Copa do Mundo
14 países que só foram a uma Copa do Mundo e você nem imaginava
Em quase um século de história, 84 países já estiveram na Copa do Mundo. Mas alguns deles só foram uma única vez. Conheça, ou relembre, cada um deles.
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2 meses atrásem
Por
Braga
Na história quase centenária da Copa do Mundo, um total de 84 países já participaram do principal evento esportivo do planeta (já incluindo os 4 estreantes de 2026 – Curaçao, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde, que apesar de também só terem essa participação, não serão incluídos aqui). Destes, 14 só tiveram uma única oportunidade de desfilar pela elite do futebol (eram 20 até 2022, mas em 2026 seis deles retornam – o que é conversa para um outro material). Desde Cuba até a Indonésia, passando pela minúscula Islândia, sobram histórias curiosas dessas participações únicas e inesquecíveis (para eles) na Copa do Mundo.
Confira abaixo quem são os países de uma única participação, as curiosidades e trajetórias de cada um nos seus Mundiais.
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1. CUBA 🇨🇺
Sim, Cuba já jogou uma Copa do Mundo! Faz tempo, foi na Copa de 1938, na França. Mas foi histórico. O time da Ilha de Fidel Castro, que na época era só um garoto de 11 anos e provavelmente ainda não pensava em revolução, foi a primeira seleção do Caribe a disputar um Mundial, a vencer uma partida e a marcar um gol em Copas.
Tá certo que classificou sem precisar passar pelas eliminatórias, já que todos os outros inscritos desistiram, mas lá em gramados franceses conseguiu passar de fase. Enfrentou a Romênia, empatou em 3 a 3 após uma prorrogação, e como naquela época não havia decisão por pênaltis, foi marcado um jogo desempate dois dias depois, e aí os cubanos venceram por 2 a 1, de virada.
Nas oitavas de final, no entanto, não viram a cor da bola e foram atropelados pela Suécia por 8 a 0 e terminaram na 8ª colocação. Fim do sonho cubano, que depois daquela jornada seguiu produzindo ótimos charutos, virou uma ditadura socialista, uma potência olímpica e no beisebol, mas nunca mais passou nem perto de outra participação em Copas do Mundo.
2. KUWAIT 🇰🇼
Kuait, Kueit, chame como quiser. Mas o Kuwait, pequeno país do Golfo Pérsico que tem uma das maiores reservas de petróleo do planeta, causou na sua primeira e única participação em Copas do Mundo. Foi em 1982, na Espanha, e o time chegou credenciado por uma hegemonia regional: havia conquistado a Copa da Ásia em 1980, e antes, manteve uma incrível invencibilidade entre 1970 e 1979, conquistando cinco títulos da Copa do Golfo no período.
No Mundial, uma curiosidade: o treinador era um jovem brasileiro até então pouco conhecido por aqui. Seu nome? Carlos Alberto Parreira. E o Kuwait caiu num grupo dificílimo, com Inglaterra, França e Tchecoslováquia. Mas mesmo sob a expectativa de ser saco de pancadas, surpreendeu o mundo na estreia arrancando um empate em 1 a 1 com os tchecos (e o gol deles foi num pênalti bem polêmico).
No jogo seguinte, a goleada sofrida para a França por 4 a 1 ficou em segundo plano, pois os kuwaitianos foram protagonistas de uma das cenas mais icônicas das Copas até hoje, quando o Príncipe Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah, que também era o presidente da federação de futebol do país, invadiu o campo para reclamar do quarto gol francês. Fez um barraco, tirou os jogadores de campo e depois de muita confusão, conseguiu que o gol fosse anulado pelo árbitro, que inclusive tempos depois foi banido do futebol.
Na despedida, novamente boa atuação e derrota magrinha para a poderosa Inglaterra por 1 a 0, fechando a participação na 21ª posição. Na sequência a era de ouro se acabou, veio a Guerra do Golfo e nunca mais tivemos Kuwait em Copas.

Príncipe do Kuwait Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah conseguiu anular um gol da França
3. ANGOLA 🇦🇴
Essa nem faz tanto tempo assim. Em 2006, na Alemanha, a simpática seleção de Angola, conhecida como os Palankas Negras, fez sua estreia em Copas do Mundo. País de ligação histórica muito forte com o Brasil, até pela língua em comum, Angola chegou ao seu único Mundial até hoje após despachar a poderosa Nigéria nas sempre difíceis eliminatórias africanas.
E na Copa caiu no mesmo grupo de Portugal, de quem foi colônia até 1975, além de enfrentar também México e Irã. Com um time forte fisicamente e uma defesa consistente, Angola não fez feio. Na estreia, derrota para Portugal de Felipão por 1 a 0, depois um empate sem gols com os mexicanos e na despedida, outro empate: 1 a 1 com o Irã, quando o atacante Flávio marcou o primeiro e único gol angolano em Copas.
Com a 23ª posição na Alemanha, Angola, que tinha nomes altamente resenha como o zagueirão Lebo Lebo, o meia Zé Kalanga e o atacante Love, ainda carrega outra marca: até hoje, é a seleção com maior média de cartões em Mundiais: 3,6 por jogo, sendo 10 amarelos e um vermelho.

Angola enfrentou Portugal, de quem foi colônia, logo na estreia na Copa de 2006
4. INDONÉSIA 🇮🇩
Não, você não leu errado! A Indonésia também já foi a uma Copa do Mundo. Eu sei que você procurou e não achou o nome na lista. Mas é que aqui temos uma pegadinha: na época da Copa da França em 1938, a Indonésia ainda era uma colônia holandesa e se chamava Índias Orientais Neerlandesas. Ou para os íntimos, Índias Holandesas.
E sem dúvida foi uma participação icônica: convidado pela Fifa, tornou-se o primeiro país asiático a disputar uma Copa do Mundo. E ainda detém outra marca que nunca mais será igualada: é a única seleção entre todas que já foram a um Mundial que disputou apenas uma partida. Isso mesmo! A Indonésia, ou Índias Holandesas, só fez um jogo naquela Copa, e ainda levou o chamado sarrafo: 6 a 0 para a Hungria, que viria a ser vice-campeã em gramados franceses.
Mesmo que o futebol (e as apostas esportivas) sejam muito populares no maior país muçulmano do mundo, depois dessa participação a Indonésia nunca mais passou nem perto de disputar outra Copa do Mundo.
5. CHINA 🇨🇳
Potência nos esportes olímpicos, na economia e em praticamente tudo, a China, quando o assunto é futebol, é a chamada baba. Mas também já teve a sua oportunidade em Copa do Mundo. Aliás, uma participação de boa lembrança para nós, brasileiros.
Em 2002, a China conseguiu uma vaga graças ao fato de Japão e Coreia do Sul, as potências do futebol da Ásia, serem as sedes daquele Mundial. No início do século o nobre esporte bretão ainda era praticamente amador na China, bem diferente dos investimentos bilionários que vieram nos anos seguintes, e a participação que foi um divisor de águas para o esporte no país foi exatamente como se esperava: muita torcida nas arquibancadas, mas em campo só piaba.
Três derrotas em três jogos, nove gols sofridos e nenhum marcado e a 31ª e penúltima posição, só à frente da Arábia Saudita que conseguiu ser ainda pior. Mas justiça seja feita, os chineses tiveram que encarar o campeão Brasil e a terceira colocada Turquia, além da boa seleção da Costa Rica, de quem perderam por 2 a 0 na estreia. Na sequência, 4 a 0 para o Brasil, com aquele golaço de falta do Roberto Carlos, mas teve uma bola na trave dos chineses, e na despedida 3 a 0 para a Turquia. Mesmo com a evolução recente do futebol no país, a China nunca mais teve chances reais de classificar a outro Mundial.

Chineses marcando Ronaldo Fenômeno durante jogo da Copa de 2002
6. ISRAEL 🇮🇱
Israel tem uma história no futebol tão ligada a conflitos como a sua trajetória como país. Tem uma relação de paixão com o esporte, mas ter ido a apenas uma Copa do Mundo, a do México em 1970, tem mais a ver com as tretas extracampo do que com a falta de bons times ao longo dos anos. Israel é país desde 1948, mas muito antes disso já buscava espaço no cenário do futebol, curiosamente como seleção da Palestina, só que formada por jogadores judeus e britânicos (que atuavam militarmente na região).
Após a criação do Estado de Israel, a seleção viveu uma saga perambulando entre federações continentais, já que colecionava boicotes de países contrários a sua independência. Nas eliminatórias para a Copa de 1958, uma situação surreal: todas as demais seleções asiáticas e africanas desistiram em protesto à participação israelense. Como dessa forma eles iriam ao Mundial sem disputar nenhum jogo, a Fifa teve que improvisar uma repescagem, País de Gales foi o país sorteado para enfrentar Israel e acabou ficando com a vaga.
Na qualificação para a Copa de 1970, Israel conseguiu passar por Nova Zelândia e Austrália e finalmente garantiu sua participação. Em gramados mexicanos, uma campanha surpreendente, com a 12ª posição e três bons jogos contra o semifinalista Uruguai (derrota por 2 a 0 em jogo marcado por muita chuva) e empates em 1 a 1 com a Suécia e em 0 a 0 com a finalista Itália.
Até hoje os israelenses garantem que em condições normais teriam vencido o Uruguai e a história daquela Copa seria bem diferente. Nunca saberemos, mas o fato é que Israel seguiu pulando de federação em federação nos anos seguintes, até se estabelecer na UEFA a partir de 1992. A escolha por competir na Europa trouxe mais estabilidade fora de campo, mas por outro lado tornou uma nova participação do país em Mundiais bem mais difícil de acontecer.

Os “Reggae Boyz” da Jamaica na estreia e única participação em Copas, em 1998 na França
7. JAMAICA 🇯🇲
É impossível não fazer relação da seleção jamaicana de futebol com o clássico filme “Jamaica Abaixo de Zero”, que não vamos explicar aqui para não alongar demais. Em 1998, os Reggae Boyz estrearam na Copa do Mundo da França após um trabalho digno de cinema nos anos anteriores de um brasileiro: o técnico Renê Simões.
No início da década de 1990, o governo brasileiro ofereceu diversos projetos de cooperação técnica para pequenas nações caribenhas. Os jamaicanos optaram pelo futebol, e aí Renê Simões foi escolhido para tocar o projeto por ser o único entre os candidatos que falava inglês e tinha formação universitária. Como primeira medida, excluiu do time jogadores que estavam mais interessados em farras e também em outro produto muito popular no país… Depois, passou a garimpar jogadores pela Ilha, e encontrou talentos que trabalhavam como carregadores de malas, taxistas e até de barman.
Por fim, foi até a Inglaterra buscar jogadores de origem jamaicana que tentavam a sorte por lá. Pronto, estava formada a geração que faria história e levaria a Jamaica ao primeiro e único Mundial. No dia que a vaga foi carimbada, foi decretado feriado nacional. Na Copa, a Jamaica de Renê Simões não levou sorte nos confrontos, de cara perdeu por 3 a 1 para a também estreante Croácia, mas que seria semifinalista daquele Mundial, e na sequência foi atropelada pela Argentina por 5 a 0.
Já eliminada, restava uma chance contra outro estreante em Copas, o Japão, e os Reggae Boyz não desperdiçaram a oportunidade: vitória histórica por 2 a 1 e mais festa na despedida com a 22ª colocação.
8. EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 🇦🇪
Vocês sabem o que Dunga e Carlos Alberto Parreira têm em comum? Ambos passaram vergonha na Copa da Itália, em 1990, mas deram a volta por cima e foram tetracampeões mundiais na Copa seguinte, nos EUA. Tá, mas o técnico do Brasil em 90 não era o Lazaroni? E que raios essa história tem a ver com os Emirados Árabes Unidos? Captaram, né? Sim, Carlos Alberto Parreira era o técnico da seleção estreante da Copa de 1990, como já havia sido com o Kuwait, que já contamos a história aqui, em 1982.
Chegar até lá era o feito de ambos, porque os resultados foram basicamente os mesmos, um fiasco. Emirados Árabes Unidos foi a pior seleção daquela Copa: na estreia perdeu de 2 a 0 para a Colômbia, e depois vieram duas goleadas: 5 a 1 para a Alemanha (que seria a campeã em gramados italianos) e 4 a 1 para a Iugoslávia, garantindo a volta para casa mais cedo – não que voltar para Dubai ou Abu Dhabi seja algo ruim… O pequeno emirado até teve outras boas oportunidades depois de ir a sua segunda Copa (nas eliminatórias para 2026, por exemplo, parou na repescagem), mas ainda não conseguiu carimbar o passaporte outra vez.
9. TOGO 🇹🇬
Mesmo nas sempre equilibradas eliminatórias africanas para a Copa do Mundo, a classificação do pequenino Togo para o Mundial da Alemanha, em 2006, pode ser considerada uma das maiores zebras. E o feito tem nome e sobrenome: Emmanuel Adebayor. O atacante que brilhou no Arsenal e em outros grandes clubes europeus literalmente carregou o time nas costas até a Alemanha, deixando pelo caminho seleções bem mais tradicionais, como Mali, Zâmbia e Senegal.
Na Copa, Togo caiu no Grupo G, com França, Suíça e Coreia do Sul, e perdeu os três jogos (2 a 1 para os coreanos na estreia e 2 a 0 para Suíça e França), terminando na 30ª posição. Além disso, o elenco viveu a tradicional crise das premiações entre as seleções africanas, e em desacordo com a Federação local ameaçou não entrar em campo contra a França, o que obrigou a Fifa a intervir para evitar um vexame maior.
Além disso, os cartolas togoleses ainda passaram vergonha tendo que pedir desculpas públicas após dizerem que a Fifa havia pago premiação menor ao país em relação a outros participantes, o que acabou sendo desmentido depois.

Atacante Emmanuel Adebayor liderou Togo na única participação em Copas, em 2006
10. TRINIDAD & TOBAGO 🇹🇹
Não se envergonhe se nessa você precisou dar um Google para procurar “onde raios fica Trinidad & Tobago?” Fato que a pequenina e bela ilha do Caribe, bem pertinho da Venezuela, disputou sua primeira e única Copa do Mundo em 2006, na Alemanha (que aliás, foi o open bar de seleções estreantes nas Copas, hein!). Após uma histórica classificação pegando a última vaga nas Eliminatórias da Concacaf, ganhou o direito a disputar a repescagem mundial contra o Bahrein.
Após a festa pela vaga, o choque de realidade: a equipe, liderada pelo técnico holandês Leo Beenhakker, foi sorteada no Grupo B, ao lado de Suécia, Inglaterra e Paraguai. Apesar de ser considerada azarã, Trinidad & Tobago surpreendeu ao segurar um empate sem gols contra a Suécia de Ibrahimovic na estreia, mesmo jogando com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo.
Nos jogos seguintes, perdeu para a Inglaterra por 2 a 0 e para o Paraguai pelo mesmo placar, encerrando sua campanha sem marcar gols. Apesar da eliminação ainda na fase de grupos com a 27ª colocação, a participação foi celebrada como um marco no futebol do país e um exemplo de superação.
11. ISLÂNDIA 🇮🇸
Uma história mais recente (dessa até os Enzos e Valentinas lembram), mas que também poderia muito bem virar roteiro de filme. A minúscula Islândia na Copa do Mundo de 2018 na Rússia foi um marco, mas que não faria sentido contar sem o antes e o depois daqueles três jogos. O antes, no caso, nos leva ao início dos anos 2000, quando a Federação de futebol do país no extremo norte do planeta e com população de 400 mil habitantes resolveu dar um basta no fato de ser o eterno saco de pancadas dos gigantes europeus.
Pudera, não devia mesmo ser moleza jogar futebol em meio a vulcões explodindo por toda parte, gêiseres de água escaldante e temperaturas congelantes na maior parte do ano. Não, os cartolas islandeses não mudaram nada disso, mas com uma ajudinha financeira da Fifa, criaram condições para desenvolver o futebol na ilha: montaram centros de treinamento com temperatura controlada e garimparam uma geração que passou a jogar junta praticamente em tempo integral. E deu muito certo!
O país que até então só tinha como destaque a cantora Björk e o atacante caneludo Gudjohnsen, que jogou no Chelsea e era o centroavante do Barcelona naquela final do Mundial com o Inter em 2006, passou a cultuar nomes não menos impronunciáveis como Sigurdsson, Gunnarson, Saevarsson, Bjarnason e Sigthorsson. Faltava a coroação, e ela veio em 2016, com a até então inimaginável classificação para a Eurocopa. Estima-se que 10% da população da Islândia invadiu a França para ver sua seleção, que não fez feio: passou de fase à frente de Portugal de Cristiano Ronaldo (que seria campeão), eliminou a Inglaterra nas oitavas e só parou nas quartas de final para a anfitriã França.
Mas o melhor ainda estava por vir, e a geração de ouro passou com sobras pelas eliminatórias para chegar a sua primeira Copa do Mundo em 2018, deixando pelo caminho, por exemplo, a poderosa Holanda. Em gramados russos, uma estreia épica contra a Argentina, empate em 1 a 1 e direito ao goleirão pegando pênalti de Messi. Na sequência, derrotas em jogos duros para Nigéria por 2 a 0 e para a vice-campeã Croácia por 2 a 1 e fim de linha na 28ª colocação. Não importava, o país estava apaixonado por sua seleção e tinha certeza que o trabalho teria continuidade, formando novas gerações de bons jogadores.
Só que aí veio o desastre: em 2021, vários ídolos da seleção foram acusados de crimes graves como pedofilia e abuso sexual, o que fez ruir a reputação de toda a geração de ouro. Um golpe duro, que pode condenar a Islândia a ficar só com a lembrança daqueles anos memoráveis e nunca mais voltar a um Mundial.

Messi sofrendo (literalmente) com a marcação islândesa na estreia da Copa de 2018
12. ESLOVÁQUIA 🇸🇰
Se a então seleção da Tchecoslováquia tinha enorme tradição em Copas do Mundo, inclusive tendo dois vice-campeonatos, uma das suas herdeiras, a Eslováquia, só fez a estreia em Copas do Mundo em 2010, na África do Sul.
Após se classificar de forma surpreendente, liderando seu grupo nas Eliminatórias Europeias, a equipe liderada por Marek Hamšík chegou ao Grupo F e começou com um empate decepcionante por 1 a 1 contra a Nova Zelândia. Na sequência, derrota por 2 a 0 para o Paraguai e eliminação praticamente certa. Na última rodada, os eslovacos precisavam de um milagre, e ele veio!
Em um jogaço, vitória histórica por 3 a 2 sobre a Itália, eliminando os atuais campeões mundiais, e vaga nas oitavas de final, quando enfrentou a Holanda e foi derrotada por 2 a 1, encerrando sua campanha na 16ª posição (já a Holanda que seria vice-campeã, foi enfrentar o Brasil do Dunga, e o resto vocês já sabem…). Apesar da eliminação, a classificação para as oitavas e a vitória sobre a Itália foram grandes feitos, consolidando a Eslováquia como uma força emergente no futebol europeu.
13. ALEMANHA ORIENTAL 🇩🇪
A extinta seleção da Alemanha Oriental disputou sua única Copa do Mundo em 1974, na então vizinha de muro Alemanha Ocidental, em meio a todo o contexto da Guerra Fria, tornando sua participação um marco político e esportivo. Em campo, a equipe surpreendeu. Sorteada no Grupo 1, ao lado de futura campeã Alemanha Ocidental, Chile e Austrália, a Alemanha Oriental começou com um empate por 1 a 1 contra o Chile e uma vitória por 2 a 0 sobre a Austrália.
Na última rodada da fase de grupos, enfrentou a anfitriã e favoritaça Alemanha Ocidental, vencendo por 1 a 0 em um jogo histórico, com gol de Jürgen Sparwasser, e avançando para a segunda fase, quando enfrentou adversários de peso, como Brasil, Holanda e Argentina, e não conseguiu repetir o desempenho. Mas também não fez feio: perdeu para o Brasil por 1 a 0, para a Holanda de Cruyff por 2 a 0 e empatou sem gols com a Argentina, encerrando sua participação na 6ª colocação.

14. UCRÂNIA 🇺🇦
Essa aqui vai surpreender muita gente. Não parece, mas a seleção da Ucrânia só esteve em uma Copa do Mundo até hoje. Até os anos 1990, os ucranianos reforçavam a seleção da União Soviética com seus craques, que não eram poucos, por sinal. Como país independente, estreou em Copas do Mundo em… advinha? advinha? Sim! Em 2006, na Alemanha, após se classificar de forma brilhante ao liderar seu grupo nas Eliminatórias Europeias.
Comandada pelo técnico Oleg Blokhin (que foi um grande jogador na época da seleção soviética) e tendo como principal estrela o cracaço Andriy Shevchenko, que dispensa apresentações a não ser que você ache que o futebol nasceu em 2010, a equipe da camisa amarela alcançou um desempenho histórico logo em sua primeira participação.
Mas o começo não foi inspirador: sorteada no Grupo H, estreou apanhando da Espanha por 4 a 0, mas se recuperou vencendo a Arábia Saudita também por 4 a 0 e a Tunísia por 1 a 0, avançando às oitavas, quando superou a Suíça nos pênaltis após um empate sem gols (quem lembra, sabe, em um dos jogos mais feios da história das Copas). Nas quartas de final, acabou eliminada pela Itália, futura campeã, ao perder por 3 a 0, terminando na 8ª colocação.
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Publicado
3 dias atrásem
22 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 terminou em 19 de julho de 2026 com o título da Espanha, mas o torneio não entrou para a história apenas pelo recorde de 308 gols e marcas quebradas pelos seus protagonistas. A edição expandida para 48 seleções também foi manchada por uma sequência de incidentes diplomáticos, interferências políticas em decisões de campo e gargalos de infraestrutura. Da recusa de vistos para comissões técnicas à inédita revogação de cartão vermelho por apelo do presidente norte-americano Donald Trump, o torneio exigiu contorcionismos diplomáticos sem precedentes da FIFA.
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Durante os 39 dias de competição, seleções e torcedores criticaram as relações da FIFA om a política, decisões inconsistentes do VAR, a qualidade do gramado e da infraestrutura para público e imprensa nas sedes americanas e o comportamento das delegações nos bastidores. A combinação de temperaturas extremas, logística complexa e episódios de indisciplina transformou a edição mais numerosa da história também em uma das mais turbulentas.
“VARgentina” e as decisões contestadas da arbitragem
Em sua terceira Copa do Mundo, a atuação do árbitro assistente de vídeo, o famoso VAR, gerou fortes protestos de diversas federações ao longo do torneio. O termo “VARgentina” viralizou nas redes sociais após decisões favoráveis à equipe sul-americana em momentos decisivos.

Não expulsão de Messi no jogo de estreia contra a Argélia gerou críticas duras à arbitragem
O caso mais emblemático ocorreu logo na estreia dos campeões do mundo contra a Argélia, quando a estrela Lionel Messi cometeu uma falta claramente para cartão vermelho e árbitros de campo e de vídeo passaram pano. Mantido em campo, ele fez uma hat-trick na partida, e depois marcou mais três gols nos jogos seguintes em que, em tese, estaria suspenso.
Já nas oitavas de final entre Argentina e Egito, o VAR anulou o gol que ampliaria o placar para 2 a 0 em favor dos egípcios ao revisar uma falta ocorrida 17 segundos antes da jogada e a 80 metros da meta. Até aí tudo bem, se no lance que gerou a virada argentina nos acréscimos, uma falta semelhante a favor dos egípcios e que anularia o lance não tivesse sido ignorada pela arbitragem.

Jogo entre Argentina e Egito nas Oitavas de Final também teve muitas polêmicas no apito
Outras seleções também formalizaram reclamações. A CBF, por exemplo, enviou ofício à FIFA cobrando padronização após ter um gol de Vinícius Júnior anulado contra a Escócia. A delegação de Gana também criticou o árbitro após lances polêmicos não revisados contra a Inglaterra. Mas nada comparado ao barulho que a relação dos argentinos com o apito causou durante o Mundial.
Donald Trump e a virada de mesa na punição de Balogun

A maior crise institucional do torneio, entretanto, eclodiu na fase de 16 avos de final. O atacante norte-americano Folarin Balogun recebeu cartão vermelho direto (e correto) do árbitro brasileiro Raphael Claus no triunfo dos EUA sobre a Bósnia por 2 a 0.
Inconformado com a suspensão automática do artilheiro e principal jogador dos EUA para as oitavas contra a Bélgica, o presidente Donald Trump interveio pessoalmente junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Trump criticou publicamente o árbitro brasileiro em coletiva na Casa Branca, citou até um dossiê com polêmicas de Claus, e cobrou a anulação da suspensão.

Presidente Donald Trump pediu a anulação do cartão vermelho de Balogun
Horas antes da partida decisiva, o Comitê Disciplinar da FIFA inexplicavelmente acatou o pedido e suspendeu temporariamente a punição de Balogun. A decisão provocou revolta imediata da UEFA e da Federação Belga, que classificaram o ato como uma “interferência inaceitável” e sem precedentes na história do futebol.
No fim das contas, pouco adiantou. Balogun entrou em campo e teve atuação discreta (depois confessou o episódio interferiu no ambiente da seleção americana), os EUA foram goleados por uma Bélgica cheia de brios, com direito até a dancinha de Lukaku imitando o presidente Trump.
Vistos negados e a saga do Irã
A logística e a geopolítica controversas do governo norte-americano afetaram diretamente também a Seleção Iraniana. Pela primeira vez na história, uma Copa contou com dois países em guerra. E o pior, um deles era a sede do torneio! O Irã chegou a cogitar desistir de participar, mas voltou atrás. E aí começou o calvário: o Departamento de Estado dos EUA negou vistos de entrada para 13 membros da comissão técnica e administrativa do Irã.
Como protesto e por limitações operacionais, o Irã recusou-se a se concentrar em solo americano. A equipe transferiu seu centro de treinamento para Tijuana, no México, precisando cruzar a fronteira por centenas de quilômetros a cada jogo em Los Angeles e Seattle.
Atletas relataram desgaste extremo e cãibras devido aos voos e deslocamentos expressos. A eliminação do Irã na fase de grupos (ainda pra piorar com um gol anulado pelo VAR nos acréscimos) desencadeou duras críticas da imprensa internacional, acusando a FIFA de ignorar o princípio de neutralidade do esporte.

Seleção do Irã foi impedida de permanecer nos EUA entre as partidas
Jogadores barrados, árbitro suspenso e o nó nas fronteiras
O Irã não foi a única delegação a enfrentar contratempos burocráticos nos aeroportos das sedes do torneio. O atacante iraquiano Aymen Hussein, ídolo do país e autor do gol que classificou o Iraque para a Copa depois de 40 anos, ficou sete horas detido em interrogatório no controle de imigração ao desembarcar nos EUA.
Além disso, membros das federações de Senegal e Uzbequistão também tiveram emissões de visto atrasadas ou indeferidas pelas autoridades americanas. Também viralizaram ao longo da Copa imagens de atletas e delegações sendo revistadas por autoridades norte-americanos durante deslocamentos pelo país. Nem Lionel Messi, uma das figuras mais populares do planeta, e que atualmente mora e joga nos EUA, foi poupado das revistas.

Sobrou até para a arbitragem. Às vésperas do início do Mundial, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, indicado pela comissão de arbitragem da FIFA, teve o visto recusado e foi impedido de atuar na competição. Barrado, foi recebido como herói na volta ao seu país, e convidado pela UEFA para apitar jogos na Europa.
Outro caso que gerou polêmica foi o do torcedor símbolo da República Democrática do Congo Michel Nkuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba Vea” por ficar durante os jogos da sua seleção estático como se fosse uma estátua de Patrice Lumumba, líder da independência do país. Aguardado como uma das grandes figuras da Copa, ele só conseguiu participar do segundo jogo de RD Congo, justamente a derrota para a Colômbia em Guadalajara, no México. Ele teve o visto negado e foi proibido de entrar nos EUA.

Lumumba Vea, torcedor símbolo da RD Congo, teve o visto de entrada nos EUA negado
O drama dos estádios e dos gramados
Se a Copa apresentou ao mundo estádios belíssimos e de última geração, como por exemplo os estádios de Atlanta e Dallas e o SoFi Stadium de Los Angeles, o mais caro da Copa (custou mais de R$ 30 bilhões), também sobraram duras críticas para outras sedes.
A qualidade do MetLife Stadium, palco da grande final em Nova York/Nova Jersey, gerou muita discussão. Enquanto torcedores e imprensa reclamavam da infraestrutura muito distante do padrão que a FIFA exige em outros países, jogadores das seleções do Brasil e da França, entre outros, criticaram abertamente a dureza e o ressecamento da grama instalada sobre o piso sintético original do estádio que é usado pelo outro futebol, o americano. O desgaste exigiu uma força-tarefa da FIFA durante a fase final, principalmente em relação ao palco da final.

Condição do gramado e até a estrutura do MetLife Stadium, palco da final, foram criticados
Além disso, gerou muita discussão a escolha do estádio para a grande final, já que outros estádios tinham estrutura muito melhor nos EUA, e houve até quem defendesse o mítico Estádio Azteca, no México, palco da abertura da Copa e sede de outras duas finais na história, em 1970 e 1986, como sede da grande decisão. Mas não teve jeito, a política venceu, mais uma vez.
A controversa parada para hidratação e o futebol de 4 tempos
Algumas novidades desta Copa ganharam elogios unânimes, como por exemplo o protocolo de entrada das equipes nos jogos. Novas regras de arbitragem também foram bem avaliadas em geral, mas pelo menos uma das inovações gerou críticas: as paradas para hidratação em todos os 104 jogos, que na prática dividiram o jogo em quatro tempos de mais ou menos 25 minutos e mudaram a dinâmica de muitas partidas.
É verdade que em estádios que não eram climatizados o calor foi grande durante todo o Mundial, mas as paradas foram acusadas de serem meros pretextos para intervalos comerciais que geraram mais uma robusta fonte de renda para a FIFA. Jogadores na sua maioria não gostaram e reconheceram que muitos jogos foram alterados após as paradas, o que pode ser visto como positivo ou negativo, dependendo do ponto de vista. Já o público não viu vantagem alguma, e prova disso é que praticamente todas foram duramente vaiadas nos estádios.

Paradas para hidratação em todos os jogos foram vistas como mero intervalo comercial
Clima tenso e confusão na final
Nem a grande final da Copa do Mundo ficou imune às polêmicas. Logo após o apito final da decisão entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, jogadores das equipes se envolveram em uma briga generalizada no gramado.
O volante argentino Leandro Paredes segurou o espanhol Eric García pelo pescoço e empurrou Gavi, recebendo o cartão vermelho direto após a partida. Não bastasse isso, a postura da seleção argentina na entrega das medalhas, virada de costas para a premiação, também gerou fortes críticas da imprensa internacional. A equipe sul-americana deixou o gramado antes de a Espanha erguer o troféu de campeã, quebrando o protocolo de cortesia após os espanhóis terem feito um corredor de honra para os vice-campeões.

Confusão e agressões de jogadores de Argentina e Espanha fecharam as polêmicas da Copa
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Publicado
4 dias atrásem
21 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 não reservou finais felizes para gigantes do futebol mundial. E olha que nem estamos falando aqui da Itália, tetracampeã mundial que nem veio para o terceiro Mundial seguido. A Seleção Brasileira deu adeus ao torneio nas oitavas de final após ser derrotada por 2 a 1 pela Noruega, amargando sua pior colocação final no torneio desde 1990. Além da equipe de Neymar e companhia, outras potências históricas amargaram fracassos retumbantes no continente norte-americano. Alemanha, Uruguai e Portugal, por exemplo, protagonizaram desempenhos muito abaixo de suas tradições futebolísticas.
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Recordes, Gols e Espanha Campeã: o Balanço Final da Copa 2026
As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026
Festa na convocação, fiasco em campo: o colapso do Brasil
A Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos cercada de expectativas, com direito a festa cinematográfica no anúncio dos convocados e forte apelo comercial. O campo, contudo, entregou uma realidade melancólica.

Haaland marcou os dois gols que eliminaram o Brasil nas oitavas de final diante da Noruega
Após estrear com empate duro contra Marrocos, mas ainda assim avançar na liderança do Grupo C, o time do italiano Carlo Ancelotti sofreu para superar o Japão nos 16 avos de final, com gol da virada nos acréscimos. Mas aí o Brasil desmoronou nas oitavas: a vitória norueguesa por 2 a 1 no MetLife Stadium, com dois gols de Erling Haaland, expôs a fragilidade emocional do elenco e a falta de organização tática.
O volante Bruno Guimarães tornou-se o primeiro jogador brasileiro desde Zico a desperdiçar uma penalidade em tempo normal de Copa. A eliminação marcou a despedida melancólica de ídolos da geração, sobretudo Neymar – que ainda marcou de pênalti seu último gol pela Seleção no mesmo estádio onde havia estreado 16 anos antes -, e empurrou o Brasil para o 11º lugar da classificação geral, a pior do país em 36 anos e a segunda pior da história.

Bruno Guimarães perdeu pênalti contra Noruega, primeiro desperdiçado desde Zico em 1986
O calvário da Alemanha continua
A Seleção Alemã acumulou mais um capítulo trágico para o seu retrospecto recente na maior competição do planeta. A tetracampeã mundial até parecia que tinha superado os traumas das eliminações na fase de grupos em 2018 e 2022 ao vencer os dois primeiros jogos, com direito a uma goleada por 7×1 (sim, teve isso!) sobre a estreante Curaçao, mas depois foi ladeira abaixo e não chegou nem nas oitavas de final.
Classificada em primeiro no Grupo E, a Alemanha vinha de derrota para o Equador na última rodada do grupo e caiu logo nos 16 avos de final diante do Paraguai. Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, a vaga foi decidida nas penalidades máximas e os paraguaios triunfaram por 4 a 3. O resultado manteve o jejum dos alemães, que não frequentam as oitavas de final de um Mundial desde que levantaram a taça no Brasil em 2014, e abriu uma crise sem precedentes na seleção, com direito a troca de técnico e críticas abertas a alguns líderes do elenco pela apatia no Mundial.

Alemanha até começou a Copa bem, mas parou no primeiro mata-mata diante do Paraguai
Anatomia do Desastre
Como algumas seleções tradicionais deram vexame na Copa:
| Seleção | Fase da Eliminação | Detalhe do Fracasso |
| 🇧🇷 Brasil | Oitavas de Final | Derrota por 2 a 1 para a Noruega e pior classificação em 36 anos |
| 🇩🇪 Alemanha | 16 Avos de Final | Eliminada nos pênaltis (4 x 3) para o Paraguai. |
| 🇺🇾 Uruguai | Fase de Grupos | Nenhuma vitória no Grupo H e crise entre elenco e treinador |
| 🇵🇹 Portugal | Oitavas de Final | Derrota de 1 a 0 para a Espanha sem chutar no gol |
Uruguai Zerado e a frieza de Portugal

O futebol sul-americano sofreu com o desempenho melancólico do Uruguai. A Celeste foi a única das seis representantes do continente a cair ainda na fase de grupos ao somar apenas dois pontos no Grupo H, sem vencer uma única partida: empatou contra Arábia Saudita e Cabo Verde e perdeu para a Espanha. O fracasso gerou forte desgaste interno entre o técnico Marcelo Bielsa e os líderes do vestiário.
Já a Seleção Portuguesa, que chegou apontada por muitos analistas como forte candidata ao título, caiu mais uma vez diante da bicampeã Espanha nas oitavas de final por 1 a 0. Com um elenco recheado de estrelas mundiais, os portugueses adotaram uma postura extremamente defensiva e deixaram o gramado vaiados. A má gestão de talentos do treinador Roberto Martínez minou a despedida internacional da geração de Cristiano Ronaldo e Cia. O Robozão, inclusive, foi uma das poucas estrelas a decepcionar na Copa, marcando apenas 3 gols, sendo 2 na goleada sobre o Uzbequistão, e tendo atuações discretas nos outros jogos.

Cristiano Ronaldo e toda a seleção de Portugal decepcionaram na Copa e foram embora cedo
Prometiam muito, entregaram nada
Outras seleções que chegaram badaladas e decepcionaram na Copa:
🇹🇷 Turquia – Com uma geração de ouro, perdeu os dois primeiros jogos dando 60 chutes e não marcando nenhum gol e acabou eliminada por antecipação.

Turquia chegou cotada a ir longe, mas perdeu os dois primeiros jogos e acabou eliminada
🇳🇱 Holanda – Outra seleção apontada como favorita a ir longe, até fez uma boa fase de grupos, mas parou logo no primeiro mata-mata mais uma vez eliminada nos pênaltis, desta vez para Marrocos.
🇸🇳 Senegal – A campeã africana foi presa fácil para França e Noruega em confrontos difíceis, mas ainda assim conseguiu avançar e vencia a Bélgica por 2×0 até os 40 do 2º tempo nos 16 avos de final, e cedeu o empate e depois a derrota na prorrogação.
🇰🇷 Coreia do Sul – Seleção tradicional da Ásia de quem se esperava boa campanha, principalmente pelo grupo acessível. Mas mesmo com uma estreia convincente, a apatia nos dois jogos seguintes rendeu derrotas e uma eliminação inesperada.

Coreia do Sul de Son estreou com vitória mas depois perdeu 2 jogos e caiu na fase de grupos
Seleção Kmiza27 das decepções da Copa do Mundo
Goleiro:
Fernando Muslera (🇺🇾 Uruguai)
Laterais/Zagueiros:
Piero Hincapié (🇪🇨 Equador)
Jasko Gvardiol (🇭🇷 Croácia)
Danilo (🇧🇷 Brasil)
Volantes/Meias:
Vitinha (🇵🇹 Portugal)
Neymar (🇧🇷 Brasil)
Florian Wirtz (🇩🇪 Alemanha)
Arda Guler (🇹🇷 Turquia)
Atacantes:
Raphinha (🇧🇷 Brasil)
Cristiano Ronaldo (🇵🇹 Portugal)
Alexander Sorloth (🇳🇴 Noruega)
Técnico: Marcelo Bielsa (🇺🇾 Uruguai)
Copa do Mundo
Copa 2026: Recordes, gols e Espanha campeã – o balanço final do maior Mundial da história!
Tudo que você precisa saber sobre os 39 dias da Copa dos grandes protagonistas, das polêmicas e dos números assombrosos
Publicado
5 dias atrásem
20 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 na América do Norte, consagrou a Espanha como bicampeã mundial após vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na final, com o gol marcado por Ferran Torres aos 106 minutos da prorrogação no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. O torneio foi o primeiro da história com 48 seleções e 104 partidas disputadas em três países: Estados Unidos, México e Canadá. O Mundial bateu recordes absolutos de público, gols marcados e marcou a quebra de marcas históricas individuais.
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Números e Estatísticas
O formato expandido proporcionou marcas impressionantes ao longo dos 39 dias de competição:
Total de gols: 308 gols (média de 2,96 por partida – a maior desde 1970)
Total de jogos: 104 confrontos
Público total nos estádios: Mais de 6,8 milhões de torcedores
Melhor Ataque: França e Inglaterra (20 gols marcados)
Melhor Defesa: Espanha (apenas 1 gol sofrido em 8 jogos – Recorde)
Disciplina: 235 cartões amarelos e 12 cartões vermelhos

Capitão Rodri ergue a Taça FIFA com jogadores da Espanha após vencer a Argentina na final
🌍 Classificação final da Copa do Mundo 2026:
▪️1° 🇪🇸 Espanha (22) +13 SG 🏆
▪️2º 🇦🇷 Argentina (21) +11 SG
▪️3º 🏴 Inglaterra (19) +8 SG (melhor desde 1966)
▪️4° 🇫🇷 França (18) +10 SG
▪️5º 🇳🇴 Noruega (12) +2 SG 🆙
▪️6º 🇧🇪 Bélgica (11) +7 SG
▪️7º 🇲🇦 Marrocos (11) +4 SG
▪️8º 🇨🇭 Suíça (11) +4 SG
▪️9° 🇲🇽 México (12) +7 SG
▪️10° 🇨🇴 Colômbia (11) +4 SG
▪️11° 🇧🇷 Brasil (10) +6 SG (pior desde 1990)
▪️12° 🇺🇸 Estados Unidos (9) +3 SG
▪️13° 🇵🇹 Portugal (8) +5 SG
▪️14° 🇨🇦 Canadá (7) +3 SG
▪️15° 🇪🇬 Egito (6) +1 SG
▪️16° 🇵🇾 Paraguai (5) -3 SG
▪️17° 🇳🇱 Países Baixos (8) +6 SG
▪️18° 🇩🇪 Alemanha (7) +6 SG
▪️19° 🇨🇮 Costa do Marfim (6) +1 SG
▪️20° 🇭🇷 Croácia (6) -1 SG
▪️21° 🇯🇵 Japão (5) +3 SG
▪️22° 🇦🇺 Austrália (5) 00 SG
▪️23° 🇨🇩 Congo DR (4) 00 SG 🆙
▪️24° 🇬🇭 Gana (4) -1 SG
▪️25° 🇪🇨 Equador (4) -2 SG / 2G / -12 fair play
▪️26° 🇿🇦 África do Sul (4) -2 SG / 2G / -13 fair play
▪️27° 🇸🇪 Suécia (4) -3 SG / 7G
▪️28° 🇦🇹 Áustria (4) -3 SG / 6 gols
▪️29° 🇧🇦 Bósnia & Herzegovina (4) -3 SG / 5 gols
▪️30° 🇩🇿 Argélia (4) -4 SG
▪️31° 🇸🇳 Senegal (3) +1 SG
▪️32° 🇨🇻 Cabo Verde (3) -1 SG
▪️33° 🇮🇷 Irã (3) 0 SG
▪️34° 🇰🇷 Coréia do Sul (3) -1 SG
▪️35° 🇹🇷 Turquia (3) -2 SG
▪️36° 🏴 Escócia (3) -3 SG
▪️37° 🇺🇾 Uruguai (2) -1 SG
▪️38° 🇸🇦 Arábia Saudita (2) -4 SG
▪️39° 🇨🇿 Tchéquia (1) -4 SG
▪️40° 🇳🇿 Nova Zelândia (1) -6 SG
▪️41° 🇶🇦 Catar (1) -8 SG / 2 gols
▪️42° 🇨🇼 Curaçao (1) -8 SG / 1 gol
▪️43° 🇵🇦 Panamá (0) -4 SG
▪️44° 🇯🇴 Jordânia (0) -5 SG
▪️45° 🇭🇹 Haiti (0) -6 SG
▪️46° 🇺🇿 Uzbequistão (0) -9 SG
▪️47° 🇹🇳 Tunísia (0) -10 SG
▪️48° 🇮🇶 Iraque (0) -11 SG 🔦
Quadro de Premiações Individuais (FIFA Awards)
A Espanha dominou a premiação individual após a conquista do bicampeonato:
| Prêmio FIFA | Vencedor |
| Bola de Ouro (Melhor Jogador) | Rodri (Espanha) |
| Bola de Prata | Lionel Messi (Argentina) |
| Bola de Bronze | Kylian Mbappé (França) |
| Chuteira de Ouro (Artilheiro) | Kylian Mbappé (França – 10 gols) |
| Luva de Ouro (Melhor Goleiro) | Unai Simón (Espanha) |
| Melhor Jogador Jovem | Pau Cubarsí (Espanha – 19 anos) |
| Troféu Fair Play | Holanda |
Seleção Kmiza27 dos melhores da Copa 2026:
Goleiro:
Dibu Martinez ( 🇦🇷 Argentina)
Laterais:
Pedro Porro ( 🇪🇸 Espanha)
Cucurella ( 🇪🇸 Espanha)
Zagueiros:
Pau Cubarsi ( 🇪🇸 Espanha)
Upamecano ( 🇫🇷 França)
Meias:
Rodri ( 🇪🇸 Espanha)
Olise ( 🇫🇷 França)
Bellingham ( 🏴 Inglaterra)
Atacantes:
Mbappe ( 🇫🇷 França)
Messi ( 🇦🇷 Argentina)
Haaland ( 🇳🇴 Noruega)
Técnico:
Luís De La Fuente ( 🇪🇸 Espanha)
Melhores da Copa (na avaliação do Kmiza27):
🏅Messi ( 🇦🇷 Argentina)
🥈Mbappe ( 🇫🇷 França)
🥉Bellingham ( 🏴 Inglaterra)
(Rodri, o melhor da Copa para a FIFA, é o nosso 4º colocado)
Tabela de Artilharia do Mundial 2026
Kylian Mbappé brilhou individualmente e faturou pela segunda Copa consecutiva a Chuteira de Ouro (feito inédito) com 10 gols marcados no torneio, marca que não era alcançada desde o alemão Gerd Muller na Copa de 1970.
Artilharia da Copa do Mundo 2026 ⚽
10 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇫🇷 Kylian Mbappe
8 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇦🇷 Lionel Messi
7 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴 Jude Bellingham
🇳🇴 Erling Haaland
6 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴 Harry Kane
🇫🇷 Ousmane Dembele
5 gols ⚽⚽⚽⚽⚽
🇪🇸 Mikel Oyarzabal
4 gols ⚽⚽⚽⚽
🇲🇽 Julián Quiñones
🇧🇷 Vinícius Júnior
🇸🇳 Ismaila Sarr
3 gols ⚽⚽⚽
🇦🇷 Lautaro Martinez
🇫🇷 Bradley Barcola
🏴 Bukayo Saka
🇨🇭 Johan Manzambi
🇧🇪 Romelu Lukaku
🇧🇪 Charles De Ketelaere
🇲🇦 Ismael Saibari
🇺🇸 Folarin Balogun
🇲🇽 Raúl Jimenez
🇵🇹 Cristiano Ronaldo
🇧🇷 Matheus Cunha
🇨🇦 Jonathan David
🇩🇪 Deniz Undav
🇳🇱 Brian Brobbey
🇳🇿 Elijah Just
🇨🇩 Yoane Wissa
2 gols ⚽⚽
🇦🇷 Enzo Fernandez
🇪🇸 Mikel Merino
🇪🇸 Pedro Porro
🇨🇭 Dan Ndoye
🇲🇦 Azzedine Ounahi
🇲🇦 Soufiane Rahimi
🇨🇴 Daniel Muñoz
🇧🇪 Leandro Trossard
🇧🇪 Youri Tielemans
🇪🇬 Emam Ashour
🇪🇬 Mostafa Ziko
🇺🇸 Malik Tillmann
🇨🇦 Cyle Larin
🇩🇪 Kai Havertz
🇳🇱 Cody Gakpo
🇳🇱 Crysencio Summerville
🇯🇵 Daichi Kamada
🇯🇵 Ayase Ueda
🇸🇪 Yasin Ayari
🇸🇪 Anthony Elanga
🇺🇾 Maxi Araújo
🇸🇳 Pape Gueye
🇸🇳 Iliman Ndyaie
🇨🇮 Nicolas Pepe
🇮🇷 Ramin Rezaian
🇧🇦 Ermin Mahmic
🇦🇹 Marko Arnautovic
🇩🇿 Riyad Mahrez
Recordes Históricos Quebrados em 2026

Francês Mbappe foi artilheiro com 10 gols e se tornou maior goleador das Copas com 22
O Maior Artilheiro da História das Copas
Kylian Mbappé marcou 10 gols nesta edição e chegou a impressionantes 22 gols na carreira em três Copas do Mundo (22 jogos), ultrapassando Lionel Messi (21) no último jogo e deixando muito para trás Miroslav Klose (16), o recordista antes de a Copa começar, para assumir o topo do ranking histórico de todos os tempos.
Artilharia Histórica das Copas do Mundo:
🇫🇷 22 Kylian Mbappé 🆙
🇦🇷 21 Lionel Messi 🆙
🇩🇪 16 Miroslav Klose
🇧🇷 15 Ronaldo Fenômeno
🇩🇪 14 Gerd Muller
🏴 14 Harry Kane 🆙
🇫🇷 13 Just Fontaine
🇧🇷 12 Pelé

Goleiro Espanhol Unai Simón tomou seu único gol na Copa do Mundo apenas na 6ª partida
A Muralha (Quase) Invicta de Unai Simón
O goleiro espanhol Unai Simón estabeleceu um novo recorde ao ficar 650 minutos consecutivos sem sofrer gols em jogos de Copa do Mundo (somando o último jogo de 2022 e cinco em 2026), superando a marca de 517 minutos mantida pelo italiano Walter Zenga desde 1990. Ele sofreu seu único gol na Copa no sexto jogo, na vitória sobre a Bélgica por 2×1 nas quartas de final.

Lionel Messi colecionou recordes durante sua última participação em Copas aos 39 anos
Recordes de Messi e CR7
Em sua 6ª participação em Mundiais, Lionel Messi tornou-se o jogador com mais partidas na história do torneio (34 jogos) e o atleta com mais vitórias acumuladas (23 triunfos). Com uma participação brilhante (até a final) aos 39 anos, somou ainda 8 gols e 2 assistências, o recorde absoluto de gols marcados em 9 jogos consecutivos (desde 2022), o jogador mais velho a fazer um hat-trick (38 anos e 357 dias) e até uma marca negativa: o primeiro jogador a perder 4 pênaltis em Copas do Mundo e em 3 Mundiais diferentes. Já Cristiano Ronaldo, apesar de uma Copa bem mais discreta que o seu eterno oponente, também conquistou marcas para chamar de sua: com os dois gols contra o Uzbequistão, se tornou o único jogador a marcar em 6 Copas diferentes, e ainda o segundo mais velho e marcar e o mais velho a balançar as redes mais de uma vez, aos 41 anos.

Cristiano Ronaldo se tornou o único jogador da história a marcar gols em 6 Copas diferentes
Gol Mais Rápido da Edição
O meia Matías Galarza, do Paraguai, marcou aos 65 segundos na vitória sobre a Turquia, na segunda rodada, registrando o gol mais rápido da Copa de 2026.

Matias Galarza marcou aos 65 segundos na vitória do Paraguai sobre a Turquia na 2ª rodada
O Garçom que superou Pelé

O francês Michel Olise chegou credenciado como uma das grandes estrelas da Copa, e de certa forma não decepcionou. O “Artista”, como é chamado pelo estilo de jogo extremamente refinado, não marcou nenhum gol (mas em compensação perdeu muitos, quase sempre por excessos), mas saiu da Copa como recordista de assistências. Foram 7 no total, superando o recordista anterior que era nada menos que Pelé, com 5 assistências na Copa de 1970.
As longas invencibilidades de Espanha e Holanda
A campeã Espanha estabeleceu várias novas marcas, inclusive na final alcançou 38 jogos de invencibilidade (desde março de 2024) e quebrou o recorde anterior que era da Itália entre 2018 e 2021. A sequência começou justamente no empate em 3×3 com o Brasil em amistoso em Madri e passou pelo título da Eurocopa e do vice-campeonato da Nations League (perdeu a decisão para Portugal nos pênaltis). Já a Holanda foi embora pra casa cedo mas levou uma façanha na bagagem: o recorde de invencibilidade em Copas de 16 jogos, superando o Brasil que detinha a marca há mais de 60 anos. A última derrota laranja em Copas foi justamente na final de 2010 contra a Espanha, na prorrogação, depois disso não participou da Copa de 2018 e nas outras todas foi eliminada nos pênaltis (para a Argentina em 2014 e 2022 e para Marrocos em 2026).

Holanda chegou a 16 jogos sem perder em Copas do Mundo e qubrou recorde de 60 anos

Mais defesas em uma única partida
O goleiro Eloy Room (Curaçao) igualou o recorde histórico das Copas ao realizar 16 defesas difíceis na partida contra o Equador em Kansas City, que garantiu o 0x0 e o primeiro e único ponto do menor país a disputar um Mundial. E isso após ter tomado 7 gols na estreia contra a Alemanha.
Técnicos mais velhos e com mais jogos
Na sua despedida, Didier Deschamps (França) assumiu a liderança isolada ao atingir 26 partidas dirigidas no comando da seleção francesa em quatro Mundiais. Já Dick Advocaat, holandês que comandou Curaçao se tornou o mais velho a participar de uma Copa do Mundo, com 78 anos e 271 dias, superando Miroslav Koubek (Tchéquia, 74 anos), Hugo Broos (África do Sul, 74 anos), Carlos Queiroz (Gana, 73 anos), todos também na ativa em 2026 e que superaram o antigo recordista Otto Rehhagel (71 anos em 2010).

Didier Deschamps se despediu do comando da seleção da França após 4 Copas do Mundo
Curiosidades e Histórias Marcantes desse Mundial
Estreias históricas: A edição de 2026 marcou a primeira participação de 4 países: Curaçao, tornando-se o menor país em território a disputar uma fase final de Copa do Mundo, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde. E foram os africanos que brilharam: na estreia seguraram a Espanha no 0x0 e foram os únicos a não perderam para a campeã, e com outros dois empates, avançaram de fase e só pararam na prorrogação contra a outra finalista, a então campeã Argentina. Liderados pelo goleiro e agora popstar Vozinha, os caboverdianos foram a grande surpresa da Copa.

Goleiro Vozinha, de 40 anos, conduziu Cabo Verde para uma campanha histórica na estreia

Marcas emblemáticas: A Copa de 2026 registrou pelo menos dois feitos históricos. A vitória do Japão por 4×0 sobre a Tunísia na 2ª rodada foi o jogo nº 1.000 da história das Copas. Já o gol de Enzo Fernandez, que decretou a virada da Argentina sobre o Egito nas oitavas de final, foi o gol nº 3.000 da história dos Mundiais.

Ataques demolidores, defesas nem tanto: Inglaterra e França tiveram os melhores ataques (20 gols cada) e as melhores duplas da Copa. Jude Bellingham e Harry Kane somaram 13 gols juntos, igualando a marca da dupla Ronaldo e Rivaldo pelo Brasil na Copa de 2002. Mas Mbappe e Dembele foram ainda melhores, marcando 16 dos 20 gols franceses. O jogo entre eles, vitória inglesa por 6×4 na decisão do 3º lugar, foi o recordista de gols nesta Copa e em 44 anos, e ainda se tornou a decisão de terceiro lugar com mais gols na história. Mas se o ataque inglês brilhou, a defesa tomou 12 gols e ficou entre as piores da Copa, ao lado dos lanternas Iraque e Tunísia.
São Pedro colaborou: Antes da Copa, o temido protocolo de raios dos EUA gerou calafrios nas delegações, torcedores e imprensa, que já tinham visto jogos atrasarem até três horas no Mundial de Clubes um ano antes. Para piorar, havia a expectativa de um número alto de partidas afetadas com atrasos ou paralisações. Na prática, porém, parece que os deuses do futebol interferiram junto a São Pedro, e apenas um jogo foi paralisado (França x Iraque ficou parado 2 horas no intervalo) e um outro teve seu início atrasado (México x Equador, mesmo que o México não adote o mesmo protocolo, a FIFA optou por padronizar a questão nas três sedes. Ainda assim, foi muito melhor que o esperado.

França x Iraque na Filadélfia foi o único jogo da Copa a ser paralisado pelo protocolo de raios
Remada Viking e Wonderwall, os hits da Copa: em uma Copa com a presença de tantas estrelas nas tribunas em praticamente todos os jogos (só na final eram 178 celebridades nos camarotes), e com uma música tema de Shakira que colou nos ouvidos mundo afora, foram duas celebrações espontâneas das arquibancadas que ficaram marcadas como os grandes hits do Mundial. A torcida da Noruega virou mania com a sua Remada Viking que ganhou versões pelos estádios e pelo mundo todo e que teve participação muitas vezes dos jogadores da seleção após as partidas (inclusive na vitória contra o Brasil). Já a torcida inglesa entoou o coro de Wonderwall, clássico da Banda Oasis, a cada vitória do English Team, e também contou com a participação entusiasmada dos jogadores. E teve duelo dos hits da Copa: só uma seguiria em frente quando Noruega e Inglaterra se enfrentaram nas quartas de final, os ingleses mandaram os vikings remando de volta pra casa e avançaram para a reta final.


Despedida Agridoce: Uma das decepções da Copa, a Turquia perdeu os dois primeiros jogos contra Austrália e Paraguai e já foi eliminada para a rodada final contra os EUA. Apesar da frustração, os turcos renderam ótimos memes e ao menos levaram uma curiosidade na bagagem: foram a única seleção, sem contar a campeã Espanha e a terceira colocada Inglaterra, a se despedir da Copa com vitória, pois venceram o time reserva dos EUA por 3×2 com gol no último lance da partida.
Um tabu que vai completar 100 anos: com o título da Espanha e do técnico Luís De La Fuente, a marca mais longeva das Copas do Mundo segue de pé e vai completar 100 anos junto com o torneio em 2030. Nunca um treinador estrangeiro foi campeão (dirigindo um país que não o seu de nascimento). Em 2026, o italiano Carlo Ancelotti pelo Brasil, o alemão Thomas Tuchel pela Inglaterra (quem foi mais longe) e o espanhol Roberto Martinez por Portugal eram candidatos, mas ficaram pelo caminho.

Alemão Thomas Tuchel levou a Inglaterra ao 3º lugar, melhor posição do país em 60 anos
Galeria de Campeões atualizada

Não foi dessa vez que tivemos um novo membro no clube dos 8 campeões mundiais. A última a entrar foi justamente a Espanha em 2010, que agora ampliou sua marca e deixou a Inglaterra sozinha com seu único título. Lá no topo, nada mudou: mesmo em seu pior período de vacas magras, o Brasil segue no topo com 5 títulos, seguido por Alemanha e Itália, que também andam bem longe de novas conquistas.
Brasil permanece no topo

Todos os resultados dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, a maior de todos os tempos
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