Onde assistir futebol brasileiro em 2026? Para não perder o Brasileirão, a Série B, C ou D, a Copa do Brasil ou mesmo os torneios regionais, como a Copa do Nordeste, o torcedor brasileiro precisará de fôlego e, possivelmente, de uma boa conexão de internet para acompanhar todas as emoções do futebol brasileiro em 2026.
Com a confirmação da venda dos direitos das Séries C e D pela CBF, o cenário de transmissões do futebol brasileiro deste ano se tornou o mais fragmentado — e completo — da história. Da TV aberta ao streaming exclusivo, o Kmiza27 preparou o manual definitivo para você saber onde encontrar cada torneio nacional nesta temporada. E claro, todas as informações, destas e de muitas outras competições, você sempre encontra nos nossos canais.
Principais competições do calendário brasileiro no ano estão espalhadas em várias plataformas
Brasileirão Série A: a divisão das ligas
A elite nacional segue mais um ano dividida entre os blocos da Libra e da Liga Forte União (LFU). A Globo detém a exclusividade dos times da Libra (como Flamengo, Palmeiras e São Paulo) em todas as plataformas, incluindo a GETV com um jogo por rodada de graça no Youtube. Já os clubes da LFU têm seus jogos como mandantes espalhados entre Record e CazéTV (TV aberta/YouTube), além do Amazon Prime Video, que possui uma partida exclusiva por rodada (para assinantes). O Premiere segue como o porto seguro para quem quer o pacote quase completo (9 dos 10 jogos da rodada) no pay-per-view.
Séries B, C e D: Democracia no controle
A Série B de 2026 é um verdadeiro cardápio: os jogos estão distribuídos entre TV Globo (jogos de Náutico e São Bernardo como mandantes para transmissões regionais), XSports, Disney+ (ESPN), RedeTV!, GOAT TV (Youtube) e o canal SportyNet.
Para o amante do bom e velho futebol raiz, a novidade é a cobertura total das Séries C e D. A Band é a casa da Terceirona e da Quarta Divisão na TV aberta, com foco regional (transmissões principalmente para o Nordeste e interior de São Paulo). No digital, o Canal do Benja e a SportyNet assumem a Série C (este com alguns jogos gratuitos no Youtube e toda a rodada no canal por assinatura), enquanto o Metrópoles Esportes transmite a Série D gratuitamente pelo YouTube.
Copa do Brasil segue sem mudanças
A Copa do Brasil permanece com o mesmo formato dos últimos anos, com o Grupo Globo dividindo as emoções entre a TV Globo (apenas a partir das fases decisivas), SporTV e o Premiere, e com o Amazon Prime Video também transmitindo confrontos desde as fases iniciais, alguns de forma exclusiva.
PRINCIPAIS COMPETIÇÕES NACIONAIS
ONDE ASSISTIR EM 2026 (CANAIS E PLATAFORMAS DIGITAIS/STREAMING)
Brasileirão Série A
Globo, Record, SporTV, Premiere, CazéTV e Prime Video
Globo (Fases Decisivas), SporTV, Premiere e Prime Video
Copa do Nordeste
SBT (Afiliadas Regionais), SportyNet, Canal do Benja, Romário TV e Xsports
Copa Sul-Sudeste
SportyNet, Xsports e CBN Floripa (Youtube)
Copa Verde
CBF TV, SportyNet, Romário TV e Canal do Benja (YouTube)
Estaduais (Principais)
Record e TNT / HBO Max (Paulistão), Globo, SporTV e Premiere (Carioca, Mineiro, Gaúcho), GOAT TV (Paranaense), YouTube e Apps Oficiais
Copas Regionais e Estaduais: onde o Brasil se encontra
As competições regionais em 2026 consolidaram seus espaços com modelos de transmissão que prestigiam tanto a TV aberta quanto o streaming segmentado. A grande novidade do ano é a consolidação da Copa Sul-Sudeste, que segue o rastro de sucesso da “Lampions League” e da Copa Verde, trazendo um novo eixo de rivalidade para o primeiro semestre.
Copa do Nordeste: A maior competição regional do país continua com o SBT como casa oficial na TV aberta, com transmissões regionalizadas pelas afiliadas do Nordeste. No sinal fechado e digital, o torcedor encontra os jogos no SportyNet, no Canal do Benja (YouTube) e via XSports, que tem sinal aberto em praticamente todo o país. Estreante no mercado, a Romário TV (Canal no Youtube do ex-craque e atual Senador) ganhou o direito nos últimos dias de transmitir um jogo por rodada da competição.
Copa Sul-Sudeste: O novo torneio que reúne as forças do Sul e Sudeste chegou com transmissão multiplataforma. Os jogos de destaque estão no SportyNet (TV fechada e streaming), enquanto o X Sports e a CBN Floripa (esta com foco em rádio/digital, com transmissão via Youtube com imagens da SportyNet) garantem a cobertura das principais partidas, especialmente de clubes como Avaí, Juventude e América-MG.
Copa Verde: O torneio que integra clubes do Norte, Centro-Oeste e Espírito Santo mantém sua essência democrática. As transmissões estão centralizadas na CBF TV (YouTube), com suporte do SportyNet e do Canal do Benja para os confrontos decisivos. Aqui também a Romário TV ganhou o direito nos últimos dias de transmitir um jogo por rodada da competição pelo canal no Youtube.
Nos principais Estaduais, a lógica segue a de 2025: a Record com o Paulistão na TV aberta e a TNT/HBO Max na TV fechada, com a Globo no Carioca, Gaúcho e Mineiro (SporTV e Premiere), todos com forte presença digital via YouTube.
Se o seu time está em campo, ele está passando em algum lugar; o desafio agora é apenas garantir que a assinatura esteja em dia e a bateria do celular carregada. Para qualquer dúvida, é só consultar o Futepédia do Kmiza27!
O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.
Vitor Roque: o retorno que virou liderança
Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.
Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.
Botafogo: a fábrica silenciosa
Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.
O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.
Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.
O ranking completo
Pos.
Jogador
Idade
Posição
Clube
1º
Vitor Roque
21
Atacante
Palmeiras
2º
Robert Renan
22
Zagueiro
Vasco
3º
Allan
22
Meia
Palmeiras
4º
Álvaro Montoro
19
Meia
Botafogo
5º
Breno Bidon
21
Meia
Corinthians
6º
Viery Fernandes
21
Zagueiro
Grêmio
7º
Agustín Giay
22
Lat. direito
Palmeiras
8º
Victor Gabriel
21
Zagueiro
Internacional
9º
Román Gómez
21
Lat. direito
Bahia
10º
Matheus Martins
22
Atacante
Botafogo
11º
Maik Gomes
21
Lat. direito
São Paulo
12º
Lucas Ronier
21
Atacante
Coritiba
13º
Victor Hugo
21
Meia
Atlético-MG
14º
Jefté
22
Lat. esquerdo
Palmeiras
15º
Ignacio Sosa
22
Meia
RB Bragantino
16º
Jordan Barrera
20
Atacante
Botafogo
17º
João Pedro
22
Zagueiro
Corinthians
18º
Keny Arroyo
20
Atacante
Cruzeiro
19º
Mateo Ponte
22
Lat. direito
Botafogo
20º
Wallace Yan
21
Atacante
Flamengo
O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro
Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.
Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.
A derrota por 3 a 1 para o Remo, em casa, no jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil, gerou pressão da torcida e dúvidas externas, mas não abalou a posição de Rogério Ceni no Bahia. O clube confirmou a permanência do treinador, que segue no cargo com contrato até dezembro de 2027. Em um campeonato que já demitiu 10 técnicos nas primeiras 10 rodadas, Ceni é uma das raras exceções e o motivo vai além do resultado de uma partida.
O projeto que protege Ceni
Desde que chegou ao Bahia em setembro de 2023, Rogério Ceni construiu um histórico difícil de ignorar: são mais de 150 jogos no comando, com aproveitamento em torno de 59%, além de dois títulos do Campeonato Baiano consecutivos e a classificação do clube para duas Libertadores.
O Grupo City, dono do clube, opera com uma filosofia de gestão de longo prazo e Ceni é parte central desse projeto. Mesmo reconhecendo que como treinador não dispõe do mesmo tempo que os investidores, o próprio técnico já declarou que busca “acelerar os processos” dentro dessa visão.
O ranking dos mais longevos no Brasil
No cenário atual do futebol brasileiro, a longevidade virou exceção. Com 10 técnicos demitidos nas primeiras 10 rodadas do Brasileirão 2026, quem sobrevive por mais de um ano no cargo já é notícia. Ceni é o 2º técnico mais longevo da Série A, atrás apenas de Abel Ferreira, no Palmeiras desde outubro de 2020.
Técnico
Clube
No cargo desde
Abel Ferreira
Palmeiras
Outubro de 2020
Rogério Ceni
Bahia
Setembro de 2023
Rafael Guanaes
Mirassol
Março de 2025
Odair Hellmann
Athletico
Maio de 2025
Abel: o modelo que ninguém consegue replicar
Se Ceni é o segundo mais longevo, Abel Ferreira é o fenômeno isolado. O português está no Palmeiras há mais de cinco anos, uma eternidade no futebol brasileiro, e acumula mais de 10 títulos no cargo. Em um país onde a média de permanência de um técnico na Série A é de menos de seis meses, Abel virou referência mundial de gestão de carreira.
O próprio caso de Abel mudou a mentalidade de alguns clubes. O Verdão provou que estabilidade gera títulos e o Bahia, com o Grupo City, parece ter absorvido essa lição ao blindar Ceni mesmo em momentos de pressão.
O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, durante partida da Conmebol Libertadores (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
Na história, o caso mais extremo
Na lista histórica dos técnicos mais longevos em um único clube brasileiro, o recorde absoluto pertence a Amadeu Teixeira, do América-AM: 53 anos no comando do mesmo clube, de 1955 a 2008. No Santos, Lula comandou o time em 945 jogos entre 1954 e 1966. Números de outra época e de outro futebol.
Hoje, o futebol brasileiro funciona em outra velocidade. Por isso, quando um técnico como Ceni resiste a uma derrota por 3 a 1 em casa e segue no cargo, isso já diz mais sobre o clube do que sobre o treinador.
A promessa era simples: menos erros, mais justiça. Mas desde que o VAR chegou ao futebol brasileiro, em 2017, o que não faltou foram polêmicas, áudios divulgados de madrugada e árbitros afastados. O caso mais recente, o gol anulado do Vasco contra o Paysandu na Copa do Brasil 2026, é apenas mais um capítulo de uma história que o torcedor brasileiro já conhece bem demais.
O caso que reacendeu o debate
Na Copa do Brasil 2026, o Vasco avançou sobre o Paysandu com vitória por 2 a 0, mas o jogo ficou marcado por um gol anulado após revisão do VAR. O atacante Nuno Moreira balançou a rede depois de jogada de Brenner e a árbitra de vídeo Daiane Muniz flagrou uma falta na origem do lance.
O árbitro de campo Ramon Abatti Abel foi ao monitor e concordou. O áudio divulgado pela CBF foi direto: ” Ó lá, ó o puxão. Ok, ele puxa o zagueiro e derruba. Ok, vou voltar com a falta.”
O técnico Renato Gaúcho discordou publicamente da decisão, mesmo que o Vasco tenha saído com a vitória.
⚠️ CBF divulga áudio do VAR do gol anulado do Vasco contra o Paysandu:
VAR: "Ele está segurando a camisa do defensor em todo momento. O defensor é deslocado."
Árbitro: "Ele claramente puxa e derruba o zagueiro. Vou voltar com falta."
Em 2025, num clássico entre São Paulo e Palmeiras pelo Brasileirão, dois lances viraram caso nacional: um pênalti e um pedido de expulsão. A CBF chegou a liberar os áudios da cabine para tentar conter o incêndio, mas não adiantou.
Os árbitros envolvidos foram afastados logo após a partida e a punição confirmou o erro, mas chegou tarde demais para mudar o resultado. Inclusive, o mesmo Ramon Abatti Abel estava no centro da polêmica.
Foto: Montagem ESPN/Reprodução
O erro foi da câmera, não do árbitro
Em 2021, no Brasileirão, o Internacional marcou um gol de Rodrigo Dourado validado pelo VAR, mas a linha de impedimento usada na análise estava descalibrada. O erro não foi humano, foi técnico e a ferramenta que deveria garantir precisão funcionou com defeito.
O gol valeu, o caso ficou registrado como um dos maiores escândalos envolvendo falha tecnológica do VAR no Brasil e abriu um debate que dura até hoje sobre a confiabilidade do sistema.
Foto: Reprodução
A partida mais polêmica de 2019
No primeiro ano do VAR no Brasileirão, Botafogo x Palmeiras pela 6ª rodada do Brasileirão já entregou o tom do que estaria por vir. Deyverson foi derrubado na área, o árbitro nada marcou e o jogo foi reiniciado. Mesmo assim, o VAR recomendou a revisão e o árbitro Paulo Roberto Alves foi ao monitor para marcar a penalidade.
O Botafogo contestou no STJD, já que o jogo já tinha sido reiniciado, mas o time carioca não conseguiu anular a partida. O caso virou referência nos debates sobre os limites da intervenção do VAR no futebol brasileiro.
Divulgação: Palmeiras/Flickr
A ferramenta certa no ambiente errado?
O VAR funciona, mas em doses altas de polêmica, pressão e torcidas organizadas exigindo posicionamento nas redes sociais, ele vira combustível para a guerra de narrativas. O problema do VAR brasileiro talvez nunca tenha sido a câmera, mas sim o que acontece na frente dela.