat. esquerdoPalmeiras 
15ºIgnacio Sosa22MeiaRB Bragantino 
16ºJordan Barrera20AtacanteBotafogo 
17ºJoão Pedro22ZagueiroCorinthians 
18ºKeny Arroyo20AtacanteCruzeiro 
19ºMateo Ponte22Lat. direitoBotafogo 
20ºWallace Yan21AtacanteFlamengo 

O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro

Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.

Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.

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Atlético-MG

Emoção, zebra e clássicos históricos: os jogos que a Copa do Brasil jamais deixará você esquecer

Desde finais eletrizantes a viradas mirabolantes: o torneio mais democrático do Brasil tem muito mais do que simples partidas.

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Trofeu da Copa do Brasil
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Criada em 1989, a Copa do Brasil foi projetada para dar chance ao “Brasil profundo” — times de estados menores enfrentando os gigantes. O que ninguém esperava era que, décadas depois, o torneio se tornaria um dos mais disputados, emocionantes e imprevisíveis do continente. Com premiação milionária, vaga na Libertadores e o prestígio de levantar aquela taça, poucos campeonatos nacionais no mundo entregam tanto drama por partida quanto este.

Clássicos que viraram lenda

Flamengo x Vasco (Final 2006)

Um clássico carioca de gala na decisão. O Rubro-Negro foi soberano nos dois jogos e ergueu o caneco sem sofrer gol algum.

Atletico-MG x Cruzeiro (Final 2014)

Depois de viradas épicas sobre Corinthians e Fla, o Galo fez o trabalho mais tranquilo justo na decisão, humilhando o arquirrival que era bicampeão brasileiro.

A arte da virada: quando tudo parecia perdido

Atlético-MG x Corinthians (Quartas de Final 2014)

O Galo voltou de São Paulo com 2 a 0 de desvantagem e todo mundo dando a vaga de presente ao Timão. Mas o Mineirão virou caldeirão e o Atlético aplicou um 4 a 1 histórico, de virada, para avançar. Era o sinal de que aquele time não tinha fronteiras para o impossível.

Palmeiras x Flamengo (Quartas de Final 1999)

Perdendo no Rio por 2 a 1, o Verdão ainda levou gol logo de cara no jogo de volta — situação de desespero total. Com um show de Euller, o Palmeiras foi às raias do impossível e fez 4 a 2 para uma classificação inesquecível. A campanha terminou nas semis contra o Botafogo, mas aquela noite ficou gravada para sempre.

A zebra mais saborosa da história

Sport x Corinthians (Final 2008)

O Corinthians venceu a ida por 3 a 1 e já começava a ensaiar discurso de bicampeão. O que o Leão da Ilha preparou para a volta, porém, foi uma aula de futebol nervoso e eficiente, vencendo por 2 a 0 e conquistando o título num critério de gols fora que até hoje gera debate.

O gol decisivo de Luciano Henrique foi especialmente cruel: escanteio mal afastado, chute de primeira, bola desviada e passando entre as pernas do goleiro Felipe. O futebol tem dessas.

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Atlético-MG

Imprensa espanhola chama Brasileirão de inferno dos treinadores: 10 técnicos demitidos em 10 rodadas

Diário espanhol AS lembrou que na lista estão os três últimos técnicos da Seleção Brasileira.

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Dorival Júnior, ex-treinador da Seleção Brasileira, demitido pelo Corinthians no Brasileirão 2026
Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Brasileirão 2026 chamou a atenção além das fronteiras do Brasil, mas não foi exatamente pelo bom futebol. O diário esportivo espanhol AS publicou uma reportagem especial chamando o futebol brasileiro de “inferno dos treinadores”, após constatar que 10 técnicos foram demitidos nas primeiras 10 rodadas do Campeonato Brasileiro.

Os 10 demitidos nas 10 primeiras rodadas

A lista reúne nomes de peso, incluindo os três últimos treinadores da Seleção Brasileira: Tite (Cruzeiro), Fernando Diniz (Vasco) e Dorival Júnior (Corinthians).

ClubeTreinador demitidoRodada
Atlético-MGJorge Sampaoli3ª 
VascoFernando Diniz3ª 
RemoJuan Carlos Osório4ª 
FlamengoFilipe Luís4ª 
São PauloHernán Crespo5ª 
CruzeiroTite6ª 
SantosJuan Vojvoda7ª 
BotafogoMartín Anselmi8ª 
ChapecoenseGilmar Dal Pozzo9ª 
CorinthiansDorival Júnior10ª 

O que a imprensa espanhola viu que o Brasil já normalizou

AS apontou uma curiosidade que incomoda: ao mesmo tempo que os clubes dispensam técnicos no ritmo de um por semana, o Brasil recicla sempre os mesmos nomes. A publicação cita Renato Gaúcho como símbolo da falta de renovação, já que o treinador está em sua sétima passagem pelo Fluminense.

Para o jornal espanhol, isso revela um ciclo vicioso: a impaciência dos dirigentes empurra os clubes a demitir rápido, mas a falta de novas referências faz com que sempre recorram ao mesmo cardápio de técnicos disponíveis.

O contraponto: Abel Ferreira como exceção à regra

AS também registrou o outro lado da moeda. Para ilustrar que estabilidade é possível e rentável, a reportagem citou Abel Ferreira, o português que comanda o Palmeiras desde o segundo semestre de 2020. Em mais de cinco anos no cargo, Abel acumulou títulos e construiu uma das maiores dinastias recentes do futebol continental.

Com 10 demissões em 10 rodadas, o Brasileirão 2026 já equivale a 46% de todas as demissões de 2025 inteiro, quando o campeonato terminou com 22 trocas de comando. O ritmo, se mantido, pode quebrar recordes históricos da competição.

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