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Futebol

Berço de Craques: As Cidades que Revelaram os Maiores Jogadores do Futebol Brasileiro

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Por: Redação Kmiza27 | Especial para o site

O talento brasileiro no futebol parece brotar do chão. E, muitas vezes, literalmente: das ruas de terra batida, dos campos de várzea e dos bairros humildes surgiram alguns dos maiores nomes da história do esporte mundial. Embora o Brasil seja vasto e rico em diversidade, certas cidades se destacam como verdadeiros celeiros de craques.

Neste especial, revisitamos alguns dos municípios que entraram para o mapa do futebol por algo mais valioso que títulos: suas crias.


🌇 Três Corações (MG) – Onde nasceu o Rei

Pequena cidade no sul de Minas Gerais, com pouco mais de 70 mil habitantes, Três Corações é mais conhecida por ser o berço de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O rei do futebol nasceu ali em 1940, e embora tenha feito carreira no Santos e na Seleção, carrega no nome da cidade sua origem.


🌆 Bauru (SP) – De onde partiu Garrincha… quase

Na verdade, Bauru foi a casa de infância de Pelé, mas foi também celeiro de jogadores como Djalma Santos. A cidade tem uma tradição esportiva forte, com clubes de base e cultura esportiva enraizada — o que ainda revela talentos até hoje.


🏙️ Rio de Janeiro (RJ) – A fábrica carioca

Não há como ignorar a capital fluminense. O Rio já viu nascer Romário, Zico, Jairzinho, Adriano e tantos outros. Os bairros da Zona Norte, como Bento Ribeiro e Vila da Penha, se tornaram sinônimos de talento bruto lapidado pelas peladas de rua e pelos campos improvisados entre morros e avenidas.


🏡 Pato Branco (PR) – A terra de Alexandre Pato

No sudoeste do Paraná, essa pacata cidade deu ao futebol um dos atacantes mais promissores dos anos 2000. Pato virou nome, símbolo e orgulho local. Mesmo que sua carreira tenha tido altos e baixos, seu início meteórico ficou marcado no futebol mundial.


🌴 Maceió (AL) – O Nordeste no mapa do talento

Maceió revelou ninguém menos que Marta, considerada a maior jogadora da história do futebol feminino. A cidade também tem tradição masculina, tendo revelado jogadores como Cleiton Xavier e Richarlison (que nasceu em Nova Venécia-ES, mas cresceu no estado vizinho).


Conclusão: o talento mora em todo canto

O que essas cidades têm em comum? Paixão. Estrutura pode faltar, mas vontade e amor pelo futebol sobram. Em um país onde o esporte é mais que diversão — é uma linguagem universal —, cada esquina pode esconder um futuro camisa 10.

Por isso, quando se fala de futebol brasileiro, não se olha apenas para os centros de treinamento. Olha-se para as comunidades, para os campos improvisados, para as cidades pequenas. Porque é de lá que vêm os maiores.

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Copa do Mundo

Recordes que podem cair na Copa do Mundo de 2026

De Messi e Cristiano Ronaldo a Mbappé: conheça as marcas que estão em jogo no Mundial e qual a chance delas serem superadas.

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Montagem com Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e o goleiro mexicano Ochoa, que vão quebrar a marca de seis Copas consecutivas em 2026.

A Copa do Mundo de 2026 é a maior de todos os tempos e promete também ser a edição mais transformadora da história do torneio. Com 48 seleções, 104 partidas e uma série de novos participantes, o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá reúne condições inéditas para a quebra de recordes históricos. De marcas coletivas que resistem há décadas a feitos individuais de lendas como Messi, Cristiano Ronaldo e Mbappé, diversos capítulos da história das Copas poderão ganhar novos protagonistas.
Quando a bola rolar para a Copa do Mundo de 2026, não estarão em disputa apenas o troféu mais cobiçado do futebol. Em campo também estarão algumas das marcas mais emblemáticas da história dos Mundiais. Recordes que atravessaram gerações, resistiram a Pelé, Maradona, Ronaldo, Zidane, Messi e Cristiano Ronaldo e que agora podem finalmente ser superados em um torneio com características nunca antes vistas.
A ampliação para 48 seleções e 104 partidas cria um cenário único para a quebra de marcas históricas. Da disputa pela liderança de gols entre Brasil e Alemanha às tentativas de Mbappé e Messi de alcançar a artilharia histórica, passando pelos estreantes que buscam escrever seus primeiros capítulos em Copas do Mundo, reunimos os recordes que estarão sob maior ameaça durante o Mundial de 2026 — e avaliamos as reais chances de cada um deles cair.

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1. Seis Copas seguidas: só o trio aí de cima ⬆️

Essa é uma mera formalidade. Ao entrarem em campo com suas seleções, o goleiro mexicano Guilhermo Ochoa e os astros Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão alcançar uma marca que parecia inimaginável há alguns anos: vão disputar a sexta Copa do Mundo consecutiva. O trio irá se isolar na liderança, deixando para trás nomes como Lothar Matthäus (Alemanha), Gianluigi Buffon (Itália) e Antonio Carbajal (México), que jogaram cinco Copas. Curiosidade: o goleiro Ochoa não seria chamado e já estava encaminhando a aposentadoria, mas a lesão do goleiro titular do México fez ele ser chamado às pressas e assim entrar para a história junto com os dois principais jogadores do futebol no século 21.

Chance: 🟢 Grande

2. Brasil x Alemanha pela liderança de gols em Copas

O Brasil é o maior goleador da história dos Mundiais. Após a Copa do Catar em 2022, a Seleção chegou a 237 gols marcados, mantendo a liderança histórica. Mas a Alemanha, mesmo com campanhas vergonhosas nas duas últimas Copas, aparece logo atrás com 232 gols.
A situação é interessante porque a Alemanha está a apenas cinco gols da liderança. E com um detalhe, além de poder fazer uma campanha melhor (e de mais jogos) que o Brasil, os alemães vão enfrentar Curaçao logo na estreia, o que lhes dá uma chance considerável de descontar os 5 gols de saldo logo de cara.
Com até oito partidas possíveis para um finalista, Alemanha e Brasil podem alternar a liderança durante o torneio.

Chance (de a marca mudar de dono em 2026): 🟡 Razoável

Francês Kylian Mbappé já tem 12 gols em duas Copas do Mundo (2018 e 2022)

3. Mbappé e Messi buscam um dos recordes mais cobiçados

O alemão Miroslav Klose lidera a artilharia histórica dos Mundiais com 16 gols em 4 Copas, feito alcançado justamente no fatídico 7×1 contra o Brasil na semifinal da Copa de 2014, quando superou a marca de Ronaldo Fenômeno.
O principal candidato a assumir o posto é o francês Kylian Mbappé, que já chegou aos 12 gols em duas Copas e com menos de 27 anos. Foram 4 gols na campanha do título francês em 2018 (um deles na final) e 8 gols em 2022, incluindo um hat-trick na final.
Ele já é o maior artilheiro da história em finais de Copa. Em 2026, Mbappé disputará sua terceira Copa e tem potencial real de marcar 5 gols e suplantar a marca de Klose, já que a França é candidatíssima ao título e portanto a ir longe no torneio.
Outro que pode abocanhar mais este recorde é Lionel Messi. Ele até tem mais gols que Mbappé no geral (13 em 5 Copas), e mesmo já veterano e lutando contra lesões, ninguém em sã consciência diria ser improvável um dos maiores da História marcar 4 gols na Copa, ainda mais com a Argentina tendo um grupo com a estreante Jordânia, Argélia e Áustria.

Chance: 🟢 Grande

4. O recorde de Fontaine finalmente corre perigo?

O francês Just Fontaine marcou inacreditáveis 13 gols em apenas seis jogos na Copa de 1958. Durante quase sete décadas, ninguém conseguiu sequer se aproximar da marca (o alemão Gerd Müller fez 10 em 1970, e foi quem chegou mais perto).
Mas o formato da Copa de 2026 muda essa equação. Com mais jogos, agora um artilheiro poderá disputar até oito partidas. Isso significa que um atacante pode alcançar 13 gols mantendo uma média difícil mas não impossível de 1,63 gol por jogo. Fontaine, por exemplo, precisou de média superior a 2 gols por partida em 1958.
Mais jogos e além disso maior número de jogos altamente desnivelados (com chance de goleadas homéricas) são a chance de ouro dos artilheiros de buscar um feito que para muitos é inalcançável. A dificuldade para chegar lá, além do tamanho do desafio, é que o futebol atual é muito mais equilibrado e defensivamente organizado. Além disso, a exigência física dos jogos e o calor esperado para a Copa devem ser barreiras para números elevados de gols.

Chance: 🔴 Pequena

Francês Just Fontaine marcou 13 gols em 5 jogos na Copa do Mundo de 1958, na Suécia

5. Europa pode igualar em títulos fora de casa

Historicamente, os campeões costumavam vencer apenas em seus próprios continentes. Mas isso também tem mudado. Se até a virada do século apenas o Brasil tinha vencido “fora de casa” em 1958, na Suécia, no século 21 o que era tabu parece ter virado tendência. Das seis Copas disputadas no século 21, quatro tiveram campeões “forasteiros”:

🇧🇷 Brasil (Coreia/Japão 2002)
🇪🇸 Espanha (África do Sul 2010)
🇩🇪 Alemanha (Brasil 2014)
🇦🇷 Argentina (Catar 2022)

Como a Copa de 2026 será na América do Norte, uma seleção europeia campeã igualaria esse placar em 3 a 3.

Chance (de a marca ser igualada): 🟢 Grande

6. Messi pode ampliar um recorde aparentemente inalcançável

Lionel Messi é o jogador com mais partidas disputadas em Copas do Mundo: 26. Ter jogado duas finais (2014 e 2022) ajudou muito, mas a regularidade foi o segredo. Em 2026, ele poderá chagar a:

  • ✔️29 jogos (em caso de uma improvável eliminação precoce)
  • ✔️33 ou 34 jogos (campanha até semifinal ou final)

Isso criaria uma distância gigantesca para os perseguidores. Para superar Messi, um jogador normalmente precisará:

  • ✔️disputar cinco Copas;
  • ✔️chegar várias vezes às semifinais;
  • ✔️ser titular durante quase 20 anos e se machucar muito pouco.

Convenhamos, é uma combinação raríssima. Coisa de Messi.

Chance (de o próprio Messi ampliar o recorde): 🟢 Grande

7. A barbada: o recorde de gols em uma edição

A Copa do Catar em 2022 registrou 172 gols, recorde histórico. Os 6 gols da final entre Argentina e França foram decisivos para superar os 171 das Copas de 1998 e 2014.
Mas aqui temos uma barbada. Se antes havia um enorme equilíbrio nessa disputa, agora esse recorde será pulverizado em 2026 pelo simples fato de que, com o aumento para 48 seleções, serão 40 jogos a mais (104 a 64). Só a fase de grupos de 2026, com 72 jogos, já deve bastar para quebrar o recorde atual.
Mantida a média de gols das últimas Copas, na casa de 2,5 por partida, o torneio deve ter mais de 170 gols já na primeira fase e pode ultrapassar facilmente a barreira dos 250 gols no total. Algumas projeções estatísticas, inclusive, apontam para algo próximo de 280 gols.
Ou seja: na verdade, surpreendente aqui seria o recorde não cair.

Chance: 🟢 Quase certeza

Seleção da Hungria de 1954 marcou 27 gols em 5 jogos, média de 5,4 por partida

8. Uma seleção pode finalmente superar a Hungria de 1954

A mágica seleção da Hungria da Copa de 1954 marcou 27 gols em apenas cinco partidas (média de 5,4). É até hoje uma das marcas mais absurdas da história.
Mas o novo formato cria uma oportunidade inédita. Uma seleção campeã (ou mesmo semifinalista) poderá disputar até oito jogos. França, Inglaterra, Brasil, Espanha, Portugal ou Argentina, tradicionalmente equipes ofensivas e com chances de reais de ir longe, teriam mais oportunidades para acumular gols. Mas mesmo assim o desafio é duríssimo, pois ainda seria necessário manter média próxima de 3,5 gols por partida.

Chance: 🟡 Razoável

9. Jogador mais jovem a marcar em Copa

Esse pode cravar: não será superado. Pelé é o dono do recorde há quase 70 anos – marcou seu primeiro gol em Copas contra País de Gales em 1958 com 17 anos e 239 dias.
Não bastassem as exigências físicas e táticas do futebol moderno, onde é cada vez mais raro ver adolescentes de 17 anos como titulares em seleções de alto nível, o jogador mais jovem da Copa de 2026 é o meia-atacante mexicano Gilberto Mora. E mesmo considerando a hipótese (pequena) de que ele marque um gol na estreia dos donos da casa (abertura da Copa contra a África do Sul), nesse dia ele terá 17 anos e 240 dias. Ou seja, por um dia, Mora não terá a chance de ao menos igualar o feito do Rei do Futebol.

Chance: 🔴 Nenhuma

Rei Pelé marcou o seu primeiro gol em Copas do Mundo com 17 anos em 1958, na Suécia

10. Jogador mais velho a disputar uma Copa

Outro feito que vai permanecer intacto por mais 4 anos por uma questão matemática: o recorde atual pertence ao goleiro egípcio Essam El-Hadary, que atuou na Copa de 2018 com 45 anos e 161 dias.
E mesmo que atualmente seja muito mais comum ver goleiros veteranos jogando em alto nível, o jogador mais velho da Copa de 2026 é o goleiro escocês Craig Gordon, de 43 anos.
E aqui vale uma curiosidade: se por acaso o goleiro Fábio, do Fluminense, tivesse sido convocado pela Seleção Brasileira (o que não seria nenhum absurdo e inclusive foi defendido por muitos), ele quebraria o recorde, pois no dia da estreia do Brasil ele terá 45 anos e 256 dias de vida.

Chance: 🔴 Nenhuma

11. Gols em 6 Copas? Só CR7 pode

Cristiano Ronaldo pode ampliar um recorde que talvez nunca mais seja alcançado. O Robozão é o único jogador a marcar gols em cinco Copas diferentes:

✔️2006 – 1 gol contra o Irã 🇮🇷
✔️2010 – 1 gol contra a Coreia do Norte 🇰🇵
✔️2014 – 1 gol contra Gana 🇬🇭
✔️2018 – 4 gols (hat-trick contra a Espanha 🇪🇸 e 1 gol contra Marrocos 🇲🇦)
✔️2022 – 1 gol contra Gana 🇬🇭

Se marcar em 2026, ele chegará a seis, algo que dificilmente será igualado. Para tanto, outro jogador precisará:

  • ✔️Jogar seis Copas;
  • ✔️Marcar em todas elas;
  • ✔️Manter nível de elite internacional durante mais de 20 anos.

Messi, que também jogará a sexta Copa, até fez mais gols (13, sendo 7 em 2022), mas não marcou na Copa de 2010. Ou seja, a chance de CR7 ampliar a marca em 2026 é grande, mas depois disso talvez passe a ser uma das marcas mais difíceis de suplantar do futebol moderno.

Chance: 🟢 Grande

Cristiano Ronaldo pode se tornar o único jogador da história a marcar gols em 6 Copas

12. Gols de seleções estreantes em uma Copa

A referência mais forte é a Copa de 1966, na Inglaterra, com 22 gols de seleções estreantes: Portugal fez incríveis 17 gols (foi semifinalista) e a Coreia do Norte fez 5. Em 2006, foram seis os estreantes e eles somaram 21 gols, ficando muito perto, mas dando a dimensão da dificuldade do feito.
Em 2026 serão quatro as seleções estreantes (maior marca desde 2006), mas para quebrar a marca, Jordânia, Uzbequistão, Cabo Verde e Curaçao precisam somar 23 gols.

Chance: 🔴 Pequena

13. Maior número de estreantes que passaram da fase de grupos

Excluindo 1930 e Copas sem fase de grupos comparável, o recorde pertence à Copa de 1958, na Suécia, quando três seleções que estreavam naquele Mundial passaram pela fase de grupos: Irlanda do Norte, País de Gales e União Soviética (os dois últimos, curiosamente, eliminados pelo campeão Brasil).
Os principais estreantes que avançaram foram:

✔️1958: Irlanda do Norte, País de Gales e União Soviética.
✔️1966: Portugal e Coreia do Norte.
✔️1974: Alemanha Oriental.
✔️1986: Dinamarca.
✔️1990: Costa Rica e Irlanda.
✔️1994: Nigéria e Arábia Saudita.
✔️1998: Croácia.
✔️2002: Senegal.
✔️2006: Gana e Ucrânia.
✔️2010: Eslováquia.

No total, 16 seleções estreantes avançaram de fase desde 1950. As que foram mais longe foram as semifinalistas Portugal em 1966 e Croácia em 1998. Em 2026, mesmo com a volta do formato que classifica até 3 seleções por grupo, seria necessário que as 4 estreantes avançassem, o que parece pouco provável.

Chance: 🔴 Pequena

14. Gols de pênalti em uma Copa

O recorde de pênaltis convertidos em uma edição de Copa é 22 gols, na Copa de 2018, na Rússia. Aquele Mundial também teve recorde de pênaltis marcados: 29. Talvez não por coincidência, foi a primeira Copa do Mundo a utilizar o VAR.
Com 104 jogos em 2026 e o VAR já consolidado, essa é uma das marcas mais ameaçadas de cair.

Chance: 🟢 Grande

Griezmann marca pela França de pênalti na Copa de 2018. Estreia do VAR ajudou a consolidar recorde pênaltis marcados (29) e convertidos (22) no Mundial disputado na Rússia

15. Primeiro bicampeão do século 21?

As Copas do Século 21 têm uma curiosidade: até hoje foram 6 edições e 6 campeões diferentes. Ou seja, em 2026 aumenta a chance de termos o primeiro país bicampeão do século. São cinco candidatos, já que a Itália (campeã em 2006) está fora.

Candidatos diretos:

🇧🇷 Brasil: campeão em 2002.
🇪🇸 Espanha: campeã em 2010.
🇩🇪 Alemanha: campeã em 2014.
🇫🇷 França: campeã em 2018.
🇦🇷 Argentina: campeã em 2022.

Além disso, é a vez da Argentina de Messi e Cia tentar uma marca rara e que não acontece há 64 anos: o bicampeonato consecutivo. Só a Itália (1934 e 1938) e o Brasil de Pelé e Garrincha em 1958 e 1962 ostentam esse feito.

Chance: 🟡 Razoável

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Copa do Mundo

14 países que só foram a uma Copa do Mundo e você nem imaginava

Em quase um século de história, 84 países já estiveram na Copa do Mundo. Mas alguns deles só foram uma única vez. Conheça, ou relembre, cada um deles.

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Reprodução de um cartaz de 1938 que celebra a estreia da seleção de Cuba na Copa do Mundo daquele ano, disputada na França, e que seria a única participação da ilha na história dos Mundiais.

Na história quase centenária da Copa do Mundo, um total de 84 países já participaram do principal evento esportivo do planeta (já incluindo os 4 estreantes de 2026 – Curaçao, Jordânia, Uzbequistão e Cabo Verde, que apesar de também só terem essa participação, não serão incluídos aqui). Destes, 14 só tiveram uma única oportunidade de desfilar pela elite do futebol (eram 20 até 2022, mas em 2026 seis deles retornam – o que é conversa para um outro material). Desde Cuba até a Indonésia, passando pela minúscula Islândia, sobram histórias curiosas dessas participações únicas e inesquecíveis (para eles) na Copa do Mundo.
Confira abaixo quem são os países de uma única participação, as curiosidades e trajetórias de cada um nos seus Mundiais.

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1. CUBA 🇨🇺

Sim, Cuba já jogou uma Copa do Mundo! Faz tempo, foi na Copa de 1938, na França. Mas foi histórico. O time da Ilha de Fidel Castro, que na época era só um garoto de 11 anos e provavelmente ainda não pensava em revolução, foi a primeira seleção do Caribe a disputar um Mundial, a vencer uma partida e a marcar um gol em Copas.
Tá certo que classificou sem precisar passar pelas eliminatórias, já que todos os outros inscritos desistiram, mas lá em gramados franceses conseguiu passar de fase. Enfrentou a Romênia, empatou em 3 a 3 após uma prorrogação, e como naquela época não havia decisão por pênaltis, foi marcado um jogo desempate dois dias depois, e aí os cubanos venceram por 2 a 1, de virada.
Nas oitavas de final, no entanto, não viram a cor da bola e foram atropelados pela Suécia por 8 a 0 e terminaram na 8ª colocação. Fim do sonho cubano, que depois daquela jornada seguiu produzindo ótimos charutos, virou uma ditadura socialista, uma potência olímpica e no beisebol, mas nunca mais passou nem perto de outra participação em Copas do Mundo.

2. KUWAIT 🇰🇼

Kuait, Kueit, chame como quiser. Mas o Kuwait, pequeno país do Golfo Pérsico que tem uma das maiores reservas de petróleo do planeta, causou na sua primeira e única participação em Copas do Mundo. Foi em 1982, na Espanha, e o time chegou credenciado por uma hegemonia regional: havia conquistado a Copa da Ásia em 1980, e antes, manteve uma incrível invencibilidade entre 1970 e 1979, conquistando cinco títulos da Copa do Golfo no período.
No Mundial, uma curiosidade: o treinador era um jovem brasileiro até então pouco conhecido por aqui. Seu nome? Carlos Alberto Parreira. E o Kuwait caiu num grupo dificílimo, com Inglaterra, França e Tchecoslováquia. Mas mesmo sob a expectativa de ser saco de pancadas, surpreendeu o mundo na estreia arrancando um empate em 1 a 1 com os tchecos (e o gol deles foi num pênalti bem polêmico).
No jogo seguinte, a goleada sofrida para a França por 4 a 1 ficou em segundo plano, pois os kuwaitianos foram protagonistas de uma das cenas mais icônicas das Copas até hoje, quando o Príncipe Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah, que também era o presidente da federação de futebol do país, invadiu o campo para reclamar do quarto gol francês. Fez um barraco, tirou os jogadores de campo e depois de muita confusão, conseguiu que o gol fosse anulado pelo árbitro, que inclusive tempos depois foi banido do futebol.
Na despedida, novamente boa atuação e derrota magrinha para a poderosa Inglaterra por 1 a 0, fechando a participação na 21ª posição. Na sequência a era de ouro se acabou, veio a Guerra do Golfo e nunca mais tivemos Kuwait em Copas.

Príncipe do Kuwait Fahad Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah conseguiu anular um gol da França

3. ANGOLA 🇦🇴

Essa nem faz tanto tempo assim. Em 2006, na Alemanha, a simpática seleção de Angola, conhecida como os Palankas Negras, fez sua estreia em Copas do Mundo. País de ligação histórica muito forte com o Brasil, até pela língua em comum, Angola chegou ao seu único Mundial até hoje após despachar a poderosa Nigéria nas sempre difíceis eliminatórias africanas.
E na Copa caiu no mesmo grupo de Portugal, de quem foi colônia até 1975, além de enfrentar também México e Irã. Com um time forte fisicamente e uma defesa consistente, Angola não fez feio. Na estreia, derrota para Portugal de Felipão por 1 a 0, depois um empate sem gols com os mexicanos e na despedida, outro empate: 1 a 1 com o Irã, quando o atacante Flávio marcou o primeiro e único gol angolano em Copas.
Com a 23ª posição na Alemanha, Angola, que tinha nomes altamente resenha como o zagueirão Lebo Lebo, o meia Zé Kalanga e o atacante Love, ainda carrega outra marca: até hoje, é a seleção com maior média de cartões em Mundiais: 3,6 por jogo, sendo 10 amarelos e um vermelho.

Angola enfrentou Portugal, de quem foi colônia, logo na estreia na Copa de 2006

4. INDONÉSIA 🇮🇩

Não, você não leu errado! A Indonésia também já foi a uma Copa do Mundo. Eu sei que você procurou e não achou o nome na lista. Mas é que aqui temos uma pegadinha: na época da Copa da França em 1938, a Indonésia ainda era uma colônia holandesa e se chamava Índias Orientais Neerlandesas. Ou para os íntimos, Índias Holandesas.
E sem dúvida foi uma participação icônica: convidado pela Fifa, tornou-se o primeiro país asiático a disputar uma Copa do Mundo. E ainda detém outra marca que nunca mais será igualada: é a única seleção entre todas que já foram a um Mundial que disputou apenas uma partida. Isso mesmo! A Indonésia, ou Índias Holandesas, só fez um jogo naquela Copa, e ainda levou o chamado sarrafo: 6 a 0 para a Hungria, que viria a ser vice-campeã em gramados franceses.
Mesmo que o futebol (e as apostas esportivas) sejam muito populares no maior país muçulmano do mundo, depois dessa participação a Indonésia nunca mais passou nem perto de disputar outra Copa do Mundo.

5. CHINA 🇨🇳

Potência nos esportes olímpicos, na economia e em praticamente tudo, a China, quando o assunto é futebol, é a chamada baba. Mas também já teve a sua oportunidade em Copa do Mundo. Aliás, uma participação de boa lembrança para nós, brasileiros.
Em 2002, a China conseguiu uma vaga graças ao fato de Japão e Coreia do Sul, as potências do futebol da Ásia, serem as sedes daquele Mundial. No início do século o nobre esporte bretão ainda era praticamente amador na China, bem diferente dos investimentos bilionários que vieram nos anos seguintes, e a participação que foi um divisor de águas para o esporte no país foi exatamente como se esperava: muita torcida nas arquibancadas, mas em campo só piaba.
Três derrotas em três jogos, nove gols sofridos e nenhum marcado e a 31ª e penúltima posição, só à frente da Arábia Saudita que conseguiu ser ainda pior. Mas justiça seja feita, os chineses tiveram que encarar o campeão Brasil e a terceira colocada Turquia, além da boa seleção da Costa Rica, de quem perderam por 2 a 0 na estreia. Na sequência, 4 a 0 para o Brasil, com aquele golaço de falta do Roberto Carlos, mas teve uma bola na trave dos chineses, e na despedida 3 a 0 para a Turquia. Mesmo com a evolução recente do futebol no país, a China nunca mais teve chances reais de classificar a outro Mundial.

Chineses marcando Ronaldo Fenômeno durante jogo da Copa de 2002

6. ISRAEL 🇮🇱

Israel tem uma história no futebol tão ligada a conflitos como a sua trajetória como país. Tem uma relação de paixão com o esporte, mas ter ido a apenas uma Copa do Mundo, a do México em 1970, tem mais a ver com as tretas extracampo do que com a falta de bons times ao longo dos anos. Israel é país desde 1948, mas muito antes disso já buscava espaço no cenário do futebol, curiosamente como seleção da Palestina, só que formada por jogadores judeus e britânicos (que atuavam militarmente na região).
Após a criação do Estado de Israel, a seleção viveu uma saga perambulando entre federações continentais, já que colecionava boicotes de países contrários a sua independência. Nas eliminatórias para a Copa de 1958, uma situação surreal: todas as demais seleções asiáticas e africanas desistiram em protesto à participação israelense. Como dessa forma eles iriam ao Mundial sem disputar nenhum jogo, a Fifa teve que improvisar uma repescagem, País de Gales foi o país sorteado para enfrentar Israel e acabou ficando com a vaga.
Na qualificação para a Copa de 1970, Israel conseguiu passar por Nova Zelândia e Austrália e finalmente garantiu sua participação. Em gramados mexicanos, uma campanha surpreendente, com a 12ª posição e três bons jogos contra o semifinalista Uruguai (derrota por 2 a 0 em jogo marcado por muita chuva) e empates em 1 a 1 com a Suécia e em 0 a 0 com a finalista Itália.
Até hoje os israelenses garantem que em condições normais teriam vencido o Uruguai e a história daquela Copa seria bem diferente. Nunca saberemos, mas o fato é que Israel seguiu pulando de federação em federação nos anos seguintes, até se estabelecer na UEFA a partir de 1992. A escolha por competir na Europa trouxe mais estabilidade fora de campo, mas por outro lado tornou uma nova participação do país em Mundiais bem mais difícil de acontecer.

Os “Reggae Boyz” da Jamaica na estreia e única participação em Copas, em 1998 na França

7. JAMAICA 🇯🇲

É impossível não fazer relação da seleção jamaicana de futebol com o clássico filme “Jamaica Abaixo de Zero”, que não vamos explicar aqui para não alongar demais. Em 1998, os Reggae Boyz estrearam na Copa do Mundo da França após um trabalho digno de cinema nos anos anteriores de um brasileiro: o técnico Renê Simões.
No início da década de 1990, o governo brasileiro ofereceu diversos projetos de cooperação técnica para pequenas nações caribenhas. Os jamaicanos optaram pelo futebol, e aí Renê Simões foi escolhido para tocar o projeto por ser o único entre os candidatos que falava inglês e tinha formação universitária. Como primeira medida, excluiu do time jogadores que estavam mais interessados em farras e também em outro produto muito popular no país… Depois, passou a garimpar jogadores pela Ilha, e encontrou talentos que trabalhavam como carregadores de malas, taxistas e até de barman.
Por fim, foi até a Inglaterra buscar jogadores de origem jamaicana que tentavam a sorte por lá. Pronto, estava formada a geração que faria história e levaria a Jamaica ao primeiro e único Mundial. No dia que a vaga foi carimbada, foi decretado feriado nacional. Na Copa, a Jamaica de Renê Simões não levou sorte nos confrontos, de cara perdeu por 3 a 1 para a também estreante Croácia, mas que seria semifinalista daquele Mundial, e na sequência foi atropelada pela Argentina por 5 a 0.
Já eliminada, restava uma chance contra outro estreante em Copas, o Japão, e os Reggae Boyz não desperdiçaram a oportunidade: vitória histórica por 2 a 1 e mais festa na despedida com a 22ª colocação.

8. EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 🇦🇪

Vocês sabem o que Dunga e Carlos Alberto Parreira têm em comum? Ambos passaram vergonha na Copa da Itália, em 1990, mas deram a volta por cima e foram tetracampeões mundiais na Copa seguinte, nos EUA. Tá, mas o técnico do Brasil em 90 não era o Lazaroni? E que raios essa história tem a ver com os Emirados Árabes Unidos? Captaram, né? Sim, Carlos Alberto Parreira era o técnico da seleção estreante da Copa de 1990, como já havia sido com o Kuwait, que já contamos a história aqui, em 1982.
Chegar até lá era o feito de ambos, porque os resultados foram basicamente os mesmos, um fiasco. Emirados Árabes Unidos foi a pior seleção daquela Copa: na estreia perdeu de 2 a 0 para a Colômbia, e depois vieram duas goleadas: 5 a 1 para a Alemanha (que seria a campeã em gramados italianos) e 4 a 1 para a Iugoslávia, garantindo a volta para casa mais cedo – não que voltar para Dubai ou Abu Dhabi seja algo ruim… O pequeno emirado até teve outras boas oportunidades depois de ir a sua segunda Copa (nas eliminatórias para 2026, por exemplo, parou na repescagem), mas ainda não conseguiu carimbar o passaporte outra vez.

9. TOGO 🇹🇬

Mesmo nas sempre equilibradas eliminatórias africanas para a Copa do Mundo, a classificação do pequenino Togo para o Mundial da Alemanha, em 2006, pode ser considerada uma das maiores zebras. E o feito tem nome e sobrenome: Emmanuel Adebayor. O atacante que brilhou no Arsenal e em outros grandes clubes europeus literalmente carregou o time nas costas até a Alemanha, deixando pelo caminho seleções bem mais tradicionais, como Mali, Zâmbia e Senegal.
Na Copa, Togo caiu no Grupo G, com França, Suíça e Coreia do Sul, e perdeu os três jogos (2 a 1 para os coreanos na estreia e 2 a 0 para Suíça e França), terminando na 30ª posição. Além disso, o elenco viveu a tradicional crise das premiações entre as seleções africanas, e em desacordo com a Federação local ameaçou não entrar em campo contra a França, o que obrigou a Fifa a intervir para evitar um vexame maior.
Além disso, os cartolas togoleses ainda passaram vergonha tendo que pedir desculpas públicas após dizerem que a Fifa havia pago premiação menor ao país em relação a outros participantes, o que acabou sendo desmentido depois.

Atacante Emmanuel Adebayor liderou Togo na única participação em Copas, em 2006

10. TRINIDAD & TOBAGO 🇹🇹

Não se envergonhe se nessa você precisou dar um Google para procurar “onde raios fica Trinidad & Tobago?” Fato que a pequenina e bela ilha do Caribe, bem pertinho da Venezuela, disputou sua primeira e única Copa do Mundo em 2006, na Alemanha (que aliás, foi o open bar de seleções estreantes nas Copas, hein!). Após uma histórica classificação pegando a última vaga nas Eliminatórias da Concacaf, ganhou o direito a disputar a repescagem mundial contra o Bahrein.
Após a festa pela vaga, o choque de realidade: a equipe, liderada pelo técnico holandês Leo Beenhakker, foi sorteada no Grupo B, ao lado de Suécia, Inglaterra e Paraguai. Apesar de ser considerada azarã, Trinidad & Tobago surpreendeu ao segurar um empate sem gols contra a Suécia de Ibrahimovic na estreia, mesmo jogando com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo.
Nos jogos seguintes, perdeu para a Inglaterra por 2 a 0 e para o Paraguai pelo mesmo placar, encerrando sua campanha sem marcar gols. Apesar da eliminação ainda na fase de grupos com a 27ª colocação, a participação foi celebrada como um marco no futebol do país e um exemplo de superação.

11. ISLÂNDIA 🇮🇸

Uma história mais recente (dessa até os Enzos e Valentinas lembram), mas que também poderia muito bem virar roteiro de filme. A minúscula Islândia na Copa do Mundo de 2018 na Rússia foi um marco, mas que não faria sentido contar sem o antes e o depois daqueles três jogos. O antes, no caso, nos leva ao início dos anos 2000, quando a Federação de futebol do país no extremo norte do planeta e com população de 400 mil habitantes resolveu dar um basta no fato de ser o eterno saco de pancadas dos gigantes europeus.
Pudera, não devia mesmo ser moleza jogar futebol em meio a vulcões explodindo por toda parte, gêiseres de água escaldante e temperaturas congelantes na maior parte do ano. Não, os cartolas islandeses não mudaram nada disso, mas com uma ajudinha financeira da Fifa, criaram condições para desenvolver o futebol na ilha: montaram centros de treinamento com temperatura controlada e garimparam uma geração que passou a jogar junta praticamente em tempo integral. E deu muito certo!
O país que até então só tinha como destaque a cantora Björk e o atacante caneludo Gudjohnsen, que jogou no Chelsea e era o centroavante do Barcelona naquela final do Mundial com o Inter em 2006, passou a cultuar nomes não menos impronunciáveis como Sigurdsson, Gunnarson, Saevarsson, Bjarnason e Sigthorsson. Faltava a coroação, e ela veio em 2016, com a até então inimaginável classificação para a Eurocopa. Estima-se que 10% da população da Islândia invadiu a França para ver sua seleção, que não fez feio: passou de fase à frente de Portugal de Cristiano Ronaldo (que seria campeão), eliminou a Inglaterra nas oitavas e só parou nas quartas de final para a anfitriã França.
Mas o melhor ainda estava por vir, e a geração de ouro passou com sobras pelas eliminatórias para chegar a sua primeira Copa do Mundo em 2018, deixando pelo caminho, por exemplo, a poderosa Holanda. Em gramados russos, uma estreia épica contra a Argentina, empate em 1 a 1 e direito ao goleirão pegando pênalti de Messi. Na sequência, derrotas em jogos duros para Nigéria por 2 a 0 e para a vice-campeã Croácia por 2 a 1 e fim de linha na 28ª colocação. Não importava, o país estava apaixonado por sua seleção e tinha certeza que o trabalho teria continuidade, formando novas gerações de bons jogadores.
Só que aí veio o desastre: em 2021, vários ídolos da seleção foram acusados de crimes graves como pedofilia e abuso sexual, o que fez ruir a reputação de toda a geração de ouro. Um golpe duro, que pode condenar a Islândia a ficar só com a lembrança daqueles anos memoráveis e nunca mais voltar a um Mundial.

Messi sofrendo (literalmente) com a marcação islândesa na estreia da Copa de 2018

12. ESLOVÁQUIA 🇸🇰

Se a então seleção da Tchecoslováquia tinha enorme tradição em Copas do Mundo, inclusive tendo dois vice-campeonatos, uma das suas herdeiras, a Eslováquia, só fez a estreia em Copas do Mundo em 2010, na África do Sul.
Após se classificar de forma surpreendente, liderando seu grupo nas Eliminatórias Europeias, a equipe liderada por Marek Hamšík chegou ao Grupo F e começou com um empate decepcionante por 1 a 1 contra a Nova Zelândia. Na sequência, derrota por 2 a 0 para o Paraguai e eliminação praticamente certa. Na última rodada, os eslovacos precisavam de um milagre, e ele veio!
Em um jogaço, vitória histórica por 3 a 2 sobre a Itália, eliminando os atuais campeões mundiais, e vaga nas oitavas de final, quando enfrentou a Holanda e foi derrotada por 2 a 1, encerrando sua campanha na 16ª posição (já a Holanda que seria vice-campeã, foi enfrentar o Brasil do Dunga, e o resto vocês já sabem…). Apesar da eliminação, a classificação para as oitavas e a vitória sobre a Itália foram grandes feitos, consolidando a Eslováquia como uma força emergente no futebol europeu.

13. ALEMANHA ORIENTAL 🇩🇪

A extinta seleção da Alemanha Oriental disputou sua única Copa do Mundo em 1974, na então vizinha de muro Alemanha Ocidental, em meio a todo o contexto da Guerra Fria, tornando sua participação um marco político e esportivo. Em campo, a equipe surpreendeu. Sorteada no Grupo 1, ao lado de futura campeã Alemanha Ocidental, Chile e Austrália, a Alemanha Oriental começou com um empate por 1 a 1 contra o Chile e uma vitória por 2 a 0 sobre a Austrália.
Na última rodada da fase de grupos, enfrentou a anfitriã e favoritaça Alemanha Ocidental, vencendo por 1 a 0 em um jogo histórico, com gol de Jürgen Sparwasser, e avançando para a segunda fase, quando enfrentou adversários de peso, como Brasil, Holanda e Argentina, e não conseguiu repetir o desempenho. Mas também não fez feio: perdeu para o Brasil por 1 a 0, para a Holanda de Cruyff por 2 a 0 e empatou sem gols com a Argentina, encerrando sua participação na 6ª colocação.

Histórico confronto entre as duas Alemanhas em 1974, em Hamburgo. Vitória dos azarões por 1×0

14. UCRÂNIA 🇺🇦

Essa aqui vai surpreender muita gente. Não parece, mas a seleção da Ucrânia só esteve em uma Copa do Mundo até hoje. Até os anos 1990, os ucranianos reforçavam a seleção da União Soviética com seus craques, que não eram poucos, por sinal. Como país independente, estreou em Copas do Mundo em… advinha? advinha? Sim! Em 2006, na Alemanha, após se classificar de forma brilhante ao liderar seu grupo nas Eliminatórias Europeias.
Comandada pelo técnico Oleg Blokhin (que foi um grande jogador na época da seleção soviética) e tendo como principal estrela o cracaço Andriy Shevchenko, que dispensa apresentações a não ser que você ache que o futebol nasceu em 2010, a equipe da camisa amarela alcançou um desempenho histórico logo em sua primeira participação.
Mas o começo não foi inspirador: sorteada no Grupo H, estreou apanhando da Espanha por 4 a 0, mas se recuperou vencendo a Arábia Saudita também por 4 a 0 e a Tunísia por 1 a 0, avançando às oitavas, quando superou a Suíça nos pênaltis após um empate sem gols (quem lembra, sabe, em um dos jogos mais feios da história das Copas). Nas quartas de final, acabou eliminada pela Itália, futura campeã, ao perder por 3 a 0, terminando na 8ª colocação.

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Copa do Mundo

48 Curiosidades da história da Copa do Mundo que você precisa saber

Confira um fato inusitado para cada participante da edição de 2026, a maior já realizada

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Arte destacando elementos históricos das Copas do Mundo para ilustrar 48 curiosidades da história dos Mundiais.

A Copa do Mundo de 2026 será a maior de todos os tempos, com 48 seleções, 104 jogos, 16 sedes em três países. Mas também será a 23ª edição do maior evento esportivo do planeta. São 96 anos de muita história para contar. Por isso, separamos 48 curiosidades da história dos Mundiais que você precisa saber para não faltar assunto nas rodas de amigos e nos churrascos durante os jogos da Copa desse ano. Confira!

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1. Uma Copa inteira em uma só cidade

A edição inaugural em 1930, no Uruguai, teve todas as suas 18 partidas disputadas em uma única cidade: Montevidéu. O plano original era usar apenas o mítico Estádio Centenário, construído em tempo recorde para o centenário da independência do país. Como as chuvas atrasaram as obras, os primeiros jogos tiveram que ocorrer nos estádios Pocitos e Gran Parque Central.

2. A convocação feita por um Rei

Em 1930, a seleção da Romênia 🇷🇴 não foi escolhida pelo treinador, mas pelo próprio Rei Carol II. Recém-chegado ao trono, ele era um fanático por futebol e escolheu o elenco a dedo. Mais do que isso: o monarca concedeu um decreto real garantindo que todos os jogadores que trabalhavam em empresas petrolíferas inglesas tivessem três meses de férias pagas para poderem viajar de navio até o Uruguai, sem o risco de serem demitidos.

3. Duas finais com nações diferentes

O volante Luis Monti detém um recorde único na história: jogou duas finais de Copa do Mundo por duas seleções diferentes. Em 1930, foi vice-campeão jogando pela sua terra natal, a Argentina. Pouco depois, transferiu-se para a Juventus e foi “naturalizado” pelo regime fascista de Benito Mussolini. Em 1934, jogou a final e foi campeão vestindo a camisa da Itália.

4. Sem sapatos, sem Copa

A Índia 🇮🇳 se classificou para a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. No entanto, a equipe desistiu de cruzar o oceano. O folclore do futebol aponta que o motivo principal foi a recusa da FIFA em permitir que os atletas indianos jogassem descalços — uma prática comum no futebol asiático da época. Fatores financeiros e a prioridade dada aos Jogos Olímpicos também pesaram na decisão final dos dirigentes.

5. Duas bolas na grande final

Na final de 1930, a rivalidade entre Uruguai 🇺🇾 e Argentina 🇦🇷 era tão ferrenha que os times não conseguiram concordar sobre qual bola usar. Para evitar um boicote, o árbitro belga Jean Langenus decidiu que a Argentina forneceria a bola no primeiro tempo (o que os ajudou a vencer por 2 a 1) e o Uruguai forneceria a bola no segundo tempo (o que resultou na virada uruguaia por 4 a 2).

6. O recorde imbatível de gols em um só torneio

O atacante francês Just Fontaine marcou impressionantes 13 gols em uma única edição de Copa do Mundo, na Suécia em 1958. O mais incrível é que ele jogou aquele torneio com chuteiras emprestadas por um colega de equipe, após as suas terem rasgado no treino. Com o futebol moderno sendo tão tático e defensivo, esse recorde dificilmente será quebrado.

7. O herói canino do troféu roubado

Em 1966, meses antes da Copa na Inglaterra, a taça Jules Rimet foi roubada enquanto estava exposta em Londres. O país inteiro entrou em pânico. Quem resolveu o mistério não foi a Scotland Yard, mas um cachorro chamado Pickles. Durante um passeio com seu dono, Pickles farejou um arbusto no sul de Londres e encontrou a taça embrulhada em jornais velhos. Ele virou herói nacional e ganhou um suprimento vitalício de ração.

8. Cartões inspirados em semáforos

Os cartões amarelo e vermelho parecem óbvios hoje, mas só foram introduzidos na Copa de 1970, no México. O árbitro inglês Ken Aston teve a ideia enquanto estava parado em um semáforo de trânsito. Ele percebeu que as cores amarelo (atenção) e vermelho (pare) seriam uma linguagem universal para resolver a barreira linguística entre árbitros e jogadores de diferentes países.

9. O gol mais rápido da história das Copas

O atacante turco Hakan Şükür detém a marca do gol mais rápido registrado em um Mundial. Na disputa pelo terceiro lugar na Copa de 2002, contra a anfitriã Coreia do Sul, ele balançou as redes exatamente 11 segundos após o apito inicial, aproveitando uma bobeira homérica da defesa sul-coreana.

10. A maior goleada em tempo regulamentar

Muitos lembram do trágico 7 a 1, mas o recorde de maior goleada da história das Copas pertence à Hungria 🇭🇺, que esmagou El Salvador por 10 a 1 na primeira fase da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Apesar do show de gols, aquela lendária seleção húngara acabou eliminada ainda na fase de grupos.

11. O jogo mais indisciplinado da história

Nas oitavas de final de 2006, em Nuremberg, Portugal 🇵🇹 e Holanda 🇳🇱 protagonizaram a batalha mais violenta dos Mundiais. O árbitro russo Valentin Ivanov distribuiu um recorde de 16 cartões amarelos e 4 cartões vermelhos (por acúmulo de cartões). O jogo ficou conhecido mundialmente como “A Batalha de Nuremberg”. Ah, Portugal de Felipão e do jovem Cristiano Ronaldo passou. Ou melhor, sobreviveu…

12. O recorde de longevidade de Roger Milla

O camaronês Roger Milla quebrou barreiras na Copa de 1994, nos Estados Unidos. Ao marcar um gol contra a Rússia na fase de grupos, ele se tornou o jogador mais velho a fazer um gol em uma Copa do Mundo, com 42 anos e 39 dias. Suas comemorações dançando na bandeira de escanteio viraram uma marca registrada da história do futebol.

13. O goleiro mais velho a pisar em campo

Se Milla é o jogador de linha mais velho a marcar, o recorde absoluto de idade em campo pertence ao goleiro egípcio Essam El-Hadary. Na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, ele foi escalado contra a Arábia Saudita com impressionantes 45 anos e 161 dias, defendendo inclusive um pênalti durante a partida.

14. O único jogador com três títulos mundiais

Embora dezenas de atletas tenham vencido o torneio mais de uma vez, apenas um homem ergueu a taça em três ocasiões como jogador: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. O Rei do Futebol conquistou o mundo em 1958 (com apenas 17 anos), 1962 (apesar de ter se lesionado no início) e liderou o esquadrão perfeito de 1970.

15. A maldição das três finais perdidas

Nenhuma seleção entende melhor a dor do quase do que a Holanda 🇳🇱. Conhecida pelo “Carrossel Holandês” e pelo futebol total na década de 1970, a equipe chegou a três finais de Copa do Mundo (1974, 1978 e 2010) e perdeu todas as três, detendo o recorde amargo de mais finais disputadas sem nunca ter levantado o troféu.

16. O recordista absoluto de gols em Copas

O atacante alemão Miroslav Klose é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 16 gols anotados ao longo de quatro edições (2002, 2006, 2010 e 2014). O gol que o isolou no topo aconteceu de forma poética (ou cruel, dependendo do ponto de vista): foi marcado justamente contra o Brasil, no histórico 7 a 1 no Mineirão, superando a marca anterior de 15 gols que pertencia a Ronaldo Fenômeno.

Miroslav Klose marcou o histórico 16º gol em Copas justamente no 7×1 contra o Brasil. Fifa/Divulgação

17. O primeiro (e único) gol olímpico

O único gol olímpico (cobrança de escanteio que vai direto para a rede) da história das Copas foi marcado pelo colombiano Marcos Coll na Copa de 1962, no Chile. O feito ganha contornos dramáticos pelo contexto: foi contra a União Soviética, cujo goleiro era ninguém menos que Lev Yashin, o “Aranha Negra”, considerado por muitos o maior goleiro de todos os tempos.

18. Seis Copas no currículo? Para poucos

Disputar uma única Copa do Mundo já é o ápice da carreira de um atleta. Conseguir jogar cinco edições é um feito de consistência física e técnica sobre-humana. Imagine então, jogar seis Copas do Mundo! Um grupo seleto vai alcançar esse feito notável de longevidade em 2026: os astros Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e o goleiro mexicano Ochoa (convocado de última hora após a lesão do titular). Eles vão superar lendas como Lothar Matthäus (Alemanha), Gianluigi Buffon (Itália) e Antonio Carbajal (México), que jogaram cinco Copas na carreira.

19. A partida com mais gols da história

O jogo com o maior número de bolas na rede aconteceu em 1954, na Suíça. Sob um calor escaldante em Lausanne, os donos da casa enfrentaram a vizinha Áustria pelas quartas de final. O placar terminou em um inacreditável Áustria 7 a 5 Suíça. Foram 12 gols em 90 minutos, com direito a jogadores sofrendo de insolação em campo devido às temperaturas extremas.

20. O surgimento da bola moderna de 32 gomos

A bola com o design clássico de hexágonos e pentágonos pretos e brancos que todo mundo desenha quando pensa em futebol — a Telstar da Adidas — estreou na Copa de 1970. O design de 32 gomos foi projetado especificamente para a transmissão de TV em preto e branco, pois o padrão contrastante facilitava para os telespectadores identificarem exatamente onde a bola estava no gramado.

21. Três cartões amarelos para o mesmo jogador

Na Copa de 2006, o árbitro inglês Graham Poll cometeu um dos maiores erros de direito da história dos Mundiais. Durante o jogo entre Croácia e Austrália, ele aplicou um cartão amarelo ao zagueiro croata Josip Šimunić aos 16 minutos do segundo tempo, outro aos 45 e esqueceu de expulsá-lo. Šimunić continuou em campo e só foi expulso ao receber o terceiro cartão amarelo, três minutos depois, por reclamação após o apito final.

22. O técnico que comandou cinco países diferentes

O sérvio Bora Milutinović ganhou o apelido de “Trabalhador Milagre” por um feito único: ele comandou cinco seleções diferentes em cinco Copas do Mundo consecutivas — e o mais impressionante: levou quatro delas às oitavas de final. Ele treinou o México (1986), a Costa Rica (1990), os Estados Unidos (1994), a Nigéria (1998) e a China (2002).

23. O jogador que foi expulso antes de entrar em campo

Na Copa de 2002, o cabeludo atacante argentino Claudio Caniggia (herói da Argentina e algoz do Brasil em 1990) conseguiu a façanha de ser expulso sem jogar um único minuto no torneio. No último jogo da fase de grupos, contra a Suécia, o já veterano Caniggia estava no banco de reservas e começou a insultar pesadamente o árbitro do fundo do gramado. Ele recebeu o cartão vermelho direto ali mesmo, assistindo à eliminação de sua equipe de colete.

24. A proibição da troca de camisas

O tradicional gesto de trocar camisas após o apito final foi estritamente proibido pela FIFA na Copa de 1986, no México. O motivo? A entidade temia que os jogadores ficassem com o peito nu no gramado, o que violaria as regras de decoro da transmissão de TV e “ofenderia” patrocinadores. Obviamente, a regra foi ignorada pelos atletas e acabou caindo em desuso.

25. O gol validado por um herdeiro real

Em 1982, durante o jogo entre França e Kuwait, a França marcou um gol enquanto os jogadores do Kuwait estavam parados, alegando ter ouvido um apito vindo da arquibancada. Revoltado, o Príncipe Fahad, presidente da federação do Kuwait, desceu da tribuna de honra, invadiu o campo e ordenou que seu time saísse de campo se o gol não fosse anulado. Após minutos de confusão e ameaça de boicote, o árbitro soviético cedeu e anulou o gol francês. Seria o príncipe o avô do VAR?

26. Único em duas seleções em finais consecutivas

O caso de Luis Monti (curiosidade 3) é famoso, mas o húngaro Ferenc Puskás e o uruguaio José Santamaria também jogaram por dois países (Hungria/Espanha e Uruguai/Espanha), embora sem alcançar duas finais. Quem chegou perto de Monti em termos de impacto foi Mário Zagallo, mas em funções diferentes: campeão como jogador (1958/1962) e depois como técnico (1970), criando um pioneirismo de taças em papéis distintos.

27. O curioso jejum de gols de um campeão

A França ganhou seus dois títulos mundiais em 1998 e 2018 e uma estatística curiosa une as duas conquistas: em ambas, o centroavante titular dos Bleus simplesmente não marcou. Em 1998, a façanha coube a Stéphane Guivarc’h, que jogou seis das sete partidas da campanha vitoriosa. 20 anos depois, taça na mão novamente e camisa 9 na seca: dessa vez, coube a Olivier Giroud manter a sina que pelo jeito dá sorte aos franceses, jogou seis dos sete jogos e não marcou um único gol no torneio. Em defesa dele, se dizia na época que ele se sacrificou taticamente para que Mbappé e Griezmann pudessem brilhar.

Olivier Giroud não marcou nenhum gol na campanha vitoriosa da França em 1998. Fifa/Divulgação.

28. O jogador que disputou a Copa com um braço só

Na primeira Copa, em 1930, o atacante uruguaio Héctor Castro jogou e foi campeão mundial ostentando uma condição rara no esporte de alto rendimento: ele não tinha o antebraço direito, perdido em um acidente com uma serra elétrica quando tinha 13 anos. Apelidado de “El Manco”, Castro marcou o primeiro gol da história do Uruguai em Copas e o gol final que selou o título contra a Argentina no 4 a 2.

29. A estreia da numeração nas camisas

Hoje as camisas de 1 a 26 são o padrão de qualquer convocação, mas os números nas costas dos jogadores só se tornaram obrigatórios a partir da Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Antes disso, identificar quem era quem no gramado (especialmente para os primeiros narradores de rádio e jornalistas nas tribunas) era uma tarefa hercúlea baseada apenas na fisionomia e posição do atleta.

30. O sorteio que eliminou uma seleção invicta

Na Copa de 1954, a Espanha e a Turquia empataram em pontos nas Eliminatórias (uma vitória para cada lado e um empate no jogo de desempate). Como o saldo de gols não era critério na época, a vaga para o Mundial foi decidida por sorteio. Um garoto italiano de 14 anos, chamado Luigi Franco Gemma, foi vendado e puxou o nome da Turquia de dentro de uma urna, eliminando os espanhóis sem que eles tivessem perdido o confronto direto.

31. O jogador mais jovem a marcar em uma final

O recorde ainda pertence a Pelé, que na final de 1958 contra a Suécia marcou dois gols com apenas 17 anos e 249 dias. O segundo jogador mais jovem a conseguir o feito foi o francês Kylian Mbappé, na final de 2018 contra a Croácia, mas ele já tinha 19 anos e 207 dias.

32. A primeira substituição da história das Copas

Até 1966, se um jogador se machucasse (mesmo o goleiro), o time tinha que jogar o resto da partida com um homem a menos. As substituições só foram permitidas pela FIFA na Copa de 1970. A primeira troca oficial da história ocorreu no jogo de abertura entre México e União Soviética, quando o soviético Viktor Serebryanikov saiu para a entrada de Anatoly Puzach.

33. O maior público da história das Copas

O recorde oficial e imbatível de público em uma partida de Copa do Mundo aconteceu na final de 1950, no Maracanã, entre Brasil e Uruguai. O número oficial de pagantes foi de 173.850, mas estima-se que o público total presente no estádio, contando com penetras e convidados, passou de 199.850 pessoas.

Maracanã na final da Copa de 1950

34. A menor presença de público em um jogo

No extremo oposto do Maracanã de 1950, a partida com o menor público da história das Copas ocorreu em 1930. O confronto entre Romênia e Peru, disputado no Estádio Pocitos, em Montevidéu, contou com um público oficial de apenas 300 espectadores, algo inimaginável nos dias atuais. O frio intenso e o desinteresse local pelo confronto foram os motivos.

35. O hat-trick mais rápido

O recorde de três gols marcados no menor intervalo de tempo pertence ao húngaro László Kiss. Na famosa goleada de 10 a 1 contra El Salvador em 1982, ele entrou no segundo tempo e marcou três gols em um espaço de apenas 7 minutos (aos 24, 27 e 31 minutos da etapa final). Ele também é o único reserva a marcar um hat-trick em Copas.

36. O único país que jogou todas as Copas

Este é um recorde de regularidade absoluto: o Brasil 🇧🇷 é a única seleção do planeta a participar de absolutamente todas as edições da Copa do Mundo desde 1930. Nenhuma outra nação conseguiu se classificar para todos os torneios sem falhar em eliminatórias ou boicotar edições.

37. Erguer a taça em três décadas diferentes? Quase.

Embora ninguém tenha erguido a taça em três décadas, o goleiro italiano Dino Zoff estabeleceu um recorde de capitania e longevidade ao erguer a taça em 1982 com 40 anos, 4 meses e 13 dias. Ele continua sendo o capitão mais velho a se sagrar campeão mundial na história.

38. A maior invencibilidade da história das Copas

A seleção que passou mais tempo sem saber o que é perder em uma Copa do Mundo foi o Brasil 🇧🇷, entre as edições de 1958 e 1966. Foram 13 jogos seguidos de invencibilidade (11 vitórias e 2 empates), sequência que começou na estreia de 1958 e só foi quebrada na fase de grupos de 1966, ao perder por 3 a 1 para a Hungria.

39. O primeiro exame antidoping positivo

O controle de dopagem foi introduzido pela FIFA em 1968 (em testes) e aplicado de fato na Copa de 1970. No entanto, o primeiro caso positivo só aconteceu na Copa de 1974, na Alemanha. O atacante haitiano Ernst Jean-Joseph testou positivo para efedrina. Relatos da época apontam que, ao descobrir o resultado, a própria comissão técnica do Haiti agrediu o jogador no hotel antes de mandá-lo de volta para o país.

40. Duas seleções do mesmo país? E no mesmo grupo!

Sim, teve isso! Na Copa de 1974, a geopolítica da Guerra Fria invadiu as quatro linhas de forma explícita. O sorteio colocou no mesmo grupo a Alemanha Ocidental (ocidental/capitalista) e a Alemanha Oriental (oriental/comunista). O jogo histórico aconteceu em Hamburgo, e a Alemanha Oriental venceu por 1 a 0 com um gol antológico de Jürgen Sparwasser. Apesar da derrota política e moral no clássico, a Alemanha Ocidental acabou se recuperando e vencendo aquela Copa.

41. A Copa de 1930 foi a única sem eliminatórias

A primeira Copa do Mundo, realizada no Uruguai, teve apenas 13 seleções e nenhuma fase classificatória. Os países participantes foram convidados pela FIFA. Muitos europeus recusaram o convite devido ao custo e ao longo tempo de viagem de navio até a América do Sul.

42. O Maracanazzo não foi uma final

Muita gente pensa que Brasil x Uruguai foi a final da Copa de 1950, mas tecnicamente não foi. O torneio foi decidido por um quadrangular final entre Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia. O último jogo acabou funcionando como uma final porque os dois líderes se enfrentaram na rodada decisiva.

43. O Brasil dos extremos na primeira Copa

Na primeira edição do Mundial, em 1930, o brasileiro Carvalho Leite tornou-se o jogador mais jovem do torneio, com apenas 18 anos e 65 dias. Já o árbitro brasileiro Gilberto Almeida Rêgo era o mais velho da competição, com 49 anos. Uma coincidência curiosa para a delegação brasileira.

44. A Copa do Mundo quase não existiu

Antes de 1930, a FIFA tentou criar um campeonato mundial em 1906, mas não encontrou interessados para sediar o evento. Foram necessários mais de 20 anos até que o projeto finalmente saísse do papel no Uruguai.

45. Nenhuma Copa teve mais gols que a de 2022. Por enquanto…

Taí um recorde que provavelmente será pulverizado em 2026. O Mundial do Catar terminou com 172 gols marcados, recorde até então entre as Copas com 32 seleções (desde 1998). A histórica final entre Argentina e França, terminada em 3 a 3 antes dos pênaltis, ajudou a consolidar o novo recorde.

46. Cinco gols em um único jogo (e não pediu música)

Na Copa de 1994, o russo Oleg Salenko marcou cinco vezes contra Camarões, em um jogo do grupo do Brasil (que seria campeão) e em que ambos já estavam eliminados. O resultado foi essa festa de gols que até hoje ninguém repetiu (e dificilmente vai repetir). Ah, naquela época nenhum artilheiro pedia música, então ficamos sem saber o gosto musical do russo Salenko, que só por aquele jogo terminou a Copa como artilheiro, superando astros como Romário, Baggio e Stoichkov.

47. Messi quebrou praticamente todos os recordes de longevidade

Na Copa de 2022, Lionel Messi tornou-se o jogador com mais partidas disputadas em Copas do Mundo, superando a marca de 25 jogos do alemão Lothar Matthäus. Além disso, tornou-se o primeiro jogador da história a marcar gols em todas as fases de mata-mata de uma mesma Copa (oitavas, quartas, semifinal e final). Também é o único atleta a conquistar duas vezes o prêmio de melhor jogador do torneio. Ah, e de quebra ainda levantou a taça…

48. O país-sede normalmente vê a festa alheia

Existe a sensação de que jogar em casa garante enorme vantagem, mas a história das Copas mostra o contrário. Em 22 edições disputadas até 2022, apenas seis anfitriões conquistaram o título (Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha em 1974, Argentina em 1978 e a França em 1998). O caso mais extremo aconteceu em 2010, quando a África do Sul tornou-se o primeiro país-sede eliminado ainda na fase de grupos. O pentacampeão Brasil, por exemplo, tem os seus maiores traumas justamente nas edições que sediou (1950 e 2014).

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