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Copa do Mundo

48 Curiosidades da história da Copa do Mundo que você precisa saber

Confira um fato inusitado para cada participante da edição de 2026, a maior já realizada

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Arte destacando elementos históricos das Copas do Mundo para ilustrar 48 curiosidades da história dos Mundiais.

A Copa do Mundo de 2026 será a maior de todos os tempos, com 48 seleções, 104 jogos, 16 sedes em três países. Mas também será a 23ª edição do maior evento esportivo do planeta. São 96 anos de muita história para contar. Por isso, separamos 48 curiosidades da história dos Mundiais que você precisa saber para não faltar assunto nas rodas de amigos e nos churrascos durante os jogos da Copa desse ano. Confira!

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1. Uma Copa inteira em uma só cidade

A edição inaugural em 1930, no Uruguai, teve todas as suas 18 partidas disputadas em uma única cidade: Montevidéu. O plano original era usar apenas o mítico Estádio Centenário, construído em tempo recorde para o centenário da independência do país. Como as chuvas atrasaram as obras, os primeiros jogos tiveram que ocorrer nos estádios Pocitos e Gran Parque Central.

2. A convocação feita por um Rei

Em 1930, a seleção da Romênia 🇷🇴 não foi escolhida pelo treinador, mas pelo próprio Rei Carol II. Recém-chegado ao trono, ele era um fanático por futebol e escolheu o elenco a dedo. Mais do que isso: o monarca concedeu um decreto real garantindo que todos os jogadores que trabalhavam em empresas petrolíferas inglesas tivessem três meses de férias pagas para poderem viajar de navio até o Uruguai, sem o risco de serem demitidos.

3. Duas finais com nações diferentes

O volante Luis Monti detém um recorde único na história: jogou duas finais de Copa do Mundo por duas seleções diferentes. Em 1930, foi vice-campeão jogando pela sua terra natal, a Argentina. Pouco depois, transferiu-se para a Juventus e foi “naturalizado” pelo regime fascista de Benito Mussolini. Em 1934, jogou a final e foi campeão vestindo a camisa da Itália.

4. Sem sapatos, sem Copa

A Índia 🇮🇳 se classificou para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. No entanto, a equipe desistiu de cruzar o oceano. O folclore do futebol aponta que o motivo principal foi a recusa da FIFA em permitir que os atletas indianos jogassem descalços — uma prática comum no futebol asiático da época. Fatores financeiros e a prioridade dada aos Jogos Olímpicos também pesaram na decisão final dos dirigentes.

5. Duas bolas na grande final

Na final de 1930, a rivalidade entre Uruguai 🇺🇾 e Argentina 🇦🇷 era tão ferrenha que os times não conseguiram concordar sobre qual bola usar. Para evitar um boicote, o árbitro belga Jean Langenus decidiu que a Argentina forneceria a bola no primeiro tempo (o que os ajudou a vencer por 2 a 1) e o Uruguai forneceria a bola no segundo tempo (o que resultou na virada uruguaia por 4 a 2).

6. O recorde imbatível de gols em um só torneio

O atacante francês Just Fontaine marcou impressionantes 13 gols em uma única edição de Copa do Mundo, na Suécia em 1958. O mais incrível é que ele jogou aquele torneio com chuteiras emprestadas por um colega de equipe, após as suas terem rasgado no treino. Com o futebol moderno sendo tão tático e defensivo, esse recorde dificilmente será quebrado.

7. O herói canino do troféu roubado

Em 1966, meses antes da Copa na Inglaterra, a taça Jules Rimet foi roubada enquanto estava exposta em Londres. O país inteiro entrou em pânico. Quem resolveu o mistério não foi a Scotland Yard, mas um cachorro chamado Pickles. Durante um passeio com seu dono, Pickles farejou um arbusto no sul de Londres e encontrou a taça embrulhada em jornais velhos. Ele virou herói nacional e ganhou um suprimento vitalício de ração.

8. Cartões inspirados em semáforos

Os cartões amarelo e vermelho parecem óbvios hoje, mas só foram introduzidos na Copa de 1970, no México. O árbitro inglês Ken Aston teve a ideia enquanto estava parado em um semáforo de trânsito. Ele percebeu que as cores amarelo (atenção) e vermelho (pare) seriam uma linguagem universal para resolver a barreira linguística entre árbitros e jogadores de diferentes países.

9. O gol mais rápido da história das Copas

O atacante turco Hakan Şükür detém a marca do gol mais rápido registrado em um Mundial. Na disputa pelo terceiro lugar na Copa de 2002, contra a anfitriã Coreia do Sul, ele balançou as redes exatamente 11 segundos após o apito inicial, aproveitando uma bobeira homérica da defesa sul-coreana.

10. A maior goleada em tempo regulamentar

Muitos lembram do trágico 7 a 1, mas o recorde de maior goleada da história das Copas pertence à Hungria 🇭🇺, que esmagou El Salvador por 10 a 1 na primeira fase da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Apesar do show de gols, aquela lendária seleção húngara acabou eliminada ainda na fase de grupos.

11. O jogo mais indisciplinado da história

Nas oitavas de final de 2006, em Nuremberg, Portugal 🇵🇹 e Holanda 🇳🇱 protagonizaram a batalha mais violenta dos Mundiais. O árbitro russo Valentin Ivanov distribuiu um recorde de 16 cartões amarelos e 4 cartões vermelhos (por acúmulo de cartões). O jogo ficou conhecido mundialmente como “A Batalha de Nuremberg”. Ah, Portugal de Felipão e do jovem Cristiano Ronaldo passou. Ou melhor, sobreviveu…

12. O recorde de longevidade de Roger Milla

O camaronês Roger Milla quebrou barreiras na Copa de 1994, nos Estados Unidos. Ao marcar um gol contra a Rússia na fase de grupos, ele se tornou o jogador mais velho a fazer um gol em uma Copa do Mundo, com 42 anos e 39 dias. Suas comemorações dançando na bandeira de escanteio viraram uma marca registrada da história do futebol.

13. O goleiro mais velho a pisar em campo

Se Milla é o jogador de linha mais velho a marcar, o recorde absoluto de idade em campo pertence ao goleiro egípcio Essam El-Hadary. Na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, ele foi escalado contra a Arábia Saudita com impressionantes 45 anos e 161 dias, defendendo inclusive um pênalti durante a partida.

14. O único jogador com três títulos mundiais

Embora dezenas de atletas tenham vencido o torneio mais de uma vez, apenas um homem ergueu a taça em três ocasiões como jogador: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O Rei do Futebol conquistou o mundo em 1958 (com apenas 17 anos), 1962 (apesar de ter se lesionado no início) e liderou o esquadrão perfeito de 1970.

15. A maldição das três finais perdidas

Nenhuma seleção entende melhor a dor do quase do que a Holanda 🇳🇱. Conhecida pelo “Carrossel Holandês” e pelo futebol total na década de 1970, a equipe chegou a três finais de Copa do Mundo (1974, 1978 e 2010) e perdeu todas as três, detendo o recorde amargo de mais finais disputadas sem nunca ter levantado o troféu.

16. O recordista absoluto de gols em Copas

O atacante alemão Miroslav Klose é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 16 gols anotados ao longo de quatro edições (2002, 2006, 2010 e 2014). O gol que o isolou no topo aconteceu de forma poética (ou cruel, dependendo do ponto de vista): foi marcado justamente contra o Brasil, no histórico 7 a 1 no Mineirão, superando a marca anterior de 15 gols que pertencia a Ronaldo Fenômeno.

Miroslav Klose marcou o histórico 16º gol em Copas justamente no 7×1 contra o Brasil. Fifa/Divulgação

17. O primeiro (e único) gol olímpico

O único gol olímpico (cobrança de escanteio que vai direto para a rede) da história das Copas foi marcado pelo colombiano Marcos Coll na Copa de 1962, no Chile. O feito ganha contornos dramáticos pelo contexto: foi contra a União Soviética, cujo goleiro era ninguém menos que Lev Yashin, o “Aranha Negra”, considerado por muitos o maior goleiro de todos os tempos.

18. Seis Copas no currículo? Para poucos

Disputar uma única Copa do Mundo já é o ápice da carreira de um atleta. Conseguir jogar cinco edições é um feito de consistência física e técnica sobre-humana. Imagine então, jogar seis Copas do Mundo! Um grupo seleto vai alcançar esse feito notável de longevidade em 2026: os astros Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e o goleiro mexicano Ochoa (convocado de última hora após a lesão do titular). Eles vão superar lendas como Lothar Matthäus (Alemanha), Gianluigi Buffon (Itália) e Antonio Carbajal (México), que jogaram cinco Copas na carreira.

19. A partida com mais gols da história

O jogo com o maior número de bolas na rede aconteceu em 1954, na Suíça. Sob um calor escaldante em Lausanne, os donos da casa enfrentaram a vizinha Áustria pelas quartas de final. O placar terminou em um inacreditável Áustria 7 a 5 Suíça. Foram 12 gols em 90 minutos, com direito a jogadores sofrendo de insolação em campo devido às temperaturas extremas.

20. O surgimento da bola moderna de 32 gomos

A bola com o design clássico de hexágonos e pentágonos pretos e brancos que todo mundo desenha quando pensa em futebol — a Telstar da Adidas — estreou na Copa de 1970. O design de 32 gomos foi projetado especificamente para a transmissão de TV em preto e branco, pois o padrão contrastante facilitava para os telespectadores identificarem exatamente onde a bola estava no gramado.

21. Três cartões amarelos para o mesmo jogador

Na Copa de 2006, o árbitro inglês Graham Poll cometeu um dos maiores erros de direito da história dos Mundiais. Durante o jogo entre Croácia e Austrália, ele aplicou um cartão amarelo ao zagueiro croata Josip Šimunić aos 16 minutos do segundo tempo, outro aos 45 e esqueceu de expulsá-lo. Šimunić continuou em campo e só foi expulso ao receber o terceiro cartão amarelo, três minutos depois, por reclamação após o apito final.

22. O técnico que comandou cinco países diferentes

O sérvio Bora Milutinović ganhou o apelido de “Trabalhador Milagre” por um feito único: ele comandou cinco seleções diferentes em cinco Copas do Mundo consecutivas — e o mais impressionante: levou quatro delas às oitavas de final. Ele treinou o México (1986), a Costa Rica (1990), os Estados Unidos (1994), a Nigéria (1998) e a China (2002).

23. O jogador que foi expulso antes de entrar em campo

Na Copa de 2002, o cabeludo atacante argentino Claudio Caniggia (herói da Argentina e algoz do Brasil em 1990) conseguiu a façanha de ser expulso sem jogar um único minuto no torneio. No último jogo da fase de grupos, contra a Suécia, o já veterano Caniggia estava no banco de reservas e começou a insultar pesadamente o árbitro do fundo do gramado. Ele recebeu o cartão vermelho direto ali mesmo, assistindo à eliminação de sua equipe de colete.

24. A proibição da troca de camisas

O tradicional gesto de trocar camisas após o apito final foi estritamente proibido pela FIFA na Copa de 1986, no México. O motivo? A entidade temia que os jogadores ficassem com o peito nu no gramado, o que violaria as regras de decoro da transmissão de TV e “ofenderia” patrocinadores. Obviamente, a regra foi ignorada pelos atletas e acabou caindo em desuso.

25. O gol validado por um herdeiro real

Em 1982, durante o jogo entre França e Kuwait, a França marcou um gol enquanto os jogadores do Kuwait estavam parados, alegando ter ouvido um apito vindo da arquibancada. Revoltado, o Príncipe Fahad, presidente da federação do Kuwait, desceu da tribuna de honra, invadiu o campo e ordenou que seu time saísse de campo se o gol não fosse anulado. Após minutos de confusão e ameaça de boicote, o árbitro soviético cedeu e anulou o gol francês. Seria o príncipe o avô do VAR?

26. Único em duas seleções em finais consecutivas

O caso de Luis Monti (curiosidade 3) é famoso, mas o húngaro Ferenc Puskás e o uruguaio José Santamaria também jogaram por dois países (Hungria/Espanha e Uruguai/Espanha), embora sem alcançar duas finais. Quem chegou perto de Monti em termos de impacto foi Mário Zagallo, mas em funções diferentes: campeão como jogador (1958/1962) e depois como técnico (1970), criando um pioneirismo de taças em papéis distintos.

27. O curioso jejum de gols de um campeão

A França ganhou seus dois títulos mundiais em 1998 e 2018 e uma estatística curiosa une as duas conquistas: em ambas, o centroavante titular dos Bleus simplesmente não marcou. Em 1998, a façanha coube a Stéphane Guivarc’h, que jogou seis das sete partidas da campanha vitoriosa. 20 anos depois, taça na mão novamente e camisa 9 na seca: dessa vez, coube a Olivier Giroud manter a sina que pelo jeito dá sorte aos franceses, jogou seis dos sete jogos e não marcou um único gol no torneio. Em defesa dele, se dizia na época que ele se sacrificou taticamente para que Mbappé e Griezmann pudessem brilhar.

Olivier Giroud não marcou nenhum gol na campanha vitoriosa da França em 1998. Fifa/Divulgação.

28. O jogador que disputou a Copa com um braço só

Na primeira Copa, em 1930, o atacante uruguaio Héctor Castro jogou e foi campeão mundial ostentando uma condição rara no esporte de alto rendimento: ele não tinha o antebraço direito, perdido em um acidente com uma serra elétrica quando tinha 13 anos. Apelidado de “El Manco”, Castro marcou o primeiro gol da história do Uruguai em Copas e o gol final que selou o título contra a Argentina no 4 a 2.

29. A estreia da numeração nas camisas

Hoje as camisas de 1 a 26 são o padrão de qualquer convocação, mas os números nas costas dos jogadores só se tornaram obrigatórios a partir da Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Antes disso, identificar quem era quem no gramado (especialmente para os primeiros narradores de rádio e jornalistas nas tribunas) era uma tarefa hercúlea baseada apenas na fisionomia e posição do atleta.

30. O sorteio que eliminou uma seleção invicta

Na Copa de 1954, a Espanha e a Turquia empataram em pontos nas Eliminatórias (uma vitória para cada lado e um empate no jogo de desempate). Como o saldo de gols não era critério na época, a vaga para o Mundial foi decidida por sorteio. Um garoto italiano de 14 anos, chamado Luigi Franco Gemma, foi vendado e puxou o nome da Turquia de dentro de uma urna, eliminando os espanhóis sem que eles tivessem perdido o confronto direto.

31. O jogador mais jovem a marcar em uma final

O recorde ainda pertence a Pelé, que na final de 1958 contra a Suécia marcou dois gols com apenas 17 anos e 249 dias. O segundo jogador mais jovem a conseguir o feito foi o francês Kylian Mbappé, na final de 2018 contra a Croácia, mas ele já tinha 19 anos e 207 dias.

32. A primeira substituição da história das Copas

Até 1966, se um jogador se machucasse (mesmo o goleiro), o time tinha que jogar o resto da partida com um homem a menos. As substituições só foram permitidas pela FIFA na Copa de 1970. A primeira troca oficial da história ocorreu no jogo de abertura entre México e União Soviética, quando o soviético Viktor Serebryanikov saiu para a entrada de Anatoly Puzach.

33. O maior público da história das Copas

O recorde oficial e imbatível de público em uma partida de Copa do Mundo aconteceu na final de 1950, no Maracanã, entre Brasil e Uruguai. O número oficial de pagantes foi de 173.850, mas estima-se que o público total presente no estádio, contando com penetras e convidados, passou de 199.850 pessoas.

Maracanã na final da Copa de 1950

34. A menor presença de público em um jogo

No extremo oposto do Maracanã de 1950, a partida com o menor público da história das Copas ocorreu em 1930. O confronto entre Romênia e Peru, disputado no Estádio Pocitos, em Montevidéu, contou com um público oficial de apenas 300 espectadores, algo inimaginável nos dias atuais. O frio intenso e o desinteresse local pelo confronto foram os motivos.

35. O hat-trick mais rápido

O recorde de três gols marcados no menor intervalo de tempo pertence ao húngaro László Kiss. Na famosa goleada de 10 a 1 contra El Salvador em 1982, ele entrou no segundo tempo e marcou três gols em um espaço de apenas 7 minutos (aos 24, 27 e 31 minutos da etapa final). Ele também é o único reserva a marcar um hat-trick em Copas.

36. O único país que jogou todas as Copas

Este é um recorde de regularidade absoluto: o Brasil 🇧🇷 é a única seleção do planeta a participar de absolutamente todas as edições da Copa do Mundo desde 1930. Nenhuma outra nação conseguiu se classificar para todos os torneios sem falhar em eliminatórias ou boicotar edições.

37. Erguer a taça em três décadas diferentes? Quase.

Embora ninguém tenha erguido a taça em três décadas, o goleiro italiano Dino Zoff estabeleceu um recorde de capitania e longevidade ao erguer a taça em 1982 com 40 anos, 4 meses e 13 dias. Ele continua sendo o capitão mais velho a se sagrar campeão mundial na história.

38. A maior invencibilidade da história das Copas

A seleção que passou mais tempo sem saber o que é perder em uma Copa do Mundo foi o Brasil 🇧🇷, entre as edições de 1958 e 1966. Foram 13 jogos seguidos de invencibilidade (11 vitórias e 2 empates), sequência que começou na estreia de 1958 e só foi quebrada na fase de grupos de 1966, ao perder por 3 a 1 para a Hungria.

39. O primeiro exame antidoping positivo

O controle de dopagem foi introduzido pela FIFA em 1968 (em testes) e aplicado de fato na Copa de 1970. No entanto, o primeiro caso positivo só aconteceu na Copa de 1974, na Alemanha. O atacante haitiano Ernst Jean-Joseph testou positivo para efedrina. Relatos da época apontam que, ao descobrir o resultado, a própria comissão técnica do Haiti agrediu o jogador no hotel antes de mandá-lo de volta para o país.

40. Duas seleções do mesmo país? E no mesmo grupo!

Sim, teve isso! Na Copa de 1974, a geopolítica da Guerra Fria invadiu as quatro linhas de forma explícita. O sorteio colocou no mesmo grupo a Alemanha Ocidental (ocidental/capitalista) e a Alemanha Oriental (oriental/comunista). O jogo histórico aconteceu em Hamburgo, e a Alemanha Oriental venceu por 1 a 0 com um gol antológico de Jürgen Sparwasser. Apesar da derrota política e moral no clássico, a Alemanha Ocidental acabou se recuperando e vencendo aquela Copa.

41. A Copa de 1930 foi a única sem eliminatórias

A primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai, teve apenas 13 seleções e nenhuma fase classificatória. Os países participantes foram convidados pela FIFA. Muitos europeus recusaram o convite devido ao custo e ao longo tempo de viagem de navio até a América do Sul.

42. O Maracanazzo não foi uma final

Muita gente pensa que Brasil x Uruguai foi a final da Copa de 1950, mas tecnicamente não foi. O torneio foi decidido por um quadrangular final entre Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia. O último jogo acabou funcionando como uma final porque os dois líderes se enfrentaram na rodada decisiva.

43. O Brasil dos extremos na primeira Copa

Na primeira edição do Mundial, em 1930, o brasileiro Carvalho Leite tornou-se o jogador mais jovem do torneio, com apenas 18 anos e 65 dias. Já o árbitro brasileiro Gilberto Almeida Rêgo era o mais velho da competição, com 49 anos. Uma coincidência curiosa para a delegação brasileira.

44. A Copa do Mundo quase não existiu

Antes de 1930, a FIFA tentou criar um campeonato mundial em 1906, mas não encontrou interessados para sediar o evento. Foram necessários mais de 20 anos até que o projeto finalmente saísse do papel no Uruguai.

45. Nenhuma Copa teve mais gols que a de 2022. Por enquanto…

Taí um recorde que provavelmente será pulverizado em 2026. O Mundial do Catar terminou com 172 gols marcados, recorde até então entre as Copas com 32 seleções (desde 1998). A histórica final entre Argentina e França, terminada em 3 a 3 antes dos pênaltis, ajudou a consolidar o novo recorde.

46. Cinco gols em um único jogo (e não pediu música)

Na Copa de 1994, o russo Oleg Salenko marcou cinco vezes contra Camarões, em um jogo do grupo do Brasil (que seria campeão) e em que ambos já estavam eliminados. O resultado foi essa festa de gols que até hoje ninguém repetiu (e dificilmente vai repetir). Ah, naquela época nenhum artilheiro pedia música, então ficamos sem saber o gosto musical do russo Salenko, que só por aquele jogo terminou a Copa como artilheiro, superando astros como Romário, Baggio e Stoichkov.

47. Messi quebrou praticamente todos os recordes de longevidade

Na Copa de 2022, Lionel Messi tornou-se o jogador com mais partidas disputadas em Copas do Mundo, superando a marca de 25 jogos do alemão Lothar Matthäus. Além disso, tornou-se o primeiro jogador da história a marcar gols em todas as fases de mata-mata de uma mesma Copa (oitavas, quartas, semifinal e final). Também é o único atleta a conquistar duas vezes o prêmio de melhor jogador do torneio. Ah, e de quebra ainda levantou a taça…

48. O país-sede normalmente vê a festa alheia

Existe a sensação de que jogar em casa garante enorme vantagem, mas a história das Copas mostra o contrário. Em 22 edições disputadas até 2022, apenas seis anfitriões conquistaram o título (Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha em 1974, Argentina em 1978 e a França em 1998). O caso mais extremo aconteceu em 2010, quando a África do Sul tornou-se o primeiro país-sede eliminado ainda na fase de grupos. O pentacampeão Brasil, por exemplo, tem os seus maiores traumas justamente nas edições que sediou (1950 e 2014).

Copa do Mundo

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Nem só de golaços e craques viveu o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, que também ficou marcado por bastidores quentes e controvérsias dentro e fora das quatro linhas

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Presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da FIFA Gianni Infantino em meio à celebração espanhola pelo título da Copa 2026.

A Copa do Mundo de 2026 terminou em 19 de julho de 2026 com o título da Espanha, mas o torneio não entrou para a história apenas pelo recorde de 308 gols e marcas quebradas pelos seus protagonistas. A edição expandida para 48 seleções também foi manchada por uma sequência de incidentes diplomáticos, interferências políticas em decisões de campo e gargalos de infraestrutura. Da recusa de vistos para comissões técnicas à inédita revogação de cartão vermelho por apelo do presidente norte-americano Donald Trump, o torneio exigiu contorcionismos diplomáticos sem precedentes da FIFA.

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Durante os 39 dias de competição, seleções e torcedores criticaram as relações da FIFA om a política, decisões inconsistentes do VAR, a qualidade do gramado e da infraestrutura para público e imprensa nas sedes americanas e o comportamento das delegações nos bastidores. A combinação de temperaturas extremas, logística complexa e episódios de indisciplina transformou a edição mais numerosa da história também em uma das mais turbulentas.

“VARgentina” e as decisões contestadas da arbitragem

Em sua terceira Copa do Mundo, a atuação do árbitro assistente de vídeo, o famoso VAR, gerou fortes protestos de diversas federações ao longo do torneio. O termo “VARgentina” viralizou nas redes sociais após decisões favoráveis à equipe sul-americana em momentos decisivos.

Não expulsão de Messi no jogo de estreia contra a Argélia gerou críticas duras à arbitragem

O caso mais emblemático ocorreu logo na estreia dos campeões do mundo contra a Argélia, quando a estrela Lionel Messi cometeu uma falta claramente para cartão vermelho e árbitros de campo e de vídeo passaram pano. Mantido em campo, ele fez uma hat-trick na partida, e depois marcou mais três gols nos jogos seguintes em que, em tese, estaria suspenso.

Já nas oitavas de final entre Argentina e Egito, o VAR anulou o gol que ampliaria o placar para 2 a 0 em favor dos egípcios ao revisar uma falta ocorrida 17 segundos antes da jogada e a 80 metros da meta. Até aí tudo bem, se no lance que gerou a virada argentina nos acréscimos, uma falta semelhante a favor dos egípcios e que anularia o lance não tivesse sido ignorada pela arbitragem.

Jogo entre Argentina e Egito nas Oitavas de Final também teve muitas polêmicas no apito

Outras seleções também formalizaram reclamações. A CBF, por exemplo, enviou ofício à FIFA cobrando padronização após ter um gol de Vinícius Júnior anulado contra a Escócia. A delegação de Gana também criticou o árbitro após lances polêmicos não revisados contra a Inglaterra. Mas nada comparado ao barulho que a relação dos argentinos com o apito causou durante o Mundial.

Donald Trump e a virada de mesa na punição de Balogun

A maior crise institucional do torneio, entretanto, eclodiu na fase de 16 avos de final. O atacante norte-americano Folarin Balogun recebeu cartão vermelho direto (e correto) do árbitro brasileiro Raphael Claus no triunfo dos EUA sobre a Bósnia por 2 a 0.

Inconformado com a suspensão automática do artilheiro e principal jogador dos EUA para as oitavas contra a Bélgica, o presidente Donald Trump interveio pessoalmente junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Trump criticou publicamente o árbitro brasileiro em coletiva na Casa Branca, citou até um dossiê com polêmicas de Claus, e cobrou a anulação da suspensão.

Presidente Donald Trump pediu a anulação do cartão vermelho de Balogun

Horas antes da partida decisiva, o Comitê Disciplinar da FIFA inexplicavelmente acatou o pedido e suspendeu temporariamente a punição de Balogun. A decisão provocou revolta imediata da UEFA e da Federação Belga, que classificaram o ato como uma “interferência inaceitável” e sem precedentes na história do futebol.

No fim das contas, pouco adiantou. Balogun entrou em campo e teve atuação discreta (depois confessou o episódio interferiu no ambiente da seleção americana), os EUA foram goleados por uma Bélgica cheia de brios, com direito até a dancinha de Lukaku imitando o presidente Trump.

Vistos negados e a saga do Irã

A logística e a geopolítica controversas do governo norte-americano afetaram diretamente também a Seleção Iraniana. Pela primeira vez na história, uma Copa contou com dois países em guerra. E o pior, um deles era a sede do torneio! O Irã chegou a cogitar desistir de participar, mas voltou atrás. E aí começou o calvário: o Departamento de Estado dos EUA negou vistos de entrada para 13 membros da comissão técnica e administrativa do Irã.

Como protesto e por limitações operacionais, o Irã recusou-se a se concentrar em solo americano. A equipe transferiu seu centro de treinamento para Tijuana, no México, precisando cruzar a fronteira por centenas de quilômetros a cada jogo em Los Angeles e Seattle.

Atletas relataram desgaste extremo e cãibras devido aos voos e deslocamentos expressos. A eliminação do Irã na fase de grupos (ainda pra piorar com um gol anulado pelo VAR nos acréscimos) desencadeou duras críticas da imprensa internacional, acusando a FIFA de ignorar o princípio de neutralidade do esporte.

Seleção do Irã foi impedida de permanecer nos EUA entre as partidas

Jogadores barrados, árbitro suspenso e o nó nas fronteiras

O Irã não foi a única delegação a enfrentar contratempos burocráticos nos aeroportos das sedes do torneio. O atacante iraquiano Aymen Hussein, ídolo do país e autor do gol que classificou o Iraque para a Copa depois de 40 anos, ficou sete horas detido em interrogatório no controle de imigração ao desembarcar nos EUA.

Além disso, membros das federações de Senegal e Uzbequistão também tiveram emissões de visto atrasadas ou indeferidas pelas autoridades americanas. Também viralizaram ao longo da Copa imagens de atletas e delegações sendo revistadas por autoridades norte-americanos durante deslocamentos pelo país. Nem Lionel Messi, uma das figuras mais populares do planeta, e que atualmente mora e joga nos EUA, foi poupado das revistas.

Sobrou até para a arbitragem. Às vésperas do início do Mundial, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, indicado pela comissão de arbitragem da FIFA, teve o visto recusado e foi impedido de atuar na competição. Barrado, foi recebido como herói na volta ao seu país, e convidado pela UEFA para apitar jogos na Europa.

Outro caso que gerou polêmica foi o do torcedor símbolo da República Democrática do Congo Michel Nkuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba Vea” por ficar durante os jogos da sua seleção estático como se fosse uma estátua de Patrice Lumumba, líder da independência do país. Aguardado como uma das grandes figuras da Copa, ele só conseguiu participar do segundo jogo de RD Congo, justamente a derrota para a Colômbia em Guadalajara, no México. Ele teve o visto negado e foi proibido de entrar nos EUA.

Lumumba Vea, torcedor símbolo da RD Congo, teve o visto de entrada nos EUA negado

O drama dos estádios e dos gramados

Se a Copa apresentou ao mundo estádios belíssimos e de última geração, como por exemplo os estádios de Atlanta e Dallas e o SoFi Stadium de Los Angeles, o mais caro da Copa (custou mais de R$ 30 bilhões), também sobraram duras críticas para outras sedes.

A qualidade do MetLife Stadium, palco da grande final em Nova York/Nova Jersey, gerou muita discussão. Enquanto torcedores e imprensa reclamavam da infraestrutura muito distante do padrão que a FIFA exige em outros países, jogadores das seleções do Brasil e da França, entre outros, criticaram abertamente a dureza e o ressecamento da grama instalada sobre o piso sintético original do estádio que é usado pelo outro futebol, o americano. O desgaste exigiu uma força-tarefa da FIFA durante a fase final, principalmente em relação ao palco da final.

Condição do gramado e até a estrutura do MetLife Stadium, palco da final, foram criticados

Além disso, gerou muita discussão a escolha do estádio para a grande final, já que outros estádios tinham estrutura muito melhor nos EUA, e houve até quem defendesse o mítico Estádio Azteca, no México, palco da abertura da Copa e sede de outras duas finais na história, em 1970 e 1986, como sede da grande decisão. Mas não teve jeito, a política venceu, mais uma vez.

A controversa parada para hidratação e o futebol de 4 tempos

Algumas novidades desta Copa ganharam elogios unânimes, como por exemplo o protocolo de entrada das equipes nos jogos. Novas regras de arbitragem também foram bem avaliadas em geral, mas pelo menos uma das inovações gerou críticas: as paradas para hidratação em todos os 104 jogos, que na prática dividiram o jogo em quatro tempos de mais ou menos 25 minutos e mudaram a dinâmica de muitas partidas.

É verdade que em estádios que não eram climatizados o calor foi grande durante todo o Mundial, mas as paradas foram acusadas de serem meros pretextos para intervalos comerciais que geraram mais uma robusta fonte de renda para a FIFA. Jogadores na sua maioria não gostaram e reconheceram que muitos jogos foram alterados após as paradas, o que pode ser visto como positivo ou negativo, dependendo do ponto de vista. Já o público não viu vantagem alguma, e prova disso é que praticamente todas foram duramente vaiadas nos estádios.

Paradas para hidratação em todos os jogos foram vistas como mero intervalo comercial

Clima tenso e confusão na final

Nem a grande final da Copa do Mundo ficou imune às polêmicas. Logo após o apito final da decisão entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, jogadores das equipes se envolveram em uma briga generalizada no gramado.

O volante argentino Leandro Paredes segurou o espanhol Eric García pelo pescoço e empurrou Gavi, recebendo o cartão vermelho direto após a partida. Não bastasse isso, a postura da seleção argentina na entrega das medalhas, virada de costas para a premiação, também gerou fortes críticas da imprensa internacional. A equipe sul-americana deixou o gramado antes de a Espanha erguer o troféu de campeã, quebrando o protocolo de cortesia após os espanhóis terem feito um corredor de honra para os vice-campeões.

Confusão e agressões de jogadores de Argentina e Espanha fecharam as polêmicas da Copa

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Copa do Mundo

Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026

Seleção Brasileira vai embora cedo com a pior colocação em 36 anos e se junta a outras equipes que decepcionaram no Mundial

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Atletas com a camisa amarela da Seleção Brasileira consolam Neymar sentado no gramado chorando e cabisbaixo após o apito final na Copa de 2026.

A Copa do Mundo de 2026 não reservou finais felizes para gigantes do futebol mundial. E olha que nem estamos falando aqui da Itália, tetracampeã mundial que nem veio para o terceiro Mundial seguido. A Seleção Brasileira deu adeus ao torneio nas oitavas de final após ser derrotada por 2 a 1 pela Noruega, amargando sua pior colocação final no torneio desde 1990. Além da equipe de Neymar e companhia, outras potências históricas amargaram fracassos retumbantes no continente norte-americano. Alemanha, Uruguai e Portugal, por exemplo, protagonizaram desempenhos muito abaixo de suas tradições futebolísticas.

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Recordes, Gols e Espanha Campeã: o Balanço Final da Copa 2026

As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026

Festa na convocação, fiasco em campo: o colapso do Brasil

A Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos cercada de expectativas, com direito a festa cinematográfica no anúncio dos convocados e forte apelo comercial. O campo, contudo, entregou uma realidade melancólica.

Haaland marcou os dois gols que eliminaram o Brasil nas oitavas de final diante da Noruega

Após estrear com empate duro contra Marrocos, mas ainda assim avançar na liderança do Grupo C, o time do italiano Carlo Ancelotti sofreu para superar o Japão nos 16 avos de final, com gol da virada nos acréscimos. Mas aí o Brasil desmoronou nas oitavas: a vitória norueguesa por 2 a 1 no MetLife Stadium, com dois gols de Erling Haaland, expôs a fragilidade emocional do elenco e a falta de organização tática.

O volante Bruno Guimarães tornou-se o primeiro jogador brasileiro desde Zico a desperdiçar uma penalidade em tempo normal de Copa. A eliminação marcou a despedida melancólica de ídolos da geração, sobretudo Neymar – que ainda marcou de pênalti seu último gol pela Seleção no mesmo estádio onde havia estreado 16 anos antes -, e empurrou o Brasil para o 11º lugar da classificação geral, a pior do país em 36 anos e a segunda pior da história.

Bruno Guimarães perdeu pênalti contra Noruega, primeiro desperdiçado desde Zico em 1986

O calvário da Alemanha continua

A Seleção Alemã acumulou mais um capítulo trágico para o seu retrospecto recente na maior competição do planeta. A tetracampeã mundial até parecia que tinha superado os traumas das eliminações na fase de grupos em 2018 e 2022 ao vencer os dois primeiros jogos, com direito a uma goleada por 7×1 (sim, teve isso!) sobre a estreante Curaçao, mas depois foi ladeira abaixo e não chegou nem nas oitavas de final.

Classificada em primeiro no Grupo E, a Alemanha vinha de derrota para o Equador na última rodada do grupo e caiu logo nos 16 avos de final diante do Paraguai. Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, a vaga foi decidida nas penalidades máximas e os paraguaios triunfaram por 4 a 3. O resultado manteve o jejum dos alemães, que não frequentam as oitavas de final de um Mundial desde que levantaram a taça no Brasil em 2014, e abriu uma crise sem precedentes na seleção, com direito a troca de técnico e críticas abertas a alguns líderes do elenco pela apatia no Mundial.

Alemanha até começou a Copa bem, mas parou no primeiro mata-mata diante do Paraguai

Anatomia do Desastre

Como algumas seleções tradicionais deram vexame na Copa:

SeleçãoFase da EliminaçãoDetalhe do Fracasso
🇧🇷 Brasil Oitavas de FinalDerrota por 2 a 1 para a Noruega e pior classificação em 36 anos
🇩🇪 Alemanha16 Avos de FinalEliminada nos pênaltis (4 x 3) para o Paraguai.
🇺🇾 UruguaiFase de GruposNenhuma vitória no Grupo H e crise entre elenco e treinador
🇵🇹 PortugalOitavas de FinalDerrota de 1 a 0 para a Espanha sem chutar no gol

Uruguai Zerado e a frieza de Portugal

O futebol sul-americano sofreu com o desempenho melancólico do Uruguai. A Celeste foi a única das seis representantes do continente a cair ainda na fase de grupos ao somar apenas dois pontos no Grupo H, sem vencer uma única partida: empatou contra Arábia Saudita e Cabo Verde e perdeu para a Espanha. O fracasso gerou forte desgaste interno entre o técnico Marcelo Bielsa e os líderes do vestiário.

Já a Seleção Portuguesa, que chegou apontada por muitos analistas como forte candidata ao título, caiu mais uma vez diante da bicampeã Espanha nas oitavas de final por 1 a 0. Com um elenco recheado de estrelas mundiais, os portugueses adotaram uma postura extremamente defensiva e deixaram o gramado vaiados. A má gestão de talentos do treinador Roberto Martínez minou a despedida internacional da geração de Cristiano Ronaldo e Cia. O Robozão, inclusive, foi uma das poucas estrelas a decepcionar na Copa, marcando apenas 3 gols, sendo 2 na goleada sobre o Uzbequistão, e tendo atuações discretas nos outros jogos.

Cristiano Ronaldo e toda a seleção de Portugal decepcionaram na Copa e foram embora cedo

Prometiam muito, entregaram nada

Outras seleções que chegaram badaladas e decepcionaram na Copa:

🇹🇷 Turquia – Com uma geração de ouro, perdeu os dois primeiros jogos dando 60 chutes e não marcando nenhum gol e acabou eliminada por antecipação.

Turquia chegou cotada a ir longe, mas perdeu os dois primeiros jogos e acabou eliminada

🇳🇱 Holanda – Outra seleção apontada como favorita a ir longe, até fez uma boa fase de grupos, mas parou logo no primeiro mata-mata mais uma vez eliminada nos pênaltis, desta vez para Marrocos.

🇸🇳 Senegal – A campeã africana foi presa fácil para França e Noruega em confrontos difíceis, mas ainda assim conseguiu avançar e vencia a Bélgica por 2×0 até os 40 do 2º tempo nos 16 avos de final, e cedeu o empate e depois a derrota na prorrogação.

🇰🇷 Coreia do Sul – Seleção tradicional da Ásia de quem se esperava boa campanha, principalmente pelo grupo acessível. Mas mesmo com uma estreia convincente, a apatia nos dois jogos seguintes rendeu derrotas e uma eliminação inesperada.

Coreia do Sul de Son estreou com vitória mas depois perdeu 2 jogos e caiu na fase de grupos

Seleção Kmiza27 das decepções da Copa do Mundo

Goleiro:
Fernando Muslera (🇺🇾 Uruguai)

Laterais/Zagueiros:
Piero Hincapié (🇪🇨 Equador)
Jasko Gvardiol (🇭🇷 Croácia)
Danilo (🇧🇷 Brasil)

Volantes/Meias:
Vitinha (🇵🇹 Portugal)
Neymar (🇧🇷 Brasil)
Florian Wirtz (🇩🇪 Alemanha)
Arda Guler (🇹🇷 Turquia)

Atacantes:
Raphinha (🇧🇷 Brasil)
Cristiano Ronaldo (🇵🇹 Portugal)
Alexander Sorloth (🇳🇴 Noruega)

Técnico: Marcelo Bielsa (🇺🇾 Uruguai)

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Copa do Mundo

Copa 2026: Recordes, gols e Espanha campeã – o balanço final do maior Mundial da história!

Tudo que você precisa saber sobre os 39 dias da Copa dos grandes protagonistas, das polêmicas e dos números assombrosos

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Taça da Copa do Mundo FIFA 2026 e celebração da Seleção Espanhola com o bicampeonato mundial após vencer a Argentina na final da Copa do Mundo 2026.

A Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 na América do Norte, consagrou a Espanha como bicampeã mundial após vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na final, com o gol marcado por Ferran Torres aos 106 minutos da prorrogação no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. O torneio foi o primeiro da história com 48 seleções e 104 partidas disputadas em três países: Estados Unidos, México e Canadá. O Mundial bateu recordes absolutos de público, gols marcados e marcou a quebra de marcas históricas individuais.

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Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026

As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026

Números e Estatísticas

O formato expandido proporcionou marcas impressionantes ao longo dos 39 dias de competição:

Total de gols: 308 gols (média de 2,96 por partida – a maior desde 1970)

Total de jogos: 104 confrontos

Público total nos estádios: Mais de 6,8 milhões de torcedores

Melhor Ataque: França e Inglaterra (20 gols marcados)

Melhor Defesa: Espanha (apenas 1 gol sofrido em 8 jogos – Recorde)

Disciplina: 235 cartões amarelos e 12 cartões vermelhos

Capitão Rodri ergue a Taça FIFA com jogadores da Espanha após vencer a Argentina na final

🌍 Classificação final da Copa do Mundo 2026:

▪️1° 🇪🇸 Espanha (22) +13 SG 🏆
▪️2º 🇦🇷 Argentina (21) +11 SG
▪️3º 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra (19) +8 SG (melhor desde 1966)
▪️4° 🇫🇷 França (18) +10 SG

▪️5º 🇳🇴 Noruega (12) +2 SG 🆙
▪️6º 🇧🇪 Bélgica (11) +7 SG
▪️7º 🇲🇦 Marrocos (11) +4 SG
▪️8º 🇨🇭 Suíça (11) +4 SG

▪️9° 🇲🇽 México (12) +7 SG
▪️10° 🇨🇴 Colômbia (11) +4 SG
▪️11° 🇧🇷 Brasil (10) +6 SG (pior desde 1990)
▪️12° 🇺🇸 Estados Unidos (9) +3 SG
▪️13° 🇵🇹 Portugal (8) +5 SG
▪️14° 🇨🇦 Canadá (7) +3 SG
▪️15° 🇪🇬 Egito (6) +1 SG
▪️16° 🇵🇾 Paraguai (5) -3 SG

▪️17° 🇳🇱 Países Baixos (8) +6 SG
▪️18° 🇩🇪 Alemanha (7) +6 SG
▪️19° 🇨🇮 Costa do Marfim (6) +1 SG
▪️20° 🇭🇷 Croácia (6) -1 SG
▪️21° 🇯🇵 Japão (5) +3 SG
▪️22° 🇦🇺 Austrália (5) 00 SG
▪️23° 🇨🇩 Congo DR (4) 00 SG 🆙
▪️24° 🇬🇭 Gana (4) -1 SG
▪️25° 🇪🇨 Equador (4) -2 SG / 2G / -12 fair play
▪️26° 🇿🇦 África do Sul (4) -2 SG / 2G / -13 fair play
▪️27° 🇸🇪 Suécia (4) -3 SG / 7G
▪️28° 🇦🇹 Áustria (4) -3 SG / 6 gols
▪️29° 🇧🇦 Bósnia & Herzegovina (4) -3 SG / 5 gols
▪️30° 🇩🇿 Argélia (4) -4 SG
▪️31° 🇸🇳 Senegal (3) +1 SG
▪️32° 🇨🇻 Cabo Verde (3) -1 SG

▪️33° 🇮🇷 Irã (3) 0 SG
▪️34° 🇰🇷 Coréia do Sul (3) -1 SG
▪️35° 🇹🇷 Turquia (3) -2 SG
▪️36° 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 Escócia (3) -3 SG

▪️37° 🇺🇾 Uruguai (2) -1 SG
▪️38° 🇸🇦 Arábia Saudita (2) -4 SG

▪️39° 🇨🇿 Tchéquia (1) -4 SG
▪️40° 🇳🇿 Nova Zelândia (1) -6 SG
▪️41° 🇶🇦 Catar (1) -8 SG / 2 gols
▪️42° 🇨🇼 Curaçao (1) -8 SG / 1 gol

▪️43° 🇵🇦 Panamá (0) -4 SG
▪️44° 🇯🇴 Jordânia (0) -5 SG
▪️45° 🇭🇹 Haiti (0) -6 SG
▪️46° 🇺🇿 Uzbequistão (0) -9 SG
▪️47° 🇹🇳 Tunísia (0) -10 SG
▪️48° 🇮🇶 Iraque (0) -11 SG 🔦

Quadro de Premiações Individuais (FIFA Awards)

A Espanha dominou a premiação individual após a conquista do bicampeonato:

Prêmio FIFAVencedor
Bola de Ouro (Melhor Jogador)Rodri (Espanha)
Bola de PrataLionel Messi (Argentina)
Bola de BronzeKylian Mbappé (França)
Chuteira de Ouro (Artilheiro)Kylian Mbappé (França – 10 gols)
Luva de Ouro (Melhor Goleiro)Unai Simón (Espanha)
Melhor Jogador JovemPau Cubarsí (Espanha – 19 anos)
Troféu Fair PlayHolanda

Seleção Kmiza27 dos melhores da Copa 2026:

Goleiro:
Dibu Martinez ( 🇦🇷 Argentina)

Laterais:
Pedro Porro ( 🇪🇸 Espanha)
Cucurella ( 🇪🇸 Espanha)

Zagueiros:
Pau Cubarsi ( 🇪🇸 Espanha)
Upamecano ( 🇫🇷 França)

Meias:
Rodri ( 🇪🇸 Espanha)
Olise ( 🇫🇷 França)
Bellingham ( 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra)

Atacantes:
Mbappe ( 🇫🇷 França)
Messi ( 🇦🇷 Argentina)
Haaland ( 🇳🇴 Noruega)

Técnico:
Luís De La Fuente ( 🇪🇸 Espanha)

Melhores da Copa (na avaliação do Kmiza27):
🏅Messi ( 🇦🇷 Argentina)
🥈Mbappe ( 🇫🇷 França)
🥉Bellingham ( 🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Inglaterra)
(Rodri, o melhor da Copa para a FIFA, é o nosso 4º colocado)

Tabela de Artilharia do Mundial 2026

Kylian Mbappé brilhou individualmente e faturou pela segunda Copa consecutiva a Chuteira de Ouro (feito inédito) com 10 gols marcados no torneio, marca que não era alcançada desde o alemão Gerd Muller na Copa de 1970.

Artilharia da Copa do Mundo 2026 ⚽

10 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇫🇷 Kylian Mbappe

8 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇦🇷 Lionel Messi

7 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Jude Bellingham
🇳🇴 Erling Haaland

6 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Harry Kane
🇫🇷 Ousmane Dembele

5 gols ⚽⚽⚽⚽⚽
🇪🇸 Mikel Oyarzabal

4 gols ⚽⚽⚽⚽
🇲🇽 Julián Quiñones
🇧🇷 Vinícius Júnior
🇸🇳 Ismaila Sarr

3 gols ⚽⚽⚽
🇦🇷 Lautaro Martinez
🇫🇷 Bradley Barcola
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Bukayo Saka
🇨🇭 Johan Manzambi
🇧🇪 Romelu Lukaku
🇧🇪 Charles De Ketelaere
🇲🇦 Ismael Saibari
🇺🇸 Folarin Balogun
🇲🇽 Raúl Jimenez
🇵🇹 Cristiano Ronaldo
🇧🇷 Matheus Cunha
🇨🇦 Jonathan David
🇩🇪 Deniz Undav
🇳🇱 Brian Brobbey
🇳🇿 Elijah Just
🇨🇩 Yoane Wissa

2 gols ⚽⚽
🇦🇷 Enzo Fernandez
🇪🇸 Mikel Merino
🇪🇸 Pedro Porro
🇨🇭 Dan Ndoye
🇲🇦 Azzedine Ounahi
🇲🇦 Soufiane Rahimi
🇨🇴 Daniel Muñoz
🇧🇪 Leandro Trossard
🇧🇪 Youri Tielemans
🇪🇬 Emam Ashour
🇪🇬 Mostafa Ziko
🇺🇸 Malik Tillmann
🇨🇦 Cyle Larin
🇩🇪 Kai Havertz
🇳🇱 Cody Gakpo
🇳🇱 Crysencio Summerville
🇯🇵 Daichi Kamada
🇯🇵 Ayase Ueda
🇸🇪 Yasin Ayari
🇸🇪 Anthony Elanga
🇺🇾 Maxi Araújo
🇸🇳 Pape Gueye
🇸🇳 Iliman Ndyaie
🇨🇮 Nicolas Pepe
🇮🇷 Ramin Rezaian
🇧🇦 Ermin Mahmic
🇦🇹 Marko Arnautovic
🇩🇿 Riyad Mahrez

Recordes Históricos Quebrados em 2026

Francês Mbappe foi artilheiro com 10 gols e se tornou maior goleador das Copas com 22

O Maior Artilheiro da História das Copas

Kylian Mbappé marcou 10 gols nesta edição e chegou a impressionantes 22 gols na carreira em três Copas do Mundo (22 jogos), ultrapassando Lionel Messi (21) no último jogo e deixando muito para trás Miroslav Klose (16), o recordista antes de a Copa começar, para assumir o topo do ranking histórico de todos os tempos.

Artilharia Histórica das Copas do Mundo:

🇫🇷 22 Kylian Mbappé 🆙
🇦🇷 21 Lionel Messi 🆙
🇩🇪 16 Miroslav Klose
🇧🇷 15 Ronaldo Fenômeno
🇩🇪 14 Gerd Muller
🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 14 Harry Kane 🆙
🇫🇷 13 Just Fontaine
🇧🇷 12 Pelé

Goleiro Espanhol Unai Simón tomou seu único gol na Copa do Mundo apenas na 6ª partida

A Muralha (Quase) Invicta de Unai Simón
O goleiro espanhol Unai Simón estabeleceu um novo recorde ao ficar 650 minutos consecutivos sem sofrer gols em jogos de Copa do Mundo (somando o último jogo de 2022 e cinco em 2026), superando a marca de 517 minutos mantida pelo italiano Walter Zenga desde 1990. Ele sofreu seu único gol na Copa no sexto jogo, na vitória sobre a Bélgica por 2×1 nas quartas de final.

Lionel Messi colecionou recordes durante sua última participação em Copas aos 39 anos

Recordes de Messi e CR7

Em sua 6ª participação em Mundiais, Lionel Messi tornou-se o jogador com mais partidas na história do torneio (34 jogos) e o atleta com mais vitórias acumuladas (23 triunfos). Com uma participação brilhante (até a final) aos 39 anos, somou ainda 8 gols e 2 assistências, o recorde absoluto de gols marcados em 9 jogos consecutivos (desde 2022), o jogador mais velho a fazer um hat-trick (38 anos e 357 dias) e até uma marca negativa: o primeiro jogador a perder 4 pênaltis em Copas do Mundo e em 3 Mundiais diferentes. Já Cristiano Ronaldo, apesar de uma Copa bem mais discreta que o seu eterno oponente, também conquistou marcas para chamar de sua: com os dois gols contra o Uzbequistão, se tornou o único jogador a marcar em 6 Copas diferentes, e ainda o segundo mais velho e marcar e o mais velho a balançar as redes mais de uma vez, aos 41 anos.

Cristiano Ronaldo se tornou o único jogador da história a marcar gols em 6 Copas diferentes

Gol Mais Rápido da Edição
O meia Matías Galarza, do Paraguai, marcou aos 65 segundos na vitória sobre a Turquia, na segunda rodada, registrando o gol mais rápido da Copa de 2026.

Matias Galarza marcou aos 65 segundos na vitória do Paraguai sobre a Turquia na 2ª rodada

O Garçom que superou Pelé


O francês Michel Olise chegou credenciado como uma das grandes estrelas da Copa, e de certa forma não decepcionou. O “Artista”, como é chamado pelo estilo de jogo extremamente refinado, não marcou nenhum gol (mas em compensação perdeu muitos, quase sempre por excessos), mas saiu da Copa como recordista de assistências. Foram 7 no total, superando o recordista anterior que era nada menos que Pelé, com 5 assistências na Copa de 1970.

As longas invencibilidades de Espanha e Holanda
A campeã Espanha estabeleceu várias novas marcas, inclusive na final alcançou 38 jogos de invencibilidade (desde março de 2024) e quebrou o recorde anterior que era da Itália entre 2018 e 2021. A sequência começou justamente no empate em 3×3 com o Brasil em amistoso em Madri e passou pelo título da Eurocopa e do vice-campeonato da Nations League (perdeu a decisão para Portugal nos pênaltis). Já a Holanda foi embora pra casa cedo mas levou uma façanha na bagagem: o recorde de invencibilidade em Copas de 16 jogos, superando o Brasil que detinha a marca há mais de 60 anos. A última derrota laranja em Copas foi justamente na final de 2010 contra a Espanha, na prorrogação, depois disso não participou da Copa de 2018 e nas outras todas foi eliminada nos pênaltis (para a Argentina em 2014 e 2022 e para Marrocos em 2026).

Holanda chegou a 16 jogos sem perder em Copas do Mundo e qubrou recorde de 60 anos

Mais defesas em uma única partida
O goleiro Eloy Room (Curaçao) igualou o recorde histórico das Copas ao realizar 16 defesas difíceis na partida contra o Equador em Kansas City, que garantiu o 0x0 e o primeiro e único ponto do menor país a disputar um Mundial. E isso após ter tomado 7 gols na estreia contra a Alemanha.

Técnicos mais velhos e com mais jogos
Na sua despedida, Didier Deschamps (França) assumiu a liderança isolada ao atingir 26 partidas dirigidas no comando da seleção francesa em quatro Mundiais. Já Dick Advocaat, holandês que comandou Curaçao se tornou o mais velho a participar de uma Copa do Mundo, com 78 anos e 271 dias, superando Miroslav Koubek (Tchéquia, 74 anos), Hugo Broos (África do Sul, 74 anos), Carlos Queiroz (Gana, 73 anos), todos também na ativa em 2026 e que superaram o antigo recordista Otto Rehhagel (71 anos em 2010).

Didier Deschamps se despediu do comando da seleção da França após 4 Copas do Mundo

Curiosidades e Histórias Marcantes desse Mundial

Estreias históricas: A edição de 2026 marcou a primeira participação de 4 países: Curaçao, tornando-se o menor país em território a disputar uma fase final de Copa do Mundo, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde. E foram os africanos que brilharam: na estreia seguraram a Espanha no 0x0 e foram os únicos a não perderam para a campeã, e com outros dois empates, avançaram de fase e só pararam na prorrogação contra a outra finalista, a então campeã Argentina. Liderados pelo goleiro e agora popstar Vozinha, os caboverdianos foram a grande surpresa da Copa.

Goleiro Vozinha, de 40 anos, conduziu Cabo Verde para uma campanha histórica na estreia

Marcas emblemáticas: A Copa de 2026 registrou pelo menos dois feitos históricos. A vitória do Japão por 4×0 sobre a Tunísia na 2ª rodada foi o jogo nº 1.000 da história das Copas. Já o gol de Enzo Fernandez, que decretou a virada da Argentina sobre o Egito nas oitavas de final, foi o gol nº 3.000 da história dos Mundiais.

Ataques demolidores, defesas nem tanto: Inglaterra e França tiveram os melhores ataques (20 gols cada) e as melhores duplas da Copa. Jude Bellingham e Harry Kane somaram 13 gols juntos, igualando a marca da dupla Ronaldo e Rivaldo pelo Brasil na Copa de 2002. Mas Mbappe e Dembele foram ainda melhores, marcando 16 dos 20 gols franceses. O jogo entre eles, vitória inglesa por 6×4 na decisão do 3º lugar, foi o recordista de gols nesta Copa e em 44 anos, e ainda se tornou a decisão de terceiro lugar com mais gols na história. Mas se o ataque inglês brilhou, a defesa tomou 12 gols e ficou entre as piores da Copa, ao lado dos lanternas Iraque e Tunísia.

São Pedro colaborou: Antes da Copa, o temido protocolo de raios dos EUA gerou calafrios nas delegações, torcedores e imprensa, que já tinham visto jogos atrasarem até três horas no Mundial de Clubes um ano antes. Para piorar, havia a expectativa de um número alto de partidas afetadas com atrasos ou paralisações. Na prática, porém, parece que os deuses do futebol interferiram junto a São Pedro, e apenas um jogo foi paralisado (França x Iraque ficou parado 2 horas no intervalo) e um outro teve seu início atrasado (México x Equador, mesmo que o México não adote o mesmo protocolo, a FIFA optou por padronizar a questão nas três sedes. Ainda assim, foi muito melhor que o esperado.

França x Iraque na Filadélfia foi o único jogo da Copa a ser paralisado pelo protocolo de raios

Remada Viking e Wonderwall, os hits da Copa: em uma Copa com a presença de tantas estrelas nas tribunas em praticamente todos os jogos (só na final eram 178 celebridades nos camarotes), e com uma música tema de Shakira que colou nos ouvidos mundo afora, foram duas celebrações espontâneas das arquibancadas que ficaram marcadas como os grandes hits do Mundial. A torcida da Noruega virou mania com a sua Remada Viking que ganhou versões pelos estádios e pelo mundo todo e que teve participação muitas vezes dos jogadores da seleção após as partidas (inclusive na vitória contra o Brasil). Já a torcida inglesa entoou o coro de Wonderwall, clássico da Banda Oasis, a cada vitória do English Team, e também contou com a participação entusiasmada dos jogadores. E teve duelo dos hits da Copa: só uma seguiria em frente quando Noruega e Inglaterra se enfrentaram nas quartas de final, os ingleses mandaram os vikings remando de volta pra casa e avançaram para a reta final.

Despedida Agridoce: Uma das decepções da Copa, a Turquia perdeu os dois primeiros jogos contra Austrália e Paraguai e já foi eliminada para a rodada final contra os EUA. Apesar da frustração, os turcos renderam ótimos memes e ao menos levaram uma curiosidade na bagagem: foram a única seleção, sem contar a campeã Espanha e a terceira colocada Inglaterra, a se despedir da Copa com vitória, pois venceram o time reserva dos EUA por 3×2 com gol no último lance da partida.

Um tabu que vai completar 100 anos: com o título da Espanha e do técnico Luís De La Fuente, a marca mais longeva das Copas do Mundo segue de pé e vai completar 100 anos junto com o torneio em 2030. Nunca um treinador estrangeiro foi campeão (dirigindo um país que não o seu de nascimento). Em 2026, o italiano Carlo Ancelotti pelo Brasil, o alemão Thomas Tuchel pela Inglaterra (quem foi mais longe) e o espanhol Roberto Martinez por Portugal eram candidatos, mas ficaram pelo caminho.

Alemão Thomas Tuchel levou a Inglaterra ao 3º lugar, melhor posição do país em 60 anos

Galeria de Campeões atualizada

Não foi dessa vez que tivemos um novo membro no clube dos 8 campeões mundiais. A última a entrar foi justamente a Espanha em 2010, que agora ampliou sua marca e deixou a Inglaterra sozinha com seu único título. Lá no topo, nada mudou: mesmo em seu pior período de vacas magras, o Brasil segue no topo com 5 títulos, seguido por Alemanha e Itália, que também andam bem longe de novas conquistas.

Brasil permanece no topo

Todos os resultados dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, a maior de todos os tempos

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