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Futebol

Berço de Craques: As Cidades que Revelaram os Maiores Jogadores do Futebol Brasileiro

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Por: Redação Kmiza27 | Especial para o site

O talento brasileiro no futebol parece brotar do chão. E, muitas vezes, literalmente: das ruas de terra batida, dos campos de várzea e dos bairros humildes surgiram alguns dos maiores nomes da história do esporte mundial. Embora o Brasil seja vasto e rico em diversidade, certas cidades se destacam como verdadeiros celeiros de craques.

Neste especial, revisitamos alguns dos municípios que entraram para o mapa do futebol por algo mais valioso que títulos: suas crias.


🌇 Três Corações (MG) – Onde nasceu o Rei

Pequena cidade no sul de Minas Gerais, com pouco mais de 70 mil habitantes, Três Corações é mais conhecida por ser o berço de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O rei do futebol nasceu ali em 1940, e embora tenha feito carreira no Santos e na Seleção, carrega no nome da cidade sua origem.


🌆 Bauru (SP) – De onde partiu Garrincha… quase

Na verdade, Bauru foi a casa de infância de Pelé, mas foi também celeiro de jogadores como Djalma Santos. A cidade tem uma tradição esportiva forte, com clubes de base e cultura esportiva enraizada — o que ainda revela talentos até hoje.


🏙️ Rio de Janeiro (RJ) – A fábrica carioca

Não há como ignorar a capital fluminense. O Rio já viu nascer Romário, Zico, Jairzinho, Adriano e tantos outros. Os bairros da Zona Norte, como Bento Ribeiro e Vila da Penha, se tornaram sinônimos de talento bruto lapidado pelas peladas de rua e pelos campos improvisados entre morros e avenidas.


🏡 Pato Branco (PR) – A terra de Alexandre Pato

No sudoeste do Paraná, essa pacata cidade deu ao futebol um dos atacantes mais promissores dos anos 2000. Pato virou nome, símbolo e orgulho local. Mesmo que sua carreira tenha tido altos e baixos, seu início meteórico ficou marcado no futebol mundial.


🌴 Maceió (AL) – O Nordeste no mapa do talento

Maceió revelou ninguém menos que Marta, considerada a maior jogadora da história do futebol feminino. A cidade também tem tradição masculina, tendo revelado jogadores como Cleiton Xavier e Richarlison (que nasceu em Nova Venécia-ES, mas cresceu no estado vizinho).


Conclusão: o talento mora em todo canto

O que essas cidades têm em comum? Paixão. Estrutura pode faltar, mas vontade e amor pelo futebol sobram. Em um país onde o esporte é mais que diversão — é uma linguagem universal —, cada esquina pode esconder um futuro camisa 10.

Por isso, quando se fala de futebol brasileiro, não se olha apenas para os centros de treinamento. Olha-se para as comunidades, para os campos improvisados, para as cidades pequenas. Porque é de lá que vêm os maiores.

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Brasileirão

Como funciona o Impedimento Semiautomático, a novidade do Brasileirão

Fim das linhas tortas: CBF confirma o uso do impedimento semiautomático na Série A a partir da 20ª rodada, a primeira do segundo turno da principal competição nacional. Confira as vantagens da nova tecnologia.

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Ilustração digital em 3D mostrando a linha virtual de impedimento gerada automaticamente pelo sistema da FIFA sobre o corpo do jogador.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a implementação do impedimento semiautomático para o Campeonato Brasileiro da Série A. A nova tecnologia de arbitragem que fez sucesso na Copa do Mundo, e que já era prometida para a principal competição nacional desde o início do ano, passa a operar de forma oficial no torneio a partir da 20ª rodada, marcando o início do segundo turno da competição. A medida visa eliminar as frequentes polêmicas no traçado manual de linhas do VAR e reduzir o tempo de paralisação nas checagens de gol durante as partidas.

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Confira como voltam os clubes brasileiros após a parada para a Copa do Mundo

A tecnologia que revolucionou as decisões de arbitragem

O impedimento semiautomático é uma tecnologia de ponta desenvolvida pela FIFA que combina inteligência artificial, câmeras de rastreamento e sensores na bola para definir lances de impedimento com precisão milimétrica. O sistema estreou globalmente na Copa do Mundo do Catar em 2022 e tornou-se padrão nos principais campeonatos do mundo, como a Champions League, as principais ligas europeias e a Copa do Mundo de 2026. A ferramenta elimina a subjetividade do traçado manual de linhas no VAR e reduz o tempo de paralisação das partidas.

Como funciona a tecnologia no Brasileirão

O sistema aprovado pela entidade máxima do futebol nacional utiliza um ecossistema de alta precisão instalado nos estádios. Cerca de 12 câmeras ópticas de alta velocidade são posicionadas na cobertura das arenas para monitorar o gramado. Essas câmeras capturam até 29 pontos anatômicos de cada atleta cerca de 50 vezes por segundo, gerando um mapa tridimensional completo da jogada. Aqui, uma curiosidade: as câmeras são todas Iphones 17 Pró Max de última geração, exatamente as mesas disponíveis no mercado.

Câmeras de última geração instaladas no alto da Neo Química Arena, estádio do Corinthians

A ferramenta cruza a posição dos atletas com o exato instante em que a bola é lançada, utilizando sensores ou análise óptica quadro a quadro para detectar o passe de forma milimétrica.

Recurso TécnicoSistema Antigo (VAR Tradicional)Impedimento Semiautomático (CBF)
Tempo Médio de Checagem2 a 3 minutos15 a 25 segundos
Traçado das LinhasManual (feita pelo operador)Automático (via inteligência 3D)
Mapeamento do JogadorLinhas em 2D29 pontos corporais em 3D
Apresentação da DecisãoImagem estática com linhas salvasAnimação 3D interativa no telão do estádio

Fim das longas esperas e da desconfiança do torcedor

A principal mudança sentida pelos torcedores nos estádios e nas transmissões de televisão será a agilidade das decisões. No modelo tradicional do VAR, os operadores levavam até três minutos para marcar manualmente as linhas nos pés ou ombros dos atletas. Com o formato semiautomático, a checagem média cai para um intervalo entre 15 e 25 segundos.

A tecnologia também gera uma animação em 3D em tempo real do lance. Essa imagem é disponibilizada imediatamente para a transmissão ao vivo e nos telões das arenas, garantindo total clareza na decisão tomada pela arbitragem.

Por que a tecnologia é “semiautomática”?

A palavra “semi” permanece no nome oficial da tecnologia por uma exigência direta das regras da FIFA. Apesar do alto nível de automação, o fator humano continua sendo indispensável, segundo os protocolos da entidade máxima do futebol. A decisão final permanece sob responsabilidade do apito, enquanto a tecnologia entrega a precisão exata do posicionamento dentro de campo.

A inteligência artificial do sistema detecta e informa apenas a posição física de impedimento dos atletas, mesmo que por centímetros. Cabe ao árbitro de vídeo e ao juiz de campo interpretar se o jogador em posição irregular participou diretamente do lance ou interferiu na visão do goleiro.

Como funciona a tecnologia passo a passo

O sistema depende do funcionamento integrado de dois componentes fundamentais dentro do estádio.

  • Primeiro, cerca de 12 câmeras ópticas dedicadas (são Iphones 17 Pró Max) são instaladas no teto da arena para rastrear os atletas. Essas câmeras capturam até 29 pontos corporais de cada jogador 50 vezes por segundo, mapeando a posição exata de braços, pernas e do tronco.
  • O segundo componente é o sensor de medição inercial instalado no centro da bola de jogo. O dispositivo envia dados de localização 500 vezes por segundo para a central de arbitragem, determinando o exato milissegundo em que ocorre o passe.
  • A inteligência artificial do sistema cruza os dados do rastreamento corporal com o exato momento do impacto na bola. O software processa o posicionamento dos atletas e gera um alerta automático para os árbitros na sala de vídeo. O sistema cria instantaneamente uma animação tridimensional 3D detalhada do lance exato da jogada.
  • Os juízes do VAR apenas validam a decisão sugerida pelo computador antes de repassar a confirmação ao árbitro de campo.

Por que o sistema é mais assertivo?





  • A precisão do impedimento semiautomático supera o VAR tradicional porque elimina a interferência e o erro humano no traçado de linhas.
  • No sistema antigo, o operador precisava selecionar manualmente o “frame” do passe e indicar o ponto do corpo do atleta, criando margem para distorções visuais. A nova ferramenta mapeia a anatomia completa do jogador sem dependência da percepção do operador.
  • Além disso, a margem de erro espacial é reduzida para poucos milímetros graças à altíssima frequência de captura das câmeras e dos sensores.

Tecnologia que já era usada em ligas como a Premier League detecta impedimentos mínimos

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Brasileirão

Como volta o futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo?

Após a Copa, o futebol brasileiro retorna com clubes reforçados, mudanças técnicas e estruturais.

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Trofeu do Campeonato Brasileiro.
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Para a tristeza da maioria e felicidade de alguns, a Copa do Mundo se encerrou no último final de semana depois de 40 dias, e o futebol brasileiro voltou às atividades. Nesse meio tempo os clubes se ocuparam com amistosos, mudanças na estrutura, contratações e saídas de jogadores, e até trocas no comando técnico.

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Como funciona o Impedimento Semiautomático, a novidade do Brasileirão

O Brasileirão foi a primeira competição a dar o ar da graça, no último final de semana, seguida pela Copa Sul Americana, que retornou durante a semana para os playoffs. Os times que se classificarem nesta fase vão para as oitavas de final, onde aguardam Botafogo, São Paulo e Atlético-MG. Já a Copa Libertadores só volta em meados de Agosto, para a fase de oitavas de final, enquanto a Copa do Brasil terá as disputas das oitavas de final entre os dias 1 e 3 de Agosto.

O Athlético-PR foi um clube a investir em infraestrutura durante a pausa. O Furacão realizou a troca do gramado sintético da Arena da Baixada, instalando uma nova camada capaz de absorver melhor impactos e dar mais estabilidade ao piso. Em preparação para o retorno a jogos oficiais, o Athlético disputou dois amistosos contra Boca Juniors e Bragantino, mas perdeu os dois, por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente. Em compensação, venceu o São Paulo fora de casa por 2 a 1 de virada essa semana, no retorno ao Brasileirão. Quanto ao elenco do Furacão, os atacantes Julimar e Bruninho deixaram o clube, enquanto Sorriso rescindiu seu contrato para acertar com o Santa Clara, de Portugal. Já o atacante Leozinho e o lateral Claudinho tiveram seus contratos renovados, e quatro novos jogadores se juntaram ao elenco: Dantas (zagueiro), Gilberto (lateral-direito), Jorge Rivaldo (atacante) e Kerwin Vargas (atacante).

O Atlético-MG foi um a se movimentar pouco no mercado de transferências. O único jogador a chegar foi o zagueiro Léo Duarte, de 29 anos, que estava no Başakşehir, da Turquia. O atleta se recupera de um trauma muscular na coxa direita. Hulk deixou o Galo rumo ao Fluminense e Junior Alonso rescindiu para acertar com o Atlanta United, dos Estados Unidos. Além deles, o meio-campista Iseppe foi emprestado ao Nacional da Ilha da Madeira, de Portugal. O DM do Galo tem Gustavo Scarpa (em recuperação após cirurgia no joelho direito), Patrick (lesão no joelho direito) e Índio (lesão no joelho direito). O Atlético venceu os dois amistosos que disputou na intertemporada por 3 a 1, contra o Betim e o time sub-20 do clube.

O Bahia teve um janela internacional bem movimentada, contratando 3 jogadores. São eles o atacante argentino Alejo Véliz, o zagueiro espanhol Marco Moreno e o experiente goleiro argentino Guido Herrera. O lateral Marcos Victor e o volante Acevedo tiveram seus contratos renovados, enquanto João Paulo, Gabriel Xavier, Gilberto e Marcos Felipe deixaram o clube. O Bahia perdeu o amistoso que fez contra o Fluminense por 2 a 0, e empatou fora de casa contra o Atlético-MG no retorno ao Brasileirão.

O Botafogo foi outro time a se movimentar bastante no mercado durante a pausa para a Copa do Mundo. No entanto, o clube demorou a poder anunciar e registrar seus reforços devido aos vários transfer bans que, aos poucos, foram sendo retirados pela FIFA. Nesta quarta-feira foram anunciados cinco reforços: os goleiros Warleson e Gabriel Batista, o zagueiro Lucas Monzon, o lateral esquerdo Paulinho, o volante Domingos Andrade e, além deles, o atacante Danilo Pereira já está no Rio de Janeiro para fazer exames e assinar contrato com o Glorioso. Outra grande notícia para o alvinegro foi a permanência de Danilo, que entrou em campo ontem e cumpriu os 13 jogos, o impossibilitando de disputar a competição por outro clube brasileiro. O time teve uma limpa no elenco também: os contratos do goleiro Neto e do zagueiro Bastos foram rescindidos, os atacante Chris Ramos e Nathan Fernandes foram emprestados, Léo Linck está prestes a ser negociado e Newton foi vendido para o São Paulo.

O Bragantino acumula dois empates desde a volta do futebol brasileiro. No dia 17 empatou fora de casa contra o Fluminense, resultado amargo pois ganhava a partida até os acréscimos do segundo tempo, quando sofreu gol de Ignácio. Na quarta-feira, empatou com o Sporting Cristal no Peru e a definição da vaga para as oitavas da Sul-Americana ficou para o jogo da volta. O time não contratou nem dispensou ninguém durante a pausa.

A Chapecoense foi goleada em casa pelo Flamengo na volta do Campeonato Brasileiro e pareceu não conseguir demonstrar uma evolução no futebol apresentado no primeiro semestre, quando ocupou a lanterna do campeonato boa parte do tempo. A Chape também teve algumas chegadas e muitas saídas no seu elenco. Walter Clar (lateral-esquerdo), Higor Meritão (volante), Jean Carlos (meia), João Vitor (meia), Wermeson (atacante) e Italo (atacante) deixaram o time, enquanto Bruno Tubarão (lateral), Max Alves (meia) e Túlio Eduardo (atacante) chegaram no Verdão do Oeste.

O Corinthians trabalha para retirar os transfer bans impostos pela FIFA, enquanto tenta negociar a renovação de Memphis Depay. Na volta do Brasileirão, o Timão venceu o Remo em casa por 3 a 0. O atacante Pedro Raul pode ser negociado nesta janela também, com o Internacional surgindo como interessado.

O Coritiba foi outro clube a passar por mudanças estruturais durante a Copa do Mundo. O Couto Pereira recebeu nova pintura e manteve o gramado em condições ideais para a volta da competição, além de inaugurar o Green Hall, um novo espaço premium para o torcedor localizado atrás dos bancos de reservas. Em relação ao elenco, o goleiro Gabriel Leite deixou o clube, enquanto o atacante Brian Ocampo chegou e já foi relacionado para a partida contra o Palmeiras, onde o Coritiba foi derrotado por 1 a 3.

O Cruzeiro venceu fora de casa o Internacional por 2 a 1 na volta do Brasileirão e continuou sua recuperação na competição desde a chegada de Artur Jorge. O saldo do jogo, no entanto, não foi totalmente positivo. Uma das duas contratações feitas na janela, Gabriel Pec sofreu uma fratura na tíbia após entrada violenta de Victor Gabriel e pode ficar fora por até 4 meses. O outro jogador a chegar na Toca da Raposa foi Gabriel Rojas, lateral esquerdo vindo do Racing. Esses dois reforços somaram quase R$90 milhões, fazendo do Cruzeiro o clube que mais gastou na janela. Quanto às saídas, Matheus Cunha (goleiro), Kauã Prates (lateral-esquerdo), Kaiki (lateral-esquerdo), Christian (volante), Walace (volante) e Japa (meia) deixaram o clube.

O Flamengo foi um dos clubes a não contratar e nem dispensar jogadores na pausa para a Copa, mas tudo indica que tem um acordo encaminhado para contratar o meia Thiago Almada, ex-jogador do Botafogo que estava na Copa com a Argentina.

O Fluminense ganhou reforços de peso durante a pausa, com Thiago Silva retornando ao time das Laranjeiras e Hulk para reforçar o ataque. Este último estreou no amistoso que o clube disputou antes da volta do Brasileirão, contra o Bahia, quando venceu por 2 a 0. O volante Facundo Bernal e o defensor Davi Schuindt foram vendidos e deixaram o clube. 

O Grêmio foi outro time a ter bastante movimentação em seu elenco durante a pausa da Copa do Mundo. Uma das contratações, inclusive, não só esteve na Copa como integrava a seleção-sensação desse mundial: Cabo Verde. Estamos falando de Jovane Cabral, meio campista que assinou com o Grêmio até o final de 2027. Além dele, o Imortal trouxe Wallace (zagueiro), Diego Caito (lateral-direito) e Matheus Nascimento (atacante). Deixaram o clube Viery (zagueiro), Arthur (meia) e André Henrique (atacante).

O Internacional repetiu mais uma atuação apática na derrota em casa para o Cruzeiro e ligou o alerta para seu torcedor quanto ao restante da temporada – o próprio técnico Paulo Pezzolano admitiu que este será um ano difícil para o Colorado. Depois da entrada que causou a fratura na tíbia de Gabriel Pec, a procuradoria do STJD pediu a suspensão do zagueiro Victor Gabriel até o retorno de Pec. Durante a pausa da Copa, chegaram no elenco colorado Matheus Cunha (goleiro) e Guillermo Maripán (zagueiro) e saíram Bruno Tabata (meia) e Rafael Borré (atacante).

O Mirassol foi o clube mais ativo do futebol brasileiro no mercado de transferências durante a pausa. Ao todo, foram doze movimentações que ocorreram no elenco do time paulista: sete reforços e cinco saídas. Incorporaram o elenco Gabriel Knesowitsch (zagueiro), Elias (lateral-direito), Japa (meia), Bruno Santos (atacante), Gustavo Silva (atacante), Fernandinho (atacante), Gustavo Mosquito (atacante) e Gustavo Cazonatti (meia). Quem saiu foi Rodrigues (zagueiro), Igor Cariús (lateral-esquerdo), Yuri Lara (volante), Lucas Mugni (meia) e Nathan Fogaça (atacante).

O Palmeiras só fez uma movimentação na janela, concretizada antes da parada para a Copa, que foi trazer o ex-zagueiro do Botafogo Alexander Barboza para o Nubank Parque. No entanto, foi outro jogador do Botafogo que não saiu da cabeça dos palmeirenses, até ontem: Danilo. O meia acabou entrando em campo e salientando sua permanência no Botafogo até o fim da temporada, pelo menos no que diz respeito ao futebol brasileiro.

O Remo voltou da pausa da Copa parecendo um time pior do que antes, apesar de ter tido um mês de treinamentos. Os comandados de Léo Condé tiveram atuação apagada na derrota por 3 a 0 para o Corinthians, sem ter acertado sequer um chute a gol. A sensação que fic é que o time involuiu. Fora de campo, porém, houve mudanças significativas no elenco. Matheus Felipe (zagueiro), Zé Ivaldo (zagueiro) e Edson Fernando (volante) chegaram, enquanto Panagiotis Tachtsidis (volante), Patrick de Paula (volante), Freitas (volante), Pavani (meia), João Pedro (atacante), Thalisson (zagueiro) e Diego Hernández (atacante) deixaram o time.

O Santos se encontra em situação similar a seu rival Corinthians. Ambos estão impedidos de contratar jogadores por conta de transfer ban, no caso do Santos causado por uma dívida pela compra de Jean Lucas, enquanto tentam negociar a renovação de seu principal craque – no caso do Santos, Neymar. O Santos também teria passado, supostamente, por mudanças estruturais durante a Copa do Mundo, não fosse a vexatória obra de ampliação da Vila Belmiro feita pelo clube, acrescentando degraus nas arquibancadas do estádio, que rendeu memes e zoações dos rivais.

O São Paulo até chegou a fechar as contratações do atacante Victor Sá e do zagueiro Domingos Duarte, mas está impedido de registrar os jogadores por também ter sofrido transfer ban pela dívida na compra do meia Marcos Antonio. O zagueiro Alan Franco foi o único a deixar a equipe, após ter sido emprestado para o Tigres, do México. Na volta do Brasileirão, o time perdeu de virada para o Athletico-PR em casa, apesar da partida ter sido disputada em Bragança Paulista.

O Vasco foi o único clube a ter uma mudança no comando técnico durante a pausa. O clube da colina optou pela demissão de Renato Gaúcho durante a pausa para a Copa e, no final dela, anunciou a contratação do técnico Pedro Emanuel. Além do treinador, o lateral esquerdo Paulinho chegou como reforço e Matheus França deixou o clube.

O Vitória foi feliz na volta para o futebol brasileiro, derrotando o Vasco por 1 a 0 fora de casa, em São Januário, no dia 16 de Julho. Ontem, no entanto, o time conseguiu sair do Nilton Santos com um ponto graças à impressionante atuação de Lucas Arcanjo no gol, que fez inúmeras defesas difíceis e foi um verdadeiro paredão. O rubro negro de Salvador foi outro time a mexer bastante em seu elenco, com onze mudanças no total. Brítez (zagueiro), Fabiano Souza (lateral-direito), Walace (volante) e Pochettino (meia) reforçaram a equipe, enquanto Claudinho (lateral-direito), Neris (zagueiro), Ronald (meia), Pablo Baianinho (meia), Pedro Henrique (atacante), Renzo López (atacante) e Kike Saverio (atacante) deixaram o time.

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Copa do Mundo

As maiores polêmicas que marcaram a Copa de 2026

Nem só de golaços e craques viveu o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, que também ficou marcado por bastidores quentes e controvérsias dentro e fora das quatro linhas

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Presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da FIFA Gianni Infantino em meio à celebração espanhola pelo título da Copa 2026.

A Copa do Mundo de 2026 terminou em 19 de julho de 2026 com o título da Espanha, mas o torneio não entrou para a história apenas pelo recorde de 308 gols e marcas quebradas pelos seus protagonistas. A edição expandida para 48 seleções também foi manchada por uma sequência de incidentes diplomáticos, interferências políticas em decisões de campo e gargalos de infraestrutura. Da recusa de vistos para comissões técnicas à inédita revogação de cartão vermelho por apelo do presidente norte-americano Donald Trump, o torneio exigiu contorcionismos diplomáticos sem precedentes da FIFA.

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Durante os 39 dias de competição, seleções e torcedores criticaram as relações da FIFA om a política, decisões inconsistentes do VAR, a qualidade do gramado e da infraestrutura para público e imprensa nas sedes americanas e o comportamento das delegações nos bastidores. A combinação de temperaturas extremas, logística complexa e episódios de indisciplina transformou a edição mais numerosa da história também em uma das mais turbulentas.

“VARgentina” e as decisões contestadas da arbitragem

Em sua terceira Copa do Mundo, a atuação do árbitro assistente de vídeo, o famoso VAR, gerou fortes protestos de diversas federações ao longo do torneio. O termo “VARgentina” viralizou nas redes sociais após decisões favoráveis à equipe sul-americana em momentos decisivos.

Não expulsão de Messi no jogo de estreia contra a Argélia gerou críticas duras à arbitragem

O caso mais emblemático ocorreu logo na estreia dos campeões do mundo contra a Argélia, quando a estrela Lionel Messi cometeu uma falta claramente para cartão vermelho e árbitros de campo e de vídeo passaram pano. Mantido em campo, ele fez uma hat-trick na partida, e depois marcou mais três gols nos jogos seguintes em que, em tese, estaria suspenso.

Já nas oitavas de final entre Argentina e Egito, o VAR anulou o gol que ampliaria o placar para 2 a 0 em favor dos egípcios ao revisar uma falta ocorrida 17 segundos antes da jogada e a 80 metros da meta. Até aí tudo bem, se no lance que gerou a virada argentina nos acréscimos, uma falta semelhante a favor dos egípcios e que anularia o lance não tivesse sido ignorada pela arbitragem.

Jogo entre Argentina e Egito nas Oitavas de Final também teve muitas polêmicas no apito

Outras seleções também formalizaram reclamações. A CBF, por exemplo, enviou ofício à FIFA cobrando padronização após ter um gol de Vinícius Júnior anulado contra a Escócia. A delegação de Gana também criticou o árbitro após lances polêmicos não revisados contra a Inglaterra. Mas nada comparado ao barulho que a relação dos argentinos com o apito causou durante o Mundial.

Donald Trump e a virada de mesa na punição de Balogun

A maior crise institucional do torneio, entretanto, eclodiu na fase de 16 avos de final. O atacante norte-americano Folarin Balogun recebeu cartão vermelho direto (e correto) do árbitro brasileiro Raphael Claus no triunfo dos EUA sobre a Bósnia por 2 a 0.

Inconformado com a suspensão automática do artilheiro e principal jogador dos EUA para as oitavas contra a Bélgica, o presidente Donald Trump interveio pessoalmente junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Trump criticou publicamente o árbitro brasileiro em coletiva na Casa Branca, citou até um dossiê com polêmicas de Claus, e cobrou a anulação da suspensão.

Presidente Donald Trump pediu a anulação do cartão vermelho de Balogun

Horas antes da partida decisiva, o Comitê Disciplinar da FIFA inexplicavelmente acatou o pedido e suspendeu temporariamente a punição de Balogun. A decisão provocou revolta imediata da UEFA e da Federação Belga, que classificaram o ato como uma “interferência inaceitável” e sem precedentes na história do futebol.

No fim das contas, pouco adiantou. Balogun entrou em campo e teve atuação discreta (depois confessou o episódio interferiu no ambiente da seleção americana), os EUA foram goleados por uma Bélgica cheia de brios, com direito até a dancinha de Lukaku imitando o presidente Trump.

Vistos negados e a saga do Irã

A logística e a geopolítica controversas do governo norte-americano afetaram diretamente também a Seleção Iraniana. Pela primeira vez na história, uma Copa contou com dois países em guerra. E o pior, um deles era a sede do torneio! O Irã chegou a cogitar desistir de participar, mas voltou atrás. E aí começou o calvário: o Departamento de Estado dos EUA negou vistos de entrada para 13 membros da comissão técnica e administrativa do Irã.

Como protesto e por limitações operacionais, o Irã recusou-se a se concentrar em solo americano. A equipe transferiu seu centro de treinamento para Tijuana, no México, precisando cruzar a fronteira por centenas de quilômetros a cada jogo em Los Angeles e Seattle.

Atletas relataram desgaste extremo e cãibras devido aos voos e deslocamentos expressos. A eliminação do Irã na fase de grupos (ainda pra piorar com um gol anulado pelo VAR nos acréscimos) desencadeou duras críticas da imprensa internacional, acusando a FIFA de ignorar o princípio de neutralidade do esporte.

Seleção do Irã foi impedida de permanecer nos EUA entre as partidas

Jogadores barrados, árbitro suspenso e o nó nas fronteiras

O Irã não foi a única delegação a enfrentar contratempos burocráticos nos aeroportos das sedes do torneio. O atacante iraquiano Aymen Hussein, ídolo do país e autor do gol que classificou o Iraque para a Copa depois de 40 anos, ficou sete horas detido em interrogatório no controle de imigração ao desembarcar nos EUA.

Além disso, membros das federações de Senegal e Uzbequistão também tiveram emissões de visto atrasadas ou indeferidas pelas autoridades americanas. Também viralizaram ao longo da Copa imagens de atletas e delegações sendo revistadas por autoridades norte-americanos durante deslocamentos pelo país. Nem Lionel Messi, uma das figuras mais populares do planeta, e que atualmente mora e joga nos EUA, foi poupado das revistas.

Sobrou até para a arbitragem. Às vésperas do início do Mundial, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, indicado pela comissão de arbitragem da FIFA, teve o visto recusado e foi impedido de atuar na competição. Barrado, foi recebido como herói na volta ao seu país, e convidado pela UEFA para apitar jogos na Europa.

Outro caso que gerou polêmica foi o do torcedor símbolo da República Democrática do Congo Michel Nkuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba Vea” por ficar durante os jogos da sua seleção estático como se fosse uma estátua de Patrice Lumumba, líder da independência do país. Aguardado como uma das grandes figuras da Copa, ele só conseguiu participar do segundo jogo de RD Congo, justamente a derrota para a Colômbia em Guadalajara, no México. Ele teve o visto negado e foi proibido de entrar nos EUA.

Lumumba Vea, torcedor símbolo da RD Congo, teve o visto de entrada nos EUA negado

O drama dos estádios e dos gramados

Se a Copa apresentou ao mundo estádios belíssimos e de última geração, como por exemplo os estádios de Atlanta e Dallas e o SoFi Stadium de Los Angeles, o mais caro da Copa (custou mais de R$ 30 bilhões), também sobraram duras críticas para outras sedes.

A qualidade do MetLife Stadium, palco da grande final em Nova York/Nova Jersey, gerou muita discussão. Enquanto torcedores e imprensa reclamavam da infraestrutura muito distante do padrão que a FIFA exige em outros países, jogadores das seleções do Brasil e da França, entre outros, criticaram abertamente a dureza e o ressecamento da grama instalada sobre o piso sintético original do estádio que é usado pelo outro futebol, o americano. O desgaste exigiu uma força-tarefa da FIFA durante a fase final, principalmente em relação ao palco da final.

Condição do gramado e até a estrutura do MetLife Stadium, palco da final, foram criticados

Além disso, gerou muita discussão a escolha do estádio para a grande final, já que outros estádios tinham estrutura muito melhor nos EUA, e houve até quem defendesse o mítico Estádio Azteca, no México, palco da abertura da Copa e sede de outras duas finais na história, em 1970 e 1986, como sede da grande decisão. Mas não teve jeito, a política venceu, mais uma vez.

A controversa parada para hidratação e o futebol de 4 tempos

Algumas novidades desta Copa ganharam elogios unânimes, como por exemplo o protocolo de entrada das equipes nos jogos. Novas regras de arbitragem também foram bem avaliadas em geral, mas pelo menos uma das inovações gerou críticas: as paradas para hidratação em todos os 104 jogos, que na prática dividiram o jogo em quatro tempos de mais ou menos 25 minutos e mudaram a dinâmica de muitas partidas.

É verdade que em estádios que não eram climatizados o calor foi grande durante todo o Mundial, mas as paradas foram acusadas de serem meros pretextos para intervalos comerciais que geraram mais uma robusta fonte de renda para a FIFA. Jogadores na sua maioria não gostaram e reconheceram que muitos jogos foram alterados após as paradas, o que pode ser visto como positivo ou negativo, dependendo do ponto de vista. Já o público não viu vantagem alguma, e prova disso é que praticamente todas foram duramente vaiadas nos estádios.

Paradas para hidratação em todos os jogos foram vistas como mero intervalo comercial

Clima tenso e confusão na final

Nem a grande final da Copa do Mundo ficou imune às polêmicas. Logo após o apito final da decisão entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, jogadores das equipes se envolveram em uma briga generalizada no gramado.

O volante argentino Leandro Paredes segurou o espanhol Eric García pelo pescoço e empurrou Gavi, recebendo o cartão vermelho direto após a partida. Não bastasse isso, a postura da seleção argentina na entrega das medalhas, virada de costas para a premiação, também gerou fortes críticas da imprensa internacional. A equipe sul-americana deixou o gramado antes de a Espanha erguer o troféu de campeã, quebrando o protocolo de cortesia após os espanhóis terem feito um corredor de honra para os vice-campeões.

Confusão e agressões de jogadores de Argentina e Espanha fecharam as polêmicas da Copa

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