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Como funciona o Impedimento Semiautomático, a novidade do Brasileirão

Fim das linhas tortas: CBF confirma o uso do impedimento semiautomático na Série A a partir da 20ª rodada, a primeira do segundo turno da principal competição nacional. Confira as vantagens da nova tecnologia.

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a implementação do impedimento semiautomático para o Campeonato Brasileiro da Série A. A nova tecnologia de arbitragem que fez sucesso na Copa do Mundo, e que já era prometida para a principal competição nacional desde o início do ano, passa a operar de forma oficial no torneio a partir da 20ª rodada, marcando o início do segundo turno da competição. A medida visa eliminar as frequentes polêmicas no traçado manual de linhas do VAR e reduzir o tempo de paralisação nas checagens de gol durante as partidas.

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A tecnologia que revolucionou as decisões de arbitragem

O impedimento semiautomático é uma tecnologia de ponta desenvolvida pela FIFA que combina inteligência artificial, câmeras de rastreamento e sensores na bola para definir lances de impedimento com precisão milimétrica. O sistema estreou globalmente na Copa do Mundo do Catar em 2022 e tornou-se padrão nos principais campeonatos do mundo, como a Champions League, as principais ligas europeias e a Copa do Mundo de 2026. A ferramenta elimina a subjetividade do traçado manual de linhas no VAR e reduz o tempo de paralisação das partidas.

Como funciona a tecnologia no Brasileirão

O sistema aprovado pela entidade máxima do futebol nacional utiliza um ecossistema de alta precisão instalado nos estádios. Cerca de 12 câmeras ópticas de alta velocidade são posicionadas na cobertura das arenas para monitorar o gramado. Essas câmeras capturam até 29 pontos anatômicos de cada atleta cerca de 50 vezes por segundo, gerando um mapa tridimensional completo da jogada. Aqui, uma curiosidade: as câmeras são todas Iphones 17 Pró Max de última geração, exatamente as mesas disponíveis no mercado.

Câmeras de última geração instaladas no alto da Neo Química Arena, estádio do Corinthians

A ferramenta cruza a posição dos atletas com o exato instante em que a bola é lançada, utilizando sensores ou análise óptica quadro a quadro para detectar o passe de forma milimétrica.

Recurso TécnicoSistema Antigo (VAR Tradicional)Impedimento Semiautomático (CBF)
Tempo Médio de Checagem2 a 3 minutos15 a 25 segundos
Traçado das LinhasManual (feita pelo operador)Automático (via inteligência 3D)
Mapeamento do JogadorLinhas em 2D29 pontos corporais em 3D
Apresentação da DecisãoImagem estática com linhas salvasAnimação 3D interativa no telão do estádio

Fim das longas esperas e da desconfiança do torcedor

A principal mudança sentida pelos torcedores nos estádios e nas transmissões de televisão será a agilidade das decisões. No modelo tradicional do VAR, os operadores levavam até três minutos para marcar manualmente as linhas nos pés ou ombros dos atletas. Com o formato semiautomático, a checagem média cai para um intervalo entre 15 e 25 segundos.

A tecnologia também gera uma animação em 3D em tempo real do lance. Essa imagem é disponibilizada imediatamente para a transmissão ao vivo e nos telões das arenas, garantindo total clareza na decisão tomada pela arbitragem.

Por que a tecnologia é “semiautomática”?

A palavra “semi” permanece no nome oficial da tecnologia por uma exigência direta das regras da FIFA. Apesar do alto nível de automação, o fator humano continua sendo indispensável, segundo os protocolos da entidade máxima do futebol. A decisão final permanece sob responsabilidade do apito, enquanto a tecnologia entrega a precisão exata do posicionamento dentro de campo.

A inteligência artificial do sistema detecta e informa apenas a posição física de impedimento dos atletas, mesmo que por centímetros. Cabe ao árbitro de vídeo e ao juiz de campo interpretar se o jogador em posição irregular participou diretamente do lance ou interferiu na visão do goleiro.

Como funciona a tecnologia passo a passo

O sistema depende do funcionamento integrado de dois componentes fundamentais dentro do estádio.

  • Primeiro, cerca de 12 câmeras ópticas dedicadas (são Iphones 17 Pró Max) são instaladas no teto da arena para rastrear os atletas. Essas câmeras capturam até 29 pontos corporais de cada jogador 50 vezes por segundo, mapeando a posição exata de braços, pernas e do tronco.
  • O segundo componente é o sensor de medição inercial instalado no centro da bola de jogo. O dispositivo envia dados de localização 500 vezes por segundo para a central de arbitragem, determinando o exato milissegundo em que ocorre o passe.
  • A inteligência artificial do sistema cruza os dados do rastreamento corporal com o exato momento do impacto na bola. O software processa o posicionamento dos atletas e gera um alerta automático para os árbitros na sala de vídeo. O sistema cria instantaneamente uma animação tridimensional 3D detalhada do lance exato da jogada.
  • Os juízes do VAR apenas validam a decisão sugerida pelo computador antes de repassar a confirmação ao árbitro de campo.

Por que o sistema é mais assertivo?





  • A precisão do impedimento semiautomático supera o VAR tradicional porque elimina a interferência e o erro humano no traçado de linhas.
  • No sistema antigo, o operador precisava selecionar manualmente o “frame” do passe e indicar o ponto do corpo do atleta, criando margem para distorções visuais. A nova ferramenta mapeia a anatomia completa do jogador sem dependência da percepção do operador.
  • Além disso, a margem de erro espacial é reduzida para poucos milímetros graças à altíssima frequência de captura das câmeras e dos sensores.

Tecnologia que já era usada em ligas como a Premier League detecta impedimentos mínimos

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