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Botafogo

Botafogo expõe rombo bilionário, vive racha interno e entra em semana decisiva para o futuro da SAF

Dívida bilionária, prejuízo em alta e divergências sobre novos aportes colocam o Botafogo no centro de uma disputa decisiva pelo futuro da SAF.

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Dono da SAF Botafogo, John Textor, conversa com João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo de Futebol e Regatas
Foto: Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo escancarou seus números — e agora também seus bastidores. Entre dívidas bilionárias, prejuízo operacional e disputa societária, o clube vive um momento em que cada decisão fora de campo pesa tanto quanto um clássico. A temporada segue, mas o jogo mais delicado está sendo travado nas salas de reunião.

Números preocupam e colocam pressão imediata

O laudo financeiro recente trouxe um cenário pesado: dívida próxima dos R$ 3 bilhões e prejuízo de R$ 287 milhões em 2025. Mesmo com receitas em alta, os custos seguem acima, criando um desequilíbrio estrutural. No curto prazo, a necessidade de caixa é urgente — e isso muda o tom das decisões.

Risco no curto prazo e dependência de soluções rápidas

O alerta é claro: há risco operacional. Em termos práticos, o clube precisa de liquidez para honrar compromissos imediatos — da folha salarial a obrigações financeiras. A venda de jogadores ajuda, mas não resolve o problema central.

Proposta de aporte e Assembleia Extraordinária 

John Textor propôs um aporte de US$ 25 milhões para aliviar a pressão financeira. Porém, o clube associativo já indicou que não pretende aceitar o modelo proposto, entendendo que o mesmo estaria atrelado a “estruturas societárias complexas, podendo causar endividamento para além dos limites permitidos”. Diante desse cenário, Textor convocou uma Assembleia Geral no dia 20 de Abril para discutir o futuro da SAF.

Disputa de poder e futuro em aberto

O movimento escancara um racha — não só financeiro, mas também de visão de gestão. De um lado, a urgência por capital imediato. Do outro, a preocupação com sustentabilidade e controle da SAF. Nos bastidores, o Botafogo tenta equilibrar curto prazo e futuro sem comprometer a própria estrutura.

Atlético-MG

Imprensa espanhola chama Brasileirão de inferno dos treinadores: 10 técnicos demitidos em 10 rodadas

Diário espanhol AS lembrou que na lista estão os três últimos técnicos da Seleção Brasileira.

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Dorival Júnior, ex-treinador da Seleção Brasileira, demitido pelo Corinthians no Brasileirão 2026
Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O Brasileirão 2026 chamou a atenção além das fronteiras do Brasil, mas não foi exatamente pelo bom futebol. O diário esportivo espanhol AS publicou uma reportagem especial chamando o futebol brasileiro de “inferno dos treinadores”, após constatar que 10 técnicos foram demitidos nas primeiras 10 rodadas do Campeonato Brasileiro.

Os 10 demitidos nas 10 primeiras rodadas

A lista reúne nomes de peso, incluindo os três últimos treinadores da Seleção Brasileira: Tite (Cruzeiro), Fernando Diniz (Vasco) e Dorival Júnior (Corinthians).

ClubeTreinador demitidoRodada
Atlético-MGJorge Sampaoli3ª 
VascoFernando Diniz3ª 
RemoJuan Carlos Osório4ª 
FlamengoFilipe Luís4ª 
São PauloHernán Crespo5ª 
CruzeiroTite6ª 
SantosJuan Vojvoda7ª 
BotafogoMartín Anselmi8ª 
ChapecoenseGilmar Dal Pozzo9ª 
CorinthiansDorival Júnior10ª 

O que a imprensa espanhola viu que o Brasil já normalizou

AS apontou uma curiosidade que incomoda: ao mesmo tempo que os clubes dispensam técnicos no ritmo de um por semana, o Brasil recicla sempre os mesmos nomes. A publicação cita Renato Gaúcho como símbolo da falta de renovação, já que o treinador está em sua sétima passagem pelo Fluminense.

Para o jornal espanhol, isso revela um ciclo vicioso: a impaciência dos dirigentes empurra os clubes a demitir rápido, mas a falta de novas referências faz com que sempre recorram ao mesmo cardápio de técnicos disponíveis.

O contraponto: Abel Ferreira como exceção à regra

AS também registrou o outro lado da moeda. Para ilustrar que estabilidade é possível e rentável, a reportagem citou Abel Ferreira, o português que comanda o Palmeiras desde o segundo semestre de 2020. Em mais de cinco anos no cargo, Abel acumulou títulos e construiu uma das maiores dinastias recentes do futebol continental.

Com 10 demissões em 10 rodadas, o Brasileirão 2026 já equivale a 46% de todas as demissões de 2025 inteiro, quando o campeonato terminou com 22 trocas de comando. O ritmo, se mantido, pode quebrar recordes históricos da competição.

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