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Craques

Messi e CR7 fora de campo: a rivalidade que não tem aposentadoria

Dois meses separam as aquisições de clubes por Cristiano Ronaldo e Lionel Messi no futebol espanhol. A maior rivalidade do futebol moderno não parece que vai terminar com o apito final.

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Messi e Cristiano Ronaldo sentados lado a lado e sorrindo durante sorteio dos grupos da Champions League temporada 2019/2020

Dois craques, dois clubes, uma mesma obsessão

Em fevereiro de 2026, Cristiano Ronaldo adquiriu 25% do UD Almería, clube da segunda divisão espanhola, por meio de sua empresa “CR7 Sports Investments”. Menos de dois meses depois, Lionel Messi oficializou a compra de 100% da Unió Esportiva Cornellà, time da Catalunha que disputa a terceira divisão do Campeonato Espanhol.

A movimentação quase simultânea reacendeu o debate eterno entre torcedores ao redor do mundo. Desta vez, porém, o campo de disputa não é o gramado.

CR7 chega com ambição e conexões sauditas

Ao confirmar o negócio, Ronaldo declarou que sempre teve a ambição de contribuir para o futebol além das quatro linhas e que enxerga no Almería uma fundação sólida e potencial claro de crescimento. O clube briga diretamente pelo acesso à La Liga, e a entrada do português como acionista já movimentou o mercado.

O Almería tem 48 pontos em 27 jornadas e vai na terceira colocação, a apenas dois pontos do líder Racing de Santander, com 15 rodadas ainda por disputar. Ronaldo não vai bater bola nem escalar time — mas traz algo que vale ouro para um clube do interior da Andaluzia: visibilidade global instantânea. 

Cristiano Ronaldo anunciou em fevereiro a compra de 25% do tradicional Almeria

Messi volta à Catalunha — desta vez como dono

Do outro lado da Espanha, Messi escolheu um clube com alma. O UE Cornellà, fundado em 1951, tem tradição na revelação de jogadores e já foi porta de entrada para nomes como o goleiro David Raya, do Arsenal, e Jordi Alba, ex-Barcelona. Para o argentino, não é apenas um investimento — é uma declaração de amor à região que o formou como jogador e como pessoa.

O objetivo é claro: subir de divisão e consolidar o projeto esportivo sob nova gestão, com o time já garantido nos playoffs de acesso. O comunicado do clube foi direto ao ponto e cheio de emoção: com a transação, Messi reforça sua estreita relação com Barcelona e seu compromisso com o desenvolvimento do esporte e dos talentos locais na Catalunha.

Messi escolheou o pequeno UE Cornellá, clube com tradição de revelar jogadores na Catalunha

O confronto direto vai acontecer?

A pergunta que não quer calar: Almería x UE Cornellà, com Messi e CR7 nas arquibancadas opostas, pode rolar? Por ora, o cenário parece mais sonho do que realidade. O clube do argentino disputa uma vaga para a quarta divisão espanhola, enquanto o Almería de Ronaldo briga pelo retorno à primeira divisão. São mundos diferentes dentro de uma mesma Espanha.

Um confronto entre os dois só seria possível na Copa do Rei, competição que mistura clubes de todas as divisões. Enquanto isso não acontece, o torcedor vai ter que se contentar em torcer, ou secar, de longe.

Atlético-MG

Emoção, zebra e clássicos históricos: os jogos que a Copa do Brasil jamais deixará você esquecer

Desde finais eletrizantes a viradas mirabolantes: o torneio mais democrático do Brasil tem muito mais do que simples partidas.

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Trofeu da Copa do Brasil
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Criada em 1989, a Copa do Brasil foi projetada para dar chance ao “Brasil profundo” — times de estados menores enfrentando os gigantes. O que ninguém esperava era que, décadas depois, o torneio se tornaria um dos mais disputados, emocionantes e imprevisíveis do continente. Com premiação milionária, vaga na Libertadores e o prestígio de levantar aquela taça, poucos campeonatos nacionais no mundo entregam tanto drama por partida quanto este.

Clássicos que viraram lenda

Flamengo x Vasco (Final 2006)

Um clássico carioca de gala na decisão. O Rubro-Negro foi soberano nos dois jogos e ergueu o caneco sem sofrer gol algum.

Atletico-MG x Cruzeiro (Final 2014)

Depois de viradas épicas sobre Corinthians e Fla, o Galo fez o trabalho mais tranquilo justo na decisão, humilhando o arquirrival que era bicampeão brasileiro.

A arte da virada: quando tudo parecia perdido

Atlético-MG x Corinthians (Quartas de Final 2014)

O Galo voltou de São Paulo com 2 a 0 de desvantagem e todo mundo dando a vaga de presente ao Timão. Mas o Mineirão virou caldeirão e o Atlético aplicou um 4 a 1 histórico, de virada, para avançar. Era o sinal de que aquele time não tinha fronteiras para o impossível.

Palmeiras x Flamengo (Quartas de Final 1999)

Perdendo no Rio por 2 a 1, o Verdão ainda levou gol logo de cara no jogo de volta — situação de desespero total. Com um show de Euller, o Palmeiras foi às raias do impossível e fez 4 a 2 para uma classificação inesquecível. A campanha terminou nas semis contra o Botafogo, mas aquela noite ficou gravada para sempre.

A zebra mais saborosa da história

Sport x Corinthians (Final 2008)

O Corinthians venceu a ida por 3 a 1 e já começava a ensaiar discurso de bicampeão. O que o Leão da Ilha preparou para a volta, porém, foi uma aula de futebol nervoso e eficiente, vencendo por 2 a 0 e conquistando o título num critério de gols fora que até hoje gera debate.

O gol decisivo de Luciano Henrique foi especialmente cruel: escanteio mal afastado, chute de primeira, bola desviada e passando entre as pernas do goleiro Felipe. O futebol tem dessas.

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Categorias de Base

Santos e o dilema do “celeiro de craques”

O Santos busca reinventar seu papel como formador de talentos em um cenário de saídas precoces, concorrência crescente e novos desafios para manter sua identidade histórica.

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Sub-13 do Santos
Foto: Divulgação/Santos FC

Tradição que atravessa gerações

Do legado de Pelé à explosão de Neymar, o Santos Futebol Clube consolidou uma identidade rara: a de formador de talentos de elite. Dados do CIES Football Observatory colocam o clube de forma recorrente entre os que mais revelam jogadores atuando nas principais ligas do mundo, reforçando um modelo que virou marca registrada.

Um mercado que mudou as regras

O cenário atual, porém, é mais agressivo. Relatórios da FIFA mostram que o Brasil segue como um dos maiores exportadores de atletas, com saída cada vez mais precoce de jovens. Isso encurta ciclos e dificulta a consolidação de jogadores no time principal antes de uma transferência internacional.

Impacto direto no modelo santista

Na prática, o Santos precisa lidar com menos tempo para desenvolver e aproveitar seus talentos. Casos como Rodrygo ilustram esse movimento: promessas que rapidamente ganham o mundo. O efeito colateral é uma pressão crescente por vendas rápidas, o que pode afetar tanto o desempenho esportivo quanto a criação de ídolos duradouros.

Foto: Flávio Florido/BP Filmes

Concorrência interna mais forte

Além da Europa, o clube enfrenta hoje uma disputa mais intensa dentro do próprio Brasil. Outras equipes passaram a investir pesado em categorias de base, oferecendo estrutura e salários competitivos. A vantagem histórica do Santos — antes baseada em tradição e oportunidade — já não é suficiente por si só.

O desafio de reinventar o “celeiro”

Mesmo assim, a vocação formadora segue sendo um ativo central. Estudos do CIES Football Observatory indicam que clubes com histórico sólido tendem a se manter relevantes se conseguirem se adaptar. Para o Santos, o desafio em 2026 é claro: equilibrar vendas, competitividade e identidade — e redefinir o que significa ser, hoje, um verdadeiro celeiro de craques.

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