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Vasco

Da Bombonera ao Maracanã: Vasco luta por final e por protagonismo

Vasco visita o Boca na Bombonera pela semi da Sul-Americana e busca voltar a uma final continental após 26 anos.

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La Bombonera
Foto: Reprodução/X/Boca Juniors

O Vasco encara o Boca Juniors hoje, as 21h30, em La Bombonera, pelo primeiro jogo da semifinal da Sul Americana, buscando escrever seu nome na historia do futebol sul americano após um longo hiato, que envolve não somente títulos, mas o rival desta partida também.

A última vez que o cruz-maltino conquistou um título continental foi há 26 anos, quando ganhou a Copa Mercosul de 2000. Em 2001 o Vasco esteve pela última vez na Bombonera, quando empatou em 2 a 2 com o Boca pela Copa Mercosul, jogo que contou com gol de Pedrinho, atual presidente do Vasco. O histórico do confronto, no entanto, favorece e muito os xeneizes. Ao todo, os clubes se enfrentaram 14 vezes, com 6 vitorias do Boca, 7 empates e apenas uma vitoria do Vasco, em ocorreu em 1951. Pode-se dizer que o torcedor vascaíno está com saudades de celebrar uma vitória em cima dos xeneizes.

Boca Juniors x Vasco pela Copa Mercosul, em 2001. Foto: Reprodução

Mais importante do que reduzir uma vantagem histórica, porém, é a missão de chegar a uma final e voltar a levantar uma taça continental — feito que colocaria o Vasco de volta na conversa de protagonismo na America do Sul. Essa possibilidade ganha ainda mais peso dado o momento atual, onde Botafogo, Fluminense e Flamengo conquistaram títulos continentais nos últimos três anos.

Copa Mercosul 2000, último título continental do Vasco. Foto: Reprodução

O local do jogo de volta foi outro tópico do confronto que atraiu muita atenção por conta da disputa judicial envolvendo Vasco e o consórcio Fla-Flu, atual administrador do Maracanã. O Cruz-maltino havia escolhido jogar a partida de volta no Maracanã, depois de vencer na Justiça em primeira decisão. O consórcio, por sua vez, conseguiu uma liminar e proibiu a liberação do estádio para o rival. Diante disso, o Vasco recorreu novamente e conseguiu hoje a determinação de que o jogo irá, de fato, ser disputado no Maracanã. 

Brasileirão

Vitor Roque no topo, Botafogo e Palmeiras dominando: o ranking internacional que mostra as principais joias do Brasileirão

CIES aponta os 20 jovens mais promissores do Brasileirão 2026; Palmeiras e Botafogo lideram com 4 cada

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Vitor Roque, do Palmeiras, contra o Botafogo no Brasileirão 2026
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O CIES Football Observatory divulgou o ranking dos 20 jovens sub-23 mais promissores do Brasileirão 2026. O estudo analisou o desempenho estatístico recente de atletas da principal liga do Brasil e elegeu o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, como o maior talento jovem em atividade no futebol brasileiro. Palmeiras e Botafogo dominam a lista com quatro representantes cada.

Vitor Roque: o retorno que virou liderança

Aos 21 anos, Vitor Roque volta ao Brasil como protagonista. Após uma passagem discreta pelo Barcelona e um empréstimo ao Betis, o atacante retornou ao Palmeiras em 2025 e reencontrou o futebol que o revelou ao mundo. No Brasileirão 2026, é o jovem sub-23 com melhor desempenho estatístico entre todos os campeonatos analisados pelo CIES, um recado direto aos europeus que duvidaram do seu potencial.

Logo atrás aparecem Robert Renan (22 anos), zagueiro do Vasco, e Allan (22 anos), meia do Palmeiras, que com Agustín Giay e Jefté totalizam quatro Palmeirenses no Top 20.

Botafogo: a fábrica silenciosa

Se o Palmeiras domina pelo peso dos nomes, o Botafogo impressiona pela quantidade e pela diversidade. Álvaro Montoro (19 anos), Matheus Martins (22 anos), Jordan Barrera (20 anos) e Mateo Ponte (22 anos) representam o Glorioso na lista. A curiosidade é que nenhum deles chegou pela base do clube.

O modelo do Botafogo pós-SAF é diferente: identificar jovens subvalorizados no mercado sul-americano e internacional e transformá-los em jogadores valorizados. Montoro, aos 19 anos, é o mais jovem do ranking inteiro.

Montoro, do Botafogo, pela Copa do Brasil no Estadio Nilton Santos. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O ranking completo

Pos.JogadorIdadePosiçãoClube
1ºVitor Roque21AtacantePalmeiras 
2ºRobert Renan22ZagueiroVasco 
3ºAllan22MeiaPalmeiras 
4ºÁlvaro Montoro19MeiaBotafogo 
5ºBreno Bidon21MeiaCorinthians 
6ºViery Fernandes21ZagueiroGrêmio 
7ºAgustín Giay22Lat. direitoPalmeiras 
8ºVictor Gabriel21ZagueiroInternacional 
9ºRomán Gómez21Lat. direitoBahia 
10ºMatheus Martins22AtacanteBotafogo 
11ºMaik Gomes21Lat. direitoSão Paulo 
12ºLucas Ronier21AtacanteCoritiba 
13ºVictor Hugo21MeiaAtlético-MG 
14ºJefté22Lat. esquerdoPalmeiras 
15ºIgnacio Sosa22MeiaRB Bragantino 
16ºJordan Barrera20AtacanteBotafogo 
17ºJoão Pedro22ZagueiroCorinthians 
18ºKeny Arroyo20AtacanteCruzeiro 
19ºMateo Ponte22Lat. direitoBotafogo 
20ºWallace Yan21AtacanteFlamengo 

O que o ranking revela sobre o futebol brasileiro

Dez clubes diferentes aparecem na lista — um sinal de que a distribuição de talentos jovens no Brasil está mais equilibrada do que o senso comum sugere. Além disso, o estudo confirma uma tendência clara: a lateral direita é a posição com mais jovens promissores no campeonato, com Giay, Gómez, Maik Gomes e Mateo Ponte todos figurando no ranking.

Outro dado relevante: dos 20 nomes, sete são estrangeiros, reforçando que o Brasileirão virou um destino de escolha para jovens sul-americanos que querem se projetar globalmente.

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Arbitragem

VAR no Brasil: tecnologia ou bagunça? Os casos que ficaram na história

Do gol anulado do Vasco à linha descalibrada do Inter: relembre as maiores polêmicas do VAR no futebol brasileiro.

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Árbitro de campo revendo lance no monitor do VAR no futebol brasileiro
Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A promessa era simples: menos erros, mais justiça. Mas desde que o VAR chegou ao futebol brasileiro, em 2017, o que não faltou foram polêmicas, áudios divulgados de madrugada e árbitros afastados. O caso mais recente, o gol anulado do Vasco contra o Paysandu na Copa do Brasil 2026, é apenas mais um capítulo de uma história que o torcedor brasileiro já conhece bem demais.

O caso que reacendeu o debate

Na Copa do Brasil 2026, o Vasco avançou sobre o Paysandu com vitória por 2 a 0, mas o jogo ficou marcado por um gol anulado após revisão do VAR. O atacante Nuno Moreira balançou a rede depois de jogada de Brenner e a árbitra de vídeo Daiane Muniz flagrou uma falta na origem do lance.

O árbitro de campo Ramon Abatti Abel foi ao monitor e concordou. O áudio divulgado pela CBF foi direto: ” Ó lá, ó o puxão. Ok, ele puxa o zagueiro e derruba. Ok, vou voltar com a falta.” 

O técnico Renato Gaúcho discordou publicamente da decisão, mesmo que o Vasco tenha saído com a vitória.

Quando o VAR afastou árbitros

Em 2025, num clássico entre São Paulo e Palmeiras pelo Brasileirão, dois lances viraram caso nacional: um pênalti e um pedido de expulsão. A CBF chegou a liberar os áudios da cabine para tentar conter o incêndio, mas não adiantou.

Os árbitros envolvidos foram afastados logo após a partida e a punição confirmou o erro, mas chegou tarde demais para mudar o resultado. Inclusive, o mesmo Ramon Abatti Abel estava no centro da polêmica.

Foto: Montagem ESPN/Reprodução

O erro foi da câmera, não do árbitro

Em 2021, no Brasileirão, o Internacional marcou um gol de Rodrigo Dourado validado pelo VAR, mas a linha de impedimento usada na análise estava descalibrada. O erro não foi humano, foi técnico e a ferramenta que deveria garantir precisão funcionou com defeito.

O gol valeu, o caso ficou registrado como um dos maiores escândalos envolvendo falha tecnológica do VAR no Brasil e abriu um debate que dura até hoje sobre a confiabilidade do sistema.

Foto: Reprodução

A partida mais polêmica de 2019

No primeiro ano do VAR no Brasileirão, Botafogo x Palmeiras pela 6ª rodada do Brasileirão já entregou o tom do que estaria por vir. Deyverson foi derrubado na área, o árbitro nada marcou e o jogo foi reiniciado. Mesmo assim, o VAR recomendou a revisão e o árbitro Paulo Roberto Alves foi ao monitor para marcar a penalidade.

O Botafogo contestou no STJD, já que o jogo já tinha sido reiniciado, mas o time carioca não conseguiu anular a partida. O caso virou referência nos debates sobre os limites da intervenção do VAR no futebol brasileiro.

Divulgação: Palmeiras/Flickr

A ferramenta certa no ambiente errado?

O VAR funciona, mas em doses altas de polêmica, pressão e torcidas organizadas exigindo posicionamento nas redes sociais, ele vira combustível para a guerra de narrativas. O problema do VAR brasileiro talvez nunca tenha sido a câmera, mas sim o que acontece na frente dela.

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Atlético-MG

Emoção, zebra e clássicos históricos: os jogos que a Copa do Brasil jamais deixará você esquecer

Desde finais eletrizantes a viradas mirabolantes: o torneio mais democrático do Brasil tem muito mais do que simples partidas.

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Trofeu da Copa do Brasil
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Criada em 1989, a Copa do Brasil foi projetada para dar chance ao “Brasil profundo” — times de estados menores enfrentando os gigantes. O que ninguém esperava era que, décadas depois, o torneio se tornaria um dos mais disputados, emocionantes e imprevisíveis do continente. Com premiação milionária, vaga na Libertadores e o prestígio de levantar aquela taça, poucos campeonatos nacionais no mundo entregam tanto drama por partida quanto este.

Clássicos que viraram lenda

Flamengo x Vasco (Final 2006)

Um clássico carioca de gala na decisão. O Rubro-Negro foi soberano nos dois jogos e ergueu o caneco sem sofrer gol algum.

Atletico-MG x Cruzeiro (Final 2014)

Depois de viradas épicas sobre Corinthians e Fla, o Galo fez o trabalho mais tranquilo justo na decisão, humilhando o arquirrival que era bicampeão brasileiro.

A arte da virada: quando tudo parecia perdido

Atlético-MG x Corinthians (Quartas de Final 2014)

O Galo voltou de São Paulo com 2 a 0 de desvantagem e todo mundo dando a vaga de presente ao Timão. Mas o Mineirão virou caldeirão e o Atlético aplicou um 4 a 1 histórico, de virada, para avançar. Era o sinal de que aquele time não tinha fronteiras para o impossível.

Palmeiras x Flamengo (Quartas de Final 1999)

Perdendo no Rio por 2 a 1, o Verdão ainda levou gol logo de cara no jogo de volta — situação de desespero total. Com um show de Euller, o Palmeiras foi às raias do impossível e fez 4 a 2 para uma classificação inesquecível. A campanha terminou nas semis contra o Botafogo, mas aquela noite ficou gravada para sempre.

A zebra mais saborosa da história

Sport x Corinthians (Final 2008)

O Corinthians venceu a ida por 3 a 1 e já começava a ensaiar discurso de bicampeão. O que o Leão da Ilha preparou para a volta, porém, foi uma aula de futebol nervoso e eficiente, vencendo por 2 a 0 e conquistando o título num critério de gols fora que até hoje gera debate.

O gol decisivo de Luciano Henrique foi especialmente cruel: escanteio mal afastado, chute de primeira, bola desviada e passando entre as pernas do goleiro Felipe. O futebol tem dessas.

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