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Flamengo

104 gols, 18 títulos e ainda em ascensão: Arrascaeta é a lenda do Flamengo que ainda não acabou

Com 104 gols, Arrascaeta entra no Top 20 dos maiores artilheiros da história do Flamengo, superando ídolos e consolidando seu legado no rubro-negro

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Arrascaeta comemorando gol pelo Flamengo em 2026
Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Giorgian De Arrascaeta ainda continua escrevendo a sua história no Flamengo. Com o gol marcado diante do Bahia no domingo (19), o meia uruguaio chegou a 104 gols com a camisa rubro-negra, ultrapassou Alfredinho (103 gols, entre 1934 e 1937) e empatou com Evaristo de Macedo para entrar no Top 20 dos maiores artilheiros da história do clube. O detalhe que deixa a Nação ainda mais empolgada é que ele tem contrato até o fim de 2028.

Modo prime em 2025 e sequência em 2026

Arrascaeta é o maior artilheiro estrangeiro da história do Flamengo. Em 2025, o craque viveu sua melhor temporada individual: foram 25 gols e 18 assistências em 62 jogos, números de um atacante de elite.

Com 373 jogos pelo Flamengo, o uruguaio mantém uma média de 0,28 gols por partida, um número relevante para um jogador que atua como meia criativo, não como finalizador puro.

Na temporada atual, o meia do Flamengo já soma 6 gols, mostrando que as atuações de 2025 não foram um ponto fora da curva.

O ranking histórico do Flamengo

Com 104 gols, Arrascaeta já empurra outros ídolos para baixo. No atual elenco, ainda tem dois nomes acima: Bruno Henrique (113 gols) e Pedro (164 gols). O camisa 10, portanto, tem alvos claros para continuar subindo na lista.

PosiçãoJogadorGolsPeríodo
Zico5081971-1990
Dida 2541954-1963
Henrique Frade 2131954-1963 
Pirillo208 1941-1947
Romário2041995-1999
Pedro1642020–presente. 
20ºArrascaeta1042019–pres. 

O legado que ainda está sendo construído

Arrascaeta já é o maior campeão da história do Flamengo, com 18 títulos conquistados desde 2019. Com contrato garantido até o fim de 2028 e uma cláusula de renovação por mais uma temporada caso cumpra metas, o uruguaio tem tempo e forma para escalar ainda mais o ranking. Chegar ao Top 15 histórico de um clube brasileiro seria uma façanha reservada a poucos estrangeiros no futebol mundial.

Brasileirão

Vitor Roque no topo, Botafogo e Palmeiras dominando: o ranking internacional que mostra as principais joias do Brasileirão

CIES aponta os 20 jovens mais promissores do Brasileirão 2026; Palmeiras e Botafogo lideram com 4 cada

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Vitor Roque, do Palmeiras, contra o Botafogo no Brasileirão 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.

Vitor Roque: o retorno que virou liderança

Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.

Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.

Botafogo: a fábrica silenciosa

Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.

O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.

Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O ranking completo

Pos.JogadorIdadePosiçãoClube
Vitor Roque21AtacantePalmeiras 
Robert Renan22ZagueiroVasco 
Allan22MeiaPalmeiras 
Álvaro Montoro19MeiaBotafogo 
Breno Bidon21MeiaCorinthians 
Viery Fernandes21ZagueiroGrêmio 
Agustín Giay22Lat. direitoPalmeiras 
Victor Gabriel21ZagueiroInternacional 
Román Gómez21Lat. direitoBahia 
10ºMatheus Martins22AtacanteBotafogo 
11ºMaik Gomes21Lat. direitoSão Paulo 
12ºLucas Ronier21AtacanteCoritiba 
13ºVictor Hugo21MeiaAtlético-MG 
14ºJefté22Lat. esquerdoPalmeiras 
15ºIgnacio Sosa22MeiaRB Bragantino 
16ºJordan Barrera20AtacanteBotafogo 
17ºJoão Pedro22ZagueiroCorinthians 
18ºKeny Arroyo20AtacanteCruzeiro 
19ºMateo Ponte22Lat. direitoBotafogo 
20ºWallace Yan21AtacanteFlamengo 

O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro

Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.

Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.

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Copa do Brasil

Lingard e o símbolo de algo maior: o Brasil virou destino favorito dos craques que a Europa esqueceu

Lingard marca o 1º gol pelo Corinthians e confirma a tendência: o Brasil se tornou o destino favorito dos craques esquecidos pela Europa

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Jesse Lingard comemorando gol pelo Corinthians na Copa do Brasil 2026
Foto: Thiago Vasconcelos Dos Santos/AGIF

Jesse Lingard marcou seu primeiro gol com a camisa do Corinthians na noite desta terça-feira (21), na vitória por 1 a 0 sobre o Barra, na Ressacada, pela 5ª fase da Copa do Brasil. O chute de voleio do inglês entrou para a história: Lingard se tornou o primeiro jogador nascido na Inglaterra a marcar na Copa do Brasil e o primeiro a defender o Corinthians com passaporte inglês. Mas o gol vai além do feito individual, ele é mais um capítulo de uma tendência que vem transformando o futebol brasileiro: o Brasil virou a casa dos craques que a Europa resolveu esquecer.

O gol histórico

Aos 47 minutos do primeiro tempo, Matheus Pereira cobrou falta, a bola desviou na barreira e sobrou para Pedro Raul ajeitar de cabeça. Lingard completou de voleio, com frieza, e abriu o placar.

Com sete partidas pelo Timão até aqui, a espera pelo primeiro tento chegou ao fim.

O Brasil virou destino de craques renegados e com razão

Lingard não é caso isolado. O futebol brasileiro vive uma inversão histórica de rotas: se antes o fluxo era sempre de saída, do Brasil para a Europa, agora o caminho oposto se torna cada vez mais comum e respeitável.

O processo ganhou força a partir de 2023 com a chegada de nomes como Dimitri Payet (Vasco),  Andreas Samaris e Jesé Rodriguez (Coritiba). Nos anos seguintes, nomes como Memphis Depay (Corinthians) e Saúl Ñíguez (Flamengo) também desembarcaram no Brasil

Em 2023, apenas nove europeus disputaram a Série A. Em 2025, o número saltou para 14 e em 2026 subiu para 16 atletas nascidos no Velho Mundo.

Memphis gritando durante partida (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)

O dinheiro das bets mudou tudo

O fator financeiro explica boa parte da virada. Na última janela de transferências, os clubes brasileiros investiram 245 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão) em contratações, superando a Serie A italiana e a La Liga espanhola, ficando atrás apenas da Premier League.

Segundo o analista de mercado Rodrigo Paiva, em entrevista ao Lance!, a entrada das casas de apostas esportivas como patrocinadoras elevou o poder de fogo dos clubes brasileiros a um nível sem precedentes:

“O mercado brasileiro está fortalecido, com salários que competem com clubes médios da Itália, da Espanha e da França.”

Renegados ou redescobertos?

O rótulo de “renegado” cabe, mas não é o único. Por exemplo, Memphis chegou ao Corinthians e, apesar dos altos e baixos, ainda tem momentos de jogador de outro nível. Lingard, com 33 anos, acumula passagens por Manchester United, West Ham e a Seleção da Inglaterra, e assinou contrato com o Timão em março de 2026.

O Brasil não é mais o destino dos que já não servem. Está se tornando o destino dos que querem voltar a ser relevantes e, muitas vezes, conseguem. O gol de Lingard na Ressacada, validado após cinco minutos de VAR, pode ser pequeno para a Europa. Mas para a Copa do Brasil, foi histórico.

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Atlético-MG

Emoção, zebra e clássicos históricos: os jogos que a Copa do Brasil jamais deixará você esquecer

Desde finais eletrizantes a viradas mirabolantes: o torneio mais democrático do Brasil tem muito mais do que simples partidas.

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Trofeu da Copa do Brasil
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Criada em 1989, a Copa do Brasil foi projetada para dar chance ao “Brasil profundo” — times de estados menores enfrentando os gigantes. O que ninguém esperava era que, décadas depois, o torneio se tornaria um dos mais disputados, emocionantes e imprevisíveis do continente. Com premiação milionária, vaga na Libertadores e o prestígio de levantar aquela taça, poucos campeonatos nacionais no mundo entregam tanto drama por partida quanto este.

Clássicos que viraram lenda

Flamengo x Vasco (Final 2006)

Um clássico carioca de gala na decisão. O Rubro-Negro foi soberano nos dois jogos e ergueu o caneco sem sofrer gol algum.

Atletico-MG x Cruzeiro (Final 2014)

Depois de viradas épicas sobre Corinthians e Fla, o Galo fez o trabalho mais tranquilo justo na decisão, humilhando o arquirrival que era bicampeão brasileiro.

A arte da virada: quando tudo parecia perdido

Atlético-MG x Corinthians (Quartas de Final 2014)

O Galo voltou de São Paulo com 2 a 0 de desvantagem e todo mundo dando a vaga de presente ao Timão. Mas o Mineirão virou caldeirão e o Atlético aplicou um 4 a 1 histórico, de virada, para avançar. Era o sinal de que aquele time não tinha fronteiras para o impossível.

Palmeiras x Flamengo (Quartas de Final 1999)

Perdendo no Rio por 2 a 1, o Verdão ainda levou gol logo de cara no jogo de volta — situação de desespero total. Com um show de Euller, o Palmeiras foi às raias do impossível e fez 4 a 2 para uma classificação inesquecível. A campanha terminou nas semis contra o Botafogo, mas aquela noite ficou gravada para sempre.

A zebra mais saborosa da história

Sport x Corinthians (Final 2008)

O Corinthians venceu a ida por 3 a 1 e já começava a ensaiar discurso de bicampeão. O que o Leão da Ilha preparou para a volta, porém, foi uma aula de futebol nervoso e eficiente, vencendo por 2 a 0 e conquistando o título num critério de gols fora que até hoje gera debate.

O gol decisivo de Luciano Henrique foi especialmente cruel: escanteio mal afastado, chute de primeira, bola desviada e passando entre as pernas do goleiro Felipe. O futebol tem dessas.

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