Na história quase centenária da Copa do Mundo, um total de 84 países já participaram do principal evento esportivo do planeta (já incluindo os 4 estreantes de 2026 – Curaçao, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde, que apesar de também só terem essa participação, não serão incluídos aqui). Destes, 14 só tiveram uma única oportunidade de desfilar pela elite do futebol (eram 20 até 2022, mas em 2026 seis deles retornam – o que é conversa para um outro material). Desde Cuba até a Indonésia, passando pela minúscula Islândia, sobram histórias curiosas dessas participações únicas e inesquecíveis (para eles) na Copa do Mundo. Confira abaixo quem são os países de uma única participação, as curiosidades e trajetórias de cada um nos seus Mundiais.
Sim, Cuba já jogou uma Copa do Mundo! Faz tempo, foi na Copa de 1938, na França. Mas foi histórico. O time da Ilha de Fidel Castro, que na época era só um garoto de 11 anos e provavelmente ainda não pensava em revolução, foi a primeira seleção do Caribe a disputar um Mundial, a vencer uma partida e a marcar um gol em Copas. Tá certo que classificou sem precisar passar pelas eliminatórias, já que todos os outros inscritos desistiram, mas lá em gramados franceses conseguiu passar de fase. Enfrentou a Romênia, empatou em 3 a 3 após uma prorrogação, e como naquela época não havia decisão por pênaltis, foi marcado um jogo desempate dois dias depois, e aí os cubanos venceram por 2 a 1, de virada. Nas oitavas de final, no entanto, não viram a cor da bola e foram atropelados pela Suécia por 8 a 0 e terminaram na 8ª colocação. Fim do sonho cubano, que depois daquela jornada seguiu produzindo ótimos charutos, virou uma ditadura socialista, uma potência olímpica e no beisebol, mas nunca mais passou nem perto de outra participação em Copas do Mundo.
2. KUWAIT 🇰🇼
Kuait, Kueit, chame como quiser. Mas o Kuwait, pequeno país do Golfo Pérsico que tem uma das maiores reservas de petróleo do planeta, causou na sua primeira e única participação em Copas do Mundo. Foi em 1982, na Espanha, e o time chegou credenciado por uma hegemonia regional: havia conquistado a Copa da Ásia em 1980, e antes, manteve uma incrível invencibilidade entre 1970 e 1979, conquistando cinco títulos da Copa do Golfo no período. No Mundial, uma curiosidade: o treinador era um jovem brasileiro até então pouco conhecido por aqui. Seu nome? Carlos Alberto Parreira. E o Kuwait caiu num grupo dificílimo, com Inglaterra, França e Tchecoslováquia. Mas mesmo sob a expectativa de ser saco de pancadas, surpreendeu o mundo na estreia arrancando um empate em 1 a 1 com os tchecos (e o gol deles foi num pênalti bem polêmico). No jogo seguinte, a goleada sofrida para a França por 4 a 1 ficou em segundo plano, pois os kuwaitianos foram protagonistas de uma das cenas mais icônicas das Copas até hoje, quando o Príncipe Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah, que também era o presidente da federação de futebol do país, invadiu o campo para reclamar do quarto gol francês. Fez um barraco, tirou os jogadores de campo e depois de muita confusão, conseguiu que o gol fosse anulado pelo árbitro, que inclusive tempos depois foi banido do futebol. Na despedida, novamente boa atuação e derrota magrinha para a poderosa Inglaterra por 1 a 0, fechando a participação na 21ª posição. Na sequência a era de ouro se acabou, veio a Guerra do Golfo e nunca mais tivemos Kuwait em Copas.
Príncipe do Kuwait Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah conseguiu anular um gol da França
3. ANGOLA 🇦🇴
Essa nem faz tanto tempo assim. Em 2006, na Alemanha, a simpática seleção de Angola, conhecida como os Palankas Negras, fez sua estreia em Copas do Mundo. País de ligação histórica muito forte com o Brasil, até pela língua em comum, Angola chegou ao seu único Mundial até hoje após despachar a poderosa Nigéria nas sempre difíceis eliminatórias africanas. E na Copa caiu no mesmo grupo de Portugal, de quem foi colônia até 1975, além de enfrentar também México e Irã. Com um time forte fisicamente e uma defesa consistente, Angola não fez feio. Na estreia, derrota para Portugal de Felipão por 1 a 0, depois um empate sem gols com os mexicanos e na despedida, outro empate: 1 a 1 com o Irã, quando o atacante Flávio marcou o primeiro e único gol angolano em Copas. Com a 23ª posição na Alemanha, Angola, que tinha nomes altamente resenha como o zagueirão Lebo Lebo, o meia Zé Kalanga e o atacante Love, ainda carrega outra marca: até hoje, é a seleção com maior média de cartões em Mundiais: 3,6 por jogo, sendo 10 amarelos e um vermelho.
Angola enfrentou Portugal, de quem foi colônia, logo na estreia na Copa de 2006
4. INDONÉSIA 🇮🇩
Não, você não leu errado! A Indonésia também já foi a uma Copa do Mundo. Eu sei que você procurou e não achou o nome na lista. Mas é que aqui temos uma pegadinha: na época da Copa da França em 1938, a Indonésia ainda era uma colônia holandesa e se chamava Índias Orientais Neerlandesas. Ou para os íntimos, Índias Holandesas. E sem dúvida foi uma participação icônica: convidado pela Fifa, tornou-se o primeiro país asiático a disputar uma Copa do Mundo. E ainda detém outra marca que nunca mais será igualada: é a única seleção entre todas que já foram a um Mundial que disputou apenas uma partida. Isso mesmo! A Indonésia, ou Índias Holandesas, só fez um jogo naquela Copa, e ainda levou o chamado sarrafo: 6 a 0 para a Hungria, que viria a ser vice-campeã em gramados franceses. Mesmo que o futebol (e as apostas esportivas) sejam muito populares no maior país muçulmano do mundo, depois dessa participação a Indonésia nunca mais passou nem perto de disputar outra Copa do Mundo.
5. CHINA 🇨🇳
Potência nos esportes olímpicos, na economia e em praticamente tudo, a China, quando o assunto é futebol, é a chamada baba. Mas também já teve a sua oportunidade em Copa do Mundo. Aliás, uma participação de boa lembrança para nós, brasileiros. Em 2002, a China conseguiu uma vaga graças ao fato de Japão e Coreia do Sul, as potências do futebol da Ásia, serem as sedes daquele Mundial. No início do século o nobre esporte bretão ainda era praticamente amador na China, bem diferente dos investimentos bilionários que vieram nos anos seguintes, e a participação que foi um divisor de águas para o esporte no país foi exatamente como se esperava: muita torcida nas arquibancadas, mas em campo só piaba. Três derrotas em três jogos, nove gols sofridos e nenhum marcado e a 31ª e penúltima posição, só à frente da Arábia Saudita que conseguiu ser ainda pior. Mas justiça seja feita, os chineses tiveram que encarar o campeão Brasil e a terceira colocada Turquia, além da boa seleção da Costa Rica, de quem perderam por 2 a 0 na estreia. Na sequência, 4 a 0 para o Brasil, com aquele golaço de falta do Roberto Carlos, mas teve uma bola na trave dos chineses, e na despedida 3 a 0 para a Turquia. Mesmo com a evolução recente do futebol no país, a China nunca mais teve chances reais de classificar a outro Mundial.
Chineses marcando Ronaldo Fenômeno durante jogo da Copa de 2002
6. ISRAEL 🇮🇱
Israel tem uma história no futebol tão ligada a conflitos como a sua trajetória como país. Tem uma relação de paixão com o esporte, mas ter ido a apenas uma Copa do Mundo, a do México em 1970, tem mais a ver com as tretas extracampo do que com a falta de bons times ao longo dos anos. Israel é país desde 1948, mas muito antes disso já buscava espaço no cenário do futebol, curiosamente como seleção da Palestina, só que formada por jogadores judeus e britânicos (que atuavam militarmente na região). Após a criação do Estado de Israel, a seleção viveu uma saga perambulando entre federações continentais, já que colecionava boicotes de países contrários a sua independência. Nas eliminatórias para a Copa de 1958, uma situação surreal: todas as demais seleções asiáticas e africanas desistiram em protesto à participação israelense. Como dessa forma eles iriam ao Mundial sem disputar nenhum jogo, a Fifa teve que improvisar uma repescagem, País de Gales foi o país sorteado para enfrentar Israel e acabou ficando com a vaga. Na qualificação para a Copa de 1970, Israel conseguiu passar por Nova Zelândia e Austrália e finalmente garantiu sua participação. Em gramados mexicanos, uma campanha surpreendente, com a 12ª posição e três bons jogos contra o semifinalista Uruguai (derrota por 2 a 0 em jogo marcado por muita chuva) e empates em 1 a 1 com a Suécia e em 0 a 0 com a finalista Itália. Até hoje os israelenses garantem que em condições normais teriam vencido o Uruguai e a história daquela Copa seria bem diferente. Nunca saberemos, mas o fato é que Israel seguiu pulando de federação em federação nos anos seguintes, até se estabelecer na UEFA a partir de 1992. A escolha por competir na Europa trouxe mais estabilidade fora de campo, mas por outro lado tornou uma nova participação do país em Mundiais bem mais difícil de acontecer.
Os “Reggae Boyz” da Jamaica na estreia e única participação em Copas, em 1998 na França
7. JAMAICA 🇯🇲
É impossível não fazer relação da seleção jamaicana de futebol com o clássico filme “Jamaica Abaixo de Zero”, que não vamos explicar aqui para não alongar demais. Em 1998, os Reggae Boyz estrearam na Copa do Mundo da França após um trabalho digno de cinema nos anos anteriores de um brasileiro: o técnico Renê Simões. No início da década de 1990, o governo brasileiro ofereceu diversos projetos de cooperação técnica para pequenas nações caribenhas. Os jamaicanos optaram pelo futebol, e aí Renê Simões foi escolhido para tocar o projeto por ser o único entre os candidatos que falava inglês e tinha formação universitária. Como primeira medida, excluiu do time jogadores que estavam mais interessados em farras e também em outro produto muito popular no país… Depois, passou a garimpar jogadores pela Ilha, e encontrou talentos que trabalhavam como carregadores de malas, taxistas e até de barman. Por fim, foi até a Inglaterra buscar jogadores de origem jamaicana que tentavam a sorte por lá. Pronto, estava formada a geração que faria história e levaria a Jamaica ao primeiro e único Mundial. No dia que a vaga foi carimbada, foi decretado feriado nacional. Na Copa, a Jamaica de Renê Simões não levou sorte nos confrontos, de cara perdeu por 3 a 1 para a também estreante Croácia, mas que seria semifinalista daquele Mundial, e na sequência foi atropelada pela Argentina por 5 a 0. Já eliminada, restava uma chance contra outro estreante em Copas, o Japão, e os Reggae Boyz não desperdiçaram a oportunidade: vitória histórica por 2 a 1 e mais festa na despedida com a 22ª colocação.
8. EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 🇦🇪
Vocês sabem o que Dunga e Carlos Alberto Parreira têm em comum? Ambos passaram vergonha na Copa da Itália, em 1990, mas deram a volta por cima e foram tetracampeões mundiais na Copa seguinte, nos EUA. Tá, mas o técnico do Brasil em 90 não era o Lazaroni? E que raios essa história tem a ver com os Emirados Árabes Unidos? Captaram, né? Sim, Carlos Alberto Parreira era o técnico da seleção estreante da Copa de 1990, como já havia sido com o Kuwait, que já contamos a história aqui, em 1982. Chegar até lá era o feito de ambos, porque os resultados foram basicamente os mesmos, um fiasco. Emirados Árabes Unidos foi a pior seleção daquela Copa: na estreia perdeu de 2 a 0 para a Colômbia, e depois vieram duas goleadas: 5 a 1 para a Alemanha (que seria a campeã em gramados italianos) e 4 a 1 para a Iugoslávia, garantindo a volta para casa mais cedo – não que voltar para Dubai ou Abu Dhabi seja algo ruim… O pequeno emirado até teve outras boas oportunidades depois de ir a sua segunda Copa (nas eliminatórias para 2026, por exemplo, parou na repescagem), mas ainda não conseguiu carimbar o passaporte outra vez.
9. TOGO 🇹🇬
Mesmo nas sempre equilibradas eliminatórias africanas para a Copa do Mundo, a classificação do pequenino Togo para o Mundial da Alemanha, em 2006, pode ser considerada uma das maiores zebras. E o feito tem nome e sobrenome: Emmanuel Adebayor. O atacante que brilhou no Arsenal e em outros grandes clubes europeus literalmente carregou o time nas costas até a Alemanha, deixando pelo caminho seleções bem mais tradicionais, como Mali, Zâmbia e Senegal. Na Copa, Togo caiu no Grupo G, com França, Suíça e Coreia do Sul, e perdeu os três jogos (2 a 1 para os coreanos na estreia e 2 a 0 para Suíça e França), terminando na 30ª posição. Além disso, o elenco viveu a tradicional crise das premiações entre as seleções africanas, e em desacordo com a Federação local ameaçou não entrar em campo contra a França, o que obrigou a Fifa a intervir para evitar um vexame maior. Além disso, os cartolas togoleses ainda passaram vergonha tendo que pedir desculpas públicas após dizerem que a Fifa havia pago premiação menor ao país em relação a outros participantes, o que acabou sendo desmentido depois.
Atacante Emmanuel Adebayor liderou Togo na única participação em Copas, em 2006
10. TRINIDAD & TOBAGO 🇹🇹
Não se envergonhe se nessa você precisou dar um Google para procurar “onde raios fica Trinidad & Tobago?” Fato que a pequenina e bela ilha do Caribe, bem pertinho da Venezuela, disputou sua primeira e única Copa do Mundo em 2006, na Alemanha (que aliás, foi o open bar de seleções estreantes nas Copas, hein!). Após uma histórica classificação pegando a última vaga nas Eliminatórias da Concacaf, ganhou o direito a disputar a repescagem mundial contra o Bahrein. Após a festa pela vaga, o choque de realidade: a equipe, liderada pelo técnico holandês Leo Beenhakker, foi sorteada no Grupo B, ao lado de Suécia, Inglaterra e Paraguai. Apesar de ser considerada azarã, Trinidad & Tobago surpreendeu ao segurar um empate sem gols contra a Suécia de Ibrahimovic na estreia, mesmo jogando com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo. Nos jogos seguintes, perdeu para a Inglaterra por 2 a 0 e para o Paraguai pelo mesmo placar, encerrando sua campanha sem marcar gols. Apesar da eliminação ainda na fase de grupos com a 27ª colocação, a participação foi celebrada como um marco no futebol do país e um exemplo de superação.
11. ISLÂNDIA 🇮🇸
Uma história mais recente (dessa até os Enzos e Valentinas lembram), mas que também poderia muito bem virar roteiro de filme. A minúscula Islândia na Copa do Mundo de 2018 na Rússia foi um marco, mas que não faria sentido contar sem o antes e o depois daqueles três jogos. O antes, no caso, nos leva ao início dos anos 2000, quando a Federação de futebol do país no extremo norte do planeta e com população de 400 mil habitantes resolveu dar um basta no fato de ser o eterno saco de pancadas dos gigantes europeus. Pudera, não devia mesmo ser moleza jogar futebol em meio a vulcões explodindo por toda parte, gêiseres de água escaldante e temperaturas congelantes na maior parte do ano. Não, os cartolas islandeses não mudaram nada disso, mas com uma ajudinha financeira da Fifa, criaram condições para desenvolver o futebol na ilha: montaram centros de treinamento com temperatura controlada e garimparam uma geração que passou a jogar junta praticamente em tempo integral. E deu muito certo! O país que até então só tinha como destaque a cantora Björk e o atacante caneludo Gudjohnsen, que jogou no Chelsea e era o centroavante do Barcelona naquela final do Mundial com o Inter em 2006, passou a cultuar nomes não menos impronunciáveis como Sigurdsson, Gunnarson, Saevarsson, Bjarnason e Sigthorsson. Faltava a coroação, e ela veio em 2016, com a até então inimaginável classificação para a Eurocopa. Estima-se que 10% da população da Islândia invadiu a França para ver sua seleção, que não fez feio: passou de fase à frente de Portugal de Cristiano Ronaldo (que seria campeão), eliminou a Inglaterra nas oitavas e só parou nas quartas de final para a anfitriã França. Mas o melhor ainda estava por vir, e a geração de ouro passou com sobras pelas eliminatórias para chegar a sua primeira Copa do Mundo em 2018, deixando pelo caminho, por exemplo, a poderosa Holanda. Em gramados russos, uma estreia épica contra a Argentina, empate em 1 a 1 e direito ao goleirão pegando pênalti de Messi. Na sequência, derrotas em jogos duros para Nigéria por 2 a 0 e para a vice-campeã Croácia por 2 a 1 e fim de linha na 28ª colocação. Não importava, o país estava apaixonado por sua seleção e tinha certeza que o trabalho teria continuidade, formando novas gerações de bons jogadores. Só que aí veio o desastre: em 2021, vários ídolos da seleção foram acusados de crimes graves como pedofilia e abuso sexual, o que fez ruir a reputação de toda a geração de ouro. Um golpe duro, que pode condenar a Islândia a ficar só com a lembrança daqueles anos memoráveis e nunca mais voltar a um Mundial.
Messi sofrendo (literalmente) com a marcação islândesa na estreia da Copa de 2018
12. ESLOVÁQUIA 🇸🇰
Se a então seleção da Tchecoslováquia tinha enorme tradição em Copas do Mundo, inclusive tendo dois vice-campeonatos, uma das suas herdeiras, a Eslováquia, só fez a estreia em Copas do Mundo em 2010, na África do Sul. Após se classificar de forma surpreendente, liderando seu grupo nas Eliminatórias Europeias, a equipe liderada por Marek Hamšík chegou ao Grupo F e começou com um empate decepcionante por 1 a 1 contra a Nova Zelândia. Na sequência, derrota por 2 a 0 para o Paraguai e eliminação praticamente certa. Na última rodada, os eslovacos precisavam de um milagre, e ele veio! Em um jogaço, vitória histórica por 3 a 2 sobre a Itália, eliminando os atuais campeões mundiais, e vaga nas oitavas de final, quando enfrentou a Holanda e foi derrotada por 2 a 1, encerrando sua campanha na 16ª posição (já a Holanda que seria vice-campeã, foi enfrentar o Brasil do Dunga, e o resto vocês já sabem…). Apesar da eliminação, a classificação para as oitavas e a vitória sobre a Itália foram grandes feitos, consolidando a Eslováquia como uma força emergente no futebol europeu.
13. ALEMANHA ORIENTAL 🇩🇪
A extinta seleção da Alemanha Oriental disputou sua única Copa do Mundo em 1974, na então vizinha de muro Alemanha Ocidental, em meio a todo o contexto da Guerra Fria, tornando sua participação um marco político e esportivo. Em campo, a equipe surpreendeu. Sorteada no Grupo 1, ao lado de futura campeã Alemanha Ocidental, Chile e Austrália, a Alemanha Oriental começou com um empate por 1 a 1 contra o Chile e uma vitória por 2 a 0 sobre a Austrália. Na última rodada da fase de grupos, enfrentou a anfitriã e favoritaça Alemanha Ocidental, vencendo por 1 a 0 em um jogo histórico, com gol de Jürgen Sparwasser, e avançando para a segunda fase, quando enfrentou adversários de peso, como Brasil, Holanda e Argentina, e não conseguiu repetir o desempenho. Mas também não fez feio: perdeu para o Brasil por 1 a 0, para a Holanda de Cruyff por 2 a 0 e empatou sem gols com a Argentina, encerrando sua participação na 6ª colocação.
Histórico confronto entre as duas Alemanhas em 1974, em Hamburgo. Vitória dos azarões por 1×0
14. UCRÂNIA 🇺🇦
Essa aqui vai surpreender muita gente. Não parece, mas a seleção da Ucrânia só esteve em uma Copa do Mundo até hoje. Até os anos 1990, os ucranianos reforçavam a seleção da União Soviética com seus craques, que não eram poucos, por sinal. Como país independente, estreou em Copas do Mundo em… advinha? advinha? Sim! Em 2006, na Alemanha, após se classificar de forma brilhante ao liderar seu grupo nas Eliminatórias Europeias. Comandada pelo técnico Oleg Blokhin (que foi um grande jogador na época da seleção soviética) e tendo como principal estrela o cracaço Andriy Shevchenko, que dispensa apresentações a não ser que você ache que o futebol nasceu em 2010, a equipe da camisa amarela alcançou um desempenho histórico logo em sua primeira participação. Mas o começo não foi inspirador: sorteada no Grupo H, estreou apanhando da Espanha por 4 a 0, mas se recuperou vencendo a Arábia Saudita também por 4 a 0 e a Tunísia por 1 a 0, avançando às oitavas, quando superou a Suíça nos pênaltis após um empate sem gols (quem lembra, sabe, em um dos jogos mais feios da história das Copas). Nas quartas de final, acabou eliminada pela Itália, futura campeã, ao perder por 3 a 0, terminando na 8ª colocação.