Copa do Mundo
Expectativa x realidade: veja quem brilhou no (quase esquecido) Mundial Sub-17 no Brasil em 2019 e vai à Copa em 2026
Do Vestibular em 2019 para a Formatura em 2026. Pouca gente lembra, mas o Brasil sediou às pressas a Copa do Mundo Sub-17 em 2019, e apesar de pouco badalada, ela revelou muitas das estrelas que vão brilhar na Copa do Mundo 2026.
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3 meses atrásem
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Braga
A Copa do Mundo Sub-17 da FIFA, disputada às pressas no Brasil em 2019, serviu como o grande vestibular para uma geração de jogadores que, sete anos depois, está pronta para comandar suas seleções na Copa do Mundo de 2026, em gramados dos Estados Unidos, México e Canadá.
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Passados sete anos daquela final emocionante no acanhado Estádio Bezerrão, no Gama (DF), quando o Brasil foi campeão batendo o México de virada, muitos dos atletas que atuaram em solo brasileiro naquele ano estiveram em amistosos recentes das suas seleções na última Data FIFA, e provavelmente estarão presentes nas listas oficiais do Mundial deste ano.
O cruzamento de dados mostra que aquela Copa do Mundo Sub-17 em 2019 foi um divisor de águas técnico. Enquanto as potências europeias como Espanha e França (favoritas em 2026, e que se enfrentaram nas quartas de final em 2019, com a França goleando por 6×1 em Goiânia) utilizaram o torneio como filtro de qualidade, nações como Haiti, Austrália e Coreia do Sul usaram como projeto de nação esportiva, e colhem os frutos agora.
Já o Brasil, um campeão acidental que nem deveria ter disputado o torneio (veja mais abaixo), viu praticamente toda uma geração promissora ficar pelo caminho, o que de certa forma diz muito sobre o atual estágio do futebol brasileiro, mas também prova que o talento precoce precisa de ambiente e gestão de carreira para sobreviver a longos sete anos de transição até o topo do mundo.
As estrelas que confirmaram o protagonismo

Alguns nomes já davam sinais de que o Sub-17 era “pequeno” para o futebol que apresentavam. O espanhol Pedri é o exemplo máximo dessa transição meteórica, saindo do gramado da Serrinha em Goiânia direto para o protagonismo no Barcelona e na Fúria.
Pedri é destaque da Espanha
A elite africana e sul-americana
A seleção de Senegal também colheu frutos valiosos daquela edição com a consolidação de Pape Matar Sarr, hoje volante de elite na Premier League. Já o Equador transformou a liderança do zagueiro Piero Hincapié em realidade, tornando-o um dos defensores mais valorizados do futebol europeu em 2026, hoje atuando como lateral-esquerdo. A Argentina, por sua vez, vê em Matias Soulé o herdeiro técnico de uma geração que começou a ganhar corpo nos gramados brasileiros.
O curioso caso do artilheiro holandês

Mas entre os personagens daquele Mundial, chama a atenção a trajetória do artilheiro holandês Sontje Hansen. Chuteira de Ouro do torneio com 6 gols e um dos destaques da campanha de semifinal da Holanda, ele chegou a ser sondado pelo Manchester City de Guardiola, mas seguiu no Ajax, onde não conseguiu se firmar no elenco profissional. Passou pelo NEC Nijmegen, também da Holanda, antes de chegar ao Middlesbrough, que disputa a Champioship inglesa. Quando parecia que ver a Copa de 2026 pela TV era uma certeza, veio a ligação de outro holandês, o técnico Dick Advocaat, para que Sontje Hansen atuasse pela seleção de Curaçao, país de origem de seus pais. Estreou em outubro de 2025, e apenas cinco dias depois sua naturalização foi aprovada pela FIFA. De praticamente descartado, o artilheiro de 2019 passou a ser nome praticamente garantido na Copa de 2026.
O lado amargo: os que ficaram pelo caminho
Como sempre, nem todo brilho de 2019 se traduziu em sucesso profissional de alto nível para este ciclo de 2026. Gabriel Veron, por exemplo, eleito o melhor jogador daquela Copa, conviveu com lesões e oscilações, ficando a anos-luz de distância dos planos da Seleção Brasileira principal. Outros nomes, como o artilheiro Lázaro e o capitão brasileiro Henri, não atingiram o teto esperado e hoje vão assistir ao Mundial pela TV, enquanto buscam retomar o espaço em clubes de menor expressão.

Meia Gabriel Veron foi o melhor jogador do Mundial Sub-17. Foto: Alexandre Loureiro/ CBF
📉 Promessas que “Estagnaram” ou não vingaram
Como em todo torneio de base, alguns nomes que pareciam destinados ao topo acabaram enfrentando dificuldades na transição para o profissional:
| JOGADOR | STATUS EM 2019 | COMO ESTÁ EM 2026? |
| João Peglow | Camisa 10 e titular do Brasil | Após rodar por Porto B, Sport e Polônia, rescindiu com o Inter e está no DC United da MLS |
| Gabriel Veron | Melhor jogador do mundo Sub-17. Maior joia da base do Palmeiras na época | Foi vendido ao Porto, mas sofreu com lesões e questões disciplinares. Passou sem sucesso por Cruzeiro, Santos e Juventude, e está no Nacional da Madeira, em Portugal. |
| Sontje Hansen | Artilheiro do Mundial com a semifinalista Holanda | Não conseguiu se firmar no time principal do Ajax. Atualmente joga no Middlesbrough, mas deve ir à Copa com a seleção de Curaçao. |
| Daniel Cabral | Volante titular do Brasil (Flamengo). | Sofreu com lesões graves no joelho. Em 2024, transferiu-se para o Estrela Amadora, de Portugal. |
| Matías Palacios | A grande joia da Argentina naquele Mundial. | Vendido cedo ao Basel (Suíça), não explodiu. Atualmente joga no Al-Ain, nos Emirados Árabes. |
| Henri | Capitão do Brasil e zagueiro promissor. | Não teve chances no profissional do Palmeiras. Atualmente joga no North Texas SC (time B do FC Dallas, nos EUA). |
| Lázaro | Herói do título brasileiro em 2019 | Não se firmou no Flamengo, foi vendido ao espanhol Almeria e chegou a ser emprestado ao Palmeiras, onde também pouco jogou. Atualmente está no Al-Najma da Arábia Saudita. |
O fenômeno do Haiti e a base de 2019
A seleção do Haiti é o caso mais emblemático de planejamento e continuidade entre as seleções periféricas. Se despediu daquele Mundial com três derrotas e a lanterna do grupo em Goiânia, mas atletas como Dany Jean e Carl Fred Sainté, que sentiram o peso de um Mundial pela primeira vez em 2019, costumam ser chamados para a seleção e têm grandes chances de estar na equipe na Copa 2026. O amadurecimento desses jogadores foi um dos pilares necessários para que a nação caribenha alcançasse a classificação histórica para o torneio atual, encerrando um jejum de 52 anos.
Você lembra da Copa do Mundo Sub-17 no Brasil?
Se não lembra, a gente te entende. Mas vamos ajudar a refrescar a memória:

A Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019 foi a 18ª edição da competição e foi disputada no Brasil entre os dias 26 de outubro a 17 de novembro.
O evento deveria ter ocorrido no Peru entre 5 e 27 de outubro. No entanto, em fevereiro de 2019 a Federação Peruana anunciou a desistência por não conseguir cumprir com todos os requisitos exigidos pela FIFA. Sendo assim, o Conselho da FIFA anunciou em 15 de março o Brasil como substituto, marcando a primeira vez que o país recebeu uma edição da categoria.
Curiosidade: o Brasil só participou daquele Mundial porque virou o país-sede. A Seleção havia sido eliminada precocemente no Sul-Americano Sub-17 meses antes com uma campanha pífia, mas com a mudança da sede às pressas, a vaga caiu no colo da equipe, que mudou de treinador (Guilherme Dalla Déa assumiu) e acabou sendo campeã invicta, vencendo todos os 7 jogos.
A Inglaterra era a atual campeã da categoria, mas não se classificou para defender o título. Na fase decisiva, o Brasil derrotou a Itália nas quartas por 2×0, a França por 3×2 na semifinal e o México na final de virada por 2×1 (gols de Kaio Jorge e Lázaro) e conquistou o título pela quarta vez, o primeiro desde 2003.
🏟️ Sedes e Organização

Diferente da Copa de 2014, o Mundial Sub-17 focou em estádios menores e mais próximos, facilitando a logística:
Gama (DF): Estádio Bezerrão (onde ocorreu a final e a abertura).
Goiânia (GO): Estádio Olímpico e Estádio da Serrinha.
Cariacica (ES): Estádio Kléber Andrade.
⭐ Os Destaques e Premiações Individuais
Bola de Ouro (Melhor Jogador): Gabriel Veron (Brasil). Na época, era a maior joia do Palmeiras.
Chuteira de Ouro (Artilheiro): Sontje Hansen (Holanda), com 6 gols.
Luva de Ouro (Melhor Goleiro): Matheus Donelli (Brasil), do Corinthians.
🚀 Promessas que se Confirmaram no Profissional
Muitos nomes que hoje brilham na Europa e em seleções principais estavam naquele torneio:
🇪🇸 Pedri (Espanha): Talvez o maior sucesso comercial e técnico. Saiu do Las Palmas para o Barcelona e se tornou um dos pilares da Seleção Espanhola principal.
🇸🇳 Pape Matar Sarr (Senegal): Hoje é peça fundamental no meio-campo do Tottenham, da Inglaterra, e da seleção atual campeã africana de nações.
🇺🇸 Giovanni Reyna (EUA): Consolidou-se no Borussia Dortmund e atualmente está no Borussia Mönchengladbach. É uma das estrelas da geração norte-americana que chega cheia de expectativas para o Mundial em casa.
🇪🇨 Piero Hincapié (Equador): Na época era zagueiro titular absoluto. Em 2019 já demonstrava liderança, confirmada depois no Bayer Leverkusen e atualmente no Arsenal como lateral-esquerdo. Nome certo na Copa.
🇧🇷 Kaio Jorge (Brasil): Fez gol na final e logo depois teve uma venda milionária do Santos para a Juventus. Após uma lesão grave, buscou retomar o espaço no Cruzeiro (em 2024), onde voltou a ter boas atuações e chegou à Seleção, mas tem poucas chances de estar no grupo da Copa.
2019 x 2026: Veja como foi a transição de algumas seleções daquele Mundial
🇧🇷 Brasil: Não foi o que parecia…
O Brasil de 2019 foi campeão invicto, mas a transição para a seleção principal foi na direção contrária ao sucesso daquele grupo:

Yan Couto (Lateral-Direito): Um dos destaques daquela campanha, foi vendido pelo Coritiba ao Manchester City, foi emprestado ao Girona (do mesmo grupo) e atualmente está consolidado no Borussia Dortmund. Como naquela época, segue como um provável herdeiro da problemática lateral-direita na Seleção Brasileira principal. Mas perdeu espaço no grupo atual de Ancelotti e dificilmente estará na Copa.
Lázaro (Atacante): O herói do título de 2019 (era reserva, mas entrou para marcar o gol da vitória de virada contra a França na semifinal e o gol do título na final contra o México) teve uma transição bem inconsistente. Não se firmou no Flamengo, foi vendido ao espanhol Almeria e chegou a ser emprestado ao Palmeiras, onde também pouco jogou. Atualmente está no Al-Najma da Arábia Saudita.
João Peglow (Meia): Era o Camisa 10 e titular do Brasil, além de grande nome da base do Internacional. Mas não conseguiu transformar isso em carreira sólida. Após rodar por Porto B, Sport e clubes da Polônia, rescindiu com o Inter e busca retomar a carreira no DC United, da MLS.
Gabriel Veron (Meia): Melhor jogador do mundo Sub-17 naquele ano. Foi vendido pelo Palmeiras ao Porto como grande promessa, mas sofreu com lesões e questões disciplinares. Retornou ao Brasil tentando retomar a carreira, primeiro para o Cruzeiro, depois para Santos e Juventude, mas também sem sucesso. Atualmente está emprestado pelo Porto ao Nacional da Madeira.
Matheus Donelli (Goleiro): Titular absoluto daquela geração e luva de ouro da Copa do Mundo, era tratado como o sucessor natural de Cássio no Corinthians. Mas na prática nunca passou nem perto disso. Está emprestado pelo Timão ao Shabab Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos.
Henri (Zagueiro): Capitão do Brasil e zagueiro promissor. Não teve sequência no profissional do Palmeiras. Atualmente, joga no North Texas SC (time B do FC Dallas, nos EUA).
João Pedro (Atacante): Era do mesmo grupo (jogou o Sul-Americano), mas não estava no elenco campeão porque não foi liberado pelo Watford, clube dele na época. Consolidado na Premier League, é titular do Chelsea e nome praticamente certo nos 26 da Seleção para a Copa.
🇪🇸 Espanha: a consistência rendeu frutos
A Espanha de 2019 parou nas quartas tomando um 6×1 da França em Goiânia, mas foi uma das seleções mais talentosas e a que forneceu mais nomes consistentes para 2026:
Pedri (Meio-campista): A grande estrela. Saiu do Sub-17 em 2019 direto para o estrelato mundial. É o dono de uma das vagas no meio-campo da Espanha em 2026.
Alejandro Balde (Lateral-Esquerdo): Reserva em 2019, hoje é titular do Barcelona e nome certo da lateral espanhola para a Copa.
Robert Navarro (Meia/Ponta): Conseguiu se firmar em La Liga com a camisa do Athletic Bilbao e é uma das opções de velocidade no elenco de Luis de la Fuente.
🇫🇷 França: a fábrica de talentos
A França ficou em 3º lugar em 2019 e, como esperado, vários jogadores “graduaram” para o time principal de Didier Deschamps:
Tanguy Nianzou (Zagueiro): O zagueiro que era capitão e xerife em 2019 consolidou sua carreira na Europa no Sevilla e é uma das opções defensivas para este Mundial.
Arnaud Kalimuendo (Atacante): O artilheiro daquela geração francesa hoje disputa vaga no ataque com os veteranos, mas dificilmente irá à Copa. Está no Eintracht Frankfurt, emprestado pelo Nottingham Forest.
Rayan Cherki (Meia): Já era uma promessa daquela geração, mas não foi ao Mundial porque já atuava no time profissional do Lyon. Hoje brilha no Manchester City (sob comando de Guardiola) e é um dos criadores de jogadas da França para 2026.
🇦🇷 Argentina: A “Escada” para o Sucesso
Diferente de outras gerações, a de 2019 foi muito focada em formar jogadores de grupo para Scaloni:
Matias Soulé (Atacante): Embora não tenha sido o protagonista absoluto em 2019, sua evolução na Juventus e atualmente na Roma o colocou como o “sucessor natural” em algumas funções ofensivas da Argentina em 2026. Deve ir à Copa como reserva.
Exequiel Zeballos (Meia-atacante): O “Changuito” sofreu com lesões, mas sua habilidade demonstrada no Brasil em 2019 garantiu sua vaga como arma de segundo tempo na seleção principal. É destaque do Boca Juniors e esteve em convocações recentes de Scaloni.
🌍 Outras Seleções de Destaque
O Mundial de 2019 espalhou talentos que hoje são os “donos” de suas seleções nacionais:
🇺🇸 Estados Unidos: Feitos para brilhar em casa
Giovanni Reyna (Meia-atacante): Um dos grandes nomes da geração dos Estados Unidos que foi moldada para chegar pronta a 2026. Jogou o Mundial no Brasil e agora é a esperança dos americanos jogando em casa. Revelado pelo Borussia Dortmund, atualmente joga no outro Borussia, o Mönchengladbach.
Joe Scally (Lateral-direito): Lateral que também estava em 2019 e é peça carimbada na defesa americana. Joga junto com Reyna no alemão Borussia Mönchengladbach.
🇦🇺 Austrália: Renovação com Base no Brasil
Os Socceroos fizeram uma campanha digna em 2019 (oitavas de final) e três nomes daquele grupo são hoje peças de Premier League ou Championship que estarão na Copa 2026:
Ryan Teague (Meia): O capitão de 2019. Após rodar pela Europa, tornou-se o herdeiro de Aaron Mooy no controle do jogo da Austrália. Está no Melbourne City.
Jordan Bos (Lateral-esquerdo): Não era o nome mais badalado em 2019, mas teve uma explosão física absurda. Costuma ser titular na lateral-esquerda da Austrália e tem sido destaque do Feyenoord, da Eredivisie holandesa.
Nestory Irankunda (Ponta): Ele é a estrela da atual geração australiana, mas em 2019 ainda era jovem demais para estar no grupo daquele Mundial. No entanto, mesmo com 14 anos na época conviveu com a transição dessa geração. Está atualmente no Watford, da Champioship inglesa, e já desperta interesse nos gigantes do país.
🇰🇷 Coreia do Sul: Disciplina e Continuidade
A Coreia chegou às quartas em 2019 e manteve a espinha dorsal técnica:
Lee Tae-seok (Lateral): Filho da lenda Lee Eul-yong (2002), manteve o legado da família e está confirmado na lista de 2026 pela sua precisão nos cruzamentos. Joga no Áustria Viena.
Jeong Sang-bin (Atacante): O “Korean Mbappé” de 2019. Após passagem pela Europa, fixou-se no St. Louis City da MLS e é uma das armas de contra-ataque da Coreia para 2026.
Eom Ji-sung (Meia): Outro remanescente das quartas de final que chegou a vestir a camisa 10 da seleção principal em amistosos recentes. É titular e um dos destaques da Champioship (Segunda Divisão Inglesa) com o Swansea City de País de Gales.
🇲🇽 México: O Vice que “envelheceu” bem
O México perdeu a final para o Brasil, mas “ganhou” jogadores prontos para 2026:
Efraín Álvarez (Meia): A joia do LA Galaxy em 2019. Demorou a engrenar, mas em 2026 é o reserva de luxo e criador de jogadas da Tri. Está no Tijuana, que joga a primeira divisão mexicana.
Víctor Guzmán (Zagueiro): O xerife da defesa em 2019. Hoje é o titular da zaga central mexicana, sendo um dos poucos daquela final que se tornou “indiscutível”. É a liderança moral do mexicano Pachuca.
🇭🇹 O “Milagre Haitiano” de 2019 para 2026
A seleção do Haiti que veremos em 2026, inclusive enfrentando o Brasil, tem nomes que choraram a eliminação logo na primeira fase no Estádio da Serrinha, em Goiânia, com três derrotas. Mal sabiam que as lágrimas daquele dia iriam regar uma geração que fez história no país:

Dany Jean (Atacante): O grande destaque de 2019. Na época jogava no Aigle Noir (Haiti), foi para o Strasbourg (França) e hoje é uma referência técnica da seleção principal e do Torreense, da segunda divisão portuguesa.
Dany Jean é um dos destaques do Haiti
Carl Fred Sainté (Meio-campista): Era o motor do time em 2019. Conseguiu se profissionalizar no futebol dos EUA (joga no El Paso Locomotive, clube da USL Championship) e tem sido titular na contenção do Haiti para 2026.
Kervens Jolicoeur (Atacante): Outro remanescente que ganhou físico e experiência internacional, sendo peça chave no esquema de velocidade da equipe. Atua no ASC San Diego, das divisões inferiores dos EUA.
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Nem só de golaços e craques viveu o Mundial disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, que também ficou marcado por bastidores quentes e controvérsias dentro e fora das quatro linhas
Publicado
3 dias atrásem
22 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 terminou em 19 de julho de 2026 com o título da Espanha, mas o torneio não entrou para a história apenas pelo recorde de 308 gols e marcas quebradas pelos seus protagonistas. A edição expandida para 48 seleções também foi manchada por uma sequência de incidentes diplomáticos, interferências políticas em decisões de campo e gargalos de infraestrutura. Da recusa de vistos para comissões técnicas à inédita revogação de cartão vermelho por apelo do presidente norte-americano Donald Trump, o torneio exigiu contorcionismos diplomáticos sem precedentes da FIFA.
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Durante os 39 dias de competição, seleções e torcedores criticaram as relações da FIFA om a política, decisões inconsistentes do VAR, a qualidade do gramado e da infraestrutura para público e imprensa nas sedes americanas e o comportamento das delegações nos bastidores. A combinação de temperaturas extremas, logística complexa e episódios de indisciplina transformou a edição mais numerosa da história também em uma das mais turbulentas.
“VARgentina” e as decisões contestadas da arbitragem
Em sua terceira Copa do Mundo, a atuação do árbitro assistente de vídeo, o famoso VAR, gerou fortes protestos de diversas federações ao longo do torneio. O termo “VARgentina” viralizou nas redes sociais após decisões favoráveis à equipe sul-americana em momentos decisivos.

Não expulsão de Messi no jogo de estreia contra a Argélia gerou críticas duras à arbitragem
O caso mais emblemático ocorreu logo na estreia dos campeões do mundo contra a Argélia, quando a estrela Lionel Messi cometeu uma falta claramente para cartão vermelho e árbitros de campo e de vídeo passaram pano. Mantido em campo, ele fez uma hat-trick na partida, e depois marcou mais três gols nos jogos seguintes em que, em tese, estaria suspenso.
Já nas oitavas de final entre Argentina e Egito, o VAR anulou o gol que ampliaria o placar para 2 a 0 em favor dos egípcios ao revisar uma falta ocorrida 17 segundos antes da jogada e a 80 metros da meta. Até aí tudo bem, se no lance que gerou a virada argentina nos acréscimos, uma falta semelhante a favor dos egípcios e que anularia o lance não tivesse sido ignorada pela arbitragem.

Jogo entre Argentina e Egito nas Oitavas de Final também teve muitas polêmicas no apito
Outras seleções também formalizaram reclamações. A CBF, por exemplo, enviou ofício à FIFA cobrando padronização após ter um gol de Vinícius Júnior anulado contra a Escócia. A delegação de Gana também criticou o árbitro após lances polêmicos não revisados contra a Inglaterra. Mas nada comparado ao barulho que a relação dos argentinos com o apito causou durante o Mundial.
Donald Trump e a virada de mesa na punição de Balogun

A maior crise institucional do torneio, entretanto, eclodiu na fase de 16 avos de final. O atacante norte-americano Folarin Balogun recebeu cartão vermelho direto (e correto) do árbitro brasileiro Raphael Claus no triunfo dos EUA sobre a Bósnia por 2 a 0.
Inconformado com a suspensão automática do artilheiro e principal jogador dos EUA para as oitavas contra a Bélgica, o presidente Donald Trump interveio pessoalmente junto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Trump criticou publicamente o árbitro brasileiro em coletiva na Casa Branca, citou até um dossiê com polêmicas de Claus, e cobrou a anulação da suspensão.

Presidente Donald Trump pediu a anulação do cartão vermelho de Balogun
Horas antes da partida decisiva, o Comitê Disciplinar da FIFA inexplicavelmente acatou o pedido e suspendeu temporariamente a punição de Balogun. A decisão provocou revolta imediata da UEFA e da Federação Belga, que classificaram o ato como uma “interferência inaceitável” e sem precedentes na história do futebol.
No fim das contas, pouco adiantou. Balogun entrou em campo e teve atuação discreta (depois confessou o episódio interferiu no ambiente da seleção americana), os EUA foram goleados por uma Bélgica cheia de brios, com direito até a dancinha de Lukaku imitando o presidente Trump.
Vistos negados e a saga do Irã
A logística e a geopolítica controversas do governo norte-americano afetaram diretamente também a Seleção Iraniana. Pela primeira vez na história, uma Copa contou com dois países em guerra. E o pior, um deles era a sede do torneio! O Irã chegou a cogitar desistir de participar, mas voltou atrás. E aí começou o calvário: o Departamento de Estado dos EUA negou vistos de entrada para 13 membros da comissão técnica e administrativa do Irã.
Como protesto e por limitações operacionais, o Irã recusou-se a se concentrar em solo americano. A equipe transferiu seu centro de treinamento para Tijuana, no México, precisando cruzar a fronteira por centenas de quilômetros a cada jogo em Los Angeles e Seattle.
Atletas relataram desgaste extremo e cãibras devido aos voos e deslocamentos expressos. A eliminação do Irã na fase de grupos (ainda pra piorar com um gol anulado pelo VAR nos acréscimos) desencadeou duras críticas da imprensa internacional, acusando a FIFA de ignorar o princípio de neutralidade do esporte.

Seleção do Irã foi impedida de permanecer nos EUA entre as partidas
Jogadores barrados, árbitro suspenso e o nó nas fronteiras
O Irã não foi a única delegação a enfrentar contratempos burocráticos nos aeroportos das sedes do torneio. O atacante iraquiano Aymen Hussein, ídolo do país e autor do gol que classificou o Iraque para a Copa depois de 40 anos, ficou sete horas detido em interrogatório no controle de imigração ao desembarcar nos EUA.
Além disso, membros das federações de Senegal e Uzbequistão também tiveram emissões de visto atrasadas ou indeferidas pelas autoridades americanas. Também viralizaram ao longo da Copa imagens de atletas e delegações sendo revistadas por autoridades norte-americanos durante deslocamentos pelo país. Nem Lionel Messi, uma das figuras mais populares do planeta, e que atualmente mora e joga nos EUA, foi poupado das revistas.

Sobrou até para a arbitragem. Às vésperas do início do Mundial, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, indicado pela comissão de arbitragem da FIFA, teve o visto recusado e foi impedido de atuar na competição. Barrado, foi recebido como herói na volta ao seu país, e convidado pela UEFA para apitar jogos na Europa.
Outro caso que gerou polêmica foi o do torcedor símbolo da República Democrática do Congo Michel Nkuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba Vea” por ficar durante os jogos da sua seleção estático como se fosse uma estátua de Patrice Lumumba, líder da independência do país. Aguardado como uma das grandes figuras da Copa, ele só conseguiu participar do segundo jogo de RD Congo, justamente a derrota para a Colômbia em Guadalajara, no México. Ele teve o visto negado e foi proibido de entrar nos EUA.

Lumumba Vea, torcedor símbolo da RD Congo, teve o visto de entrada nos EUA negado
O drama dos estádios e dos gramados
Se a Copa apresentou ao mundo estádios belíssimos e de última geração, como por exemplo os estádios de Atlanta e Dallas e o SoFi Stadium de Los Angeles, o mais caro da Copa (custou mais de R$ 30 bilhões), também sobraram duras críticas para outras sedes.
A qualidade do MetLife Stadium, palco da grande final em Nova York/Nova Jersey, gerou muita discussão. Enquanto torcedores e imprensa reclamavam da infraestrutura muito distante do padrão que a FIFA exige em outros países, jogadores das seleções do Brasil e da França, entre outros, criticaram abertamente a dureza e o ressecamento da grama instalada sobre o piso sintético original do estádio que é usado pelo outro futebol, o americano. O desgaste exigiu uma força-tarefa da FIFA durante a fase final, principalmente em relação ao palco da final.

Condição do gramado e até a estrutura do MetLife Stadium, palco da final, foram criticados
Além disso, gerou muita discussão a escolha do estádio para a grande final, já que outros estádios tinham estrutura muito melhor nos EUA, e houve até quem defendesse o mítico Estádio Azteca, no México, palco da abertura da Copa e sede de outras duas finais na história, em 1970 e 1986, como sede da grande decisão. Mas não teve jeito, a política venceu, mais uma vez.
A controversa parada para hidratação e o futebol de 4 tempos
Algumas novidades desta Copa ganharam elogios unânimes, como por exemplo o protocolo de entrada das equipes nos jogos. Novas regras de arbitragem também foram bem avaliadas em geral, mas pelo menos uma das inovações gerou críticas: as paradas para hidratação em todos os 104 jogos, que na prática dividiram o jogo em quatro tempos de mais ou menos 25 minutos e mudaram a dinâmica de muitas partidas.
É verdade que em estádios que não eram climatizados o calor foi grande durante todo o Mundial, mas as paradas foram acusadas de serem meros pretextos para intervalos comerciais que geraram mais uma robusta fonte de renda para a FIFA. Jogadores na sua maioria não gostaram e reconheceram que muitos jogos foram alterados após as paradas, o que pode ser visto como positivo ou negativo, dependendo do ponto de vista. Já o público não viu vantagem alguma, e prova disso é que praticamente todas foram duramente vaiadas nos estádios.

Paradas para hidratação em todos os jogos foram vistas como mero intervalo comercial
Clima tenso e confusão na final
Nem a grande final da Copa do Mundo ficou imune às polêmicas. Logo após o apito final da decisão entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, jogadores das equipes se envolveram em uma briga generalizada no gramado.
O volante argentino Leandro Paredes segurou o espanhol Eric García pelo pescoço e empurrou Gavi, recebendo o cartão vermelho direto após a partida. Não bastasse isso, a postura da seleção argentina na entrega das medalhas, virada de costas para a premiação, também gerou fortes críticas da imprensa internacional. A equipe sul-americana deixou o gramado antes de a Espanha erguer o troféu de campeã, quebrando o protocolo de cortesia após os espanhóis terem feito um corredor de honra para os vice-campeões.

Confusão e agressões de jogadores de Argentina e Espanha fecharam as polêmicas da Copa
Copa do Mundo
Brasil encabeça lista das potências que passaram vergonha na Copa 2026
Seleção Brasileira vai embora cedo com a pior colocação em 36 anos e se junta a outras equipes que decepcionaram no Mundial
Publicado
4 dias atrásem
21 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026 não reservou finais felizes para gigantes do futebol mundial. E olha que nem estamos falando aqui da Itália, tetracampeã mundial que nem veio para o terceiro Mundial seguido. A Seleção Brasileira deu adeus ao torneio nas oitavas de final após ser derrotada por 2 a 1 pela Noruega, amargando sua pior colocação final no torneio desde 1990. Além da equipe de Neymar e companhia, outras potências históricas amargaram fracassos retumbantes no continente norte-americano. Alemanha, Uruguai e Portugal, por exemplo, protagonizaram desempenhos muito abaixo de suas tradições futebolísticas.
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As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026
Festa na convocação, fiasco em campo: o colapso do Brasil
A Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos cercada de expectativas, com direito a festa cinematográfica no anúncio dos convocados e forte apelo comercial. O campo, contudo, entregou uma realidade melancólica.

Haaland marcou os dois gols que eliminaram o Brasil nas oitavas de final diante da Noruega
Após estrear com empate duro contra Marrocos, mas ainda assim avançar na liderança do Grupo C, o time do italiano Carlo Ancelotti sofreu para superar o Japão nos 16 avos de final, com gol da virada nos acréscimos. Mas aí o Brasil desmoronou nas oitavas: a vitória norueguesa por 2 a 1 no MetLife Stadium, com dois gols de Erling Haaland, expôs a fragilidade emocional do elenco e a falta de organização tática.
O volante Bruno Guimarães tornou-se o primeiro jogador brasileiro desde Zico a desperdiçar uma penalidade em tempo normal de Copa. A eliminação marcou a despedida melancólica de ídolos da geração, sobretudo Neymar – que ainda marcou de pênalti seu último gol pela Seleção no mesmo estádio onde havia estreado 16 anos antes -, e empurrou o Brasil para o 11º lugar da classificação geral, a pior do país em 36 anos e a segunda pior da história.

Bruno Guimarães perdeu pênalti contra Noruega, primeiro desperdiçado desde Zico em 1986
O calvário da Alemanha continua
A Seleção Alemã acumulou mais um capítulo trágico para o seu retrospecto recente na maior competição do planeta. A tetracampeã mundial até parecia que tinha superado os traumas das eliminações na fase de grupos em 2018 e 2022 ao vencer os dois primeiros jogos, com direito a uma goleada por 7×1 (sim, teve isso!) sobre a estreante Curaçao, mas depois foi ladeira abaixo e não chegou nem nas oitavas de final.
Classificada em primeiro no Grupo E, a Alemanha vinha de derrota para o Equador na última rodada do grupo e caiu logo nos 16 avos de final diante do Paraguai. Após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, a vaga foi decidida nas penalidades máximas e os paraguaios triunfaram por 4 a 3. O resultado manteve o jejum dos alemães, que não frequentam as oitavas de final de um Mundial desde que levantaram a taça no Brasil em 2014, e abriu uma crise sem precedentes na seleção, com direito a troca de técnico e críticas abertas a alguns líderes do elenco pela apatia no Mundial.

Alemanha até começou a Copa bem, mas parou no primeiro mata-mata diante do Paraguai
Anatomia do Desastre
Como algumas seleções tradicionais deram vexame na Copa:
| Seleção | Fase da Eliminação | Detalhe do Fracasso |
| 🇧🇷 Brasil | Oitavas de Final | Derrota por 2 a 1 para a Noruega e pior classificação em 36 anos |
| 🇩🇪 Alemanha | 16 Avos de Final | Eliminada nos pênaltis (4 x 3) para o Paraguai. |
| 🇺🇾 Uruguai | Fase de Grupos | Nenhuma vitória no Grupo H e crise entre elenco e treinador |
| 🇵🇹 Portugal | Oitavas de Final | Derrota de 1 a 0 para a Espanha sem chutar no gol |
Uruguai Zerado e a frieza de Portugal

O futebol sul-americano sofreu com o desempenho melancólico do Uruguai. A Celeste foi a única das seis representantes do continente a cair ainda na fase de grupos ao somar apenas dois pontos no Grupo H, sem vencer uma única partida: empatou contra Arábia Saudita e Cabo Verde e perdeu para a Espanha. O fracasso gerou forte desgaste interno entre o técnico Marcelo Bielsa e os líderes do vestiário.
Já a Seleção Portuguesa, que chegou apontada por muitos analistas como forte candidata ao título, caiu mais uma vez diante da bicampeã Espanha nas oitavas de final por 1 a 0. Com um elenco recheado de estrelas mundiais, os portugueses adotaram uma postura extremamente defensiva e deixaram o gramado vaiados. A má gestão de talentos do treinador Roberto Martínez minou a despedida internacional da geração de Cristiano Ronaldo e Cia. O Robozão, inclusive, foi uma das poucas estrelas a decepcionar na Copa, marcando apenas 3 gols, sendo 2 na goleada sobre o Uzbequistão, e tendo atuações discretas nos outros jogos.

Cristiano Ronaldo e toda a seleção de Portugal decepcionaram na Copa e foram embora cedo
Prometiam muito, entregaram nada
Outras seleções que chegaram badaladas e decepcionaram na Copa:
🇹🇷 Turquia – Com uma geração de ouro, perdeu os dois primeiros jogos dando 60 chutes e não marcando nenhum gol e acabou eliminada por antecipação.

Turquia chegou cotada a ir longe, mas perdeu os dois primeiros jogos e acabou eliminada
🇳🇱 Holanda – Outra seleção apontada como favorita a ir longe, até fez uma boa fase de grupos, mas parou logo no primeiro mata-mata mais uma vez eliminada nos pênaltis, desta vez para Marrocos.
🇸🇳 Senegal – A campeã africana foi presa fácil para França e Noruega em confrontos difíceis, mas ainda assim conseguiu avançar e vencia a Bélgica por 2×0 até os 40 do 2º tempo nos 16 avos de final, e cedeu o empate e depois a derrota na prorrogação.
🇰🇷 Coreia do Sul – Seleção tradicional da Ásia de quem se esperava boa campanha, principalmente pelo grupo acessível. Mas mesmo com uma estreia convincente, a apatia nos dois jogos seguintes rendeu derrotas e uma eliminação inesperada.

Coreia do Sul de Son estreou com vitória mas depois perdeu 2 jogos e caiu na fase de grupos
Seleção Kmiza27 das decepções da Copa do Mundo
Goleiro:
Fernando Muslera (🇺🇾 Uruguai)
Laterais/Zagueiros:
Piero Hincapié (🇪🇨 Equador)
Jasko Gvardiol (🇭🇷 Croácia)
Danilo (🇧🇷 Brasil)
Volantes/Meias:
Vitinha (🇵🇹 Portugal)
Neymar (🇧🇷 Brasil)
Florian Wirtz (🇩🇪 Alemanha)
Arda Guler (🇹🇷 Turquia)
Atacantes:
Raphinha (🇧🇷 Brasil)
Cristiano Ronaldo (🇵🇹 Portugal)
Alexander Sorloth (🇳🇴 Noruega)
Técnico: Marcelo Bielsa (🇺🇾 Uruguai)
Copa do Mundo
Copa 2026: Recordes, gols e Espanha campeã – o balanço final do maior Mundial da história!
Tudo que você precisa saber sobre os 39 dias da Copa dos grandes protagonistas, das polêmicas e dos números assombrosos
Publicado
5 dias atrásem
20 de julho de 2026Por
Braga
A Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 na América do Norte, consagrou a Espanha como bicampeã mundial após vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na final, com o gol marcado por Ferran Torres aos 106 minutos da prorrogação no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. O torneio foi o primeiro da história com 48 seleções e 104 partidas disputadas em três países: Estados Unidos, México e Canadá. O Mundial bateu recordes absolutos de público, gols marcados e marcou a quebra de marcas históricas individuais.
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As Maiores Polêmicas que Marcaram a Copa 2026
Números e Estatísticas
O formato expandido proporcionou marcas impressionantes ao longo dos 39 dias de competição:
Total de gols: 308 gols (média de 2,96 por partida – a maior desde 1970)
Total de jogos: 104 confrontos
Público total nos estádios: Mais de 6,8 milhões de torcedores
Melhor Ataque: França e Inglaterra (20 gols marcados)
Melhor Defesa: Espanha (apenas 1 gol sofrido em 8 jogos – Recorde)
Disciplina: 235 cartões amarelos e 12 cartões vermelhos

Capitão Rodri ergue a Taça FIFA com jogadores da Espanha após vencer a Argentina na final
🌍 Classificação final da Copa do Mundo 2026:
▪️1° 🇪🇸 Espanha (22) +13 SG 🏆
▪️2º 🇦🇷 Argentina (21) +11 SG
▪️3º 🏴 Inglaterra (19) +8 SG (melhor desde 1966)
▪️4° 🇫🇷 França (18) +10 SG
▪️5º 🇳🇴 Noruega (12) +2 SG 🆙
▪️6º 🇧🇪 Bélgica (11) +7 SG
▪️7º 🇲🇦 Marrocos (11) +4 SG
▪️8º 🇨🇭 Suíça (11) +4 SG
▪️9° 🇲🇽 México (12) +7 SG
▪️10° 🇨🇴 Colômbia (11) +4 SG
▪️11° 🇧🇷 Brasil (10) +6 SG (pior desde 1990)
▪️12° 🇺🇸 Estados Unidos (9) +3 SG
▪️13° 🇵🇹 Portugal (8) +5 SG
▪️14° 🇨🇦 Canadá (7) +3 SG
▪️15° 🇪🇬 Egito (6) +1 SG
▪️16° 🇵🇾 Paraguai (5) -3 SG
▪️17° 🇳🇱 Países Baixos (8) +6 SG
▪️18° 🇩🇪 Alemanha (7) +6 SG
▪️19° 🇨🇮 Costa do Marfim (6) +1 SG
▪️20° 🇭🇷 Croácia (6) -1 SG
▪️21° 🇯🇵 Japão (5) +3 SG
▪️22° 🇦🇺 Austrália (5) 00 SG
▪️23° 🇨🇩 Congo DR (4) 00 SG 🆙
▪️24° 🇬🇭 Gana (4) -1 SG
▪️25° 🇪🇨 Equador (4) -2 SG / 2G / -12 fair play
▪️26° 🇿🇦 África do Sul (4) -2 SG / 2G / -13 fair play
▪️27° 🇸🇪 Suécia (4) -3 SG / 7G
▪️28° 🇦🇹 Áustria (4) -3 SG / 6 gols
▪️29° 🇧🇦 Bósnia & Herzegovina (4) -3 SG / 5 gols
▪️30° 🇩🇿 Argélia (4) -4 SG
▪️31° 🇸🇳 Senegal (3) +1 SG
▪️32° 🇨🇻 Cabo Verde (3) -1 SG
▪️33° 🇮🇷 Irã (3) 0 SG
▪️34° 🇰🇷 Coréia do Sul (3) -1 SG
▪️35° 🇹🇷 Turquia (3) -2 SG
▪️36° 🏴 Escócia (3) -3 SG
▪️37° 🇺🇾 Uruguai (2) -1 SG
▪️38° 🇸🇦 Arábia Saudita (2) -4 SG
▪️39° 🇨🇿 Tchéquia (1) -4 SG
▪️40° 🇳🇿 Nova Zelândia (1) -6 SG
▪️41° 🇶🇦 Catar (1) -8 SG / 2 gols
▪️42° 🇨🇼 Curaçao (1) -8 SG / 1 gol
▪️43° 🇵🇦 Panamá (0) -4 SG
▪️44° 🇯🇴 Jordânia (0) -5 SG
▪️45° 🇭🇹 Haiti (0) -6 SG
▪️46° 🇺🇿 Uzbequistão (0) -9 SG
▪️47° 🇹🇳 Tunísia (0) -10 SG
▪️48° 🇮🇶 Iraque (0) -11 SG 🔦
Quadro de Premiações Individuais (FIFA Awards)
A Espanha dominou a premiação individual após a conquista do bicampeonato:
| Prêmio FIFA | Vencedor |
| Bola de Ouro (Melhor Jogador) | Rodri (Espanha) |
| Bola de Prata | Lionel Messi (Argentina) |
| Bola de Bronze | Kylian Mbappé (França) |
| Chuteira de Ouro (Artilheiro) | Kylian Mbappé (França – 10 gols) |
| Luva de Ouro (Melhor Goleiro) | Unai Simón (Espanha) |
| Melhor Jogador Jovem | Pau Cubarsí (Espanha – 19 anos) |
| Troféu Fair Play | Holanda |
Seleção Kmiza27 dos melhores da Copa 2026:
Goleiro:
Dibu Martinez ( 🇦🇷 Argentina)
Laterais:
Pedro Porro ( 🇪🇸 Espanha)
Cucurella ( 🇪🇸 Espanha)
Zagueiros:
Pau Cubarsi ( 🇪🇸 Espanha)
Upamecano ( 🇫🇷 França)
Meias:
Rodri ( 🇪🇸 Espanha)
Olise ( 🇫🇷 França)
Bellingham ( 🏴 Inglaterra)
Atacantes:
Mbappe ( 🇫🇷 França)
Messi ( 🇦🇷 Argentina)
Haaland ( 🇳🇴 Noruega)
Técnico:
Luís De La Fuente ( 🇪🇸 Espanha)
Melhores da Copa (na avaliação do Kmiza27):
🏅Messi ( 🇦🇷 Argentina)
🥈Mbappe ( 🇫🇷 França)
🥉Bellingham ( 🏴 Inglaterra)
(Rodri, o melhor da Copa para a FIFA, é o nosso 4º colocado)
Tabela de Artilharia do Mundial 2026
Kylian Mbappé brilhou individualmente e faturou pela segunda Copa consecutiva a Chuteira de Ouro (feito inédito) com 10 gols marcados no torneio, marca que não era alcançada desde o alemão Gerd Muller na Copa de 1970.
Artilharia da Copa do Mundo 2026 ⚽
10 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇫🇷 Kylian Mbappe
8 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🇦🇷 Lionel Messi
7 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴 Jude Bellingham
🇳🇴 Erling Haaland
6 gols ⚽⚽⚽⚽⚽⚽
🏴 Harry Kane
🇫🇷 Ousmane Dembele
5 gols ⚽⚽⚽⚽⚽
🇪🇸 Mikel Oyarzabal
4 gols ⚽⚽⚽⚽
🇲🇽 Julián Quiñones
🇧🇷 Vinícius Júnior
🇸🇳 Ismaila Sarr
3 gols ⚽⚽⚽
🇦🇷 Lautaro Martinez
🇫🇷 Bradley Barcola
🏴 Bukayo Saka
🇨🇭 Johan Manzambi
🇧🇪 Romelu Lukaku
🇧🇪 Charles De Ketelaere
🇲🇦 Ismael Saibari
🇺🇸 Folarin Balogun
🇲🇽 Raúl Jimenez
🇵🇹 Cristiano Ronaldo
🇧🇷 Matheus Cunha
🇨🇦 Jonathan David
🇩🇪 Deniz Undav
🇳🇱 Brian Brobbey
🇳🇿 Elijah Just
🇨🇩 Yoane Wissa
2 gols ⚽⚽
🇦🇷 Enzo Fernandez
🇪🇸 Mikel Merino
🇪🇸 Pedro Porro
🇨🇭 Dan Ndoye
🇲🇦 Azzedine Ounahi
🇲🇦 Soufiane Rahimi
🇨🇴 Daniel Muñoz
🇧🇪 Leandro Trossard
🇧🇪 Youri Tielemans
🇪🇬 Emam Ashour
🇪🇬 Mostafa Ziko
🇺🇸 Malik Tillmann
🇨🇦 Cyle Larin
🇩🇪 Kai Havertz
🇳🇱 Cody Gakpo
🇳🇱 Crysencio Summerville
🇯🇵 Daichi Kamada
🇯🇵 Ayase Ueda
🇸🇪 Yasin Ayari
🇸🇪 Anthony Elanga
🇺🇾 Maxi Araújo
🇸🇳 Pape Gueye
🇸🇳 Iliman Ndyaie
🇨🇮 Nicolas Pepe
🇮🇷 Ramin Rezaian
🇧🇦 Ermin Mahmic
🇦🇹 Marko Arnautovic
🇩🇿 Riyad Mahrez
Recordes Históricos Quebrados em 2026

Francês Mbappe foi artilheiro com 10 gols e se tornou maior goleador das Copas com 22
O Maior Artilheiro da História das Copas
Kylian Mbappé marcou 10 gols nesta edição e chegou a impressionantes 22 gols na carreira em três Copas do Mundo (22 jogos), ultrapassando Lionel Messi (21) no último jogo e deixando muito para trás Miroslav Klose (16), o recordista antes de a Copa começar, para assumir o topo do ranking histórico de todos os tempos.
Artilharia Histórica das Copas do Mundo:
🇫🇷 22 Kylian Mbappé 🆙
🇦🇷 21 Lionel Messi 🆙
🇩🇪 16 Miroslav Klose
🇧🇷 15 Ronaldo Fenômeno
🇩🇪 14 Gerd Muller
🏴 14 Harry Kane 🆙
🇫🇷 13 Just Fontaine
🇧🇷 12 Pelé

Goleiro Espanhol Unai Simón tomou seu único gol na Copa do Mundo apenas na 6ª partida
A Muralha (Quase) Invicta de Unai Simón
O goleiro espanhol Unai Simón estabeleceu um novo recorde ao ficar 650 minutos consecutivos sem sofrer gols em jogos de Copa do Mundo (somando o último jogo de 2022 e cinco em 2026), superando a marca de 517 minutos mantida pelo italiano Walter Zenga desde 1990. Ele sofreu seu único gol na Copa no sexto jogo, na vitória sobre a Bélgica por 2×1 nas quartas de final.

Lionel Messi colecionou recordes durante sua última participação em Copas aos 39 anos
Recordes de Messi e CR7
Em sua 6ª participação em Mundiais, Lionel Messi tornou-se o jogador com mais partidas na história do torneio (34 jogos) e o atleta com mais vitórias acumuladas (23 triunfos). Com uma participação brilhante (até a final) aos 39 anos, somou ainda 8 gols e 2 assistências, o recorde absoluto de gols marcados em 9 jogos consecutivos (desde 2022), o jogador mais velho a fazer um hat-trick (38 anos e 357 dias) e até uma marca negativa: o primeiro jogador a perder 4 pênaltis em Copas do Mundo e em 3 Mundiais diferentes. Já Cristiano Ronaldo, apesar de uma Copa bem mais discreta que o seu eterno oponente, também conquistou marcas para chamar de sua: com os dois gols contra o Uzbequistão, se tornou o único jogador a marcar em 6 Copas diferentes, e ainda o segundo mais velho e marcar e o mais velho a balançar as redes mais de uma vez, aos 41 anos.

Cristiano Ronaldo se tornou o único jogador da história a marcar gols em 6 Copas diferentes
Gol Mais Rápido da Edição
O meia Matías Galarza, do Paraguai, marcou aos 65 segundos na vitória sobre a Turquia, na segunda rodada, registrando o gol mais rápido da Copa de 2026.

Matias Galarza marcou aos 65 segundos na vitória do Paraguai sobre a Turquia na 2ª rodada
O Garçom que superou Pelé

O francês Michel Olise chegou credenciado como uma das grandes estrelas da Copa, e de certa forma não decepcionou. O “Artista”, como é chamado pelo estilo de jogo extremamente refinado, não marcou nenhum gol (mas em compensação perdeu muitos, quase sempre por excessos), mas saiu da Copa como recordista de assistências. Foram 7 no total, superando o recordista anterior que era nada menos que Pelé, com 5 assistências na Copa de 1970.
As longas invencibilidades de Espanha e Holanda
A campeã Espanha estabeleceu várias novas marcas, inclusive na final alcançou 38 jogos de invencibilidade (desde março de 2024) e quebrou o recorde anterior que era da Itália entre 2018 e 2021. A sequência começou justamente no empate em 3×3 com o Brasil em amistoso em Madri e passou pelo título da Eurocopa e do vice-campeonato da Nations League (perdeu a decisão para Portugal nos pênaltis). Já a Holanda foi embora pra casa cedo mas levou uma façanha na bagagem: o recorde de invencibilidade em Copas de 16 jogos, superando o Brasil que detinha a marca há mais de 60 anos. A última derrota laranja em Copas foi justamente na final de 2010 contra a Espanha, na prorrogação, depois disso não participou da Copa de 2018 e nas outras todas foi eliminada nos pênaltis (para a Argentina em 2014 e 2022 e para Marrocos em 2026).

Holanda chegou a 16 jogos sem perder em Copas do Mundo e qubrou recorde de 60 anos

Mais defesas em uma única partida
O goleiro Eloy Room (Curaçao) igualou o recorde histórico das Copas ao realizar 16 defesas difíceis na partida contra o Equador em Kansas City, que garantiu o 0x0 e o primeiro e único ponto do menor país a disputar um Mundial. E isso após ter tomado 7 gols na estreia contra a Alemanha.
Técnicos mais velhos e com mais jogos
Na sua despedida, Didier Deschamps (França) assumiu a liderança isolada ao atingir 26 partidas dirigidas no comando da seleção francesa em quatro Mundiais. Já Dick Advocaat, holandês que comandou Curaçao se tornou o mais velho a participar de uma Copa do Mundo, com 78 anos e 271 dias, superando Miroslav Koubek (Tchéquia, 74 anos), Hugo Broos (África do Sul, 74 anos), Carlos Queiroz (Gana, 73 anos), todos também na ativa em 2026 e que superaram o antigo recordista Otto Rehhagel (71 anos em 2010).

Didier Deschamps se despediu do comando da seleção da França após 4 Copas do Mundo
Curiosidades e Histórias Marcantes desse Mundial
Estreias históricas: A edição de 2026 marcou a primeira participação de 4 países: Curaçao, tornando-se o menor país em território a disputar uma fase final de Copa do Mundo, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde. E foram os africanos que brilharam: na estreia seguraram a Espanha no 0x0 e foram os únicos a não perderam para a campeã, e com outros dois empates, avançaram de fase e só pararam na prorrogação contra a outra finalista, a então campeã Argentina. Liderados pelo goleiro e agora popstar Vozinha, os caboverdianos foram a grande surpresa da Copa.

Goleiro Vozinha, de 40 anos, conduziu Cabo Verde para uma campanha histórica na estreia

Marcas emblemáticas: A Copa de 2026 registrou pelo menos dois feitos históricos. A vitória do Japão por 4×0 sobre a Tunísia na 2ª rodada foi o jogo nº 1.000 da história das Copas. Já o gol de Enzo Fernandez, que decretou a virada da Argentina sobre o Egito nas oitavas de final, foi o gol nº 3.000 da história dos Mundiais.

Ataques demolidores, defesas nem tanto: Inglaterra e França tiveram os melhores ataques (20 gols cada) e as melhores duplas da Copa. Jude Bellingham e Harry Kane somaram 13 gols juntos, igualando a marca da dupla Ronaldo e Rivaldo pelo Brasil na Copa de 2002. Mas Mbappe e Dembele foram ainda melhores, marcando 16 dos 20 gols franceses. O jogo entre eles, vitória inglesa por 6×4 na decisão do 3º lugar, foi o recordista de gols nesta Copa e em 44 anos, e ainda se tornou a decisão de terceiro lugar com mais gols na história. Mas se o ataque inglês brilhou, a defesa tomou 12 gols e ficou entre as piores da Copa, ao lado dos lanternas Iraque e Tunísia.
São Pedro colaborou: Antes da Copa, o temido protocolo de raios dos EUA gerou calafrios nas delegações, torcedores e imprensa, que já tinham visto jogos atrasarem até três horas no Mundial de Clubes um ano antes. Para piorar, havia a expectativa de um número alto de partidas afetadas com atrasos ou paralisações. Na prática, porém, parece que os deuses do futebol interferiram junto a São Pedro, e apenas um jogo foi paralisado (França x Iraque ficou parado 2 horas no intervalo) e um outro teve seu início atrasado (México x Equador, mesmo que o México não adote o mesmo protocolo, a FIFA optou por padronizar a questão nas três sedes. Ainda assim, foi muito melhor que o esperado.

França x Iraque na Filadélfia foi o único jogo da Copa a ser paralisado pelo protocolo de raios
Remada Viking e Wonderwall, os hits da Copa: em uma Copa com a presença de tantas estrelas nas tribunas em praticamente todos os jogos (só na final eram 178 celebridades nos camarotes), e com uma música tema de Shakira que colou nos ouvidos mundo afora, foram duas celebrações espontâneas das arquibancadas que ficaram marcadas como os grandes hits do Mundial. A torcida da Noruega virou mania com a sua Remada Viking que ganhou versões pelos estádios e pelo mundo todo e que teve participação muitas vezes dos jogadores da seleção após as partidas (inclusive na vitória contra o Brasil). Já a torcida inglesa entoou o coro de Wonderwall, clássico da Banda Oasis, a cada vitória do English Team, e também contou com a participação entusiasmada dos jogadores. E teve duelo dos hits da Copa: só uma seguiria em frente quando Noruega e Inglaterra se enfrentaram nas quartas de final, os ingleses mandaram os vikings remando de volta pra casa e avançaram para a reta final.


Despedida Agridoce: Uma das decepções da Copa, a Turquia perdeu os dois primeiros jogos contra Austrália e Paraguai e já foi eliminada para a rodada final contra os EUA. Apesar da frustração, os turcos renderam ótimos memes e ao menos levaram uma curiosidade na bagagem: foram a única seleção, sem contar a campeã Espanha e a terceira colocada Inglaterra, a se despedir da Copa com vitória, pois venceram o time reserva dos EUA por 3×2 com gol no último lance da partida.
Um tabu que vai completar 100 anos: com o título da Espanha e do técnico Luís De La Fuente, a marca mais longeva das Copas do Mundo segue de pé e vai completar 100 anos junto com o torneio em 2030. Nunca um treinador estrangeiro foi campeão (dirigindo um país que não o seu de nascimento). Em 2026, o italiano Carlo Ancelotti pelo Brasil, o alemão Thomas Tuchel pela Inglaterra (quem foi mais longe) e o espanhol Roberto Martinez por Portugal eram candidatos, mas ficaram pelo caminho.

Alemão Thomas Tuchel levou a Inglaterra ao 3º lugar, melhor posição do país em 60 anos
Galeria de Campeões atualizada

Não foi dessa vez que tivemos um novo membro no clube dos 8 campeões mundiais. A última a entrar foi justamente a Espanha em 2010, que agora ampliou sua marca e deixou a Inglaterra sozinha com seu único título. Lá no topo, nada mudou: mesmo em seu pior período de vacas magras, o Brasil segue no topo com 5 títulos, seguido por Alemanha e Itália, que também andam bem longe de novas conquistas.
Brasil permanece no topo

Todos os resultados dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, a maior de todos os tempos
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