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Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo 2026 será a primeira da história sem técnicos brasileiros

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Visão lateral de um banco de reservas vazio em um estádio de futebol profissional sob luzes noturnas

Pela primeira vez em 96 anos de história, a Copa do Mundo não contará com nenhum treinador brasileiro à beira do gramado. A confirmação veio após a eliminação da Seleção da Albânia, comandada pelo ex-lateral Sylvinho, na repescagem das eliminatórias europeias (perdeu para a Polônia).

Desde a primeira edição da Copa, em 1930, o Brasil sempre esteve representado no banco de reservas, seja pela Seleção Canarinho ou por profissionais do país comandando nações estrangeiras. O vácuo para o Mundial de 2026, que será disputado nos EUA, México e Canadá, acende o alerta sobre a exportação e a relevância da nossa escola de treinadores no cenário global.

Técnico da Albânia, ex-lateral Sylvinho foi eliminado pela Polônia e encerrou as chances brasileiras de manter escrita de sempre ter pelo menos um técnico do pais na Copa do Mundo

Fim de uma hegemonia de quase um século

Desde Píndaro de Carvalho no Uruguai em 1930, o Brasil manteve uma linhagem ininterrupta de comandantes em Mundiais. Nomes como Vicente Feola, Zagallo e Telê Santana não apenas representaram o país, mas moldaram a forma como o mundo enxergava o futebol tático.

O auge dessa exportação ocorreu em 2006, na Alemanha (primeira Copa pós-Penta e com brasileiros em alta, vide Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid na mesma época), quando cinco brasileiros dirigiram seleções diferentes: Parreira (Brasil), Alexandre Guimarães (Costa Rica), Felipão (Portugal), Marcos Paquetá (Arábia Saudita) e Zico (Japão). 20 anos depois, o cenário é de deserto total, e sem perspectivas de reversão próxima.

O fator estrangeiro e a queda de braço tática

A ausência de técnicos brasileiros em 2026 reflete um movimento inverso ao que ocorre no Brasileirão, hoje dominado por técnicos portugueses e argentinos. Enquanto o mercado interno importa conceitos, os profissionais brasileiros perderam espaço nas principais ligas e seleções periféricas de elite.

Sylvinho era a última esperança de manter a escrita viva, após passagens discretas de outros profissionais em ciclos recentes. A falta de licenciamento unificado com a UEFA e a barreira da língua ainda são apontados por especialistas como entraves para a retomada do espaço perdido.

Retrospecto: Ocupação Brasileira em Copas

Abaixo, a cronologia que mostra como o Brasil sempre foi protagonista no banco de reservas:

DÉCADASPRINCIPAIS NOMES NAS COPAS
1930-1950Píndaro de Carvalho, Luís Vinhaes, Flávio Costa
1960-1970Vicente Feola, Otto Glória (Portugal), Didi (Peru)
1980-1990Telê Santana, Parreira (Kuwait/EAU/Brasil), Tim (Peru)
2000-2022Felipão (Brasil/Portugal), Zico (Japão), Tite, Alexandre Guimarães (Costa Rica), Marcos Paquetá (Arábia Saudita), Parreira (Brasil/África do Sul)
2026Nenhum técnico brasileiro na Copa

Copa do Mundo 2026

Mbappé apagado, Vini iluminado: Por que o camisa 7 reassumiu o protagonismo.

Na ausência do craque francês, fora desde 24 de abril, Vini Jr. passou a ser não somente a referência técnica, mas também de liderança.

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Foto: Judit Cartiel/Getty Images

Mbappé em modo avião, literalmente

A postura de Kylian Mbappé vem gerando cada vez mais incômodo no Real Madrid. De acordo com o jornal francês L’Équipe, o atacante tem sido visto como individualista, provocando desgaste tanto com os torcedores quanto dentro do clube. O problema não é falta de gols. São 42 gols em 46 jogos nessa temporada pelo Real. O problema é o que acontece quando as chuteiras ficam no armário.

Fora dos gramados desde 24 de abril por causa de um problema muscular na coxa, Mbappé aproveitou o fim de semana para ir a Cagliari, na Itália, acompanhado da atriz Ester Expósito. A decisão não caiu bem, especialmente por acontecer às vésperas do clássico contra o Barcelona. Para piorar, Mbappé retornou a Madri poucos minutos antes do início da partida contra o Espanyol, o que ampliou a percepção de falta de comprometimento em um momento crucial da temporada. 

E esse não foi o primeiro episódio. Em março, durante uma derrota do Real Madrid para o Getafe, o francês foi visto jantando em Paris com amigos, o que já havia gerado controvérsia e críticas. 

Mbappé lamenta. (Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters)

Smoking no vestiário: a metáfora que ficou no ar

O técnico Álvaro Arbeloa, sem citar nomes, afiou o bisturi na coletiva. “Me incomoda quando corremos menos que os outros, e não apenas sem bola. O Real Madrid não se construiu entrando em campo de smoking, mas se sujando de suor e de barro”, disparou o comandante. 

Dois episódios recentes teriam sido o estopim para a crise: um atraso de 40 minutos para um almoço oficial da equipe e uma atitude desrespeitosa a um membro da comissão técnica durante um treinamento. O que mais irritaria o grupo é a ausência de punições — a percepção de que o atacante tem privilégios intocáveis começou a quebrar a harmonia do elenco. Quando a estrela mais cara do planeta não é cobrada como os outros, o vestiário racha por dentro.

O reflexo dessa tensão é o aparente isolamento do craque com o restante do elenco. Atualmente, Mbappé manteria laços estreitos apenas com o “clã francês” do elenco, formado por Ferland Mendy, Aurélien Tchouameni e Eduardo Camavinga. 

Entra Vini Jr., o capitão sem braçadeira

Enquanto a novela francesa se arrasta, o camisa 7 carioca parece ter reassumido seu papel de liderança. Arbeloa foi direto ao ponto após a vitória sobre o Espanyol: “Ele voltou a fazer uma grande exibição, marcando dois golaços, sendo o líder no setor ofensivo da equipe e uma ameaça cada vez que pega na bola. É muito agressivo, inteligente, muito corajoso, constante.”

Arbeloa completou o elogio com força total: “Um jogador fantástico, um líder nato, um companheiro de equipe que todos adoram, uma ótima pessoa. Tenho muito orgulho de tê-lo como jogador; sou incrivelmente sortudo.” 

Os números de Vini em 2026 sustentam cada palavra: 16 gols em 28 jogos, segundo maior artilheiro do ano no futebol europeu, atrás apenas de Harry Kane. E mais: o brasileiro entrou numa seleta prateleira do clube, tornando-se apenas o oitavo atleta do Real Madrid a fazer 20 ou mais gols em cinco temporadas seguidas.

O Brasil precisa do líder que o Real Madrid já descobriu

A Copa do Mundo começa em menos de 40 dias, e o Brasil chega ao torneio buscando algo que não vê desde 2002: a taça. Vini Jr. não é apenas o melhor jogador da Seleção, ele pode ser o eixo emocional de um grupo que historicamente naufraga quando falta alguém para segurar o leme nos momentos de tempestade.

Vini Jr. comemora gol. (Foto: Conmebol)

O que o Real Madrid mostrou nesta temporada é revelador: quando Vini assume a liderança, o time respira diferente. E lidera pelo exemplo, pelos gols, por ajudar na marcação, pelo abraço no companheiro que errou.

A pergunta que devemos fazer é: “O entorno vai saber proteger e empoderar esse líder que está em plena ascensão?” Se a resposta for sim, o Brasil pode ter, finalmente, um líder que uma Copa exige.

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Copa do Mundo 2026

Protocolo de raios nos EUA: como o rígido sistema de alerta de tempestades pode (e vai) impactar a Copa do Mundo 2026.

Jogos atrasados ou parados por horas? Sim, teremos! Entenda por que a polêmica regra das 8 Milhas vai ditar o ritmo de muitas partidas do Mundial disputadas em território americano. Protocolo não se aplica no México e no Canadá, que receberão 26 dos 104 jogos

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Placar eletrônico do Inter&Co Stadium, em Orlando, Flórida, mostra anúncio de "Weather Delay": atraso de evento por causa de alerta de tempestade durante jogo do Mundial de Clubes em 2025.

A Copa do Mundo de 2026 terá um desafio logístico “invisível” que vai muito além do deslocamento entre três países: o rigoroso protocolo de segurança contra tempestades elétricas dos Estados Unidos. Diferente do que ocorre na Europa ou na América do Sul, onde o árbitro muitas vezes decide sobre a continuidade sob chuva, nos EUA a palavra final é da tecnologia e das normas de segurança pública. O sistema, que já causou interrupções em massa no Mundial de Clubes da FIFA 2025, promete ser um fator determinante para a pontualidade — ou a falta dela — no próximo ano, já que 78 dos 104 jogos serão disputados em território americano e, portanto, sujeitos à regra.

A “Regra das 8 Milhas”

O protocolo padrão adotado em ligas como a MLS e a NFL é implacável: se um raio for detectado em um raio de 8 milhas (aproximadamente 13 quilômetros) do estádio, a partida é imediatamente suspensa. Jogadores, comissões técnicas e torcedores devem abandonar o campo e as arquibancadas abertas para buscar abrigo em áreas cobertas. E se prepare: isso certamente vai acontecer durante jogos da Copa.

Entenda como o rígido protocolo em eventos dentro dos EUA vai impactar a Copa do Mundo

A angústia do cronômetro que não para (e o pior, reinicia)

O que torna a espera angustiante para fãs e emissoras de TV é a “janela de 30 minutos”. Após cada raio detectado dentro do perímetro de segurança, um cronômetro de meia hora é iniciado. Se um novo raio cair aos 29 minutos de espera, o relógio volta para o zero. No Mundial de Clubes de 2025, disputado no mesmo período no ano passado até como teste dos estádios americanos, partidas como Chelsea x Benfica e Ulsan x Mamelodi Sundowns sofreram atrasos que superaram 3 horas, transformando jogos da tarde em eventos noturnos.

O caos do Mundial de Clubes 2025

O evento teste da FIFA deixou claro que o clima americano não perdoa o calendário du futebol no resto do mundo. No verão dos EUA, tempestades de fim de tarde são comuns e extremamente violentas. No Mundial de Clubes de 2025, cinco jogos foram afetados por tempestades elétricas só na primeira semana. O impacto foi além do campo: jogadores reclamaram da quebra de ritmo e torcedores enfrentaram dificuldades com transportes e logística de saída dos estádios sob alerta de furacão ou tornados em algumas regiões. E não há motivos para achar que será diferente agora, pois os jogos serão disputados na mesma época.

Jogo entre Chelsea e Benfica em Charlotte foi interrompido horas, começou de dia e só terminou à noite no Mundial de Clubes de 2025. Crédito: Buda Mendes/Getty Images

O fator determinante para a Copa 2026

Para a Copa do Mundo, o risco é amplificado pela escala do evento. Com 104 jogos, qualquer atraso em uma partida pode gerar um efeito dominó nas transmissões globais e no descanso das seleções. Lembrando que 78 dos 104 jogos serão disputados em território americano e, portanto, estão sob efeito do protocolo das 8 Milhas. Estados como Flórida (Miami) e Texas (Dallas e Houston), conhecidos como “capitais dos raios”, serão monitorados em tempo real pelo Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. A FIFA já confirmou que não pode ignorar esses protocolos locais, priorizando a segurança física sobre o cronograma comercial. Os demais 26 jogos disputados no México e no Canadá provavelmente terão condições ais flexíveis em caso de tempestades.

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Copa do Mundo 2026

O craque, a maca e o sonho que ficou para trás: as lesões que roubaram títulos da Copa do Mundo

De Zidane a Neymar, o futebol tem uma lista dolorosa de gênios que o destino tirou da maior festa do mundo na pior hora possível.

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Estêvão - Chelsea x Manchester United - Premier League
Foto: Action Images via Reuters/Peter Cziborra

A Copa do Mundo é o maior palco do futebol — e o mais cruel. Quatro anos de preparação, uma janela de três semanas, e a menor distração do corpo pode transformar o sonho em pesadelo de maca. Não raro, as lesões decidem não apenas carreiras individuais, mas o rumo inteiro de torneios. Estevão, joia do Chelsea, pode ser o mais recente nome a entrar para essa amarga lista. O Kmiza 27 traz algumas das lesões que mais causaram impacto em campanhas de Copa do Mundo.

Neymar 2014: dois centímetros que mudaram a história

Neymar estava voando, tinha feito quatro gols em cinco partidas, e então veio a joelhada de Camilo Zúñiga nas suas costas, aos 41 minutos do segundo tempo no Castelão. A fratura na terceira vértebra lombar tirou o camisa 10 do torneio e deixou o Brasil sem sua maior arma para a semifinal fatídica. Sem Neymar, o Brasil foi humilhado pela Alemanha por 7 a 1 na semifinal em Belo Horizonte — a maior vergonha da história da seleção canarinha. 

Foto: Odd Andersen/AFP

Ronaldo e a convulsão de 1998: o mistério que persegue o Fenômeno

O maior jogador do mundo em 1998, artilheiro da Inter de Milão, favorito a qualquer prêmio individual, tinha o mundo aos seus pés no dia da final. E então, no quarto da concentração, Ronaldo teve uma convulsão. O mundo parou. A seleção entrou em pânico. O nome de Edmundo apareceu na escalação — e, depois, o de Ronaldo voltou.

Ronaldo acabou jogando a final, mas não era Ronaldo. Apagado, distante, como se ainda estivesse no quarto de hotel. A França de Zidane aplicou 3 a 0 e o Fenômeno ganhou a Bola de Ouro de um torneio no qual o Brasil perdeu o título.

Foto: Getty Images

Zidane 2002: o colapso do craque e da atual campeã do mundo

Cinco dias antes da estreia, num amistoso protocolar contra a Coreia do Sul, Zidane sentiu a coxa e saiu. Sem ele, a melhor seleção do mundo perdeu para o Senegal, empatou com o Uruguai e foi eliminada na fase de grupos sem marcar um único gol. Quando voltou lesionado contra a Dinamarca, era tarde demais. A França, detentora do título, foi como a pior campeã da história das Copas.

Foto: Getty Images

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