Connect with us

Brasileirão

A casa do Galo virou inferno: Flamengo é o maior algoz do Atlético na Arena MRV

A casa virou inferno: Flamengo segue invicto na Arena MRV e se consolida como o maior algoz do Atlético-MG no próprio estádio

Publicado

em

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Urubu fez a festa em Belo Horizonte, de novo

O Flamengo é, definitivamente, uma pedra no sapato do Atlético na Arena MRV. Neste domingo, o Rubro-Negro não apenas venceu, humilhou. Com um placar de 4 a 0 pela 13ª rodada do Brasileirão, o visitante da Gávea deixou claro que o endereço na Avenida Presidente Carlos Luz, em BH, pode até ser do Galo, mas o dono mesmo é outro.

Cinco jogos, quatro vitórias: o tabu que dói

Em cinco confrontos na “Casa do Galo”, o Flamengo soma quatro vitórias no tempo normal e um empate, seguindo invicto no estádio desde sua inauguração. É um domínio tão completo que nem o Cruzeiro, rival de Estado, conseguiu algo parecido. O domínio recente do Flamengo consolidou o Rubro-Negro como o maior algoz atleticano dentro de casa.

O histórico que assombra: jogo a jogo

O arquivo não mente, e para o torcedor atleticano, é leitura pesada. Os cinco confrontos na Arena MRV têm o seguinte retrospecto: goleada de 4 a 2 em Julho de 2024 pelo Brasileirão, derrota de 1 a 0 na final da Copa do Brasil em Novembro do mesmo ano, eliminação nos pênaltis em Agosto de 2025 pela Copa do Brasil, empate em 1 a 1 no Brasileirão de novembro de 2025, e agora o vexame de 4 a 0 em Abril de 2026. Cinco capítulos de uma história que o Galo preferiria não ter escrito.

Time do Atlético-MG contra o Flamengo — Foto: Gilson Lobo/AGIF

Um Primeiro Tempo de Pesadelo

O Flamengo construiu o placar ainda no primeiro tempo: aos 7 minutos, Pedro abriu o marcador após cruzamento de Samuel Lino; aos 30, Gonzalo Plata ampliou com finalização de fora da área; e nos acréscimos, aos 45, Arrascaeta marcou o terceiro após cruzamento de Varela. Três gols antes do intervalo, com a Arena MRV em silêncio total. Aquele silêncio de quem não acredita no que está vendo. A derrota parcial ainda no primeiro tempo escancarou a fase negativa do Atlético, que chegou ao terceiro revés consecutivo no Brasileirão, aumentando a pressão sobre jogadores, comissão técnica e diretoria. 

Crise no Galo, festa no Urubu

Com o resultado, o Flamengo emplaca a quarta vitória seguida no Brasileirão e permanece na vice-liderança com 26 pontos, enquanto o Galo despencou para a 15ª posição, com apenas 14 pontos. O contraste é brutal: um time voando, outro afundando. Este duelo também teve um peso histórico: foi o 80º jogo do Atlético-MG na Arena MRV, e o presente do Galo foi um verdadeiro cavalo de Tróia. 

Brasileirão

Clássico das Multidões: quando o futebol mobiliza o Brasil

Mais que um clássico interestadual: Corinthians x Vasco é história, identidade e décadas de decisões que pararam o Brasil.

Publicado

em

Foto: Werther Santana/Estadão /Estadão


A vitória do Corinthians por 1 a 0 em Itaquera, no último domingo (26), pelo Brasileirão, foi apenas o último capítulo de uma rivalidade antiga, que acumula confrontos decisivos e finais épicas.

Dois gigantes nascidos do povo

O Corinthians foi fundado em 1910 por operários do bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Homens simples que não tinham dinheiro para jogar bola mas tinham alma de sobra. O Vasco da Gama nasceu em 1898 no Rio de Janeiro, fruto da imigração portuguesa, e escreveu um capítulo histórico em 1924 ao escalar jogadores negros e mulatos numa época em que o racismo era regra, não exceção. Dois clubes populares, dois berços humildes, uma rivalidade que foi inevitável.

O apelido que explica tudo

Nenhum dos dois clubes precisou de marketing para justificar o nome “Clássico das Multidões”, as arquibancadas já davam o recado. Juntas, Corinthians e Vasco somam mais de 50 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil. Quando esse confronto acontece, o país inteiro escolhe um lado. 

O inimigo do meu inimigo é meu amigo

Há uma camada extra nessa rivalidade que vai além das quatro linhas: o Vasco e o Palmeiras, maior rival do Corinthians, mantêm uma relação de afinidade histórica entre suas torcidas organizadas. As organizadas dos dois clubes têm relação de proximidade reconhecida, e torcedores vascaínos chegam a comercializar produtos do clube nas proximidades do Allianz Parque. No mapa das alianças entre torcidas organizadas, Palmeiras e Vasco integram o mesmo bloco, a União Dedo Pro Alto, enquanto rivais como São Paulo e Flamengo compõem o bloco oposto. Então quando Corinthians e Vasco se encaram, não é só futebol: é uma guerra de alianças, identidades e provocações que começa muito antes do apito inicial.

Foto: Força Jovem (Twitter)

Confrontos históricos

O capítulo mais épico dessa rivalidade foi escrito em 14 de janeiro de 2000, no palco sagrado do Maracanã. A final do primeiro Mundial de Clubes da FIFA terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, e o Corinthians sagrou-se campeão ao vencer nos pênaltis por 4 a 3. Do lado vascaíno, Edmundo chutou para fora na cobrança decisiva, e o mundo do futebol tinha um novo dono: o Todo Poderoso Timão. Ganhar o primeiro título mundial da história da FIFA no templo do futebol não foi nada além de épico.

Jogadores do Corinthians comemoram conquista do Mundial de 2000 (Foto: Getty Images)

Doze anos depois, o Vasco quase impediu o Corinthians de conquistar a Libertadores de 2012. Com 0 a 0 no placar nas quartas de final, Diego Souza interceptou um passe errado, arrancou sozinho e teve tudo para decretar a eliminação do Timão. Mas Cássio se esticou e, com a ponta da luva, desviou a bola rente à trave, em um lance de silêncio absoluto no estádio. E, para fechar o roteiro, Paulinho apareceu livre na área aos 42 minutos do segundo tempo, cabeceou e garantiu a classificação corintiana. Sem aquela defesa, talvez a história seria bem diferente.

Cássio defende chute de Diego Souza (Foto: Agência AP)

Vinte e cinco anos após o Mundial, o destino reuniu os dois gigantes em mais uma final, e novamente no Rio de Janeiro. O Corinthians bateu o Vasco por 2 a 1 no Maracanã, em dezembro de 2025, e levantou a taça da Copa do Brasil pela quarta vez na história do clube. Yuri Alberto abriu o placar, Memphis Depay ampliou no segundo tempo, e o Timão segurou a pressão vascaína até o apito final.

Memphis Depay ergue taça de campeão da Copa do Brasil (Foto: Pedro Kirilos/Estadão)

Continuar lendo

Brasileirão

Vitor Roque no topo, Botafogo e Palmeiras dominando: o ranking internacional que mostra as principais joias do Brasileirão

CIES aponta os 20 jovens mais promissores do Brasileirão 2026; Palmeiras e Botafogo lideram com 4 cada

Publicado

em

Vitor Roque, do Palmeiras, contra o Botafogo no Brasileirão 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.

Vitor Roque: o retorno que virou liderança

Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.

Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.

Botafogo: a fábrica silenciosa

Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.

O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.

Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O ranking completo

Pos.JogadorIdadePosiçãoClube
Vitor Roque21AtacantePalmeiras 
Robert Renan22ZagueiroVasco 
Allan22MeiaPalmeiras 
Álvaro Montoro19MeiaBotafogo 
Breno Bidon21MeiaCorinthians 
Viery Fernandes21ZagueiroGrêmio 
Agustín Giay22Lat. direitoPalmeiras 
Victor Gabriel21ZagueiroInternacional 
Román Gómez21Lat. direitoBahia 
10ºMatheus Martins22AtacanteBotafogo 
11ºMaik Gomes21Lat. direitoSão Paulo 
12ºLucas Ronier21AtacanteCoritiba 
13ºVictor Hugo21MeiaAtlético-MG 
14ºJefté22Lat. esquerdoPalmeiras 
15ºIgnacio Sosa22MeiaRB Bragantino 
16ºJordan Barrera20AtacanteBotafogo 
17ºJoão Pedro22ZagueiroCorinthians 
18ºKeny Arroyo20AtacanteCruzeiro 
19ºMateo Ponte22Lat. direitoBotafogo 
20ºWallace Yan21AtacanteFlamengo 

O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro

Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.

Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.

Continuar lendo

Bahia

Das derrotas à permanência: por que Rogério Ceni no Bahia é um fenômeno raro no futebol brasileiro moderno

Ceni fica no Bahia apesar da pressão e é o 2º técnico mais longevo da Série A. Entenda por que alguns treinadores são intocáveis no futebol brasileiro

Publicado

em

Rogério Ceni, técnico do Bahia, em coletiva pós jogo
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

A derrota por 3 a 1 para o Remo, em casa, no jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil, gerou pressão da torcida e dúvidas externas, mas não abalou a posição de Rogério Ceni no Bahia. O clube confirmou a permanência do treinador, que segue no cargo com contrato até dezembro de 2027. Em um campeonato que já demitiu 10 técnicos nas primeiras 10 rodadas, Ceni é uma das raras exceções e o motivo vai além do resultado de uma partida.

O projeto que protege Ceni

Desde que chegou ao Bahia em setembro de 2023, Rogério Ceni construiu um histórico difícil de ignorar: são mais de 150 jogos no comando, com aproveitamento em torno de 59%, além de dois títulos do Campeonato Baiano consecutivos e a classificação do clube para duas Libertadores.

O Grupo City, dono do clube, opera com uma filosofia de gestão de longo prazo e Ceni é parte central desse projeto. Mesmo reconhecendo que como treinador não dispõe do mesmo tempo que os investidores, o próprio técnico já declarou que busca “acelerar os processos” dentro dessa visão.

O ranking dos mais longevos no Brasil

No cenário atual do futebol brasileiro, a longevidade virou exceção. Com 10 técnicos demitidos nas primeiras 10 rodadas do Brasileirão 2026, quem sobrevive por mais de um ano no cargo já é notícia. Ceni é o 2º técnico mais longevo da Série A, atrás apenas de Abel Ferreira, no Palmeiras desde outubro de 2020.

TécnicoClubeNo cargo desde
Abel FerreiraPalmeirasOutubro de 2020 
Rogério CeniBahiaSetembro de 2023 
Rafael GuanaesMirassolMarço de 2025
Odair HellmannAthleticoMaio de 2025

Abel: o modelo que ninguém consegue replicar

Se Ceni é o segundo mais longevo, Abel Ferreira é o fenômeno isolado. O português está no Palmeiras há mais de cinco anos, uma eternidade no futebol brasileiro, e acumula mais de 10 títulos no cargo. Em um país onde a média de permanência de um técnico na Série A é de menos de seis meses, Abel virou referência mundial de gestão de carreira.

O próprio caso de Abel mudou a mentalidade de alguns clubes. O Verdão provou que estabilidade gera títulos e o Bahia, com o Grupo City, parece ter absorvido essa lição ao blindar Ceni mesmo em momentos de pressão.

O técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, durante partida da Conmebol Libertadores (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Na história, o caso mais extremo

Na lista histórica dos técnicos mais longevos em um único clube brasileiro, o recorde absoluto pertence a Amadeu Teixeira, do América-AM: 53 anos no comando do mesmo clube, de 1955 a 2008. No Santos, Lula comandou o time em 945 jogos entre 1954 e 1966. Números de outra época e de outro futebol.

Hoje, o futebol brasileiro funciona em outra velocidade. Por isso, quando um técnico como Ceni resiste a uma derrota por 3 a 1 em casa e segue no cargo, isso já diz mais sobre o clube do que sobre o treinador.

Continuar lendo

Mais lidas