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Quem manda na Era dos Pontos Corridos no Brasileirão? Veja números e curiosidades

Confira o ranking histórico da Era dos Pontos Corridos (2003-2025) e entenda como uma longa soberania pode mudar de mãos em 2026. Dados exclusivos que você precisa conhecer!

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Imagem promocional sobre a era dos pontos corridos do Brasileirão entre 2003 e 2025. Ao centro aparece o troféu do Campeonato Brasileiro com fundo de estádio iluminado e mapa do Brasil. Em volta estão escudos de clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, Fluminense, Santos e Athletico-PR. Na parte inferior, estatísticas destacam 23 edições, mais de 900 jogos, 45 clubes e 12 equipes acima de mil pontos.

A Era dos Pontos Corridos no Brasileirão consolidou, entre 2003 e 2025, um cenário de estabilidade e recordes que transformou a elite do futebol nacional, que antes disso convivia com o caos de regulamentos confusos, em um campo de batalha estatístico em quase um quarto de século já disputado.
Contando apenas as 23 edições completas, entre 2003 e 2025, o São Paulo lidera o ranking acumulado com 1.434 pontos, mas vê de muito perto o Flamengo, que com campanhas melhores nos últimos anos tirou a diferença e encerrou a última temporada apenas dois pontos atrás (1.432). O que coloca a edição de 2026 como o palco de uma possível troca de guarda histórica na liderança geral dessa competição paralela. Além dos dois, só o Fluminense também esteve presente em todas as edições.
Enquanto a briga pelo topo ferve, o Palmeiras se destaca pela eficiência técnica, ostentando o maior aproveitamento percentual da história (54,57%), mesmo com menos jogos que os rivais por causa de seus dois rebaixamentos (logo na primeira edição em 2003 e em 2013). E por essa eficiência o Verdão também deve terminar 2026 tomando do Internacional o terceiro lugar no pódio histórico. No campo defensivo, o São Paulo permanece como o único a não ultrapassar a marca de mil gols sofridos, mantendo a mística do “muro” construída na era Muricy Ramalho, quando conquistou o tricampeonato seguido (outra marca que só o time paulista possui).
O levantamento do Kmiza27 com todos os 45 clubes que disputaram pelo menos uma edição no período, revela ainda o crescimento de forças como o Athletico-PR, consolidado à frente de gigantes tradicionais, e o domínio regional de clubes como o Goiás e o Sport, hoje na Série B, e até do Figueirense, que atualmente amarga um longo período na Série C do Brasileiro.

Tabela Histórica com todos os 45 clubes que disputaram pelo menos uma das edições

Números e curiosidades do G12 na Era dos Pontos Corridos e a disputa pelo topo da tabela

Confira abaixo 15 curiosidades dos números e estatísticas da Era dos Pontos Corridos:

1 – O “Rei da Eficiência”

Embora o São Paulo e o Flamengo disputem isolados o topo em pontos totais, o Palmeiras é o clube com o maior aproveitamento percentual real da história (54,57%). Isso acontece porque o clube tem menos jogos acumulados que os rivais (devido às duas passagens pela Série B), mas quando está na elite, pontua em um ritmo superior a todos os outros.

2 – O topo da história pode mudar em 2026!

Após 23 edições completas e mais de 900 jogos para cada (ultrapassados em 2026), a diferença entre o 1º e o 2º colocado é apertadíssima (terminou 2025 em apenas 2 pontos (1.434 contra 1.432 a favor do São Paulo). Isso significa que, em 2026, como o Flamengo tem pontuado mais que o Tricolor paulista nos últimos anos, a liderança histórica pode mudar de mãos a qualquer rodada. É a maior rivalidade estatística do país. Nos outros critérios, a diferença também é muito pequena, com o Flamengo já levando vantagem em número de vitórias e de gols marcados, por exemplo.
O pódio também deve ter novidades ao final da temporada 2026, com o Palmeiras ultrapassando o Internacional e consolidando o terceiro lugar, mesmo com 46 jogos a menos que o Colorado na elite no período.

3 – O “Muro” Tricolor

O São Paulo possui a melhor defesa histórica entre os grandes que disputaram todas as 23 edições completas, sendo o único dos “onipresentes” a manter a média de gols sofridos significativamente abaixo da marca de 1000 gols (969 GC), enquanto os rivais cariocas Flamengo e Fluminense já ultrapassaram o milhar. Herança do tricampeonato seguido (único a conseguir o feito) entre 2006 e 2008, quando o time de Muricy Ramalho ficou conhecido pelas vitórias apertadas e, principalmente, por tomar poucos gols.

4 – O Trio 100% de presença

Apenas três dos 45 clubes estiveram em todas as 23 edições já concluídas da Era dos Pontos Corridos (2003-2025): os líderes São Paulo, Flamengo e o Fluminense, sexto colocado no ranking geral. Todos os outros gigantes do “G12” já tiveram pelo menos uma ausência. O Flu, campeão em 2010 e 2012, quase caiu em 2009 (o milagre de Cuca) e deveria ter caído em 2013, mas foi salvo pelo Tapetão, que acabou rebaixando a Portuguesa naquele ano. Mesmo com a presença constante, o time carioca tem pontuação e aproveitamento muito abaixo dos demais, fruto de campanhas ruins no início dos pontos corridos, principalmente.

5 – O Intruso entre o G12

O Athletico-PR ocupa a 11ª posição, estando à frente de um gigante como o Vasco (13º) e muito próximo do Cruzeiro (10º). É a prova matemática da consolidação do Furacão como uma potência nacional nas últimas duas décadas, mesmo com a passagem recente pela Série B em 2025.

6 – Mirassol: O estreante que chegou causando

O Mirassol, com sua histórica participação em 2025 (4º lugar), aparece com um aproveitamento de 58,77%. Estatisticamente, é o maior aproveitamento da tabela inteira, superando até o Palmeiras. Obviamente, é um dado “distorcido” pelo baixo número de jogos, mas é um ótimo conteúdo para exaltar a brilhante campanha do clube em sua estreia na elite, que o levou para a Libertadores e direto para o 38º lugar no ranking dos pontos curridos, superando inclusive clubes com duas participações, como o Santa Cruz.

7 – O Equilíbrio Perfeito

Curiosamente, Santos e Grêmio terminaram a última edição do período histórico com exatamente o mesmo aproveitamento: 50,00%. O Santos leva a vantagem no ranking pelo maior número de pontos e vitórias, mas a eficiência histórica de ambos é idêntica até a segunda casa decimal.

8 – Quem manda no Centro-Oeste?

O Goiás é o soberano da sua região, ocupando a 14ª posição geral com 769 pontos. Ele está mais de 400 pontos à frente do seu rival, o Atlético-GO (24º), mostrando que, apesar das oscilações, ainda é a força histórica dos pontos corridos no Centro-Oeste.

9 – Fortaleza: O Gigante que Acordou

Mesmo tendo apenas 10 participações (menos da metade das edições), o Fortaleza já ocupa a 20ª posição, tendo ultrapassado clubes com mais tradição histórica na elite ou mais participações, como a Ponte Preta. O Leão do Pici foi o clube que mais escalou posições no ranking nos últimos 5 anos, trajetória interrompida com o rebaixamento em 2025.

10 – O “Clube dos Mil”

Apenas 12 clubes no Brasil conseguiram ultrapassar a barreira dos 1.000 pontos na Era dos Pontos Corridos. O último a entrar nesse grupo foi o Botafogo, na campanha do título em 2024. O próximo candidato a entrar no clube (mas ainda bem longe) é o Vasco, que fechou 2025 na 13ª posição com 907 pontos.

11 – O Soberano de Santa Catarina

Em solo catarinense, os números da Era dos Pontos Corridos ainda dão larga vantagem ao Figueirense, mesmo amargando um longo período fora da elite, incluindo os últimos seis anos na Série C. O Alvinegro ocupa a 18ª posição geral com 550 pontos em 11 participações, enquanto o arquirrival Avaí, por exemplo, está em 28º com 271 pontos em 7 participações (logo atrás da Chapecoense, mais presente na elite recente e com as mesmas 7 participações). Ou seja, apesar da draga atual, o Figueira ainda tem mais que o dobro de pontos do rival no acumulado histórico (550 vs 271). Entre os outros catarinenses, o Criciúma soma 5 participações e ocupa o 31º lugar (226 pontos), enquanto o Joinville, com sua única presença em 2015, soma 31 pontinhos e frequenta o Z4 desse levantamento histórico.

12 – O Dono do Recife é o Leão!

No “clássico dos números” pernambucanos, o Sport Recife reina absoluto na 19ª posição (517 pontos). Ele tem praticamente o dobro de pontos da soma de Náutico (32º – 200 pts) e Santa Cruz (39º – 59 pts) – 518 x 517!
No Nordeste, apenas Bahia (615), Vitória (560) e o Leão da Ilha do Retiro romperam a barreira dos 500 pontos no período.

13 – A Força do Interior

O Juventude (22º) é um caso raríssimo de longevidade fora do eixo das capitais. Com 411 pontos, o time de Caxias do Sul está à frente de capitais inteiras e de clubes como Ceará e Atlético-GO. É o interior mais forte do Brasil na história recente, mesmo que no hisórico esteja uma posição atrás do time de interior melhor colocado, a Ponte Preta. Atualmente, ambos disputam a Série B.

14 – O Equilíbrio Carioca: Vasco vs Botafogo

Embora o Vasco (13º) esteja à frente do Botafogo (12º) na opnião (e na memória) de muitos, afinal tem quatro títulos brasileiros, na Era dos Pontos Corridos a conversa é outra e o Fogão leva a melhor com folga na pontuação total: 1073 contra 907 do Vasco.
O Botafogo é um dos 12 clubes que passaram de 1000 pontos, e um dos que conquistou um Brasileirão de pontos corridos (2024), enquanto o Vasco, cujo último título é anterior à Era dos Pontos Corridos (A Copa João Havelange de 2000) e possui apenas um vice-campeonato em 2011, ainda precisa de quase 100 pontos para entrar nesse grupo de elite, fruto dos seus três rebaixamentos no período.

15 – A Melhor Defesa vs O Melhor Ataque

Se olharmos para quem mais balançou as redes contra quem mais segurou o rojão, o melhor ataque é o do Flamengo (1308 gols marcados – o único a passar dos 1300 gols). Já a melhor defesa, com sobras, é a do São Paulo. Com 969 gols sofridos em 894 jogos, o Tricolor tem a melhor média de “segurança” entre todos os times que nunca caíram. O Tricolor tem ainda o impressionante recorde (que dificilmente será superado) de defesa menos vazada em uma única edição: em 2007, o time de Muricy Ramalho e Cia (que naquele ano conquistaria o segundo dos três brasileiros seguidos) levou apenas 19 gols, média de 0,5 por jogo!

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Como funciona o Impedimento Semiautomático, a novidade do Brasileirão

Fim das linhas tortas: CBF confirma o uso do impedimento semiautomático na Série A a partir da 20ª rodada, a primeira do segundo turno da principal competição nacional. Confira as vantagens da nova tecnologia.

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Ilustração digital em 3D mostrando a linha virtual de impedimento gerada automaticamente pelo sistema da FIFA sobre o corpo do jogador.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a implementação do impedimento semiautomático para o Campeonato Brasileiro da Série A. A nova tecnologia de arbitragem que fez sucesso na Copa do Mundo, e que já era prometida para a principal competição nacional desde o início do ano, passa a operar de forma oficial no torneio a partir da 20ª rodada, marcando o início do segundo turno da competição. A medida visa eliminar as frequentes polêmicas no traçado manual de linhas do VAR e reduzir o tempo de paralisação nas checagens de gol durante as partidas.

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Confira como voltam os clubes brasileiros após a parada para a Copa do Mundo

A tecnologia que revolucionou as decisões de arbitragem

O impedimento semiautomático é uma tecnologia de ponta desenvolvida pela FIFA que combina inteligência artificial, câmeras de rastreamento e sensores na bola para definir lances de impedimento com precisão milimétrica. O sistema estreou globalmente na Copa do Mundo do Catar em 2022 e tornou-se padrão nos principais campeonatos do mundo, como a Champions League, as principais ligas europeias e a Copa do Mundo de 2026. A ferramenta elimina a subjetividade do traçado manual de linhas no VAR e reduz o tempo de paralisação das partidas.

Como funciona a tecnologia no Brasileirão

O sistema aprovado pela entidade máxima do futebol nacional utiliza um ecossistema de alta precisão instalado nos estádios. Cerca de 12 câmeras ópticas de alta velocidade são posicionadas na cobertura das arenas para monitorar o gramado. Essas câmeras capturam até 29 pontos anatômicos de cada atleta cerca de 50 vezes por segundo, gerando um mapa tridimensional completo da jogada. Aqui, uma curiosidade: as câmeras são todas Iphones 17 Pró Max de última geração, exatamente as mesas disponíveis no mercado.

Câmeras de última geração instaladas no alto da Neo Química Arena, estádio do Corinthians

A ferramenta cruza a posição dos atletas com o exato instante em que a bola é lançada, utilizando sensores ou análise óptica quadro a quadro para detectar o passe de forma milimétrica.

Recurso TécnicoSistema Antigo (VAR Tradicional)Impedimento Semiautomático (CBF)
Tempo Médio de Checagem2 a 3 minutos15 a 25 segundos
Traçado das LinhasManual (feita pelo operador)Automático (via inteligência 3D)
Mapeamento do JogadorLinhas em 2D29 pontos corporais em 3D
Apresentação da DecisãoImagem estática com linhas salvasAnimação 3D interativa no telão do estádio

Fim das longas esperas e da desconfiança do torcedor

A principal mudança sentida pelos torcedores nos estádios e nas transmissões de televisão será a agilidade das decisões. No modelo tradicional do VAR, os operadores levavam até três minutos para marcar manualmente as linhas nos pés ou ombros dos atletas. Com o formato semiautomático, a checagem média cai para um intervalo entre 15 e 25 segundos.

A tecnologia também gera uma animação em 3D em tempo real do lance. Essa imagem é disponibilizada imediatamente para a transmissão ao vivo e nos telões das arenas, garantindo total clareza na decisão tomada pela arbitragem.

Por que a tecnologia é “semiautomática”?

A palavra “semi” permanece no nome oficial da tecnologia por uma exigência direta das regras da FIFA. Apesar do alto nível de automação, o fator humano continua sendo indispensável, segundo os protocolos da entidade máxima do futebol. A decisão final permanece sob responsabilidade do apito, enquanto a tecnologia entrega a precisão exata do posicionamento dentro de campo.

A inteligência artificial do sistema detecta e informa apenas a posição física de impedimento dos atletas, mesmo que por centímetros. Cabe ao árbitro de vídeo e ao juiz de campo interpretar se o jogador em posição irregular participou diretamente do lance ou interferiu na visão do goleiro.

Como funciona a tecnologia passo a passo

O sistema depende do funcionamento integrado de dois componentes fundamentais dentro do estádio.

  • Primeiro, cerca de 12 câmeras ópticas dedicadas (são Iphones 17 Pró Max) são instaladas no teto da arena para rastrear os atletas. Essas câmeras capturam até 29 pontos corporais de cada jogador 50 vezes por segundo, mapeando a posição exata de braços, pernas e do tronco.
  • O segundo componente é o sensor de medição inercial instalado no centro da bola de jogo. O dispositivo envia dados de localização 500 vezes por segundo para a central de arbitragem, determinando o exato milissegundo em que ocorre o passe.
  • A inteligência artificial do sistema cruza os dados do rastreamento corporal com o exato momento do impacto na bola. O software processa o posicionamento dos atletas e gera um alerta automático para os árbitros na sala de vídeo. O sistema cria instantaneamente uma animação tridimensional 3D detalhada do lance exato da jogada.
  • Os juízes do VAR apenas validam a decisão sugerida pelo computador antes de repassar a confirmação ao árbitro de campo.

Por que o sistema é mais assertivo?





  • A precisão do impedimento semiautomático supera o VAR tradicional porque elimina a interferência e o erro humano no traçado de linhas.
  • No sistema antigo, o operador precisava selecionar manualmente o “frame” do passe e indicar o ponto do corpo do atleta, criando margem para distorções visuais. A nova ferramenta mapeia a anatomia completa do jogador sem dependência da percepção do operador.
  • Além disso, a margem de erro espacial é reduzida para poucos milímetros graças à altíssima frequência de captura das câmeras e dos sensores.

Tecnologia que já era usada em ligas como a Premier League detecta impedimentos mínimos

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Brasileirão

Como volta o futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo?

Após a Copa, o futebol brasileiro retorna com clubes reforçados, mudanças técnicas e estruturais.

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Trofeu do Campeonato Brasileiro.
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Para a tristeza da maioria e felicidade de alguns, a Copa do Mundo se encerrou no último final de semana depois de 40 dias, e o futebol brasileiro voltou às atividades. Nesse meio tempo os clubes se ocuparam com amistosos, mudanças na estrutura, contratações e saídas de jogadores, e até trocas no comando técnico.

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Como funciona o Impedimento Semiautomático, a novidade do Brasileirão

O Brasileirão foi a primeira competição a dar o ar da graça, no último final de semana, seguida pela Copa Sul Americana, que retornou durante a semana para os playoffs. Os times que se classificarem nesta fase vão para as oitavas de final, onde aguardam Botafogo, São Paulo e Atlético-MG. Já a Copa Libertadores só volta em meados de Agosto, para a fase de oitavas de final, enquanto a Copa do Brasil terá as disputas das oitavas de final entre os dias 1 e 3 de Agosto.

O Athlético-PR foi um clube a investir em infraestrutura durante a pausa. O Furacão realizou a troca do gramado sintético da Arena da Baixada, instalando uma nova camada capaz de absorver melhor impactos e dar mais estabilidade ao piso. Em preparação para o retorno a jogos oficiais, o Athlético disputou dois amistosos contra Boca Juniors e Bragantino, mas perdeu os dois, por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente. Em compensação, venceu o São Paulo fora de casa por 2 a 1 de virada essa semana, no retorno ao Brasileirão. Quanto ao elenco do Furacão, os atacantes Julimar e Bruninho deixaram o clube, enquanto Sorriso rescindiu seu contrato para acertar com o Santa Clara, de Portugal. Já o atacante Leozinho e o lateral Claudinho tiveram seus contratos renovados, e quatro novos jogadores se juntaram ao elenco: Dantas (zagueiro), Gilberto (lateral-direito), Jorge Rivaldo (atacante) e Kerwin Vargas (atacante).

O Atlético-MG foi um a se movimentar pouco no mercado de transferências. O único jogador a chegar foi o zagueiro Léo Duarte, de 29 anos, que estava no Başakşehir, da Turquia. O atleta se recupera de um trauma muscular na coxa direita. Hulk deixou o Galo rumo ao Fluminense e Junior Alonso rescindiu para acertar com o Atlanta United, dos Estados Unidos. Além deles, o meio-campista Iseppe foi emprestado ao Nacional da Ilha da Madeira, de Portugal. O DM do Galo tem Gustavo Scarpa (em recuperação após cirurgia no joelho direito), Patrick (lesão no joelho direito) e Índio (lesão no joelho direito). O Atlético venceu os dois amistosos que disputou na intertemporada por 3 a 1, contra o Betim e o time sub-20 do clube.

O Bahia teve um janela internacional bem movimentada, contratando 3 jogadores. São eles o atacante argentino Alejo Véliz, o zagueiro espanhol Marco Moreno e o experiente goleiro argentino Guido Herrera. O lateral Marcos Victor e o volante Acevedo tiveram seus contratos renovados, enquanto João Paulo, Gabriel Xavier, Gilberto e Marcos Felipe deixaram o clube. O Bahia perdeu o amistoso que fez contra o Fluminense por 2 a 0, e empatou fora de casa contra o Atlético-MG no retorno ao Brasileirão.

O Botafogo foi outro time a se movimentar bastante no mercado durante a pausa para a Copa do Mundo. No entanto, o clube demorou a poder anunciar e registrar seus reforços devido aos vários transfer bans que, aos poucos, foram sendo retirados pela FIFA. Nesta quarta-feira foram anunciados cinco reforços: os goleiros Warleson e Gabriel Batista, o zagueiro Lucas Monzon, o lateral esquerdo Paulinho, o volante Domingos Andrade e, além deles, o atacante Danilo Pereira já está no Rio de Janeiro para fazer exames e assinar contrato com o Glorioso. Outra grande notícia para o alvinegro foi a permanência de Danilo, que entrou em campo ontem e cumpriu os 13 jogos, o impossibilitando de disputar a competição por outro clube brasileiro. O time teve uma limpa no elenco também: os contratos do goleiro Neto e do zagueiro Bastos foram rescindidos, os atacante Chris Ramos e Nathan Fernandes foram emprestados, Léo Linck está prestes a ser negociado e Newton foi vendido para o São Paulo.

O Bragantino acumula dois empates desde a volta do futebol brasileiro. No dia 17 empatou fora de casa contra o Fluminense, resultado amargo pois ganhava a partida até os acréscimos do segundo tempo, quando sofreu gol de Ignácio. Na quarta-feira, empatou com o Sporting Cristal no Peru e a definição da vaga para as oitavas da Sul-Americana ficou para o jogo da volta. O time não contratou nem dispensou ninguém durante a pausa.

A Chapecoense foi goleada em casa pelo Flamengo na volta do Campeonato Brasileiro e pareceu não conseguir demonstrar uma evolução no futebol apresentado no primeiro semestre, quando ocupou a lanterna do campeonato boa parte do tempo. A Chape também teve algumas chegadas e muitas saídas no seu elenco. Walter Clar (lateral-esquerdo), Higor Meritão (volante), Jean Carlos (meia), João Vitor (meia), Wermeson (atacante) e Italo (atacante) deixaram o time, enquanto Bruno Tubarão (lateral), Max Alves (meia) e Túlio Eduardo (atacante) chegaram no Verdão do Oeste.

O Corinthians trabalha para retirar os transfer bans impostos pela FIFA, enquanto tenta negociar a renovação de Memphis Depay. Na volta do Brasileirão, o Timão venceu o Remo em casa por 3 a 0. O atacante Pedro Raul pode ser negociado nesta janela também, com o Internacional surgindo como interessado.

O Coritiba foi outro clube a passar por mudanças estruturais durante a Copa do Mundo. O Couto Pereira recebeu nova pintura e manteve o gramado em condições ideais para a volta da competição, além de inaugurar o Green Hall, um novo espaço premium para o torcedor localizado atrás dos bancos de reservas. Em relação ao elenco, o goleiro Gabriel Leite deixou o clube, enquanto o atacante Brian Ocampo chegou e já foi relacionado para a partida contra o Palmeiras, onde o Coritiba foi derrotado por 1 a 3.

O Cruzeiro venceu fora de casa o Internacional por 2 a 1 na volta do Brasileirão e continuou sua recuperação na competição desde a chegada de Artur Jorge. O saldo do jogo, no entanto, não foi totalmente positivo. Uma das duas contratações feitas na janela, Gabriel Pec sofreu uma fratura na tíbia após entrada violenta de Victor Gabriel e pode ficar fora por até 4 meses. O outro jogador a chegar na Toca da Raposa foi Gabriel Rojas, lateral esquerdo vindo do Racing. Esses dois reforços somaram quase R$90 milhões, fazendo do Cruzeiro o clube que mais gastou na janela. Quanto às saídas, Matheus Cunha (goleiro), Kauã Prates (lateral-esquerdo), Kaiki (lateral-esquerdo), Christian (volante), Walace (volante) e Japa (meia) deixaram o clube.

O Flamengo foi um dos clubes a não contratar e nem dispensar jogadores na pausa para a Copa, mas tudo indica que tem um acordo encaminhado para contratar o meia Thiago Almada, ex-jogador do Botafogo que estava na Copa com a Argentina.

O Fluminense ganhou reforços de peso durante a pausa, com Thiago Silva retornando ao time das Laranjeiras e Hulk para reforçar o ataque. Este último estreou no amistoso que o clube disputou antes da volta do Brasileirão, contra o Bahia, quando venceu por 2 a 0. O volante Facundo Bernal e o defensor Davi Schuindt foram vendidos e deixaram o clube. 

O Grêmio foi outro time a ter bastante movimentação em seu elenco durante a pausa da Copa do Mundo. Uma das contratações, inclusive, não só esteve na Copa como integrava a seleção-sensação desse mundial: Cabo Verde. Estamos falando de Jovane Cabral, meio campista que assinou com o Grêmio até o final de 2027. Além dele, o Imortal trouxe Wallace (zagueiro), Diego Caito (lateral-direito) e Matheus Nascimento (atacante). Deixaram o clube Viery (zagueiro), Arthur (meia) e André Henrique (atacante).

O Internacional repetiu mais uma atuação apática na derrota em casa para o Cruzeiro e ligou o alerta para seu torcedor quanto ao restante da temporada – o próprio técnico Paulo Pezzolano admitiu que este será um ano difícil para o Colorado. Depois da entrada que causou a fratura na tíbia de Gabriel Pec, a procuradoria do STJD pediu a suspensão do zagueiro Victor Gabriel até o retorno de Pec. Durante a pausa da Copa, chegaram no elenco colorado Matheus Cunha (goleiro) e Guillermo Maripán (zagueiro) e saíram Bruno Tabata (meia) e Rafael Borré (atacante).

O Mirassol foi o clube mais ativo do futebol brasileiro no mercado de transferências durante a pausa. Ao todo, foram doze movimentações que ocorreram no elenco do time paulista: sete reforços e cinco saídas. Incorporaram o elenco Gabriel Knesowitsch (zagueiro), Elias (lateral-direito), Japa (meia), Bruno Santos (atacante), Gustavo Silva (atacante), Fernandinho (atacante), Gustavo Mosquito (atacante) e Gustavo Cazonatti (meia). Quem saiu foi Rodrigues (zagueiro), Igor Cariús (lateral-esquerdo), Yuri Lara (volante), Lucas Mugni (meia) e Nathan Fogaça (atacante).

O Palmeiras só fez uma movimentação na janela, concretizada antes da parada para a Copa, que foi trazer o ex-zagueiro do Botafogo Alexander Barboza para o Nubank Parque. No entanto, foi outro jogador do Botafogo que não saiu da cabeça dos palmeirenses, até ontem: Danilo. O meia acabou entrando em campo e salientando sua permanência no Botafogo até o fim da temporada, pelo menos no que diz respeito ao futebol brasileiro.

O Remo voltou da pausa da Copa parecendo um time pior do que antes, apesar de ter tido um mês de treinamentos. Os comandados de Léo Condé tiveram atuação apagada na derrota por 3 a 0 para o Corinthians, sem ter acertado sequer um chute a gol. A sensação que fic é que o time involuiu. Fora de campo, porém, houve mudanças significativas no elenco. Matheus Felipe (zagueiro), Zé Ivaldo (zagueiro) e Edson Fernando (volante) chegaram, enquanto Panagiotis Tachtsidis (volante), Patrick de Paula (volante), Freitas (volante), Pavani (meia), João Pedro (atacante), Thalisson (zagueiro) e Diego Hernández (atacante) deixaram o time.

O Santos se encontra em situação similar a seu rival Corinthians. Ambos estão impedidos de contratar jogadores por conta de transfer ban, no caso do Santos causado por uma dívida pela compra de Jean Lucas, enquanto tentam negociar a renovação de seu principal craque – no caso do Santos, Neymar. O Santos também teria passado, supostamente, por mudanças estruturais durante a Copa do Mundo, não fosse a vexatória obra de ampliação da Vila Belmiro feita pelo clube, acrescentando degraus nas arquibancadas do estádio, que rendeu memes e zoações dos rivais.

O São Paulo até chegou a fechar as contratações do atacante Victor Sá e do zagueiro Domingos Duarte, mas está impedido de registrar os jogadores por também ter sofrido transfer ban pela dívida na compra do meia Marcos Antonio. O zagueiro Alan Franco foi o único a deixar a equipe, após ter sido emprestado para o Tigres, do México. Na volta do Brasileirão, o time perdeu de virada para o Athletico-PR em casa, apesar da partida ter sido disputada em Bragança Paulista.

O Vasco foi o único clube a ter uma mudança no comando técnico durante a pausa. O clube da colina optou pela demissão de Renato Gaúcho durante a pausa para a Copa e, no final dela, anunciou a contratação do técnico Pedro Emanuel. Além do treinador, o lateral esquerdo Paulinho chegou como reforço e Matheus França deixou o clube.

O Vitória foi feliz na volta para o futebol brasileiro, derrotando o Vasco por 1 a 0 fora de casa, em São Januário, no dia 16 de Julho. Ontem, no entanto, o time conseguiu sair do Nilton Santos com um ponto graças à impressionante atuação de Lucas Arcanjo no gol, que fez inúmeras defesas difíceis e foi um verdadeiro paredão. O rubro negro de Salvador foi outro time a mexer bastante em seu elenco, com onze mudanças no total. Brítez (zagueiro), Fabiano Souza (lateral-direito), Walace (volante) e Pochettino (meia) reforçaram a equipe, enquanto Claudinho (lateral-direito), Neris (zagueiro), Ronald (meia), Pablo Baianinho (meia), Pedro Henrique (atacante), Renzo López (atacante) e Kike Saverio (atacante) deixaram o time.

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Futebol Internacional

Filipe Luís no Monaco e a história dos técnicos brasileiros que ousaram treinar na Europa

Filipe Luís vai ao Monaco e entra num seleto grupo: conheça alguns dos técnicos brasileiros que já ousaram treinar no futebol europeu e o legado de cada um

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Filipe Luís técnico brasileiro do Monaco na Ligue 1 2026
Getty Images

Filipe Luís é o mais novo técnico brasileiro a cruzar o Atlântico para trabalhar no futebol europeu. Confirmado pelo jornalista Fabrizio Romano e pelo jornal francês L’Équipe, o ex-treinador do Flamengo acertou contrato com o Monaco, da Ligue 1, válido até junho de 2028. Essa será a sua primeira experiência como treinador fora do Brasil. Ele chega ao time francês após negociações com Bayer Leverkusen e Chelsea, que também monitoravam o brasileiro de 40 anos. Com a contratação, Filipe Luís se junta a um seleto grupo de nomes brasileiros que ousaram comandar clubes no futebol europeu.

Filipe Luís: o contexto da chegada

Demitido do Flamengo em março de 2026 após início irregular na temporada, Filipe Luís ficou apenas dois meses livre no mercado antes de receber uma das propostas mais atrativas disponíveis na Europa. O Monaco, oito vezes campeão da Ligue 1, busca reestruturar o projeto esportivo após uma temporada abaixo das expectativas.

Filipe Luís em Flamengo x Lanús – Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

Curiosamente, o clube já teve um brasileiro no banco antes: Ricardo Gomes comandou o Monaco de 2007 a 2009, após passagens pelo PSG e pelo Bordeaux. Filipe Luís chega com o desafio adicional de classificar o time para a Champions League 2026/27, algo que o Monaco não conseguiu nesta temporada.

Os brasileiros que foram à Europa e deixaram marca

A história dos técnicos brasileiros na Europa é marcada por momentos de brilho, desafios culturais e o peso de carregar o passaporte do “país do futebol” na beira do campo europeu.

Vanderlei Luxemburgo — Real Madrid (2004/05)
A experiência mais midiática. Luxemburgo assumiu o maior clube do mundo com o elenco galáctico: Zidane, Ronaldo Fenômeno, Beckham e Roberto Carlos. Chegou cercado de expectativas, aplicou seu futebol direto e raçudo e saiu sem títulos, menos de um ano depois.

Luxemburgo durante a passagem pelo Real Madrid. Foto: PHILIPPE DESMAZES/AFP via Getty Images

Luiz Felipe Scolari — Chelsea (2008/09) e Portugal (2002–08)
Felipão é, provavelmente, o técnico brasileiro de maior impacto na Europa. Levou Portugal à final da Eurocopa 2004 e à semifinal da Copa 2006, feitos históricos para a seleção lusitana. No Chelsea, ficou apenas oito meses, mas o trabalho com Portugal garantiu seu prestígio internacional.

Felipão e CR7 durante treino pela seleção portuguesa. Foto: FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images

Leonardo — Milan (2009/10) e Inter de Milão (2010/11)
Em 2009, Leonardo assumiu o Milan como treinador, substituindo Carlo Ancelotti. Entretanto, ele não obteve sucesso, sua permanência durou apenas uma temporada. Além disso, após a sua passagem frustrante, ele surpreendeu a todos quando na temporada seguinte, foi para a rival Inter de Milão, onde trabalhou como técnico por cerca de seis meses e conquistou uma Copa da Itália.

Leonardo durante a sua passagem pelo Milan. Foto: Reuters

Sylvinho — Lyon (2019) e Albânia (2023-2026)
Sylvinho ganhou destaque internacional ao assumir a seleção da Albânia e levar o país à Eurocopa, feito celebrado no país. Inclusive, o brasileiro conseguiu classificar a seleção como líder do seu grupo nas Eliminatórias para a Eurocopa de 2024. Sylvinho ainda chegou a ter uma breve passagem pelo Lyon, onde não conseguiu mostrar bons resultados.

Sylvinho comemora classificação da Albânia para a Eurocopa 2024. Foto: UEFA

Ricardo Gomes — PSG, Bordeaux e Monaco (1996–2009)
O brasileiro mais longevo na Europa como técnico de clubes de elite. Ricardo Gomes passou mais de uma década atuando na Ligue 1, com passagens em três clubes tradicionais da França. Por lá, ele ganhou duas Copa da Liga Francesa (Bordeaux e PSG) e uma Copa da França (PSG). Uma trajetória que raramente é lembrada com o devido mérito.

Ricardo Gomes à beira do gramado pelo Bordeaux. Foto: /AP

Por que é tão raro?

Por mais de oito temporadas consecutivas, o Brasil ficou sem nenhum técnico nas cinco grandes ligas europeias: Premier League, La Liga, Serie A, Bundesliga e Ligue 1. A barreira não é técnica: é cultural e de mercado. O futebol europeu privilegia nomes conhecidos localmente, e o histórico de passagens relâmpago de brasileiros criou um estigma difícil de quebrar.

Filipe Luís chega em um momento diferente. Tem 40 anos, foi campeão da Libertadores como técnico do Flamengo em 2025, e construiu uma reputação sólida antes de cruzar o oceano. Se der certo no Monaco, pode abrir uma janela que o futebol brasileiro demorou décadas para encontrar.

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