Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar Júnior na última Copa do Mundo de suas carreiras? É, tem Copas do Mundo que a gente lembra pelo campeão. E tem Copas que a gente recorda pelo que elas representam além do troféu. A edição de 2026, espalhada pelos gramados dos Estados Unidos, Canadá e México, já nasce com esse peso antes mesmo de a bola rolar. O torneio marca a despedida de uma geração de craques que dominou o futebol mundial por quase 20 anos, com despedidas que prometem ser emocionantes. É o tipo de Copa que você vai contar para os seus filhos não pelos gols, mas pelo que você sentiu assistindo.
Lionel Messi chega à Copa com 39 anos, campeão mundial em 2022 no Catar, mas com um discurso mais cauteloso sobre aposentadoria do que se poderia imaginar de alguém que já conquistou tudo no futebol. Lionel Messi é, inclusive, o jogador com com mais partidas disputadas em Copas do Mundo — são 26 — mas isso não parece desmotivar o craque a querer mais uma. Ele chegou a tratar a Copa do Catar como despedida, mas voltou, porque o futebol ainda o chama. Em campo, ele já não precisa mais marcar gols constantemente para ser o centro das atenções: um único passe, um lance de habilidade ou um momento de genialidade são suficientes para mudar o rumo de uma partida. Messi, o gênio, vai desfrutar cada minuto da sua última Copa.
Messi celebrando a conquista da Copa do Mundo em 2022. (Foto: Shaun Boterill/FIFA/Getty Images)
Cristiano Ronaldo: Fome Insaciável
Cristiano Ronaldo confirmou que a Copa de 2026 será sua despedida no maior palco do futebol mundial. Quando questionado, ele respondeu com honestidade: “Com certeza, sim, porque vou estar com 41 anos”, disse o português, sem rodeios. Ele acumula 143 gols pela seleção de Portugal e chegará (junto com Messi e com o goleiro mexicano Ochoa) à sexta participação em Copas, feito inimaginável anos atrás. A Copa do Mundo é o único grande título que ainda lhe falta, e esse é um objetivo que ele vai perseguir até o último instante. CR7 não jogará para se despedir com graciosidade. Ele jogará para vencer, até por entender que finalmente tem um time capaz disso ao redor dele. E isso, convenhamos, é o que sempre diferenciou ele dos demais.
CR7 em ação na Copa de 2022. (Foto: Manan Matsyayana/AFP)
Neymar: a Última Chance de um Legado Ainda Inacabado
O Brasil entra em campo em 2026 com o coração dividido entre passado e futuro. Neymar, maior artilheiro da história da seleção com 79 gols, ultrapassando a marca histórica de Pelé, encara o torneio como sua quarta Copa do Mundo e, provavelmente, a última. Aos 34 anos, ele carrega uma bela, porém incompleta, história: dono de um talento que encantou o mundo e, ao mesmo tempo, uma carreira marcada por lesões que roubaram momentos que nunca voltaram. Neymar chega à Copa de 2026 desacreditado, sem ter feito por merecer em campo a vaga, mas tentando provar que sua história não acabou sem um título.
Neymar comemora gol pela seleção. (Foto: Pedro Vilela/Getty Images)
Uma Fila de Lendas
Messi, CR7 e Neymar não estão sozinhos nesse adeus coletivo. Luka Modrić chegará ao torneio aos 40 anos, depois de liderar a geração mais vitoriosa da história da Croácia, vice-campeã em 2018 e terceira colocada em 2022. Robert Lewandowski, maior artilheiro da história da Polônia (que não se classificou), Harry Kane pela Inglaterra e Kevin De Bruyne pela Bélgica completam o grupo de jogadores que provavelmente não estarão na próxima Copa. Virgil van Dijk, alicerce defensivo da Holanda e do Liverpool por anos, e o goleiro Manuel Neuer, campeão em 2014 com a Alemanha e que recentemente voltou da aposentadoria na seleção para mais uma Copa, também figuram entre os nomes que devem fazer a última aparição em Mundiais. É uma fila histórica de encerramentos, e o mundo do futebol parece ainda não entender o tamanho daquilo que está sendo encerrado.
A Bola Vai Rolar Para Frente
Toda geração que parte deixa um trono vago, e já tem gente mais do que preparada para sentar nele. Mbappé chega para o Mundial aos 27 anos, no auge da carreira, como capitão e talismã da França, com duas finais de Copa no currículo e a missão de caçar a história. Do lado brasileiro, Vinícius Júnior não chegou para herdar um manto, ele está costurando o seu próprio, com identidade, liderança e uma Copa do Mundo sobre os ombros que ele parece cada vez mais preparado para carregar. Mais maduro, menos ansioso e com cinco temporadas consecutivas de mais de 20 gols pelo Real Madrid, Vini entra em 2026 como o coração técnico de um Brasil faminto pelo hexa. Pedri, Lamine Yamal, Bellingham e Endrick também batem à porta, e o palco não poderia ser mais grandioso para estrear.
Bellingham e Endrick no Real Madrid. (Foto: Robbie Jay Barratt/AMA/Getty Images)
Naturalmente, o Futebol Nunca Mais Será o Mesmo
Desde 2006, na Alemanha, Messi e Cristiano Ronaldo participaram juntos de todas as Copas do Mundo, consolidando uma era dominante do futebol internacional. Vinte anos de rivalidade, debates, comparações e pura magia, tudo isso vai chegar ao fim em algum momento de julho de 2026, com o apito final de um árbitro que provavelmente não vai saber o peso histórico daquele momento. O futebol vai continuar, vai evoluir, vai produzir novos ídolos. Mas o vazio deixado por Messi, Cristiano, Neymar e essa geração toda vai demorar para ser preenchido. Aproveite cada jogo. Cada gol. Cada despedida. Porque algumas histórias só se escrevem uma vez.
FIFA manda Haiti trocar camisa da Copa por suposta mensagem política. Entenda:
Polêmica: às vésperas da estreia, seleção haitiana, que volta ao Mundial depois de 52 anos, precisará fazer mudanças no uniforme principal por fazer menção à Batalha de Vertières, histórica para a independência do país e que tem relação com outro país que nem está na Copa: a Polônia. Haiti está no grupo do Brasil e enfrenta a Seleção no dia 19.
Às vésperas da abertura da Copa do Mundo de 2026, a FIFA pediu alterações na camisa do Haiti 🇭🇹, sob a alegação de que certos elementos visuais podem ser interpretados como mensagem política, o que é expressamente proibido pela entidade. A fornecedora Saeta confirmou o pedido na terça-feira (10/06), três dias antes da estreia do Haiti contra a Escócia em Boston.
O uniforme em questão homenageia a Batalha de Vertières, de 1803, a última e decisiva para a independência haitiana da França, e gerou confusão nas redes pela presença de uma suposta bandeira da Polônia 🇵🇱 — que na verdade remete à bandeira original haitiana azul e vermelha.
A polêmica com a FIFA
Segundo comunicado da Saeta, empresa colombiana responsável pelo uniforme, a FIFA exigiu modificações durante o processo de aprovação. A entidade alega que alguns elementos visuais violam regulamentos que proíbem mensagens políticas, religiosas ou discriminatórias em uniformes.
A Saeta defendeu que o design é um tributo ao povo haitiano e não uma declaração política, mas acatou o pedido de mudanças. A descrição oficial da camisa fala em vestir história e orgulho e homenageia os 222 anos da independência.
A bandeira que virou confusão
Muitos viram na ilustração uma bandeira da Polônia 🇵🇱 e imaginaram uma homenagem direta. A Saeta e o site polonês Transfery.info desmentiram: a bandeira é azul e vermelha, inspirada na primeira bandeira nacional haitiana de 1804 e na Constituição de 1843. A confusão surge por causa do fundo azul da camisa, que altera a percepção das cores.
Uniforme do Haiti para a Copa 2026
O contexto histórico real (e bonito)
Porém, a ligação entre Haiti e Polônia existe de verdade e é profunda. Em 1802, Napoleão Bonaparte enviou soldados poloneses da Legião Polonesa para San Domingo (atual Haiti) para sufocar a revolta de escravizados. Muitos soldados poloneses, porém, ao entenderem a situação desertaram e lutaram ao lado dos haitianos contra as tropas francesas. A última e principal das batalhas foi a chamada Batalha de Vertières, em 18 de novembro de 1803, que libertou o Haiti do colonialismo francês.
Registro da Batalha de Vertières, em 18 de novembro de 1803, que libertou o Haiti da França
Após a independência em 1804 – o Haiti foi a primeira colônia das Américas a se tornar independente -, o líder rebelde e primeiro presidente do país, Jean-Jacques Dessalines, concedeu cidadania aos poloneses, chamou-os de Białymi Murzynami Europy (os Brancos Negros da Europa) e os reconheceu na Constituição. Cerca de 400 a 500 poloneses ficaram na ilha, principalmente na região de Cazale, onde seus descendentes preservam tradições até os dias atuais.
🇭🇹 Haiti na Copa 2026
O Haiti volta à Copa do Mundo após 52 anos de ausência e está no Grupo C, com direito a enfrentar o Brasil na segunda rodada, no dia 19 de junho, na Filadélfia. A estreia é contra a Escócia e ainda enfrentam Marrocos. A polêmica da camisa chega em um momento sensível para a seleção caribenha, que busca foco apenas no retorno histórico ao Mundial. A Saeta tem pouco tempo para entregar a versão aprovada pela FIFA antes do início da competição. E o Haiti precisará equilibrar orgulho histórico com as rígidas regras da entidade.
Jogos do Haiti na Copa 2026:
🇭🇹 Haiti x Escócia 🏴 * 13/06 – 22H * Gillette Stadium, Boston
🇧🇷 Brasil x Haiti 🇭🇹 * 19/06, 21H30 * Lincoln Financial Field, Filadélfia
🇲🇦 Marrocos x Haiti 🇭🇹 * 24/06, 19H * Mercedes-Benz Stadium, Atlanta
Novas regras da Copa do Mundo 2026: 5 segundos para laterais, VAR mais forte e substituições rápidas
Será que pega aqui no Brasil? FIFA declara guerra à cera e dá mais poder ao vídeo: confira as 4 novas regras que vão mudar o futebol (inclusive no Brasil) e que já valem em todos os jogos do Mundial.
A FIFA e a IFAB confirmaram as quatro principais mudanças nas regras do futebol que entrarão em vigor na Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. O objetivo é claro: reduzir o tempo perdido, combater a cera, aumentar o tempo útil de jogo e dar mais poder ao VAR. As novidades incluem contagem regressiva de 5 segundos em laterais e tiros de meta, substituições com limite de 10 segundos, tratamento médico fora de campo com 60 segundos de espera e ampliação do poder de revisão do VAR.
1. A promessa: 5 segundos para laterais e tiros de meta
O árbitro poderá iniciar uma contagem regressiva visual de 5 segundos sempre que identificar demora intencional na reposição da bola. Se o lateral não for cobrado a tempo, a posse passa para o adversário. No tiro de meta, o atraso resultará em escanteio para o outro time. A medida mira diretamente a tradicional cera clássica de times que precisam administrar o resultado.
2. VAR com muito mais poder de interferir
O árbitro de vídeo ganha alcance maior na Copa. A partir de agora, o VAR poderá revisar:
Segundo cartão amarelo (que resulte em expulsão);
Identidade errada de jogador advertido ou expulso;
Escanteios marcados incorretamente.
A FIFA quer corrigir erros claros que antes passavam batidos.
3. Substituições mais rápidas
O jogador substituído terá exatamente 10 segundos para deixar o campo após o painel eletrônico mostrar seu número. Se demorar, o time ficará com um jogador a menos até a próxima parada natural (pelo menos 1 minuto de jogo). O substituto só entra depois. A regra vale para todos os níveis e promete acabar com as caminhadas lentas e abraços demorados para ganhar tempo.
4. “Lesões táticas”: fora de campo e 60 segundos de espera
Se um jogador receber atendimento médico dentro de campo (exceto casos graves ou quando o adversário levar cartão), ele deverá sair imediatamente e permanecer fora por pelo menos 60 segundos após o reinício da partida. A ideia é acabar com as lesões táticas usadas para ganhar tempo.
Impacto esperado na Copa
Com 48 seleções e 104 jogos, o torneio será o mais longo da história. As novas regras chegam para tornar as partidas mais dinâmicas, justas e com mais bola rolando — algo que torcedores e analistas pediam há anos. As mudanças valem a partir de 1º de julho de 2026 para os demais campeonatos pelo mundo, incluindo o futebol brasileiro, mas a Copa já vai adotá-las integralmente desde o início. Resta acompanhar como árbitros, jogadores e comissões técnicas vão se adaptar às mudanças. E, claro, se as novas regras vão “pegar”.
Ancelotti terá que quebrar um tabu quase centenário para entregar o Hexa ao Brasil
Carlo Ancelotti busca quebrar maior tabu da história das Copas do Mundo. Pela primeira vez, um técnico estrangeiro pode levantar a taça em 2026. Multicampeão por clubes, o italiano comanda a Seleção Brasileira na busca pelo Hexa e se torna o primeiro estrangeiro a dirigir o Brasil em um Mundial. Thomas Tuchel (Inglaterra) e Roberto Martínez (Portugal) também tentam o feito inédito em 96 anos de Copa.
Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo de 2026 pode ter um técnico estrangeiro no topo do pódio. E claro, as atenções se voltam para Carlo Ancelotti, italiano de 66 anos que comanda a Seleção Brasileira na busca pelo Hexa e se torna o primeiro estrangeiro a dirigir o Brasil em um Mundial. Até hoje, desde 1930 todas as 22 edições tiveram campeões treinados por técnicos nascidos no próprio país. O tabu agora está diretamente no caminho de Ancelotti, mas também de Thomas Tuchel (Inglaterra) e de Roberto Martínez (Portugal).
Desde 1930, os oito países que levantaram a taça sempre contaram com treinadores locais. Vittorio Pozzo foi o único bicampeão (Itália, 1934 e 1938). Do lado brasileiro, nomes como Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Parreira e Felipão entraram para a história exatamente por isso.
Ancelotti – que inclusive já renovou contrato com a CBF até 2030 – chega como multicampeão de clubes — cinco Ligas dos Campeões, títulos nas cinco grandes ligas da Europa —, mas vive sua primeira experiência em Copa do Mundo no comando de uma seleção. Ele é apenas o quarto estrangeiro da história da Amarelinha e o primeiro a disputar o torneio.
Alemão Thomas Tuchel vai comandar a Inglaterra, que chega entre as favoritas para o título
Os outros candidatos ao “feito impossível”
Não é só o Brasil que sonha alto com treinador de fora. Thomas Tuchel, alemão, dirige a Inglaterra e tem o elenco dos Three Lions entre os favoritos. Roberto Martínez (foto), espanhol que já esteve na Copa com a Bélgica (eliminou o Brasil em 2018), comanda Portugal e conta com um time recheado de talento, liderado por Cristiano Ronaldo em sua possível última Copa.
Os três representam as principais apostas para derrubar um tabu de quase um século. Esta será a primeira Copa com maioria de técnicos estrangeiros: 27 das 48 seleções serão comandadas por treinadores de outras nacionalidades. Inclusive, pela primeira vez na história não haverá nenhum técnico brasileiro na disputa.
96 anos de tabu
Confira todos os treinadores campeões do mundo até hoje. Nunca houve um estrangeiro:
COPA DO MUNDO
TÉCNICO CAMPEÃO
NACIONALIDADE
1930
Alberto Suppici
Uruguai 🇺🇾
1934
Vittorio Pozzo
Itália 🇮🇹
1938
Vittorio Pozzo
Itália 🇮🇹
1950
Juan López Fontana
Uruguai 🇺🇾
1954
Sepp Herberger
Alemanha 🇩🇪
1958
Vicente Feola
Brasil 🇧🇷
1962
Aymoré Moreira
Brasil 🇧🇷
1966
Alf Ramsey
Inglaterra 🏴
1970
Zagallo
Brasil 🇧🇷
1974
Helmut Schön
Alemanha 🇩🇪
1978
César Luis Menotti
Argentina 🇦🇷
1982
Enzo Bearzot
Itália 🇮🇹
1986
Carlos Bilardo
Argentina 🇦🇷
1990
Franz Beckenbauer
Alemanha 🇩🇪
1994
Carlos Alberto Parreira
Brasil 🇧🇷
1998
Aimé Jacquet
França 🇫🇷
2002
Luiz Felipe Scolari – Felipão
Brasil 🇧🇷
2006
Marcello Lippi
Itália 🇮🇹
2010
Vicente del Bosque
Espanha 🇪🇸
2014
Joachim Löw
Alemanha 🇩🇪
2018
Didier Deschamps
França 🇫🇷
2022
Lionel Scaloni
Argentina 🇦🇷
Legião Estrangeira
27 dos 48 treinadores em ação na Copa 2026 não são nascidos no país que comandam:
SELEÇÃO
TÉCNICO NA COPA 2026
NACIONALIDADE
🇿🇦 África do Sul
Hugo Broos
Belga 🇧🇪
🇦🇹 Áustria
Ralf Rangnick
Alemão 🇩🇪
🇨🇴 Colômbia
Néstor Lorenzo
Argentino 🇦🇷
🇨🇩 RD Congo
Sébastien Desabre
Francês 🇫🇷
🇵🇹 Portugal
Roberto Martínez
Espanhol 🇪🇸
🇺🇾 Uruguai
Marcelo Bielsa
Argentino 🇦🇷
🇳🇿 Nova Zelândia
Darren Bazeley
Inglês 🏴
🇹🇷 Turquia
Vincenzo Montella
Italiano 🇮🇹
🇩🇿 Argélia
Vladimir Petković
Suíço 🇨🇭
🇭🇹 Haiti
Sébastien Migné
Francês 🇫🇷
🇨🇦 Canadá
Jesse Marsch
Norte-Americano 🇺🇸
🇯🇴 Jordânia
Jamal Sellami
Marroquino 🇲🇦
🇪🇨 Equador
Sebastián Beccacece
Argentino 🇦🇷
🇵🇾 Paraguai
Gustavo Alfaro
Argentino 🇦🇷
🇺🇸 Estados Unidos
Mauricio Pochettino
Argentino 🇦🇷
🏴Inglaterra
Thomas Tuchel
Alemão 🇩🇪
🇧🇪 Bélgica
Rudi Garcia
Francês 🇫🇷
🇶🇦 Catar
Julian Lopetegui
Espanhol 🇪🇸
🇮🇶 Iraque
Graham Arnold
Australiano 🇦🇺
🇧🇷 Brasil
Carlo Ancelotti
Italiano 🇮🇹
🇺🇿 Uzbequistão
Fábio Cannavaro
Italiano 🇮🇹
🇸🇪 Suécia
Graham Potter
Inglês 🏴
🇹🇳 Tunísia
Sabri Lamouchi
Francês 🇫🇷
🇨🇼 Curaçao
Dick Advocaat
Holandês 🇳🇱
🇲🇦 Marrocos
Mohamed Ouahbi
Belga 🇧🇪
🇬🇭 Gana
Carlos Queiroz
Português 🇵🇹
🇵🇦 Panamá
Thomas Christiansen
Dinamarquês 🇩🇰
*Pela primeira vez, Copa do Mundo não terá nenhum técnico brasileiro na disputa